segunda-feira, 28 de março de 2016

Reunir as forças para as batalhas finais

Dilma tem ainda 3 batalhas preliminares antes da batalha final no Senado Federal, que decidirá sobre o retorno e permanência dela até o final do seu mandato. Derrotada na penúltima batalha será afastada por 180 dias. E terá que lutar fora do poder.

A sua perspectiva e do seu estado-maior é tática, tentando vencer as duas próximas batalhas que ocorrem na Câmara dos Deputados, utilizando o seu armamento do "toma lá, dá cá". 

Com o risco de gastar a munição em linhas de defesa mais frágeis, a alternativa estratégica é recuar e reunir todas as forças para a batalha final, para a qual ainda tem um confronto de forças favoráveis.

Taticamente é usar o arsenal para as batalhas na Câmara. Estrategicamente é assegurar a vitória na batalha final no Senado. Para isso ela precisaria montar um Ministério baseado no seu apoio no Senado. 

Na próxima batalha, dentro da Comissão Especial ela precisa de 33 votos dos 65 deputados, o que não teria. Com isso o processo seguiria para plenário.

Os indícios são de que será derrotada, assim como em plenário, onde precisa assegurar no mínimo 172 votos contrários ao impeachment para uma vitória segura, ou contar com  abstenções para que os favoráveis não alcancem 342 votos.

Se não conseguir barrar o processo na Câmara esse irá para o Senado.

O último placar divulgado pelo site "Impeachment, organizado pelo vem pra rua" indica - no Senado - 35 senadores a favor; 25 contra e 21 indecisos. 

Por essa conta o Governo  perde a penúltima batalha. Os favoráveis ao impeachment só precisam de 6 votos dos indecisos para levar o processo a julgamento. Nesse momento ela seria afastada por 180 dias. 

Mas para o afastamento definitivo, em sessão plenária do Senado ela só precisaria de mais 3 votos de senadores. A dúvida é se com as sucessivas derrotas anteriores ela poderia contar com os 25 atualmente considerados contra. O seu núcleo duro está entre apenas 13 a 15 senadores.

Estrategicamente ela precisa trabalhar com a perspectiva de que poderá perder todas as batalhas preliminares, mas vencerá a batalha final.  E mesmo afastada, por instauração do processo no Senado, no julgamento final, em plenário, presidida pelo Presidente do Supremo Tribunal Federal, os favoráveis ao impeachment não alcançariam os votos de pelo menos 54 senadores. 


E ela retornaria ao poder, triunfalmente. 

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