quinta-feira, 14 de julho de 2016

Ganhar ganhando, ganhar perdendo e perder perdendo

Três grandes perdedores na noite de ontem: Eduardo Cunha, Lula e, para consolo dos corintianos, o São Paulo FC.
 
Lula sempre defendeu que era melhor ter Temer ao seu lado do que contra. Desta vez, por circunstâncias, o enfrentou e perdeu. Vislumbrou um espaço vazio, supostamente, deixado por Temer e tentou ocupá-lo. Mas o contragolpe foi rápido e fulminante. Marcelo Castro com os votos do PT ficou em 70 votos e não chegou ao segundo turno. Vitória de Temer sobre Lula por nocaute.

Eduardo Cunha foi o grande derrotado. O que ajudou a derrotar Rogério Rosso foi ter sido carimbado como o candidato de Cunha. E o movimento "Fora Cunha" ajudou a eleger Rodrigo Maia. Até deputados petistas votaram em Maia, só para não dar votos a favor de Cunha.

Rogério Rosso perdeu a disputa, mas ganhou o que queria. O seu projeto não era ser candidato agora para uma Presidência por 6 meses. Ele é candidato às eleições da mesa em fevereiro de 2017. Até lá ele espera estar livre da sombra de Eduardo Cunha. Ganhou visibilidade e condições de articulação.


Rodrigo Maia e a "antiga oposição" ganharam, mas não garantiram o comando da mesa, nem agora, nem para 2017. Mas, sem dúvida, se fortaleceram. 

O grande vencedor: Michel Temer, sem ter candidato próprio. Como o PMDB tem feito nos últimos anos. 

Riscos de traição até existem, mas tem alto custo.

Temer confirmou que enfrentá-lo é uma temeridade.
 

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