sábado, 21 de março de 2015

Dilma, coração valente

Dilma tem um passado de ativista, que se engajou na luta armada e na clandestinidade. Foi presa  mas resistiu bravamente. Não confessou, não entregou companheiros: apesar de torturada.

Agora sente-se pressionada, psicologicamente torturada, pela mídia que quer que ela confesse. Que confesse ter cometido erros. Bobagem: confessar é o que ela jamais vai fazer. Se o mercado, a sociedade esperam por isso, podem esperar sentado para não se cansar.

Ela se coloca como uma guerreira e, como tal, não vai jamais confessar. Diante da realidade ela vai relutar, mas afinal vai reconhecer derrotas. 

Vai e já está reconhecendo que o que fez - com a absoluta convicção antes como agora que foi tudo certo - não deu os resultados esperados. Mas por fatores  externos, ou responsabilidades de terceiros. Jamais por erro dela. 

E vai continuar assim...  Ou vai mudar?

Não vai mudar. Mas vai colocar em campo a sua outra faceta. Vai à luta, Vai, como está indo a diversos locais do pais, discursando e convivendo com  os seus correligionários ou até mesmo educados adversários (como ocorreu em Goiânia). Vai na tentativa de reconquista da sua popularidade.

O que ela não vai mudar é no relacionamento mais frequente com as lideranças políticas do Congresso. Ela, formalmente, não apoia e não pode apoiar Cid Gomes, mas pensa como ele. Ou como alegava Roberto Jefferson que deu partida  às investigações do mensalão: "eles tem nojo da gente". Ela tem ojeriza aos políticos em Brasília. Ela delega essa missão aos seus auxiliares. E vai ter que trocar alguns deles, porque não tem interlocução com os parlamentares. Vai relutar, mas vai acabar aceitando, porque se esses não derem conta do recado ela mesmo tem que fazer pessoalmente as articulações. Para o que não só não tem apetite, como detesta.  Vai ter que aceitar fazer algumas reuniões diretas com as lideranças, até mesmo com a presença de Eduardo Cunha: "noblesse oblige".

Nos 3 primeiros meses, ou minutos iniciais do jogo, já levou 5 gols. Agora saiu para o ataque tentando "virar o jogo". Será que vai conseguir?

O que vai ser do Brasil, com uma governante fraca, diante de um conjunto de crises?


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