terça-feira, 29 de março de 2016

Esquerdas e direitas ladras

Entre uma esquerda ladra e uma direita, também ladra, os jovens e também muitos não tão jovens, preferem a primeira. Gostariam de ficar com uma esquerda não ladra, mais honesta. Mas confiam ser mais viável sanear a esquerda do que entregar o poder à direita que, a seu ver, continuará roubando até mesmo para não dar nova oportunidade à esquerda. 

A perspectiva da direita ladra assumir o poder, desalojando a esquerda é a principal motivação dos que ainda a defendem, opondo-se ao impeachment de Dilma. Para perdoar a ladroagem da esquerda precisam acreditar piamente que os adversários de Lula, Dilma e do PT também roubaram  e muito mais. E que isso não é reconhecido pela sociedade porque há uma conspiração para investigar apenas os crimes do PT, ignorando as do PSDB e de outros. 

Essa visão de conspiração contra o PT e seu ideário seria o principal fundamento das posições dos jovens engajados contra o impeachment

Já os petistas ortodoxos para se defender e conseguir a adesão da esquerda apelaram para uma visão religiosa, de um Estado de Direito e de Democracia próprias que tem como base a imutabilidade do resultado eleitoral de 2014. Segundo essa visão, democracia é, acima de tudo, o respeito pela vontade popular manifestada nas urnas em outubro de 2014. Qualquer tentativa de alterar esse resultado ou não cumprí-la inteiramente - como a interrupção do mandato da Presidente - é vista, aceita e assumida como um golpe de Estado, um golpe contra a democracia. A partir dessa crença e devoção os petistas (no sentido amplo) vão às ruas ou se organizam em movimentos de resistência contra os querem derrubar a Presidente. Como ocorreu ontem na Câmara dos Deputados, quando um grupo de manifestantes tentou impedir a entrega e o protocolamento do pedido de impeachment formulado pela OAB. 


Segundo a doutrina religiosa petista, a esquerda é sempre boa e democrática, mesmo que para a sua defesa precise adotar - excepcionalmente - ações antidemocráticas. Essas ações seriam necessárias para assegurar a própria democracia. E por ser um doutrina religiosa a democracia petista torna-se um dogma. 

Na defesa dos dogmas captura o Estado de Direito, assumindo-se como seu defensor acima do Poder Judiciário. Mesmo após a correção de excessos.

Os petistas não recuam e mantém o discurso da defesa do Estado de Direito. Que não é o vigente pela Constituição e leis do país, mas o da sua visão. Não pode ser aplicado contra os seus. 


É um comportamento de torcida.  O petista, como torcedor é um "corintiano". É fiel, na alegria e na tristeza. Nas vitórias e nas derrotas. O seu lema é "nunca vou te abandonar". É um incompreendido. Mas é uma realidade. E irão aos estádios e às ruas para defender a sua camisa.

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