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Riscos de uma estratégia

Neste final de 2015, período de balanço de um ano turbulento, a sociedade brasileira vislumbra, alimentado pela mídia, um santo guerreiro e um dragão da maldade. 
O primeiro na figura do herói nacional, o Juiz Sérgio Moro, o paladino brasileiro do combate à corrupção. O segundo, que encarna todo o mal, o deputado Eduardo Cunha. 
Mas eles não estão em confronto direto. 
O primeiro persegue os ainda ocultos chefes supremos da quadrilha, que saqueou a Petrobras e outras entidades estatais. 
O segundo persegue a "resistenta Presidenta", que para se manter no cargo, difunde a mensagem de que se ela cair, o Poder irá parar nas mãos do odiado dragão. Ruim com ela, pior com Cunha. Se ela cai, Temer cai junto. Ainda que não queira.

Aqueles "chefes supremos" querem manter a "ameaça Cunha", mas sem a sua efetivação. Ele serve de anteparo, ao encarnar a corrupção brasileira, embora tenha sido um participante menor do esquema. 

Se ele cair, abrirá o espaço para a emergência daqueles. 

É o que a sociedade brasileira quer: que Eduardo Cunha caia, levando junto toda a corja. 

Mas não é o que querem esses que estão em risco, por enquanto protegidos pelo biombo Cunha. 

Mas para que a estratégia dê certo é preciso combinar com os "russos" que, no momento, respondem pelos nomes de Janotscki e Zavascki. Para não acionarem já o "japonês".


 

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