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Vitória e capitaulação

A declaração final da Cúpula dos BRICS, representou uma vitória diplomática do Brasil e uma capitulação de Jair Bolsonaro. A vitória foi ter reduzida a parte geopolítica, sem qualquer referência à situação na América do Sul. A perspectiva era de dois votos declaradamente afavor da Venezuela (China e Rússia) e um contra (Brasil). Dois votos incertos, mas pendendo a favor da Venezuela. A diplomacia evitou o impasse ou o vexame do Brasil ter que recusar a assinar. Por outro lado, Jair Bolsonaro teve que se render ao pragmatismo e estabelecer entendimentos maiores com Xi Jinping, contrariando a posição de beligerância de Trump.. Assumiu que a China é um parceiro comercial mais importante para o Brasil, do que os EUA. Paulo Guedes foi além, anunciando a possibilidade de um acordo comercial, assustando ainda mais os industriais brasileiros. Depois recuou. Bolsonaro contraria o seu guru Olavo de Carvalho, que do seu refúgio na Califórnia não sabe o que é a realidade, enfrentada por um President…
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Um b minúsculo

No começo do século um economista apontou que o futuro da economia mundial estaria nas "baleias" emergentes (países com grande territórios e grandes populações) contrapondo-se à dominação dos países mais industrializados, então vigente. Apontou 4 países com aquelas condições, Brasil, China, Índia e Rússia, cunhando uma sigla, posteriormente reconhecida mundialmente: BRIC.
Lula, percebeu uma oportunidade de maior protagonismo brasileiro no mundo e propôs transformar uma categoria econômica numa aliança entre aqueles países, como alternativa ao G7. Para a Rússia, desligada do então G8, o BRIC era uma saída. Era então a integrante de maior protagonismo no cenário mundial, como o integrante com maior poder militar. Mas não se utilizou do bloco para se contrapor a G7.
De lá pra cá,  a China emergiu economicamente, assumindo o segundo lugar entre os maiores do mundo, atrás apenas dos EUA. A índia mantém elevados índices de crescimento demográfico, podendo ultrapassar a China, brevem…

Um partido para chamar de meu

Há quase 30 anos atrás, um metalúrgico da indústria automobilística e líder sindical, juntamente com alguns companheiros e adeptos criava um partido político para "chamar de seu".
Dentro do campo ideológico do centro-esquerda, e segundo a doutrina internacional da social-democracia e do trabalhismo, os campos partidários estavam tomados pelo PSDB e pelo PDT. Não quis se aliar a nenhum deles. A esquerda havia dominado o espectro político pela oposição ao regime militar, tomando todos os espaços, com disputas internas, acuando a direita, limitado a um pequeno espaço político e sem partido representativo.
Popularmente estava sufocada pelo patrulhamento do "politicamente correto", buscando emergir.
A oportunidade surgiu com as revelações da montagem pelo PT e seus aliados do maior esquema de corrupção "nunca antes visto no Brasil". A indignação  com a "roubalheira do PT", que foi associada à crise econômica, o cansaço com o patrulhamento do "polit…

Lula solto: bom ou ruim?

Lula solto restabelece a dinâmica política entre situação e oposição. 
Com a eleição de Jair Bolsonaro, a adesão de segmentos da população que não haviam votado nele, de empresários esperançosos com a retomada da economia e os petistas focados na libertação de Lula, a oposição deixou de atuar junto aos movimentos sociais e limitou-se a uma ineficaz ação de obstrução dos projeto no Congresso. 
Jair Bolsonaro não assumiu a paternidade e comando pela aprovação dos projetos encaminhados, exceto aqueles de sua pauta particular. Os projetos do Governo, principalmente as da área econômica, foram assumidas pelo Congresso, que as aprovou mediante negociações políticas, com pouca ou nenhuma participação do Presidente da República. Sem oposição popular e sem interesse na oposição legislativa, Bolsonaro, seus filhos e seus acólitos palacianos criaram oposições fantasiosas, para se manter presentes na mídia.
Com o retorno de Lula ao campo popular, Jair Bolsonaro passa a ser um contendor real e isso é…

Batalhas em campos diferentes

A soltura de Lula, muda substancialmente a dinâmica política, com batalhas entre as duas principais lideranças, em campos diferentes. Jair Bolsonaro insistirá em comandar o seu exército nas redes sociais, buscando manter o apoio de um importante segmento da população: a opinião publicada, formada pelas comunicações e informações das redes sociais. O mecanismo montado para a sua campanha presidencial foi reforçado com mais recursos tecnológicos e financeiros, com um comando centralizado, dentro do Palácio do Planalto. É imbatível, diante da fraqueza ou intimidação dos mecanismos opositores. Alimenta os seus seguidores, com notícias – falsas ou verdadeiras – amplamente disseminadas e gera uma impressão de absoluto domínio do “povo”. Não tem base para liderar os movimentos de rua e não parece disposto a ir a esses, mesmo organizadas pelos seus adeptos. A presença do público, nas manifestações da Avenida Paulista, no sábado, mostrou uma importante diferença. A convocação e mobilização feit…

Atacar o ponto fraco

Numa contenda direta a principal estratégia é identificar o ponto fraco do adversário e desestabilizá-lo, atacando-o. Atacar os seus pontos fortes do adversário só o fortalece. O ponto fraco das pessoas, em geral, é algo que ele é, ou já fez anteriormente e não quer revelado.  Jair Bolsonaro é autoritário e protege os seus filhos a todo custo. Acusá-lo disso é para ele um elogio. Acusar Lula de bandido, não o atinge. Ele não se sente como tal e sente-se fortalecido quando acusado pelos inimigos.  Lula, no seu discurso no ABC em São Paulo, refutou os seus companheiros que estariam querendo "derrubar" Bolsonaro por ser de direita, autoritário e defensor do regime militar iniciado em 64. Defende a legitimidade da eleição de Bolsonaro e ai aproveita para uma estocada certeira. Insinua o seu relacionamento com as milicias do Rio de Janeiro. A divulgação de uma notícia de que o porteiro do condominio onde tem casa no Rio de Janeiro  o citou, teve uma resposta imediata furiosa e desco…

E agora Jair e Luis?

Com Lula solto mudam as configurações dos cenários políticos e econômicos de 2020.
O jogo político se desenvolve em 4 grandes campos:
Congresso Nacional;
Opinião publicada - mídia tradicional;
opinião publicada - rede social;
opinião não publicada.
O primeiro é bem determinado, qualitativa e quantitativamente: são 513 deputados federais e 81 senadores. 
Os demais devem ser considerados em percentuais aproximados em relação ao total de eleitores: 147 milhões inscritos em setembro de 2019, segundo o TSE.
A opinião publicada informada pela mídia tradicional e pela rede social, não passaria de 20% dos eleitores, isto é cerca de 30 milhões de pessoas.
A opinião publicada passou a contar com os informados apenas pela rede social, que poderiam representar outros 20%. A dificuldade maior é dimensionar a superposição dessas populações.
De toda forma, a opinião não publicada representaria cerca de 60% do eleitorado. Essa é informada pelo "boca a boca", a rádio peão e outras rádios informais. 
O …