segunda-feira, 7 de março de 2016

Uma ação (des)necessária?

São quatro as principais suspeitas do Grupo Tarefa da Operação Lava-Jato em relação a Lula:

  • a primeira e maior é de ele seria o chefe supremo do "esquemão" montado na Petrobras, acima de José Dirceu, de tudo sabendo e dando as orientações;
  • a segunda é que ele interferiu na contração do Grupo Schahin pela Petrobras, para o aluguel de navios-sonda, em contrapartida a uma operação de financiamento da sua campanha à  reeleição;
  • a terceira seria uma operação de lavagem de dinheiro, de origem dos desvios da Petrobras, mediante contratação ou patrocínio de palestras do ex-Presidente, pelas empreiteiras favorecidas;
  • a quarta seria também uma lavagem de dinheiro sob forma de contratação de instalações domésticas em imóveis de usufruto de Lula e da família.
A primeira não terá base em provas concretas. Só sería confirmada por uma improvável delação premiada de José Dirceu. Eventual processo e condenação seria pelo domínio dos fatos. Juridicamente possível, mas politicamente inviável.

A segunda está em curso, Blumai parece disposto a uma delação premiada, não vai implicar diretamente o seu amigo, mas vai gerar um quadro político extremamente difícil ao ex-Presidente, sendo sucessivamente chamado para depor.

A terceira ficará evidenciada resultando na prisão do Diretor Executivo do Instituto Lula e da empresa promotora de palestras, mas não alcançando criminalmente Lula, a não ser mais constrangimentos políticos.

A quarta suspeição poderá confirmar que os grandes só são pegos por coisas menores. A tentativa do Ministério Público Federal está em caracterizar a instalação de cozinhas planejadas por empreiteiras envolvidas no Lava Jato em supostos imóveis de propriedade real de Lula,  como crime de lavagem de dinheiro. Poderá não ser aceita, mas tem todas as características, embora seja um crime menor. 



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