segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

O "exército de Lorenzone"

Comprometido com a população brasileira que o elegeu, Jair Bolsonaro não pode adotar a prática tradicional do "troca-troca" com as lideranças partidárias, para obter o apoio legislativo.
Como o apoio ideológico ou programático é insuficiente para a aprovação das suas propostas no Congresso, teve que apelar para as Frentes Parlamentares (bancadas temáticas), o que ainda é insuficiente. 
Tem que buscar o apoio individual de deputados "avulsos", em articulações ou negociações no varejo. 
Dado o grande contingente desses, que seriam em torno de 300 deputados, Onyx Lorenzoni está formando uma tropa de deputados não reeleitos, a maioria do baixo clero atual, para uma atuação "corpo a corpo" com os "avulsos". 
As frentes de atuação serão estaduais, com a compreensão de que esses deputados são predominantemente despachantes de interesses comunitários.
Apesar do ceticismo dos conservadores que desconfiam da inovação, da quebra dos paradigmas, tem condições de sucesso. O maior problema do Exército de Lorenzone será o "fogo amigo". 

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

A ideologia bolsonarista

O núcleo principal do pensamento pessoal de Jair Bolsonaro é o conservadorismo nos costumes, o anti-petismo e o saudosismo com o regime militar de 64/85. 
Assumindo a candidatura à Presidência da República incorporou o pensamento econômico liberal, como agregado terceirizado de campanha. 

Por oportunismo eleitoral, catalizou a insatisfação popular com os políticos tradicionais, caracterizados como corruptos e voltados apenas para os seus interesses pessoais. Apesar de ser um político tradicional, assumiu ser um novo, diverso e oposto da política tradicional.
O que configura dois pensamentos: o da anticorrupção e  de uma articulação política sem o "troca-troca".
A sua ascensão político-eleitoral abriu espaço para a emergência de uma liderança do pensamento de direita, com duas vertentes: a formação educacional-cultural e a posição do Brasil no contexto mundial.
Na primeira, a visão é de substituição da doutrinação da esquerda, tomada como progressista, pelo retorno à educação tradicional, conservadora. 
Na segunda vertente, há dois pensamentos básicos que se conjugam: uma é o anti-esquerdismo na América Latina e outra o "trumpismo".
O esquerdismo era caracterizado como "bolivarismo" ao qual Eduardo Bolsonaro  tem a pretensão de substituir pelo "bolsoanarismo", na América Latina. 
O trupismo é um alinhamento incondicional ao pensamento antiglobalista e a favor das soberanias nacionais.
Do ponto de vista objetivo isso significa: a) ser contra a interferência de organismos internacionais na soberania nacional, sejam as de natureza econômica, como FMI, Banco Mundial, OMC, etc como as ambientais e de defesa dos direitos humanos, encastelados em unidades da ONU; b) ser a favor da autonomia das decisões nacionais, como a de Israel em instalar a sua capital nacional em Jerusalém; c) ser protecionista em defesa dos recursos naturais e mercado nacionais; d) ficar a favor de Trump na guerra contra os seus "inimigos", principalmente a China, Irã e Coreia do Norte. 

domingo, 25 de novembro de 2018

O povo já vota em quem representa os seus interesses

O eleitor já vota em quem representa os seus interesses. São interesses comunitários ou corporativos. Não são eleitos como representantes de pensamentos, de idéias ou de programas amplos de espectro nacional. São eleitos como despachantes de interesses comunitários ou corporativos. 
Os partidos são meros cartórios para o registro das candidaturas, sem unidade ideológica ou programática. 
A aplicação da cláusula de barreira vai reduzir o número de partidos, racionalizar o processo legislativo, mas não vai sanear o sistema político. 
A praga do "despachantismo" vai seguir incólume.

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Os primeiros tempos

Com votação recorde o novo Governo terá um forte apoio popular para pressionar o novo Congresso, a favor das medidas que propuser.
O problema está no que vai propor, em função das disputas internas dentro do seu grupo de apoio.

Independentemente da disputas políticas o novo Governo deverá começar o ano com boas notícias econômicas, a menos que São Pedro, ou próprio Bolsonaro,  criem problemas. 
Nas perspectivas atuais do clima, o Brasil deverá colher - ainda nos primeiros meses do ano - a maior safra de grãos de todos os tempos e bater novos recordes de exportação. O que irá influir no ânimo do mercado e nas cotações do dólar. 

A perspectiva mais provável para o primeiro semestre de 2019 é de uma animação do mercado, em alguns setores até de euforia, gerando um "bolha". 
Quem quiser aproveitar a oportunidade, terá que se arriscar investindo para se preparar para atender às demandas adicionais. 

domingo, 21 de outubro de 2018

Percepção correta, personagens não

Em 24 de janeiro de 2018, colocamos esta chamada de atenção para a questão estratégica no processo eleitoral. Na ocasião Bolsonaro não havia despontado como candidato viável.
Ele como formação militar, adotou a estratégia do inimigo visível e transformou Lula, o PT como o inimigo, trazendo as condições visíveis da Venezuela, como a consequência da vitória do inimigo.

O discurso populista tem por base um principio básico da estratégia: para fortalecer a nossa posição e reunir os adeptos é preciso ter um inimigo visível. 
Se não existe de fato é preciso criar, fazer crer que existe. Dai a tônica do discurso populista é nós contra eles. 

No caso brasileiro, dois pré-candidatos à Presidência adotam, com sucesso o discurso populista. Lula, por um lado, tem como inimigo evidente o atual Governo Temer ao qual atribui todas as responsabilidades pelos problemas do povo brasileiro. 

Não lhe importa se verdadeiro ou falso. Escolhido como o inimigo, só é mostrado por elementos negativos. Não reconhece, nem pode reconhecer, qualquer elemento positivo.


Já o outro lado aproveita esse discurso para caracterizá-lo como o inimigo. Lula e o PT seriam os grandes inimigos que precisam ser combatidos. O discurso seria igualmente populista.


Por enquanto o "meio" também caracterizado como centro não adota o discurso populista e não elege - claramente - o inimigo. 



segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Um novo amor!

Em 10/06/2018 publicamos este "post"

Para que se efetive uma ampla renovação do Congresso Nacional duas condições são essenciais:
Mal comparando, seria uma situação de fim de namoro ou casamento em que uma parte decepcionada com o(a) parceiro(a) se separa, e tem esperança de encontrar um novo amor. 
Se esse novo não aparecer, o eleitor ou eleitora, poderá voltar ao relacionamento anterior. Poderá perdoar as mazelas e até traições. 

A pergunta que não quer se calar é: quais são os discursos autênticos que o novato pode apresentar para sensibilizar suficientemente os vulneráveis, para que o eleitor vote nele e não nos conhecidos veteranos? 

Ou na comparação, como o novato pode ser o novo amor do eleitor ou eleitora que se separou, decepcionado com o(a) parceiro(a)?

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

O risco da abertura unilateral

O Brasil está diante de repetir a história, com duas duplas improváveis: Guedes-Malan e Bolsonaro-Collor.
Guedes só cuida do setor financeiro e não dialoga com o setor industrial, assim como fazia Pedro Malan. Não é seu propósito uma abertura unilateral, mas não dará ouvidos às reclamações da indústria, caso Bolsonaro queira fazê-lo a moda Collor. 
A crise de emprego decorre, em grande parte, da desindustrialização. Que se agravará com uma abertura unilateral. 

O "exército de Lorenzone"

Comprometido com a população brasileira que o elegeu, Jair Bolsonaro não pode adotar a prática tradicional do "troca-troca" com ...