O
Brasil batalhou e conseguiu sediar os dois maiores eventos esportivos
mundiais: a Copa da FIFA, em 2014 e as Olimpiadas em 2016.
Investiu, realizou com sucesso os eventos, mas que resultados efetivos obteve? E que legados deixaram ou vão deixar?
A torcida brasileira é o oposto do espírito olímpico: "o importante não é vencer, é competir". O público não vai para acompanhar as competições. Vai para torcer. Aplaudir e vaiar. Animar os nossos e vaiar os adversários. Isso vai tirar a atenção deles? Esse é o propósito mesmo. Não é civilizado? Com que parâmetros?
Além da eterna beleza da paisagem carioca, a imagem da violência urbana que ficou em xeque, o mundo ficou sabendo que o espectador brasileiro é extremamente ativo, diferente de outros povos. O que é falso.
Mas para o mundo as Olimpiadas do Rio de Janeiro ficarão marcadas por uma diferença em relação a todas as anteriores: o público é protagonista. O Brasil vaia.
Serão marcadas como as Olimpiadas da vaia. O que não aconteceu antes e não vai se repetir nas próximas edições.
Ver o que não é mostrado - Enxergar o que está mostrado Ler o que não está escrito Ouvir o que não é dito - Entender o que está escrito ou dito
Mostrando postagens com marcador Jogos Olímpicos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Jogos Olímpicos. Mostrar todas as postagens
sexta-feira, 19 de agosto de 2016
sexta-feira, 22 de abril de 2016
A ponte e o mar
A engenharia brasileira está sendo mais uma vez colocada em xeque. O acidente com a ciclovia da Avenida Niemeyer no Rio de Janeiro, recém construída pela principal empresa nacional especializada em obras em encostas coloca em dúvida a capacidade da engenharia brasileira.
Ocorrido o desastre surgem inúmeras teorias.
Mas as fotos divulgadas mostram que os pilares resistiram ao impacto das ondas. A ponte não desabou, como parece.
As forças das ondas, simplesmente levantaram um enorme e pesado tabuleiro assentado sob os pilares, como se fosse a tampa de um isopor. E não foi um simples deslocamento. Tirou-o por inteiro e esse caiu no precipício, com o refluxo das ondas.
Além do acidente os vídeos divulgados sobre o momento da ocorrência, mostram a irresponsabilidade das autoridades.
Pessoas circulando despreocupadamente pela ciclovia, aproveitando o feriado. E muitos curiosos lá estavam para admirar a ressaca. Foi uma tragédia para os dois mortos e suas famílias. Mas poderiam ter sido muito mais. A ciclovia tinha que ser interditada temporariamente, apesar das inevitáveis reclamações dos usuários e dos curiosos.
Ocorrido o desastre surgem inúmeras teorias.
Mas as fotos divulgadas mostram que os pilares resistiram ao impacto das ondas. A ponte não desabou, como parece.
As forças das ondas, simplesmente levantaram um enorme e pesado tabuleiro assentado sob os pilares, como se fosse a tampa de um isopor. E não foi um simples deslocamento. Tirou-o por inteiro e esse caiu no precipício, com o refluxo das ondas.
Além do acidente os vídeos divulgados sobre o momento da ocorrência, mostram a irresponsabilidade das autoridades.
Pessoas circulando despreocupadamente pela ciclovia, aproveitando o feriado. E muitos curiosos lá estavam para admirar a ressaca. Foi uma tragédia para os dois mortos e suas famílias. Mas poderiam ter sido muito mais. A ciclovia tinha que ser interditada temporariamente, apesar das inevitáveis reclamações dos usuários e dos curiosos.
quinta-feira, 6 de agosto de 2015
Quem vai pagar a conta?
Mesmo com os impactos concretos da realização da Copa da FIFA no Brasil, positivos em parte e negativos de outro, os Governos procuram manter um otimismo perverso e iludir a sociedade
a um ano do inicio das Olimpiadas de 2016.
Anunciam impactos positivos sobre o PIB, escondendo o que Governo e economistas disseram no inicio deste ano sobre a frustração de crescimento do PIB em 2014. A culpa toda foi da Copa, em função dos feriados, reduzindo a produção industrial e os dias de compras.
O maior legado da Copa de 2014 foi uma imensa dívida dos Estados e Distrito Federal que insistiram em sediar os jogos e estão com um elefante branco imponente e ocioso ou arenas deficitárias em que mesmo com grandes públicos e entregues ao setor privado é o Governo quem tem que pagar as dívidas com o BNDES.
O principal legado prometido para a sociedade que seriam as obras de mobilidade urbana foi frustrado, com obras inacabadas e outras nem iniciadas. Quando os Governos Municipais e Estaduais se deram conta de que a montanha de dinheiro prometido pelo Governo Federal não era de graça, mas empréstimos da Caixa Economica recuaram.
O Rio de Janeiro, pós Olimpíadas vai ficar com um monumental conjunto de elefantes brancos e uma enorme dívida que vai recair sobre os contribuintes cariocas.
Os investimentos não tem retorno próprio e os empréstimos terão que ser pagos no futuro com o dinheiro dos impostos. Os novos Prefeitos, sem caixa suficiente terão que aumentá-los.
Quando a conta chegar o arrependimento será inútil.
Anunciam impactos positivos sobre o PIB, escondendo o que Governo e economistas disseram no inicio deste ano sobre a frustração de crescimento do PIB em 2014. A culpa toda foi da Copa, em função dos feriados, reduzindo a produção industrial e os dias de compras.
O maior legado da Copa de 2014 foi uma imensa dívida dos Estados e Distrito Federal que insistiram em sediar os jogos e estão com um elefante branco imponente e ocioso ou arenas deficitárias em que mesmo com grandes públicos e entregues ao setor privado é o Governo quem tem que pagar as dívidas com o BNDES.
O principal legado prometido para a sociedade que seriam as obras de mobilidade urbana foi frustrado, com obras inacabadas e outras nem iniciadas. Quando os Governos Municipais e Estaduais se deram conta de que a montanha de dinheiro prometido pelo Governo Federal não era de graça, mas empréstimos da Caixa Economica recuaram.
O Rio de Janeiro, pós Olimpíadas vai ficar com um monumental conjunto de elefantes brancos e uma enorme dívida que vai recair sobre os contribuintes cariocas.
Os investimentos não tem retorno próprio e os empréstimos terão que ser pagos no futuro com o dinheiro dos impostos. Os novos Prefeitos, sem caixa suficiente terão que aumentá-los.
Quando a conta chegar o arrependimento será inútil.
quarta-feira, 3 de dezembro de 2014
2016 vai repetir 2014?
Até começar a Copa do Mundo da FIFA, o Governo, as consultorias contratadas e os "especialistas" diziam que com o evento o PIB brasileiro iria "bombar", com crescimento adicional de 1,5 % só por conta daquele, além do "crescimento normal". Depois a Copa do Mundo passou a principal vilã do baixo crescimento.
O Brasil foi tomado pela euforia, quando escolhido para ser a sede da Copa da FIFA, ainda em 1997. E teve o repeteco com a escolha do Rio de Janeiro, como sede das Olimpiadas de 2016. Houve uma grande elevação da auto-estima e a sensação de que o mundo "se curvava ao Brasil" e reconhecia a sua importância.
Ao final de 2014, o ano da Copa do Mundo, a sensação é de frustração. Não só pela goleada sofrida contra a Alemanha, mas porque o legado da Copa é negativo: passou a ser visto como a responsável pelo baixo crescimento da economia, quando se esperava que ela fosse impulsionar a economia.
As obras para a Copa atrasaram, mas não fizeram falta. A Copa foi usada para acelerar a sua contratação e execução, mas verificou-se que era um argumento falso. As que ficaram prontas, como o Terminal 3 de Guarulhos, mal foram usadas. A mobilidade urbana nas cidades da Copa não melhorou. Os prometidos metrôs e trens urbanos ainda não estão à disposição da população, para melhorar a sua locomoção diária. Há poucas exceções, para trechos parciais. A vida dos cidadãos nas sedes da Copa não melhorou.
Mas nem tudo é ruim. Com os novos estádios - apelidados de arenas, o que não são - aumentou o público dos jogos de futebol. A audiência cresceu significativamente. Estamos tabulando os últimos dados que serão consolidados após a última rodada do Brasileirão. Mas os dados parciais já mostram o crescimento. As rendas também aumentaram, com elevação do ingresso médio. Bom de um lado, porque vai permitir a amortização dos investimentos feitos com os estádios. Ruim de outro porque significa um aumento generalizado dos valores dos ingressos. No jogo decisivo da Copa do Brasil havia ingressos avulsos a preço oficial de R$ 1.500,00.
Há uma efetiva elitização do público do futebol, saudado pela classe média, que pode voltar aos estádio com a família, filhos menores, com menos riscos de violência. A televisão não cansa de mostrar mocinhas e rapazes bonitos nas arquibancadas.
Por outro lado, o "povão" reclama dos ingressos populares, com um piso de R$ 50,00. Mas continuam indo, proporcionando público e rendas recordes em Minas Gerais, Porto Alegre e principalmente em São Paulo.
Voltando às perspectivas de 2016. Os Governos vão acreditar e difundir mensagens otimistas estimando resultados fabulosos com a realização das Olimpiadas? Em Londres - 2012 ocorreu o fenômeno que se repetiu no Brasil com a Copa do Mundo. Caiu o turismo de negócios, que ocupa os hotéis e gasta mais e subiu um turismo mais popular, pernoitando fora dos hotéis e comendo nos restaurantes populares de R$ 1,00 ou nos quilões? Isso se repetirá em 2016?
O Rio de Janeiro vai ser invadido por mochileiros, como os que vieram para a Jornada Universal de Juventude, ou os hermanos caracois, trazendo a casa nas costas?
Os caríssimos hotéis do Rio de Janeiro vão ficar lotados, ganhando muito, ou vão ficar ociosos? Quantos terão que fazer promoções de última hora para aumentar a ocupação dos seus leitos?
Os comerciantes que acreditaram nas projeções do Governo, compraram muito dos chineses, acabaram ficando com estoques encalhados vão investir novamente, ou vão ficar retraidos?
Os empreendedores que acreditaram na propaganda otimista do SEBRAE e outras entidades, começando ou desenvolvendo negócios vão ousar a investir? Ou vão ficar retraidos?
Não haverá clima de otimismo e euforia antes das Olimpiadas. Mas como ocorreu com a Copa do Mundo, poderá haver um febre olímpica no período mais próximo e durante os Jogos, de muito entusiasmo e festa. Cada medalha conquistada pelo Brasil será saudada por muitos. Se for de ouro por multidões e fogos, como gols decisivos.
Os medalhistas dourados vão virar celebridades. E a sua cidade natal conhecida mundialmente. E depois? Qual será o legado?
O que pode ser feito antes para garantir um legado positivo?
O Brasil foi tomado pela euforia, quando escolhido para ser a sede da Copa da FIFA, ainda em 1997. E teve o repeteco com a escolha do Rio de Janeiro, como sede das Olimpiadas de 2016. Houve uma grande elevação da auto-estima e a sensação de que o mundo "se curvava ao Brasil" e reconhecia a sua importância.
Ao final de 2014, o ano da Copa do Mundo, a sensação é de frustração. Não só pela goleada sofrida contra a Alemanha, mas porque o legado da Copa é negativo: passou a ser visto como a responsável pelo baixo crescimento da economia, quando se esperava que ela fosse impulsionar a economia.
As obras para a Copa atrasaram, mas não fizeram falta. A Copa foi usada para acelerar a sua contratação e execução, mas verificou-se que era um argumento falso. As que ficaram prontas, como o Terminal 3 de Guarulhos, mal foram usadas. A mobilidade urbana nas cidades da Copa não melhorou. Os prometidos metrôs e trens urbanos ainda não estão à disposição da população, para melhorar a sua locomoção diária. Há poucas exceções, para trechos parciais. A vida dos cidadãos nas sedes da Copa não melhorou.
Mas nem tudo é ruim. Com os novos estádios - apelidados de arenas, o que não são - aumentou o público dos jogos de futebol. A audiência cresceu significativamente. Estamos tabulando os últimos dados que serão consolidados após a última rodada do Brasileirão. Mas os dados parciais já mostram o crescimento. As rendas também aumentaram, com elevação do ingresso médio. Bom de um lado, porque vai permitir a amortização dos investimentos feitos com os estádios. Ruim de outro porque significa um aumento generalizado dos valores dos ingressos. No jogo decisivo da Copa do Brasil havia ingressos avulsos a preço oficial de R$ 1.500,00.
Há uma efetiva elitização do público do futebol, saudado pela classe média, que pode voltar aos estádio com a família, filhos menores, com menos riscos de violência. A televisão não cansa de mostrar mocinhas e rapazes bonitos nas arquibancadas.
Por outro lado, o "povão" reclama dos ingressos populares, com um piso de R$ 50,00. Mas continuam indo, proporcionando público e rendas recordes em Minas Gerais, Porto Alegre e principalmente em São Paulo.
Voltando às perspectivas de 2016. Os Governos vão acreditar e difundir mensagens otimistas estimando resultados fabulosos com a realização das Olimpiadas? Em Londres - 2012 ocorreu o fenômeno que se repetiu no Brasil com a Copa do Mundo. Caiu o turismo de negócios, que ocupa os hotéis e gasta mais e subiu um turismo mais popular, pernoitando fora dos hotéis e comendo nos restaurantes populares de R$ 1,00 ou nos quilões? Isso se repetirá em 2016?
O Rio de Janeiro vai ser invadido por mochileiros, como os que vieram para a Jornada Universal de Juventude, ou os hermanos caracois, trazendo a casa nas costas?
Os caríssimos hotéis do Rio de Janeiro vão ficar lotados, ganhando muito, ou vão ficar ociosos? Quantos terão que fazer promoções de última hora para aumentar a ocupação dos seus leitos?
Os comerciantes que acreditaram nas projeções do Governo, compraram muito dos chineses, acabaram ficando com estoques encalhados vão investir novamente, ou vão ficar retraidos?
Os empreendedores que acreditaram na propaganda otimista do SEBRAE e outras entidades, começando ou desenvolvendo negócios vão ousar a investir? Ou vão ficar retraidos?
Não haverá clima de otimismo e euforia antes das Olimpiadas. Mas como ocorreu com a Copa do Mundo, poderá haver um febre olímpica no período mais próximo e durante os Jogos, de muito entusiasmo e festa. Cada medalha conquistada pelo Brasil será saudada por muitos. Se for de ouro por multidões e fogos, como gols decisivos.
Os medalhistas dourados vão virar celebridades. E a sua cidade natal conhecida mundialmente. E depois? Qual será o legado?
O que pode ser feito antes para garantir um legado positivo?
Assinar:
Postagens (Atom)
Lula, meio livre
Lula está jurídica e politicamente livre, mas não como ele e o PT desejam. Ele não está condenado, mas tampouco inocentado. Ele não está jul...
-
Cadeias globais de suprimento são realidades decorrentes de decisões empresariais. Cadeias produtivas globais também são realidades. Decor...
-
A agropecuária brasileira é - sem dúvida - uma pujança, ainda pouco reconhecida pela "cultura urbana". Com um grande potencial de ...
-
Paralelo 16 é uma linha geográfica que "corta" o Brasil ao meio. Passa por Brasília. Para o agronegócio significa a linha divi...













.jpg)
.svg.png)