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Mostrando postagens de Janeiro, 2019

Um crime misterioso

A ruptura da barragem de uma represa de rejeitos em Brumadinho é o crime mais monstruoso já praticado no país, mas cuja ocorrência e responsabilidades ainda precisam ser esclarecidas. O que está evidenciado são as trágicas consequências do crime. Que não é apenas de caráter ambiental. Mais de uma centena de vítimas humanas tragadas pela lama e pelos minérios, não é só uma questão ambiental.
A Vale não tem mais interesse em continuar com a mineração em Minas Gerais. A extração tem custo operacional elevado, agravadas pelos custos ambientais. Estava em processo de redução e desativação das suas minas na bacia do Paraupebas, que abrange uma área dentro do Município de Brumadinho.
Se ela não estava interessada, porque estava reativando as operações, com a obtenção acelerada do licenciamento ambiental?
A culpa é do Governo do Estado? É da sociedade mineira.
Essa quer que a Vale seja empregadora, mas não a quer como causadora de desastres. Para os trabalhadores vale a pena trabalhar para morrer…

A "prensa" em Bolsonaro em Davos

Os mega trilionários "conscientes" que se reunem, anualmente, em Davos, estão menos interessados nas reformas estruturais que o Brasil se disponha a fazer, para a melhoria do ambiente econômico, para investir, do que na melhoria do ambiente natural da terra.
O Brasil tem uma importância emblemática no mundo por deter a maior reserva florestal, assumido no imaginário mundial como o "pulmão do mundo".
Os investidores não querem ser responsabilizados por ajudar um Governo que não se disponha a preservar esse pulmão e contribuir para o colapso da terra.
Armaram um palco mundial, para saber de Bolsonaro se o Brasil iria se manter ou se retirar do Acordo de Paris. Pouco importava o mais que ele fosse dizer e, talvez, percebendo isso, pouco disse. 
Klaus Schwab logo fez a pergunta crucial e obteve a resposta que queria: o Brasil irá se manter no Acordo de Paris. Ainda que "por enquanto". 
Obtida a resposta favorável "em nada mais havendo, encerrou a sessão"…

O candidato Bolsonaro em Davos

Jair Bolsonaro foi a Davos para "dar uma de Jair Bolsonaro" e fez o que pretendeu fazer: um discurso de palanque de um candidato para a obtenção dos votos (oops) do dinheiro dos investidores internacionais.
Fez promessas básicas que os investidores queriam ouvir e assumiu um único compromisso relevante : o Brasil não deixará o Acordo de Paris sobre o Clima.
Não fez o que mídia brasileira queria que ele fizesse. 
Essa inflou o balão, desenvolveu toda uma expectativa, criando uma imagem de liderança mundial que não se coaduna com a personalidade, contando que ele se comportaria como sempre: um palanqueiro. E com isso noticiaria uma suposta decepção em Davos e difundiria para o público brasileiro uma contrariedade pela "perda de oportunidade histórica". 

O Governo do Clã Bolsonaro

Na esteira dos desenhos dos cenários Bolsonaro temos nos dedicado a analisar o bloco do governo do clã Bolsonaro dominado pelos filhos do patriarca, com as implicações que podem trazer ao Governo e ao país em geral.
Um fato específico, no entanto, já está desgastando a imagem de  Jair Bolsonaro, enfraquecendo a sua única força real que o levou à Presidência da República: o apoio popular pela versão vendida de que ele era um político antigo, mas que nunca se envolveu com as "maracutaias" ou "mal feitos" tradicionais. 
Ele não teria se envolvido, mas seu primogênito sim. 
Manda a regra de honra dos clãs que o membro que cometer algum deslize deve assumir inteira responsabilidade, pedir desculpas publicamente e sair de cena. No Japão antigo cometia "harakiri".
A resistência de Flávio Bolsonaro em não reconhecer o erro só desgasta o Presidente.