sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

O diagnóstico está certo? E o remédio?

O doente está acamado com muitas dores. O médico anuncia um megapacote de remédios. Nem os tem, mas serve para iludir os parentes. Não garante a alta, a recuperação, mas apenas "evitar que piore" e reduza as dores.
Dos tais R$ 83 bilhões, uma grande parte ainda depende de aprovação do Congresso ou de maiores estudos. O que importa é o impacto da notícia. O jogo é de alta prestidigitação. 
A parte menor voltada ao restabelecimento do crédito ao agronegócio e às exportações, inclusive de máquinas e equipamentos poderá ter o efeito analgésico.
A aposta é no restabelecimento de um mínimo de confiança, para a retomada do consumo das famílias e da produção. 
O chamado "mercado" contesta o diagnóstico. Para ele, o problema é a desestruturação macroeconômica. 
O problema maior está na falta de confiabilidade do Governo. 
E o risco são os efeitos perversos. Ou sejam, os efeitos indesejáveis, como consequência efetiva das medidas. O maior dessas é o descontrole inflacionário.  

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