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Mostrando postagens de Novembro, 2013

Estratégias asiáticas

"O Galeão será o principal hub aeroportuário da América do Sul, desbancando os aeroportos paulistas."

Se vai ser ou não, ou quando  vai ser, é uma incógnita, porém esse é o objetivo da Changi, a operadora do aeroporto de Cingapura, considerada a melhor do mundo por revistas especializadas (o que é sempre discutível, mas é um indicador importante).
Em concessões de 25 a 35 anos (prazo médio e não longo para os asiáticos) não se pode apenas projetar o passado, mas supor inflexões ou novos rumos no mercado. 
Boas estratégias requerem um grande fator de "futurismo" e "apostar" - com fundamentos - em determinados cenários.

A primeira colocação, reiterando o que foi colocado anteriormente, é que as estratégias não são da Odebrecht - apesar de líder econômica do consórcio - mas da Changi. Para entender porque o consórcio jogou tão alto, não se pode raciocinar como brasileiro, focado num aeroporto brasileiro, com péssimos serviços para os cariocas,  mas como asiático…

O futuro visível do Rio de Janeiro

Nos próximos anos o desenvolvimento maior do Rio de Janeiro continuará ocorrendo no vetor sudoeste, ou mais especificamente na Barra da Tijuca, em função das escolhas do mercado imobiliário, com o Poder Público "correndo atrás".
Mas a parte mais visível será a área central, focado sobre o Porto Maravilha.
A dinâmica do processo envolve diversas etapas e diversos agentes. Até agora o processo tem ido bem, com a concessão urbanística atribuida a um grupo que tem a Odebrecht, como líder.  A par da parte privada o Governo tem um amplo programa de obras que vem executado, com a substituição do viaduto da perimetral, como a mais visível. Nas maquetes é ressaltado o Museu do Futuro.
A concessionária tem que buscar grandes empreendedores para investir na área, sejam empresas para instalar seus escritórios, imobiliárias para construir edifícios comerciais para posterior locação e ainda as imobiliárias para a construção de edifícios residenciais. Já conseguiu atrair algumas empresas e em…

O Rio de Janeiro após 2017

Os cariocas estão muito animados com as perspectivas de curto prazo, com a realização em 2014 da Copa do Mundo e em 2016 com os Jogos Olímpicos.
Há um grande volume de ações e investimentos para a cidade atender bem à realização desse dois dos maiores eventos de repercussão internacional, com um intervalo muito curto.
Há os que alertam que os planos de desenvolvimento da cidade não podem ter apenas a perspectiva de curto prazo, devendo o planejamento futuro da cidade ter visões mais amplas.
Cabe então perguntar: o que serão as perspectivas do Rio de Janeiro, a partir de 2017, quando esses dois eventos tiverem sido realizados, provavelmente com grande sucesso de organização?

Apesar desse sucesso,  com um pequeno legado positivo e um grande legado de dívidas.

Uma das colocações recorrentes em evento sobre o futuro da cidade é que antes havia projetos e não havia recursos. Com os grandes eventos internacionais surgiram muitos recursos, sem a correspondência de bons projetos. 
O que é falso. An…

O futuro do Rio de Janeiro

Uma cidade não é apenas um conjunto físico que os arquitetos tentam ordenar regulando o seu uso e ocupação.
O que constitui e faz a cidade é a sua população que mora ou a frequenta que não é monolítica, mas é segmentada com grandes diferenças entre elas em termos de renda, de comportamento e de aspirações.
Portanto, não existe a cidade que queremos como um consenso global de todos os segmentos, porém a cidade desejada por cada um dos segmentos, com diferenças que podem chegar a visões individuais diferenciadas.

Dentro dessa perspectiva a história da cidade mostra como os diversos segmentos ocuparam as áreas de cidade e se locomoveram entre os locais de moradia e outras funções urbanas, principalmente o trabalho e  o lazer .

Com a chegada da família real começou a ocupação da área em torno da Praça XV, com a área prevista para o Porto Maravilha, era a periferia do então centro. 

Com o aterro, instalou-se o Porto do Rio de Janeiro, dando margem à ocupação pelos trabalhadores da cadeia produt…

mau planejamento

Planejar ações e obras públicas é sempre conveniente: para fazer as escolhas certas, com antecipação, mobilizando todas as condições para assegurar que os resultados, as chamadas entregas, estejam prontas nos momentos certos.
Quando necessárias para um evento com data marcada e improrrogável, um bom planejamento se torna então, mais imprescindível, devendo ser realizado com a devida antecipação.
Quando o Brasil foi homologado como sede da Copa do Mundo de 2014, ainda no final de 2007, o planejamento deveria ter sido feito de imediato.
Com relação às obras de infraestrutura, a ABDIB se adiantou e com o financiamento dos seus principais associados, contratou consultorias de âmbito internacional para levantar, diagnosticar as necessidades e propor as obras necessárias. Chegou a uma lista imensa de obras, que seriam todas as necessidades para resolver os problemas das cidades candidatas a sede, de mobilidade urbana, saneamento, energia elétrica, telecomunicações e outros.
Mas as decisões tard…

Transporte ou trânsito de massa?

Transporte coletivo de massa não é alternativa para o motorista do carro. É uma ilusão de que metrô ou similares aliviem os congestionamentos.
O trânsito de massa é caracterizado pelo grande volume de veículos nas vias, determinando os congestionamentos e demora na realização dos deslocamentos.
O transporte de massa é à denominação dada a sistemas de transporte coletivo de grande capacidade de carregamento, como os metrôs, os vlts, monotrilhos e até o ônibus, com as graduações de grande ou média capacidade.
Na prática é caracterizada como veículos lotados, em geral, e superlotados nos horários de pico. A lotação é uma condição necessária para dar viabilidade econômica aos sistemas.
Grande parte dos usuários do transporte individual preferem o trânsito de massa do que o transporte de massa.
Entre ficar parado no trânsito, mas eventualmente sentados, com ar condicionado e ouvindo música ou o noticiário, lhe parece uma escolha melhor do que andar mais rápido, porém espremido entre as pessoas,…

As consequências do leilão dos aeroportos

O Galeão vai voltar a ser a principal porta de entrada e saída internacional do Brasil.
Essa é a meta dos vencedores da concessão, o que explicaria o ágio pago para ficar com esse aeroporto.
Quando grupos, com a participação de operadores internacionais, arremataram os dois aeroportos internacionais de São Paulo, sobrou apenas a oportunidade de um grande operador vir a disputar a concessão do Galeão, para retomar a sua posição de principal hub sulamericano.

A disputa acirrada pelo Galeão, significa que a disputa verdadeira será com o Estado de São Paulo, com os seus dois aeroportos: Guarulhos e Campinas.
Com relação aos cargueiros, dificilmente o Galeão terá condições de concorrer com Campinas. Essa disputa será entre Viracopos e Confins, com grande vantagem para a primeira. Já a carga que chega nos porões dos aviões de passageiros entra como elemento adicional da concorrência dos voos internacionais que será acirrada.

Diversamente do que se imagina ou se difunde, a concorrência primária n…

O mistério de Brasilia: agora ficou claro!

Existe uma terceira Brasília, diferente do que foi planejado e que é pouco focado pelos planejadores, porém é obvia, depois de entendido.
Era o mistério que me impedia de entender o que estava ocorrendo, mas que muitos moradores já estavam vivendo.
O mistério é o extravasamento do plano piloto para abrigar a residência dos servidores público de média e alta remuneração.
Brasilia foi planejada como sede da Administração Federal, com uma Esplanada dos Ministérios onde os "barnabés" trabalhariam, tendo na ponta o Congresso, a sede do Executivo e do Judiciário. Os servidores morariam nas asas, primeiramente ocupando a sul e com o crescimento a norte.
Ocorre que não só a máquina federal cresceu muito mais do que o previsto, com o desenvolvimento do comércio e dos serviços para atender à própria população de servidores públicos, as áreas previstas ficaram insuficientes.
Dada uma demanda maior, os valores imobiliários subiram muito e o mercado, com a conivência pública criou um polo int…

A decadência de um modelo urbano idealista

Brasilia é uma cidade planejada, segundo concepções idealistas, que ainda assegura uma boa qualidade de vida aos seus moradores mais antigos, mas que não suportou a sua expansão e escolhas do mercado privado.
Uma das concepções foi de que os moradores das quadras tivessem disponível, na entrequadra, os serviços básico, para as suas compras, para a alimentação fora de casa, padaria, farmácia, e também as escolas, unidades de saude, etc. de tal forma que pudessem se suprir para a sua vida urbana, para a maior parte das suas necessidades, deslocando-se a pé.
Para compras maiores ou diferenciadas, assim como para as alternativas de alimentação fora de casa teriam um corredor comercial, a W3. Assim foi implantada Brasilia, ainda nos anos sessenta.
E evolução real foi distinta, com o comércio varejista se concentrando em algumas entrequadras, como a farmacéutica, atendendo a toda população brasiliense e não só das quadras vizinhas, como em outras se instalaram restaurantes para atender a quem …

O futuro de Brasilia

O principal suporte econômico de Brasilia é a administração pública que, no conjunto, produz a maior parte do PIB distrital e gera uma massa salarial que produz o "consumo familiar" o qual, por sua vez, movimenta o setor comercial e de serviços.
Aparentemente o setor de serviços é o que susenta a economia brasiliense, porém não é um movimento primário. Se a administração pública reduzir drasticamente os seus gastos com pessoal, a economia brasiliense entra em colapso.
Portanto, o futuro de Brasília está visceralmente dependente da evolução futura dos gastos da Administração Pública federal, que capta recursos de todo o país e gasta uma grande parte na Capital Federal.
A massa salarial vai movimentar o comércio local e os serviços às famílias, gerando a impressão de que são os principais segmentos econômicos de Brasilia. São, mas dependentes da fonte primária que são os gastos locais da Administração Pública federal.
Essa vem ampliando significativamente os seus quadros, nestes ú…

O povo contra a elite

Poderemos ter no Brasil, um novo congelamento de preços?

O Presidente da Venezuela, eleito legitimamente pelo povo venezuelano, resolveu colocar em prática a néo-politica esquerdista que saiu da tradicional luta de classes, baseada na exploração do trabalho pelo capital, para a exploração dos consumidores pela ganância das elites comerciais.
Obrigou reduções de preços por lei e mandou prender (e que teriam sido efetivamente presos) grandes empresários que estariam remarcando abusivamente os preços, contribuindo para uma elevada inflação.
Estaria fazendo isso não só para proteger os consumidores, como também os pequenos comerciantes que estariam sendo explorados pelos grandes atacadistas.
Não vai dar certo, como já não deu em outros países, inclusive no Brasil, nos tempos do Plano Cruzado.
A Venezuela vai enfrentar grave crise de desabastecimento que nem a ajuda brasileira será capaz de conter e a inflação vai aumentar.
Muitos empresários vão abandonar a Venezuela, como empresários argentino…

Acabou a impunidade?

Marcos Valério, um declarado operador, da mesma forma que o suposto chefe da quadrilha que operou o "mensalão", José Dirceu, estão presos. Junto com eles foram presos cúmplices e também laranjas e descuidados que não perceberam a trama em que estavam sendo envolvidos. Para eles eram operações usuais "que todo mundo fazia". Katia Rabello, uma bailarina  clássica  de profissão, banqueira por acidente (em termos literais), por ser herdeira despreparada,  vai passar uma boa parte da sua vida (que não será tão  boa) na cadeia: "pobre menina rica"! José Genoino assinou desavisadamente um "papagaio" porque era a sua função, como presidente do PT. Vai pagar institucionalmente e não pessoalmente. A sua condenação é do partido, não dele,  Os "descuidados" terão que tomar mais cuidado, para não serem envolvidos nas tramas. Será o fim da impunidade dos poderosos? Provavelmente não, apesar dos milhões gastos com os mais renomados e custosos advogados …

Florianópolis daqui a 25 anos

Florianópolis é uma das menores capitais brasileiras, com uma população de cerca de 450 mil habitantes. Mesmo considerando a cidade conurbada, incorporando a extensão em 4 outros municipios, a sua população não ultrapassa um milhão de pessoas.
Esse tamanho permite à sua população ter uma qualidade de vida melhor, refletida no IDH. É a capital nacional com o melhor índice (0,845 em 2010).
Mas já enfrenta problemas de mobilidade urbana, com grandes congestionamentos nas suas principais vias, agravada no período de verão, quando a vinda de turistas para a cidade dobra a população presente.
Dada a sua escala, o seu futuro depende de algumas poucas questões, relacionadas com as suas perspectivas econômicas.
O seu suporte econômico está sobre o pilar do comércio varejista que atende à população residente e aos turistas, complementado aos serviços prestados às famílias. Os turistas trazem ainda renda para as atividades de hospitalidade (hospedagem e gastronomia) o que, embora sazonal, sustentam …

Um novo centro em Goiania

O setor imobiliário fez as suas escolhas pelas  novas centralidades, dentro que permite o plano diretor e respectiva lei de zoneamento. Essa escolha recaiu sobre o Jardim Goiás,  ná área caracterizada pelo mercado imobiliário  como Alto da Glória, tendo como âncora o Shopping-Center Flamboyant,  com bastante  movimento numa quinta-feira véspera de feriado, quando o visitei.

Em torno do shoppig foram incorporados diversos edificios residenciais, sendo que os voltados para as vias pricipais tem lojas no seu térreo. Estão também construidos e em construção edifícios para escritórios e já começam a surgir empreendimentos voltados para a hotelaria.














O Parque Flamboyant
No  Parque Flamboyant, o empreendedor implantou um parque com um lago e no seu entorno  seu entorno incorporou elevados edifícios, com quase 40 andares, para apartamentos de alto padrão provavelmente  transferindo para esses o potencial construtivo da área do parque. Posteriormente teria transferido o parque e sua manutenção à Pr…