sábado, 6 de fevereiro de 2016

Fugir, pular ou apenas ficar

A cidade de São Paulo, durante o Carnaval, ficava vazia. Sem trânsito nas grandes vias: um túmulo, não só do samba.
O pouco movimento se concentrava em alguns cinemas de artes e outros poucos pontos de concentração da classe média. 
A partir de altas horas da noite e pela madrugada os aficionados e torcedores das escolas de samba, iam ao sambódromo. 
Os pobres continuavam confinados nos seus bairros, a menos daqueles integrantes das escolas de samba. 
As que ocorriam eram invisíveis para a mídia.
Umas poucas iniciativas e movimentação de carnaval de rua, da classe média, ocorria na Vila Madalena. As tentativas de colocar "os blocos na rua" fracassavam por falta de participantes.
Os carnavalescos com recursos "se mandavam" para Salvador, Recife ou ao Rio de Janeiro. Outros aproveitavam os feriados para ir às praia,  a refúgios no interior ou ao exterior. 
Agora o carnaval de rua da classe média voltou com vários blocos carnavalescos.
Seria o renascimento do espírito carnavalesco ou consequência da crise? Uma grande parte não teve recursos para as suas viagens ao exterior, ou mesmo para os carnavais de Salvador, Recife, Olinda ou Rio de Janeiro. Ficando em São Paulo, porque não pular e dançar por aqui mesmo?

Os blocos de rua mobilizaram multidões. O que o MPL, MTST ou "vem pra rua" não conseguiram mobilizar, o carnaval levou às ruas.

O povo não quer protestar, quer é se divertir. Será? 

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