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segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

O "exército de Lorenzeone"

Comprometido com a população brasileira que o elegeu, Jair Bolsonaro não pode adotar a prática tradicional do "troca-troca" com as lideranças partidárias, para obter o apoio legislativo.
Como o apoio ideológico ou programático é insuficiente para a aprovação das suas propostas no Congresso, teve que apelar para as Frentes Parlamentares (bancadas temáticas), o que ainda é insuficiente. 
Tem que buscar o apoio individual de deputados "avulsos", em articulações ou negociações no varejo. 
Dado o grande contingente desses, que seriam em torno de 300 deputados, Onyx Lorenzoni está formando uma tropa de deputados não reeleitos, a maioria do baixo clero atual, para uma atuação "corpo a corpo" com os "avulsos". 
As frentes de atuação serão estaduais, com a compreensão de que esses deputados são predominantemente despachantes de interesses comunitários.
Apesar do ceticismo dos conservadores que desconfiam da inovação, da quebra dos paradigmas, tem condições de sucesso. O maior problema do Exército de Lorenzeone será o "fogo amigo". 

sexta-feira, 15 de junho de 2018

E se o Brasil ganha a Copa do Mundo, 2018?

Vai ser como 1954? Uma seleção desacreditada - apesar do esforço da mídia brasileira - que surpreende: contrariando as expectativas conquista a taça em 15 de julho.
Vai acabar o mau-humor do brasileiro. Mas por quanto tempo?
Durará pelo menos dois meses, influindo nas eleições? 
A maioria do povo brasileiro não quer nem pensar, porque a primeira condição não vai acontecer. 
Mas sempre pode aparecer um "cisne negro". Isto é, o inesperado. 
Se a seleção da CBF não ganha, nada muda. Está dentro do esperado. Estamos preparados. Mas se o Brasil ganha? Muda tudo, ou nada muda? 
Não estamos preparados para essa hipótese inusitada. 

terça-feira, 20 de junho de 2017

Me engana que eu gosto!

O Presidente Temer está sob forte pressão, com vários riscos de ser desalojado do poder.
Acredita, como muitos outros, que só a melhoria da confiança dos agentes econômicos e a reanimação da economia lhe dará fôlego para completar a caminhada pela precária pinguela.
E ele deve ter pedido: me arrumem uma agenda positiva!!!
Ai não faltam bajuladores ("puxa sacos" em linguagem popular), sem criatividade, para propor "agendas positivas". Para restabelecer ou reforçar o nível de confiança do "mercado". 
Voltam a repetir o modelo fracassado e ultrapassado do PAC, dando-lhe nova roupagem. Já colocamos aqui que o tal "Avançar" é um retrocesso, uma volta ao passado que gerou a crise atual.


O lançamento do Avançar com volumes inflacionados de investimentos para os quais a União não tem recursos não irá melhorar a confiança do mercado. Ao contrário irá aumentar a desconfiança, com o receio de maior intervenção do Estado na economia.

E paira sob a cabeça dos empresários o medo maior: de que o Governo para financiar o suposto Avançar, queira aumentar os impostos. 

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Gerações perdidas

Um jovem de 14 anos em 1964, portanto nascido em 1950, viveu e se tornou adulto, com restrições à sua liberdade. Alguns se rebelaram e acabaram presos. Muitos ficaram a meio do caminho. Aos 35 anos, em 1985 começaram a viver um novo Brasil. No inicio do século, com 50 anos, alguns haviam se tornado profissionais ou empresários bem sucedidos. No campo da engenharia, principalmente em contratos de obras com Governos.

Engenheiros bem sucedidos, que ascenderam a cargos diretivos de grandes empresas construtoras, na faixa dos 67 anos estão presos ou sob restrições de liberdade. Além de condenados a pesadas multas, muitas vezes superiores ao patrimônio acumulado  ao longo da sua bem sucedida trajetória profissional. Mas carregando o vírus da corrupção.

Essa contaminação faz com que essa geração e a subsequente, a dos seus filhos, na faixa dos cinquenta, tenham que ser "varridos" do mercado. 

São duas gerações sacrificadas dentro da história brasileira. Sacrificados quando jovens e mais uma vez sacrificados, com a provável perda de tudo o que conquistaram e acumularam. Não só financeiramente, como de experiências e conhecimentos.

Esses se tornaram obsoletos e inseríveis. Deu muito trabalho, mas agora precisam ser descartados ou reciclados. 

A recuperação da engenharia nacional não poderá se dar pela reconstrução dessa casta contaminada pelo vírus da corrupção.

Terá que recomeçar do zero, a partir dos jovens de 25 a 40 anos, recém formados ou com pouca experiência, nos métodos e conceitos tradicionais.

Chegam com novos conceitos, domínio de novas tecnologias, que as gerações mais antigas não alcançam ou resistem a aceitar. 

terça-feira, 7 de março de 2017

DORIA E SEU ESTILO- O REQUINTADO LIMPO !

COM MENOS DE DOIS MESES DE MANDATO, COMO PREFEITO DE SÃO PAULO, JOÃO DÓRIA JR. IMPÔS SEU ESTILO PRÓPRIO. QUER DISTINGUIR A SUA GESTÃO DAS TRADICIONAIS. COMO UMA GESTÃO EMPRESARIAL E NÃO POLÍTICA.

CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS DA " BRAND DÓRIA "
1. TRABALHADOR: ACORDA CEDO, COMO SE ESPERA DE TODO TRABALHADOR, TRABALHA MUITO E FAZ SEUS AUXILIARES O ACOMPANHAREM;
2. ZELADOR: CUIDA DAS PEQUENAS COISAS, MAS QUE INCOMODAM MUITO QUANDO NÃO FUNCIONAM. UM ELEVADOR QUE NÃO FUNCIONA É IRRITANTE;
3. HIGIENIZAÇÃO: A IDEALIZAÇÃO DE LIMPEZA DA CIDADE, PENALIZANDO OS SUJADORES, COMO POR EXEMPLO, OS PICHADORES DE RUA.
4. PATROCÍNIO EMPRESARIAL: CONTRIBUIÇÃO PARA UMA CIDADE LINDA.


EM RELAÇÃO AO SEU ESTILO, O DE GESTÃO, TEM SIDO BEM RECEBIDO. SE NÃO HÁ CONTESTAÇÕES HÁ UM CERTO CETICISMO. ESSA CONDUTA SERÁ MANTIDA ATÉ QUANDO ?

OS GESTORES POLÍTICOS DEVEM BUSCAR MAIS A CONCILIAÇÃO E A COMPOSIÇÃO DO QUE O CONFRONTO. DÓRIA PARECE PREFERIR MAIS O CONFRONTO DO QUE A CONCILIAÇÃO. RADICALIZA PARA MARCAR DIFERENÇAS DIANTE DE UMA GESTÃO " TEMER", COM MUITAS COMPOSIÇÕES CONSIDERADAS ESPÚRIAS.

ESSE MODELO ADOTADO POR DÓRIA DE CAPTAÇÃO DE RECURSOS QUE DÓRIA ESTA LEVANDO À PREFEITURA ESTÁ GERANDO LIMITAÇÕES QUE NÃO AJUDARÃO O PREFEITO EM SOLUÇÕES BEM MAIORES QUE A CIDADE ENFRENTA, COMO POR EXEMPLO, A MÁ QUALIDADE DOS SERVIÇOS DE ÔNIBUS.
A DÚVIDA É: DÓRIA JR. VAI CONSEGUIR MANTER ESSE "ESTILO DIFERENCIADO" QUE LHE DEU MUITA ACEITAÇÃO ATÉ OS 100 PRIMEIROS DIAS E ATÉ O FINAL DO MANDATO ?

quarta-feira, 1 de março de 2017

Morte anunciada das associações empresariais

As associações empresariais estão morrendo. A lamentação é geral, com a saída sucessiva de associados, falta ou atraso no pagamento das contribuições. Resulta na carência de recursos para manter atividades tradicionais.
É usual racionalizar e colocar a culpa na crise econômica. Mas o processo de decadência é anterior e as associações não estão preparadas ou se preparando para "quando a retomada vier". Essa deverá vir ainda em 2017, porém não de forma generalizada. Alguns setores econômicos farão parte do crescimento. Outros poderão sucumbir de vez, diante da concorrência e das inovações tecnológicas.

Não bastará a elas retomar as atividades tradicionais. Essas parecem não atrair, não interessar mais aos associados. 

O que poderá ser feito para reanimar as associações empresariais? 

Aproveitando o espírito de reanimação do carnaval de rua, que havia sumido em São Paulo, limitado a algumas poucas manifestações localizadas, coloquei algumas reflexões no blog (na seção artigos) ainda sem conclusões. Como usual, cheio de diagnósticos, mas sem chegar à terapêutica  eficaz. Conto com os comentários, sugestões e contestações dos leitores. 

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Economia criativa: grandes esperanças e ilusões

Economia criativa vem sendo incensada como uma das grandes esperanças para a revitalização da economia brasileira.

Envolve um elemento de grande atração que é a criatividade. Mas do ponto de vista macroeconômico é uma atividade relativamente pequena, apesar de dados inflados sobre o setor, e fortemente dependente das demais atividades.
A principal empresa geradora ou promotora da economia criativa é a Rede Globo que dá formato final aos produtos de maior venda pública ou consumo pelo mercado. E quem financia são as grandes empresas sob forma de publicidade.
Esse modelo de negócio da economia criativa é contestada pelos produtores de vanguarda ou  contestadores do sistema capitalista e do consumismo desenfreado.
Tem o seu público, mas pouca representatividade macroeconômica.
.O grande volume econômico do segmento é dos desenvolvedores de softwares corporativos. Ainda dominados pelas grandes multinacionais.

A economia criativa tem um grande potencial e deve ser estimulada e promovida. Mas não pode ficar nos nichos das tribos.

Para ganhar efetiva importância econômica se inserir na economia capitalista. Ou desenvolver megaestratégias de captação de recursos dessa economia, para renová-la mediante a destruição criativa.  

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Comprar ou locar? (2)

A emergência de uma tribo de jovens millienials (ou da geração y, ou da geração internet) sem carro pode evoluir para um mercado de locação imobiliária, ou ser apenas um nicho.

O que estaria faltando é a evolução ou revolução da oferta. Algumas incorporadoras vem lançando novos produtos, mas testando o mercado. A evolução tem sido no sentido da minimização dos espaços, com soluções inteligentes para sua melhor ocupação. Mas não é uma revolução. Não é uma inovação de ruptura.

A alternativa evolutiva é a repaginação do modelo do flat. A alternativa de ruptura, será inusitada, ainda que aproveitando elementos anteriores. Como inusitada e de ruptura não é previsível, a partir desses elementos.

Em função da vivência pessoal, coloco uma hipótese: serviços de moradia "para a vida toda", mas não no mesmo imóvel.

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Empregabilidade para a economia 4.0

Na retomada do crescimento  da economia o mercado de trabalho não será mais o mesmo da crise.

A crise está depurando empresas e atividades. E com isso empregos. 

Empresas que fecharam não serão reabertas. Lojas que fecharam serão substituídas por outras. 

Muitos trabalhadores demitidos na crise não encontrarão o mesmo cargo ou função. 

Por outro lado,  novas profissões estão emergindo, requerendo ampla reciclagem dos trabalhadores para se adaptar ao novo mercado. 

Não apenas nos cargos de alta tecnologia ou de alto nível. Mas também nas funções básicas. 

O envelhecimento da população e o aumento relativo de inativos em relação aos ativos é visto predominantemente pela lente do déficit fiscal.

Pode ser vista do lado da demanda que essa população gerará de oportunidade de negócios e de trabalho. 

A Economia 4.0 não será apenas de tecnologia. Mas de uma conformação da sociedade diferente. 

O domínio não será dos nerds, mas dos idosos utilizando a internet, o smartphone e até caçando pokemons. Não por outro motivo bancos estão se orientando para esse mercado.

 

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Melhor ou pior? A lei de licitações para as estatais

O regime proposto para as licitações das estatais - incluída na lei das estatais -  incorpora conceitos e instrumentos previstos pelo RDC, trazendo duas alterações aparentemente significativas.

Além da contratação integrada, criou a modalidade contratação semi-integrada. Na qual, a contratação da obra, inclui a elaboração do projeto executivo pela contratada - predominantemente construtora, com o projeto básico elaborado anteriormente à licitação. Na prática é trocar seis por meia dúzia. Essa é a modalidade tradicional de contratação de obras pela 8.666. Requer-se o projeto básico para a contratação da construção. 

As regras para as estatais mantém a contratação integrada, mas com uma restrição estranha: é restrito à execução de obras ou serviços de natureza predominantemente intelectual ou de inovação tecnológica.

A elaboração do projeto é um serviço de engenharia de natureza predominantemente intelectual, mas a execução da obra não. A execução da obra envolve sempre um grande volume de materiais e equipamentos, que o transforma em serviço predominantemente material. Os serviços de natureza predominantemente intelectual são imateriais. As matérias são apenas representações do conteúdo material, seja um livro, uma pintura ou desenhos e especificações de um projeto. 

Rara e excepcionalmente essas regras permitirão o uso da modalidade contratação integrada para a construção de edificações. A menos que seja "chinesa".


sexta-feira, 17 de junho de 2016

Realidade urbana perversa

De 2001 a 2014 o Brasil produziu cerca de 20 milhões de habitações. Desses menos de 20% o foram pelo mercado formal. Os programas governamentais do tipo Minha Casa, Minha Vida, aparecem pela propaganda e por estarem concentradas em conjuntos habitacionais, mas representam menos que 10% do total.
A cidade, na prática, é construida pelas famílias e pequenos empreiteiros, com poupança própria e não pelas grandes empresas. Não contam nem com arquitetos registados no CAU, tampouco engenheiros registrados no sistema CONFEA/CREA.
A maior parte ocupa áreas periféricas sem infraestrutura ampliando as demandas por serviços de água, esgotos, eletricidade, telefonia, educação, saúde, segurança e outros serviços públicos. 
E desenvolvem um arquitetura e engenharia populares, sem o respaldo das técnicas modernas, mas que sobrevivem a essas. 
O grande desafio dos arquitetos e engenheiros formais é se incorporar nessa realidade e se adequar culturalmente aos padrões, visões e preferências populares. 

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Menor preço ou menor gasto

Há dentro da sociedade uma confusão entre menor gasto e menor preço. O menor gasto decorre da especificação do produto ou obra a ser contratada. O menor preço é os das ofertas do produto especificado.

 Se o projeto definir uma solução que envolve maior custo de construção, o menor preço do contrato não corresponderá ao menor gasto com a obra.

O que convém à sociedade não é o menor preço obtido numa licitação, mas o menor gasto com uma solução que atenda às suas necessidades ou aspirações.

A solução mais adequada será dada pelo projeto de engenharia, o que depende - essencialmente - da competência técnica do projetista. E, como em todas as profissões, o mais competente vale e custa mais. 

O mais competente dará uma solução para o atendimento da mesma necessidade com um projeto de obra que envolverá menor custo, menor gasto na sua implantação.

O prioritário não é o preço mas a qualidade do projeto de engenharia. O melhor gasto decorrerá da melhor solução técnica-econômica. E isso só será possível com a elaboração prévia de um projeto completo.

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Brasil que Queremos, do passado, do presente e do futuro

O Brasil Industrializado e Industrial que queríamos nos anos cinquenta se materializou, se efetivou alcançando o auge nos anos noventa, mas não suportou a abertura da economia. Entrou em decadência lenta a continua, chegando a crise atual. A desindustrialização é o colapso do Brasil Que Queríamos, no passado.

O Brasil do Presente não é o que queríamos, nem queremos, mas se impõe pela realidade. Dentro da crise o agronegócio é o único segmento da economia que, apesar de uma situação desfavorável do mercado mundial, se mantém em desenvolvimento. E mantém o Brasil entre os maiores produtores e supridores de alimentos do mundo. É o primeiro em suco de laranja, é o primeiro em carnes de aves e bovina, é o segundo em soja e por ai vai. Para vencer a crise a curto prazo temos que vencer preconceitos e aceitar que o Brasil do Agronegócio é o que temos e queremos no presente. E que pela sua aceitação e dinamização podemos reverter o clima de pessimismo e desânimo ora reinante.

O Brasil do Futuro não é da reindustrialização, nem do agronegócio, embora esses devam permanecer fortes. O Brasil que devemos querer do futuro é o Brasil de Serviços. E como pilar principal o dos serviços cognitivos, baseados no conhecimento, capacidade e criatividade do brasileiro. 
O futuro está na chamada economia criativa. 
 

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Pensar e discutir o futuro do Brasil com os jovens

Os mais jovens não tem problema maiores em pensar fora da caixa, porque eles ainda não foram "encaixotados". É mais fácil para eles verem as coisas de forma diferente. Diferente para nós, mais experientes que já estamos encaixotados. Para eles o normal, o comum. A sua lógica é outra. 

E percebem que estão tentando encaixotá-los já nos bancos escolares. A educação brasileira não os quer ensinar a aprender e a pensar livremente. Que enquadrá-los. Quer que eles aprendam o que os professores sabem. A maioria dos professores tem perspectivas passadas, não futuras.

Mesmo quando surgem inovações, a tendência é também encaixotá-los, regulamentá-los, tratar burocraticamente. Isso está ocorrendo com as "start ups". O entendimento é que são novas empresas, voltadas a produtos inovadores da tecnologia da informação.  Se não for de TI não é start up. 


Estou tentando identificar startups fora da TI, ou mesmo que use a TI, não seja essa a determinante da tecnologia do produto.

O principal elemento de uma startup não é a tecnologia, mas a inspiração, a "sacada": a percepção baseada na intuição. E que pode ser transformado num grande negócio.

Lula, meio livre

Lula está jurídica e politicamente livre, mas não como ele e o PT desejam. Ele não está condenado, mas tampouco inocentado. Ele não está jul...