sexta-feira, 1 de abril de 2016

Crime atenuado

Ontem emergiram dois tons adicionais do discurso contra o impeachment.

O primeiro já anunciado aqui: reconhece que ocorreu o fato. A edição de créditos suplementares sem a devida autorização do Congresso, mas não aceita a caracterização como crime de responsabilidade. 

Em termos populares, a pedalada houve. Mas todo mundo pedalou desde FHC a Lula. E dezenas de Governadores e centenas de Prefeitos. Houve uma falha, mas logo em seguida corrigida. Não pode ser considerada crime. Foi o que defenderam os convidados para defender a Presidente na Comissão Especial de Impeachment.

Pedaladas ocorreram, em 2014 e continuaram em 2015. Mas foram corrigidas. Não foram crime. Não podem ser base para impeachment.

O próximo tom será: "pedaladas ocorreram. Foram crime, mas menores. Que todo mundo fez e ninguém foi punido. Aplicar pena máxima por uma infração leve é golpe." Todo mundo acelera no sinal amarelo.

De outro lado, a própria Presidente trouxe de volta outro tom: pedalada houve, mas foi por boa causa: continuidade do bolsa família, e também minha casa, minha vida.

Opor se a isso é golpe. "A oposição quer acabar com esses programas". É a mensagem para manter o apoio das classes de menor ou sem renda. 




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