terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Perspectivas políticas

Diante das decisões do STF, ao interpretar a Constituição e a legislação vigente, assegurando ao Senado um papel mais relevante no processo de impeachment do Presidente da República, as avaliações são mais políticas do que jurídicas.

Diante da correlação de forças atual, supõe-se que o Governo perca na Câmara, mas ganhe no Senado. 

Em que se baseia essa suposição? 

De que a base aliada no Senado é mais fiel do que na Câmara? Ou porque no Senado o seu Presidente está aliado ao Governo, ao contrário do que ocorre na Câmara. 

Será que o Presidente do Senado tem o controle total sobre 41 senadores e o do Câmara sobre 341 deputados? 

Será que na época da votação os Presidentes das casas serão os mesmos atuais?


Porque os Senadores irão votar diferentemente dos Deputados? 

O voto predominante será o do "voto vencedor". 

Se 2/3 da Câmara votarem a favor da admissibilidade da denúncia, dando a indicação de qual será o voto vencedor, o Senado dificilmente votará diferente. 

2/3 dos Senadores terão que enfrentar a sua reeleição em 2018, assim como a totalidade dos deputados. Os grandes partidos ficam em torno de 30% dos membros, tanto no Senado como na Câmara. A maioria quantitativa está nos partidos menores. O fiel da balança poderá ser o PDT. Mas quem comanda o PDT?

O Senado também tem o seu baixo clero.  

A correlação de forças, quando das votações decisivas poderá não ser a mesma de hoje. 

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