quarta-feira, 18 de maio de 2016

PPI (2)

Nas circunstâncias atuais as parcerias público-privadas possíveis são uma associação do Estado com a titularidade dos serviços e seu poder regulatório com investimentos e operação privada. O Estado não tem recursos econômicos para investir. Depende dos capitais privados, podendo complementá-los com financiamentos. 

Dependendo inteiramente dos investimentos privados, só serão viáveis as parcerias na modalidade concessão comum, na qual não há aportes públicos.

Significa que só haverá interessados para os empreendimentos com boas perspectivas de mercado atual e futuro.

Os mercado atuais são mais visíveis. Os futuros dependem de planejamento de longo prazo em que se avaliem as perspectivas, as tendências e as opções adotadas. A opção pela rodovia do frango no sul pode inviabilizar ou retardar a futura "ferrovia do frango" da região do Matopiba.

É urgente desenvolver o planejamento da ocupação territorial do Brasil: associada às perspectivas mundiais e da posição do Brasil nessas perspectivas ou cenários. 

3 comentários:

  1. Há meio século se falava da integração das bacias do Amazonas e do Prata como a maneira de prover o transporte, fluvial, adequado para os novos territórios adicionados ao espaço econômico brasileiro. De lá para cá, pouco ou nada tenho escutado a esse respeito. Não seriia o caso de voltar ao assunto, juntamente com a reabilitação da cabotagem? Essa seria a maneira mais econômica de integrar a nova fronteira de ocupação, não?

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    1. Na ocasião das proposta de integração das bacias, a visão ambientalista era fraca.Hoje a proposta se tornou inviavel pelas restrições ambientais.
      O processo não é natural mas exige grandes investimentos em engenharia. Veja-se por exemplo a transposição das águas do São Francisco.

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    2. Quanto à cabotagem vou comentar oportunamente. Principalmente analisando porque as tentativas não deram cerro. A mais recente empresa que tentou está quebrada.

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