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Mostrando postagens de Julho, 2019

Estratégia intuitiva e equivocada

A indicação do filho Eduardo para a Embaixada Brasileira em Washington faz parte de uma estratégia para fortalecer a direita no mundo e ter Eduardo como o líder sulamericano dessa direita. Não é uma estratégia estudada, mas intuitiva e baseada numa percepção equivocada de Bolsonaro de uma oportunidade histórica. Para ele a oportunidade está na vacância da Embaixada do Brasil nos EUA, no seu alinhamento irrestrito com Trump, na aparente simpatia deste com o pai e com o filho e do fato de que Eduardo completou a idade mínima. Para Jair, o momento é agora ou não se sabe quando. Talvez nunca. Só que a sua visão de oportunidade não coincide com a da sociedade e do Congresso. Não articula os apoios dentro do Congresso, por acreditar que a pressão popular será suficiente para convencer os parlamentares a votar a favor das suas propostas, uma vez que foi eleito pelo povo. É o vencedor. Mas esse mesmo povo elegeu 513 deputados federais e 54 Senadores, em 2018. Bolsonaro, com mais uma declaração i…

A vontade do Soberano submetida ao Senado Federal

O anúncio pelo Presidente Bolsonaro da indicação do filho Eduardo para a embaixada do Brasil nos EUA, decorre do voluntarismo do soberano, ou seria mais um ato de estratégia com o objetivo de alcançar a reeleição em 2022?
De qualquer forma é uma ação de alto risco, com grande probabilidade de ser impedida pelo Senado Federal. 
É percebida nos meios políticos como mais um ato despropositado do Presidente que, por ter sido eleito com 58 milhões de votos quer impor a sua vontade soberana, determinando ao Senado que homologue a sua decisão.
Mas Jair Bolsonaro não tem no Senado Federal uma base de apoio fiel, suficiente para aprovar o nome de Eduardo Bolsonaro, para Embaixador.
O Senado não quer aceitar ser submisso  e ser apenas um "carimbador" de decisões seja do Executivo, como da Câmara dos Deputados.

Somando os eleitos pelo PSL e os adeptos e aderentes de outros partidos, que estão nas bancadas de apoio, quando muito chegaria a 1/3, o que é insuficiente.
O partido de maior represe…

Uma vitória parlamentar

A Câmara dos Deputados, sob comando de Rodrigo Maia, assumiu plenamente a condução da Reforma da Previdência e aprovou o texto costurado pelo relator Samuel Moreira, sob sua coordenação,  com uma expressiva votação, 379 votos a favor, contra 131 votos e três ausências. Muito superior ao esperado, pelas contas mais otimistas dos favoráveis. 
Por outro lado, com votos contrários menor que o esperado pela oposição, 
Apenas um dos destaques foi votado e derrotado. A votação dos demais destaques foi transferida para amanhã, dia 11 de julho. 
Deverão seguir o costurado por Rodrigo Maia e resultar numa Reforma da Previdência desidratada, sem resolver, ao longo dos próximos dez anos, o problema do déficit fiscal.
Garantirá a sobrevivência orçamentária e financeira do Governo, mas não dará condições para o seu desenvolvimento. As despesas obrigatórias continuarão consumindo a quase totalidade da receita, não deixando margem para os investimentos públicos.
A reforma da previdência foi colocada pela …

Uma cultura de fofocas

A sociedade brasileira está propensa a dar maior atenção às fofocas, às "briguinhas" da política e fatos eventuais inusitados do que a questões estruturais de impacto nacional mais amplo. 
A viagem de Bolsonaro ao Japão, acabando por aceitar as imposições dos líderes europeus, para manter o respeito às questões ambientais, aos indígenas e ao trabalho decente, completando as negociações para o Acordo Comercial UE-Mercosul, tem amplas implicações futuras no seu Governo e para o Brasil.
Mas foi e ainda é ofuscado pelo episódio da prisão de um militar com 39kg de cocaina dentro do avião presidencial reserva. É uma questão policial, sem maior relevância nacional. Mas é destaque na mídia brasileira.
Mais que o noticiário sobre o acordo.  Este não é tema para "conversa de botequim".

O amanhã do Brasil está no seu agronegócio voltado para o mundo. Não mais numa indústria voltada para o mercado interno, protegido pelo Estado.

O grande sonho de Roberto Simonsen, ainda nos anos qu…

Gol no ´último minuto

JH rm 120 segundos

No último momento do jogo, o Brasil ganhou um gol histórico, gerando um saldo positivo do Governo Bolsonaro no seu primeiro semestre.
O acordo comercial União Européia - Mercosul, sempre foi visto pelo Brasil, como uma grande ameaça à sua industria e à soberania nacional, diante das imposições dos líderes europeus. 
Bolsonaro foi ao Japão, disposto a confrontar Merkel e Macron. Ficar junto com Trump e não confirmar do Acordo do Clima de Paris. Por insistência de Macri, cedeu.

Perdedor, obrigado a aceitar as imposições, percebeu o imenso presente que recebeu, contra a sua vontade.

Aproveitou, capturou e faturou: vendeu para a sociedade brasileira a derrota como uma grande vitória.

A economia brasileira só voltará a crescer ampliando o seu mercado
, produzindo e vendendo para todo o mundo. 

Faltava um "empurrão" objetivo para a mudança. E vencer as resistências à abertura da economia.

Com a divulgação dos grandes números do mercado europeu de 513 milhões de pessoas e…