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Mostrando postagens de Agosto, 2018

Mudanças não percebidas

As principais torcidas paulistas ainda imaginam um tradicional final Corinthians x Palmeiras. As cariocas o clássico FlaxFlu.
As mineiras Cruzeiro x Atlético Mineiro. As gauchas o Gre-nal. Não vai dar nada disso.
A final das eleições presidenciais de 2018 não vai ser entre azuis e vermelhos. Entre tucanos e petistas. 
Tanto um como o outro estão desenvolvendo estratégias para uma final que não vai se repetir, depois de 24 anos e 6 disputas finais.
O lulismo não terá força sem o criador e mentor. O petismo, sem lulismo, é uma força menor que só persistirá pelo medo e ataque dos concorrentes. O PT sem o lulismo é um tigre de papel.
Com os dois principais protagonistas se preparando uma disputa que não vai haver, outros tomarão os seus lugares.

O lulismo sobreviverá sem a presença física de Lula?

Quem tem votos dos mais pobres, principalmente, no Nordeste é Lula, com o lulismo. Não é o PT, tampouco o petismo, que nem sempre coincide com o lulismo. Esse tem como base fundamental o consumismo: significa a melhoria de vida pela capacidade de consumo. Significa poder comer bife todos os dias. Ou "menas": ter três refeições por dia. 
Não é a cartilha da esquerda que foca o confronto com o capitalismo, com o patrão, com o mercado.
Lula desenvolveu uma cartilha própria, que tem grande aceitação pelos eleitores. 
Não tem herdeiros, nem mesmo apóstolos. 
O Andrade é petista, mas não é lulista. 
O mais grave: resiste em ser falso. Resiste em assumir uma personagem. O que Dilma soube fazer com competência, seguindo rigorosamente o "script" de João Santana. Agora não tem mais nem João.

Trabalhador não está votando em trabalhador

A partir da constatação numérica de queda da bancada sindical no Congresso Nacional, o que resultou na derrota da visão dos trabalhadores na Reforma Trabalhista, procuramos entender por que os trabalhadores estão deixando de votar nos líderes sindicais.
O trabalhador aspira a melhoria da sua qualidade de vida, em todas as dimensões. Não apenas durante o seu trabalho dentro da empresa, ou nas relações de trabalho com os empregadores, com os próprios companheiros e outros agentes intervenientes.
Essas aspirações transcendem o emprego, envolvendo as condições de locomoção entre "casa-trabalho-casa", seja no tempo gasto, como na qualidade dos serviços, as condições de moradia, as condições de alimentação e saúde, incluindo as condições do clima, o acesso ao consumo e outros elementos da sua vida cotidiana.
Os sindicatos como a principal instituição de associação dos trabalhadores não os atende, por não terem conseguido ultrapassar os portões das fábricas e de outras portas. Continu…