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Mostrando postagens de Novembro, 2016

Força Chape

Vencido o abalo inicial que nos imobilizou ontem, registro algumas reflexões sobre a terrível tragédia que vitimou a Chapecoense e o futebol mundial.

"Bola pra frente", como diriam alguns dos comentaristas esportivos também falecidos no desastre. 

Já começou a movimentação entre os "cartolas" sul-americanos, mas a Chapecoense deverá ser declarada campeão da Sulamericana 2016, com direito a uma vaga na Copa Libertadores 2017.

Como a Chapecoense irá reconstruir o seu time? Um time competitivo para disputar a Libertadores. 

Além da grande perda de vidas, houve uma grande perda econômica, o que virá à tona, após a superação do abalo emocional. 

Até que ponto a solidariedade humana se traduzirá na reconstrução de um time de futebol?

A tragédia de Marina repercute ainda hoje, um ano depois, com muita comoção em relação às perdas ambientais. Mas as perdas humanas já são desprezadas. A população de Mariana está desempregada e empobrecida. Não há propostas concretas para gerar um…

As tribos culturais

A demanda da economia criativa é ampla e diversificada. Mas tendem a se unir em torno de tribos, muitos de abrangência mundial. Há assim a tribo dos apreciadores de ópera, como dos clubes dos "beetlemaníacos" .

Os mercados se organizam para capturar essa demanda, desenvolvendo um conjunto de atividades econômicas que vão compor a parte principal da economia criativa. 

A par desses segmentos da demanda que pagam pelas suas preferências de entretenimento, mediante compra de produtos de difusão, da compra de ingressos para assistir eventos específicos, ou acesso a museus e outros locais de exposição, existem outros meios de movimentação da economia criativa.


Essa produção cultural que não encontra uma demanda espontânea é patrocinada pelo Estado, para criar ou desenvolver a demanda. Baseada em concepções ideológicas. 

Gera um confronto entre a produção cultural comercial (ou de mercado) e a não comercial que - supostamente - seria de cunho artístico e enriquecimento cultural.


Para g…

Economia criativa e tempo livre dos trabalhadores

A economia criativa está relacionada com o tempo livre dos trabalhadores. Também caracterizado como tempo ocioso. A economia criativa estaria voltada para atender o uso do tempo livre dos trabalhadores, descontadas as horas de trabalho remunerado ou profissional e de atendimento às necessidades fisiológicas básicas (sono, alimentação e outras). 

O tempo livre do trabalhador seria principal demanda da economia criativa. Mas para atender a essa demanda é mobilizada um conjunto de trabalhadores. Os produtores culturais profissionais não usam tempo livre para atender aos seus espectadores. Usam o seu tempo de trabalho. A economia criativa une o tempo ocioso com o tempo de produção. 


O desenvolvimento de softwares para uso em smartphones muda a dimensão do tempo livre,  no sentido do tempo não ocupado com o trabalho. O amplo uso de smartphones ao longo de viagens por transporte coletivo em direção ao trabalho transforma esse tempo de viagem em demanda para a economia criativa. 


A economia cri…

Carro compartilhado piora o trânsito

A liberação do carro compartilhado do rodízio, na cidade de São Paulo, é uma boa e má notícia para o motorista.
De uma parte o usuário que tem acesso a um local para retirar o carro não precisará de um segundo carro, só para usar no dia do rodízio. 
De outra parte o carro compartilhado irá aumentar o volume de carros em circulação, agravando os congestionamentos.
Há uma impressão equivocada sobre as causas dos congestionamentos provocada pela impressão visual, reforçada por interpretações errôneas pela mídia das estatísticas.
O problema dos congestionamentos não é o tamanho da frota, seja em números absolutos ou em índice de carro por família. Cidades mais desenvolvidas - no mundo - tem frota e índices maiores de frota e padrões de congestionamento menores.

O problema não é a frota, mas a sua utilização. Em termos técnicos, não é o estoque, mas o fluxo.

O carro compartilhado ajuda a conter o crescimento da frota, mas aumenta o uso. O carro compartilhado resolve para os usuários o problema d…

Herança Maldita!!

A gastança promovida por Dilma,inicialmente com suporte de Lula, e depois por conta própria deixou vários legados malditos:
um enorme rombo nas contas públicas federais;uma cultura de gastança que contaminou as finanças estaduais e municipaisa não priorização dos gastos: tudo era prioritário e tudo ganhava mais recursos.

Gastou-se por conta de um futuro prometido como róseo e seguro, apesar de baseado num líquido negro. O pré-sal seria a redenção total da pobreza e alçaria o Brasil às primeiras posições na classificação do campeonato das maiores economias mundiais.
O pré-sal mostrou-se uma grande ilusão. Um delírio, vendido como sonho e que se transformou em pesadelo. Hoje se sabe que a real motivação não era a autossuficiência em petróleo e a construção de uma grande nação brasileira, mas o financiamento de um projeto de poder, para garantir 20 ou mais anos continuados de poder. 


O preço internacional do petróleo despencou. Com isso a receita da produção do petróleo do pós-sal na bacia d…

Gasto Demais

As autópsias da era Dilma, começam a mostrar que ela não foi eleita e reeleita, apenas na onda da popularidade de Lula. Não era um poste qualquer. Era um poste desejado pela sociedade, encarnando o Estado Gastador. Para benefício de todos que "mamam nas tetas do Estado". Não apenas os empresários, mas também os bolsa-familias, os universitários que não pagam as faculdades públicas, os super-salários de funcionários públicos, etc, etc.

A "gastança" de Dilma, tinha um suporte político: era necessário que o Estado gastasse mais para aumentar o volume dos pedágios destinados a sustentar o projeto de poder do PT. 

Para manter gastos públicos elevados, transformou uma descoberta técnica na "salvação da pátria": o pré-sal.

E a "turma" foi gastando por conta.

As circunstâncias mudaram. As cotações internacionais do petróleo cairam, a Operação Lava-Jato desvendou o trilionário esquema do petezão, fazendo suspender os programas de investimentos da Petrobras e…

As perspectivas para 2018

A avaliação segmentada dos diversos grupos de eleitores que deram suporte à conquista e manutenção do poder pelo PT, indica uma perda em todos esses, remanescendo resíduos. Serão insuficientes para eleger um candidato do PT, mesmo que Lula, tenha condições de concorrer.

Mas as análises indicam que a pauta das eleições de 2018 será muito diferente das anteriores e nenhum dos pré-candidatos que já se lançaram ou são considerados terá sucesso.

A crise econômica, com reflexo na crise fiscal, irá derrubar todos os políticos, com antecedentes na gestão pública.

Os "velhos" sairão na frente, mas serão superados pelos novatos. Esses ainda não emergiram.

O último reduto: os "bolsa-famílias"

Os "bolsa-famílias" é uma denominação aqui adotada para caracterizar os beneficiários dos programas sociais criados ou expandidos pelo PT, mediante a transferência de recursos em espécie.
As pessoas desse segmento social passararam da miséria para a pobreza, ganhando capacidade de consumo de bens monetários, isto é, bens comprados em moeda. São profundamente gratos ao PT e idolatram Lula, mostrado a eles como o grande benfeitor. Obrigados a votar, Lula é sempre a primeira opção. A segunda é quem ele indica ou apoia expressamente. Lula é o seu ídolo e qualquer colocação negativa sobre ele é interpretado por essa população, como intrigas, invejas, acusações de inimigos. É e será para a maioria dela, um santo imaculado. Se for preso será um mártir. Como foi Jesus.

Em 2014 os bolsa-famílias rurais foram submetidos ao terrorismo eleitoral, com o discurso de que a oposição iria acabar com o programa. Foi eficaz e Dilma foi reeleita.

No entanto, o PT não estando no controle do Gover…

O penúltimo reduto: a classe média urbana de esquerda

Dentro do derretimento do PT nas urnas de 2016 um segmento social de esquerda ainda se manteve fiel ao partido: parte da classe média urbana formada por intelectuais, estudantes, algumas lideranças sindicais e outros adeptos e militantes.

Na cidade de São Paulo ocorreu um fenômeno interessante. O candidato a Prefeito do PT, o atual, perdeu na periferia, onde está a população mais pobre: um reduto tradicional do PT. Supostamente o eleitor petista abandonou o partido e migrou para os tucanos.

Por outro lado as estatísticas de eleição de vereadores mostram que um candidato do PT foi o mais votado em quase todas as zonas eleitorais. Isso decorre do fenômeno Eduardo Suplicy que representaria na visão dos eleitores, o PT da origem. O PT ético e contínuo defensor dos "que mais precisam".

Parte da esquerda urbana de classe média ainda mantém vínculos com o PT, outros se mantém na esquerda, mas fora do PT.

São grupos aguerridos que promovem ações de visibilidades, como as ocupações de e…

Como promover a aproximação casa trabalho

A aproximação casa-trabalho e vice-versa é única saída para a crise de mobilidade nas cidades, revertendo a principal motivação que levou o ser humano a deixar a vida rural para preferir a vida urbana.

Diante dessa percepção, as autoridades públicas buscam incentivar essa aproximação mediante medidas de estímulo ou de punição.

Tanto uma quanto outra tem por objetivo mudar o comportamento do cidadão urbano.

Uma das questões que tem afetado a efetividade dessas medidas tem sido o tratamento generalizado, assumindo-se que todos reagirão de igual forma àquelas.

Em relação à movimentação dentro das cidades os cidadãos podem ser divididos em dois grupos básicos: os que tem opção de escolher local de moradia, maiores oportunidades de trabalho e, principalmente, opção pelo modo de transporte.

De outro lado estão os que só tem condições de morar em periferias, longe do centros onde se concentram os trabalhos, ou em ocupações irregulares. Por morarem distante do trabalho a opção a pé ou de bicicle…

Serviços de taxis e estacionamentos pagos

As mudanças nos serviços remunerados de transporte individual de passageiros, tradicionalmente conhecidos como taxis, afetam substancialmente os serviços de estacionamentos pagos, principalmente os de média duração (duas até três horas de permanência).

O impacto principal ocorre nos serviços de valet para bares, restaurantes e casas de espetáculos.

As eventuais restrições que venham a ser estabelecidas pela nova administração municipal, não eliminarão os serviços de transporte de passageiros individuais, chamados pelo celular.

Os serviços de valet terão que se reformular para permanecerem no mercado.

Em São Paulo os serviços regulares de taxi são caros. A partir de um modelo tarifário estabelecido para condições de trânsito de 30 anos atrás, a categoria conseguiu reajustes que tornam as tarifas muito elevadas, estimulando o uso do carro particulares, mesmo com os custos dos estacionamentos.

Com a redução dos preços, muitos motoristas estão preferindo deixar o carro em casa e chamar um t…

A perda de apoio da classe média emergente

Para 2018 a perspectiva de embate principal seria entre:
O PT, com Lula na cabeça, convencendo (ou tentando convencer) esse eleitorado da "nova classe média" de que ela está sendo vítima de uma conspiração da "zelite", com apoio internacional, que não os quer concorrendo nas poltronas dos aviões, nos shopping centers, nas universidades, nos restaurantes estrelados e outros locais. E que só com o retorno do PT no poder o "sonho será retomado"; O PT apoiando um candidato que retome os programas sociais, com pleno vigor, desvinculado da "roubalheira". Esse não poderá estar relacionado nas "listas" da Operação Lava-Jato;um eventual candidato da situação atual (PMDB + PSDB) que não tenha "ficha suja", do ponto de vista da imagem pública, o que elimina todos os pré-candidatos que já ocuparam ou ocupam cargos públicos importantes. Todos guardam "esqueletos no armário" e Sérgio Moro continua "abrindo-os". um candida…

celetistas x pejotas

O PT, associado à CUT, continua em intensa campanha contra a terceirização e a pejotização.
Não se deu conta ainda de que com a crise, uma redução sucessiva do conjunto (ou estoque) de empregados celetistas, e aumento do desemprego, a maioria dos terceiros e PJs nada mais é que ex-celetistas que perderam o emprego e tem que se "virar" com "frilas". E para poder reduzir os encargos tributários recebem informalmente ou como microempresários individuais. Ou seja, como pessoa jurídica.

Eles foram obrigados a mudar de lado. Adaptaram-se às novas condições de trabalho, de remuneração e de vida. Muitos não tem expectativa de voltar para o mundo celetista, alguns ainda mantém esperanças e outra parte não quer mais voltar. Preferem ser "patrões de si mesmo", gerenciando eles mesmo os seus "direitos". Estar submetidos a um patrão, ainda que tendo em contrapartida os "direitos adquiridos" não é mais o seu "negócio". 

Os "esperançoso…

Os legados do PT desmoronado

O principal legado de 11,5 anos do PT no poder, para a dita classe trabalhadora foi a preservação dos direitos trabalhistas, dentro da CLT, melhoria da renda pela valorização do salário-mínimo, pelo crédito consignado e, principalmente, pelo aumento continuado dos empregos com carteira. Com essas medidas, sustentada pelo crescimento econômico, o mercado de trabalho se formalizou, com os celetistas predominando.
Nos dois últimos anos, as primeiras medidas se esgotaram, na sua eficácia e o mercado formal entrou numa espiral negativa, com sucessivas e continuadas quedas do estoque.


Aumentou o desemprego, o mercado de trabalho passou a ser dominado pelos não celetistas e o PT continuou voltado exclusivamente para os celetistas desconhecendo ou desprezando os não celetistas. O seu principal esforço foi cercear a migração, combatendo a terceirização.
O que pode ter contribuído para o seu desmoronamento em 2016: perdeu os votos dos celetistas, a menos de lideranças sindicais, e não ganhou ou …

A "reinvenção" do PT

Entre os segmentos apoiadores do PT o que permanece mais fiel é da esquerda urbana, formada por jovens estudantes, professores, intelectuais, jornalistas, líderes de movimentos sociais e outros.

Eles, diferentemente dos segmentos anteriores, tem capacidade de racionalizar. Percebem a necessidade de reconstrução do partido, mas não sabem bem como e enfrentam a resistência dos grupos instalados no poder interno. Tem a liderança de dois professores universitários: Tarso Genro e de Fernando Haddad.


A tentativa de reconstrução do partido a partir dessa facção envolve grandes desafios:
reconquistar parte do segmento de esquerda urbana que desiludida deixou de votar ou votou em candidatos do PSOL, PCdoB e outros aliados;reconquistar a classe média submergente, com novas mensagens de esperança;assegurar os votos dos família-bolsistas, com uma alternativa petista à Lula;manter o apoio dos trabalhadores formais. As estratégias para enfrentar os desafios envolverão alternativas, mas uma coisa é cert…

Porque tanta rejeição?

Sem dúvida, o PT foi aniquilado nas eleições de 2016. O que ainda não está suficientemente explicado é o que levou o eleitor brasileiro a massacrar de forma tão avassaladora o ex-principal partido de esquerda.

A explicação mais simples é o envolvimento dos principais dirigentes do PT com a corrupção, resultando na prisão de alguns deles. A imagem do PT ficou inteiramente associada à "ladroagem de dinheiro público".

A visão do eleitorado em 2016 foi que essa ladroagem é a causa principal dos maus serviços públicos: "se esses políticos não roubassem tanto, nós teríamos melhor atendimento". Dai a vitória de muitos candidatos que se abstiveram de prometer medidas específicas e compromete-se a "não roubar".

Mas seria só isso?

Para tentar entender o ocorrido, no artigo mais extenso, acessível pelo link, na coluna à direita, retornamos à trajetória do PT, considerando os diversos segmentos que o apoiam ou apoiavam.

O desenvolvimento da cidade de São Paulo sob risco

Os planos para a cidade de São Paulo, assim como as propostas dos candidatos a Prefeito se basearam na premissa de que São Paulo vai continuar crescendo, se desenvolvendo e será necessário enfrentar os desafios do crescimento. O que é um grave equívoco.

São Paulo está num processo de esvaziamento demográfico e de retrocesso econômico. O que não é contingencial, temporário e consequência da crise brasileira. 

Quando muito é causa. A crise coincide com a perda da tradicional "locomotiva" em puxar o desenvolvimento econômico brasileiro. 

O esvaziamento demográfico decorre de um processo de redução do tamanho das famílias seja por opção, como pelos mecanismos de controle. 

Concorre para esse processo a valorização imobiliária que empurra as famílias mais pobres para a periferia, já em outros municípios da Região Metropolitana. 

Esse processo era acompanhado por um movimento de intensificação de viagens intrametropolitanas.  As pessoas passaram a morar em outros Municípios, mas contin…

Cidade sem estacionamento

Pode existir cidade com carro sem estacionamento? Fisicamente é impossível, pois um carro é um bem físico que ocupa um espaço. Esse espaço pode ser uma via pública, um espaço dentro da propriedade do detentor do veículo ou numa garagem com serviços remunerados de estacionamento.

Pode ocorrer o inverso? Sim. Cidades menores, podem ter poucos carros, muitos espaços abertos disponíveis para estacionar. O que não terão são estacionamentos fechados, pagos, uma vez que não haverá demanda. Sem demanda não há receitas e não há negócio.

As cidades com carro precisam de estacionamento. São cidades com carro e com estacionamento. Os carros são solução, mas a partir de um certo ponto viram problemas.

Para minimizar ou eliminar o problema alguns urbanista - conforme analisado no artigo da semana anterior - propõe a solução simples e .... errada. Acabar com os estacionamentos, na suposição de que sem vagas para colocar o seu carro os motoristas desistirão de ter o seu carro.

Isso pode ocorrer se ele …

Brasil x México

A economia mexicana é fortemente dependente das politicas públicas norte-americanas, com profundas mudanças entre democratas e republicanos.
Os democratas tem a visão de promover a economia mexicana, com o apoio das suas empresas para produzir mais barato no México e comprar os seus produtos. Gerando empregos no México e reduzindo a pressão migratória para os EUA. Melhor isso do que comprar dos chineses. Os republicanos não quer saber dos mexicanos e querem isolá-los com muros.

Trump quer aumentar a produção industrial nos EUA, mesmo que isso signifique maior poluição. Vai "mandar às favas" o acordo de Paris.

A indústria automobilística no México vai sofrer. E muito. Isso pode ser uma oportunidade ou ameaça para o Brasil.

Essas estão no mercado latino-americano. O Brasil pode ganhar posições, mas para isso terá que se virar. Deixar de ficar de costas para os demais países, exceto Argentina, entender e trabalhar a América do Sul como um único mercado.