quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

As decisões não são de país, mas empresariais

Trump, com a sua truculência, está pondo em prática as suas promessas e ameaças. Em relação aos investimentos das multinacionais fora dos EUA, por enquanto é intimidação, mas as empresas já estão suspendendo os seus planos e prometendo canalizar os seus investimentos dentro dos EUA. Mas em algum momento próximo, tanto as ameaças como as promessas vão se concretizar.

O que irão fazer as direções das multinacionais instaladas no México, com a inevitável redução das vendas dos seus produtos para o mercado norte-americano. Com a redução da atividade produtiva, as perspectivas do mercado interno também são desfavoráveis. Os consumidores mexicanos não terão condições de substituir os consumidores norte-americanos. Tentarão vender os seus produtos em outros mercados, começando pela América Latina. Nesse caso o principal mercado alvo é o Brasil. 

Como consequencia da estratégia de Trump, o México irá quebrar, perdendo a capacidade de pagamento dos seus compromissos externos, podendo novamente ter que pedir socorro ao FMI. Qual será a contaminação da nova crise financeira mexicana? O quanto irá afetar o sistema financeiro norte-americano e mundial? O México será uma nova Grécia? 

E em quanto a crise financeira mexicana afetará o Brasil?

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