terça-feira, 12 de janeiro de 2016

A disputa pelos espaços na cidade

As grandes cidades acabam - ao longo do tempo e pela desigualdade social - partidas.
Uma parte menor, formada pelo centro histórico e sua expansão, é disputada pelas diversas classes. 
Uma parte maior - periférica - é inteiramente tomada pela pobreza que, em maior número de pessoas e, portanto, de eleitores é decisivo para o resultado das eleições. 
Os candidatos a Prefeitos da "elite" entendem que gerir a cidade é gerir essa parte "mais civilizada" e disputam os votos dos seus moradores. A outra parte é buscada pela esquerda e pelos populistas, que podem ser a mesma coisa, em alguns casos.
Fernando Haddad é um novo político, com uma visão socialista da sua cidade (a parte menor), buscando dar maior espaço à pobreza dentro dela. Pouco cuida da outra parte (a periferia) que o elegeu por força da atuação do partido. Recusa-se a ser populista e com isso perde votos.
A mídia que tem o seu público - a "opinião publicada" - na parte menor da cidade, dedica-se 90% a ela, gerando a impressão de que essa parte é igual ao todo. 
As eleições paulistanas serão decididas entre os "populistas". Que vão buscar os votos da parte maior da cidade. Não pelos que frequentam as colunas políticas.

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