sábado, 15 de abril de 2017

Não quero carro, pai!

O mês de fevereiro era sempre esperado, com expectativa pelo setor automobilístico, em função de uma demanda sazonal: a compra de um carro para o filho ou filha que passou no vestibular e vai ingressar na faculdade. É também um momento de libertação do garoto ou garota. Não precisa mais ficar dependente do ônibus ou do metrô. Não precisa mais ser levado ou buscado na escola. 

Agora veio a decepção: "pai, não quero carro! ". Está com dinheiro? Então me financie uma viagem, com a turma.

A independência é buscada de outra forma: sair de casa para ir morar numa república, com os colegas. 

E o mercado automobilístico não se anima com a compra dos carros para os calouros. 

O transito poderá não sofrer grandes alterações, uma vez que o jovem irá dispensar o seu carro próprio, mas usará um aplicativo para usar o carro de terceiros. 

Já os estacionamentos terão uma queda de demanda por que os carros chamados pelos aplicativos não precisam usar vagas pagas. 

É uma nova realidade que requer a reavaliação dos modelos de negócios. 

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