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A "reinvenção" do PT

Entre os segmentos apoiadores do PT o que permanece mais fiel é da esquerda urbana, formada por jovens estudantes, professores, intelectuais, jornalistas, líderes de movimentos sociais e outros.

Eles, diferentemente dos segmentos anteriores, tem capacidade de racionalizar. Percebem a necessidade de reconstrução do partido, mas não sabem bem como e enfrentam a resistência dos grupos instalados no poder interno. Tem a liderança de dois professores universitários: Tarso Genro e de Fernando Haddad.


A tentativa de reconstrução do partido a partir dessa facção envolve grandes desafios:
  1. reconquistar parte do segmento de esquerda urbana que desiludida deixou de votar ou votou em candidatos do PSOL, PCdoB e outros aliados;
  2. reconquistar a classe média submergente, com novas mensagens de esperança;
  3. assegurar os votos dos família-bolsistas, com uma alternativa petista à Lula;
  4. manter o apoio dos trabalhadores formais.
As estratégias para enfrentar os desafios envolverão alternativas, mas uma coisa é certa: deixará de ser o partido dos trabalhadores - embora possa manter o nome e a sigla - mas terá que estar voltado para os
"emergentes". Do contrário manterá a visibilidade, mas não terá votos e corre o risco de virar um "nanico", concorrendo no espectro da esquerda com o PSOL.

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