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Mostrando postagens de Setembro, 2017

Esperança, honestidade e desperdício*

Esperança, honestidade e "austeridade" serão os pilares da agenda eleitoral de 2018. 
A agenda é do eleitor, antes de ser do candidato ou partido. Estes serão bem sucedidos (ou não) nas suas campanhas se souberem captar os anseios do eleitor e lhe levar a mensagem sensível em relação a esses pontos.

Na agenda do eleitor "esperança é a perspectiva de uma vida melhor". Não é chegar ao topo, mas uma melhoria em relação à sua vida atual.
Honestidade é o que ele espera do candidato. Que não tenha pecha de ladrão, que não mostre indícios de que vá roubar no exercício do cargo.
Austeridade é o bom uso dos recursos públicos, para que esses possam chegar de forma mais abundante ao cidadão. Talvez possa ser caracterizado como "não desperdício de recursos públicos", simplesmente não desperdício, mas para efeito da agenda, desperdício.
 *republicado

Uma conjugação difícil de se repetir

Em meio ao recrudescimento da crise política, o sucesso da licitação da concessão de 4 usinas prontas da CEMIG mostrou uma conjugação especial de ações governamentais.

De um lado, as "autoridades econômicas" comandadas por Henrique Meirelles, buscando colocar as contas públicas em ordem, mesmo repetindo erros anteriores. Usar receita de capital para cobrir despesas de custeio é um enorme erro, que vai se refletir mais adiante. 
O Governo atual está pagando por erro semelhante, feito  desde o Governo Fernando Henrique.

O principal fato político é que a bancada estadual de Minas Gerais na Câmara, a segunda maior em número de deputados - perdendo apenas para São Paulo - tentou até o último momento evitar o leilão e pelo menos manter uma das usinas com a CEMIG. 

Essa bancada tem dois cargos cruciais para o Governo Temer: a Vice-Presidência da Câmara dos Deputados e a Presidência da Comissão de Constituição e Justiça, onde ocorre a primeira avaliação da denúncia contra o Presidente j…

Os impactos da supersafra no PIB

O Brasil, neste ano de 2017, produziu uma supersafra agrícola, mas os seus efeitos sobre o PIB tem sido minimizados ou menosprezados pela maioria dos analistas econômicos. 

O efeito inicial foi na produção, com aumento no primeiro trimestre de 2017, cerca de 15% sobre o trimestre anterior, mas com efeito diluido sobre o PIB, em função da sua baixa participação relativa. Mesmo assim contribuiu para uma evolução positiva do PIB, ainda que ínfima, mas quebrando a sequência negativa desde o segundo trimestre de 2014. 
O principal efeito da supersafra no segundo semestre foi o impacto sobre a inflação, com a desinflação nos preços dos alimentos. 
O seu principal efeito na cadeia produtiva foi na maior movimentação do transporte, que se refletiu na conta dos serviços. 
Ainda no segundo trimestre, mas principalmente no terceiro, chegou o efeito derivado do crescimento da massa salarial do agronegócio.  Os gastos dos trabalhadores no comércio se transformariam no principal fator de quebra da inér…

Exportar para empregar (19) - Toyota na América Latina

Como já escrevemos anteriormente, o principal avanço da exportação de produtos manufaturados brasileiros, que aparece nas contas globais do comércio exterior, é decorrente das mudanças estratégicas e organização das multinacionais automobilísticas, instaladas no país.

As declarações do Presidente da Toyota para a América Latina, Steve St Angelo, no lançamento do novo carro da Toyota,  são de ampliar as exportações do Corolla brasileiro, no mercado latino-americano, tomando o lugar do Corolla norte-americano. É uma competição dentro do mesmo grupo empresarial. E expandir para todo o mercado latino-americano e do Caribe.


Segundo St Angelo "A crise, de certa forma, foi boa para nós, porque nos forçou a olhar para o que podiamos fazer para sobreviver." E complementa, "Não estou feliz ainda. Só ficarei satisfeito quando conseguir exportar para os 40 paises da região. Até  mesmo para aqueles onde os carros tem direção do lado direito"

A produção do Yaris, que chega ao Brasi…

Esquerda, centro ou direita (3)

A adesão do eleitorado às teses defensivas da esquerda

O Governo Temer - por estratégia ou por falta de opção - resolveu promover uma reforma trabalhista, que vai além da lei aprovada.
Envolve também a EC do teto de gastos, a lei da terceirização e ainda os processos de privatização.

São processos que reduzem a importância e protagonismo dos sindicatos de trabalhadores.

Como citado anteriormente os sindicatos se aferraram na defesa dos trabalhadores estatais, sejam funcionários públicos estatutários, como os assalariados das empresas estatais.

Tradicionalmente, os trabalhadores das estatais conseguem condições melhores que das empresas privadas. Tem maiores obstáculos de ingresso - principalmente a dependência de concurso - mas uma vez dentro, tem maior estabilidade e condições remuneratórias melhores. Tais condições foram ampliadas ao longo dos governos petistas, promovendo o "inchaço" das estruturas estatais assim como seus custos globais. 

Os sindicatos e os partidos de esquerd…

Esquerda, centro e direita (2)

No campo político, os partidos "trabalhistas" foram capturados por lideranças sindicais cooptadas pelos Governos ou empresários, os chamados pelegos ou por líderes populistas, o que os enfraqueceu. 

O PT, sob a liderança de Lula, emergiu como um partido de assalariados industriais, que se assumiu como representante de todos os trabalhadores, embora nunca o tenham sido. Sempre foi o PTA, isto é, o partido dos trabalhadores assalariados, ou PAT, partido de alguns dos trabalhadores. Como tal não conseguiu chegar ao poder. Só o conseguiu quando ampliou o leque das suas bandeiras. 

O sindicalismo tradicional não tem mais lideranças políticas próprias. Excluindo a figura de Lula, que de hà muito deixou de ser um líder sindical, não há qualquer outro nome de liderança trabalhista, com reconhecimento nacional. Paulinho da Força e o Senador gaucho Paulo Paim são ainda os mais evidentes, mas de conhecimento público restrito. 

Talvez Lula ocupe um espaço, ora indevido, e não deixe margem …

Esquerda, centro ou direita? (1)

A tradicional análise política divide os partidos políticos em esquerda e direita. E parte dos políticos assume um lado. Quando não assumidos ou qualificados viram centro. 

É uma classificação antiquada e superada pelas mudanças econômicas, sociais e culturais, mas que persiste a partir da produção acadêmica e influenciam a classe política. Mas não mais a maioria dos eleitores. Essa não faz a distinção, tampouco entende o que é ser de esquerda ou de direita.

A divisão nasce a partir da 1ª Revolução Industrial, 

Essa organização da produção formal foi ampliada e alcançou o auge com a 2ª Revolução Industrial, mas já não se sustenta na fase atual do mundo produtivo, caracterizado como a 3ª Revolução Industrial. E já estamos ingressando na 4ª.

No Brasil, os sindicatos dos trabalhadores são os últimos bastiões da esquerda tradicional, mas sem a mesma força política anterior e capacidade de mobilização social. Embora, em função, de apropriação de recursos de origem pública, consigam manter a im…

O perfil dos novatos (3)

Além dos posicionamentos pessoais a respeito da ética no exercício da função política, os novatos deverão se posicionar em relação aos temas sobre os quais deverá discutir e deliberar.

Um posicionamento preliminar é se cuidará ou não das questões locais (paroquiais ou distritais) ou não se envolverá com essas. Entendendo que não é atribuição de um deputado federal. 

O novato que defender essas posições de retorno do deputado federal às suas funções nacionais e não distritais, corre o risco de não ser eleito. 

Os membros do Congresso passam a ser conhecidos nacionalmente pela sua atuação em Brasília, com a cobertura da mídia.

Mal comparando, são como peixes dentro de um aquário, com a percepção de como nadam, como se comportam. Mas quem os colocou lá?

Há toda uma preocupação com o que os novatos podem fazer na Câmara dos Deputados, a partir de 2019. Mas antes é preciso avaliar como eles poderão chegar lá. Com que discurso vão conseguir os votos necessários dos eleitores, para chegar lá?

O perfil dos novatos (2)

Os novatos estão fascinados com o suposto poder da rede social e se concentrarão no meio virtual. 
Poucos se dedicarão aos tradicionais métodos presenciais. Como visitar pessoalmente os seus potenciais eleitores, tomar um cafezinho excessivamente doce, com eles, comer pastel, ouvir as reivindicações, beijar as criancinhas, etc. 

Mas os veteranos conquistam votos de eleitores, com essas práticas. E como os novatos vão fazer com que esses deixem de votar nos veteranos presenciais para votar neles, que só existem virtualmente para os eleitores?

Um dado preocupante do amplo uso da rede social nas campanhas políticas está nas notícias falsas, nos "fakes" e nas pós verdades.

Os novatos e os renovadores estão contando muito em usar o poder das redes sociais, mas podem ser vítimas de poderosos contra-ataques, experimentando o próprio veneno. A partir de centros instalados no exterior. 

A reportagem publicada no Estadão de domingo, sob o título "Na web, 12 milhões difundem fake news …

O perfil dos novatos

Para efeito de renovação do Congresso não basta que os eleitores não renovem o seu voto a favor dos veteranos, mas que votem em novatos.

Que novatos se disporão a se candidatar? Com que perfil, em que partido e com quais propostas ou discursos? Ou ainda, com que promessas?

Dentro das circunstâncias atuais e que deverão prevalecer ou até se ampliar no segundo semestre de 2018 um discurso comum será contra a corrupção. 

Os candidatos novatos à Câmara Federal apresentar-se-ão ainda como trabalhadores, prometendo abrir mão das verbas adicionais a que teriam direito, caso eleitos, assim como trabalhar com uma assessoria enxuta, reduzindo ao minimo a sua estrutura de gabinete.

Comprometer-se-ão, ainda na fase da campanha à total transparência no financiamento da campanha, rigorosamente dentro da lei. E sem qualquer apelo ao "caixa dois".

A importância relativa da rede social nas eleições de 2018

A opinião publicada tradicional embala grande esperança na influência da rede social, através da internet, nas eleições de 2018, acreditando que a mesma contribuirá decisivamente para a renovação do Congresso e para a eleição presidencial.

Os números são promissores. O número de eleitores aptos a votar em 2018 deverá estar por volta de 150 milhões. Excluidas as abstenções, cerca de 130 milhões deverão ir às urnas. Os votos válidos deverão ser da ordem de 115 milhões. O número de aparelhos celulares no Brasil já é da ordem de 230 milhões, praticamente um aparelho por habitante. A quase totalidade dos eleitores terá um aparelho celular.

É um dado altamente significante, mas apenas necessário. Não suficiente. 

A condição fundamental é o eleitor se interessar em se informar ou se orientar pela rede. 

Tendo interesse ele terá acesso a um banco de dados, dentro do qual ele irá buscar a informação desejada. As plataformas atuais tem informações demais para cada eleitor.

Não basta que ele tenha um…

Manutenção x renovação

Qualquer movimentação pela renovação do Congresso não pode ficar limitado à apresentação de novatos, para uma suposta ocupação de espaço vazio. O espaço está parcialmente tomado e é preciso retirar, afastar os veteranos, alguns instalados hà muitos anos, com sucessivas reeleições para a Câmara dos Deputados. 

Aqueles que tem alta concentração de votos no seu "distrito" os tem, pela defesa dos interesses locais e, complementarmente, os estaduais. Isso porque seria a visão predominante do eleitor. Ele não teria a visão de que o deputado federal, tem como atribuição principal a discussão, a legislação sobre questões nacionais e não locais.
Em que medida novatos que se disponham a concorrer à deputação federal, com posicionamentos nacionais terão condições de concorrer com os candidatos com promessas de atendimentos específicos do eleitorado local?
O melhor atendimento pelos serviços de saúde é uma reivindicação generalizada e prioritária da população, isto é, do eleitorado. O que …

Gestor público x privado

Com oito meses de gestão, o competente gestor privado foi submetido a provas como gestor público, na direção da Prefeitura Municipal de São Paulo  e foi reprovado. Está em recuperação, tentando o que não conseguiu efetivar em 250 dias. 
E como sempre busca os culpados. Ainda pode responsabilizar a gestão passada, mas já teve tempo suficiente para fazer as coisas direito. Não o fez por inexperiência e falta de competência na gestão pública.
O problema mais visível está na terceirização pública, na contratação de serviços municipais de empresas privadas para a sua  execução, como manutenção de semáforos, jardinagem e outros já apontados pela mídia, como paralizados.

O processo de compras públicas  é naturalmente lento, mas fica mais ainda pelas exigências burocráticas e pelo jogo de interesses.

Esse é o problema maior que o gestor privado inexperiente enfrenta nas compras públicas de médio porte.

Os novos gestores, imbuidos dos critérios de eficiência, tendem a inaceitar essas condições e a …

A não reeleição dos atuais deputados (3)

A utopia de uma total renovação do Congresso Nacional não ocorrerá pela suposta força própria dela. 

Uma eventual anticampanha "não reeleja ninguém que já está lá: é tudo ladrão", não terá efeito junto ao eleitorado "cativo" de determinados candidatos. Em função das relações psicológicas estabelecidas. Uma amiga já me levantou a hipótese da chamada "síndrome de Estocolmo" que caracteriza a relação afetiva da vítima com o seu sequestrador. 

Na prática, em 2018 não estarão em disputa 513 vagas de deputados federais, tampouco 54 de senadores. Pelo menos 1/3 já estariam garantidos pelo seu eleitorado cativo (ou sequestrado).

Os novatos terão que disputar os cargos com os veteranos sem retorno supostamente assegurados. 

Com que mensagens, com que meios os novatos conseguirão conquistar "corações e mentes" dos eleitores não cativos? 

Rede social será suficiente?

A não reeleição dos atuais deputados (2)

O papel de despachante do político, intermediando o acesso da população mais pobre aos deficientes serviços públicos, pode explicar os votos que consegue nos seus redutos eleitorais: que, teoricamente, corresponderiam a um "distrito eleitoral". Não oficial, mas real. Ou, mal comparando, a uma "paróquia eleitoral".

Mas para que um candidato seja eleito, com base nos votos do seu reduto, precisa ter um grande domínio, que lhe assegure a sua eleição, independentemente dos votos de outras localidades. No caso dos deputados federais, em Estados com grande número de eleitores, como o Rio de Janeiro e a Bahia - já pesquisados preliminarmente - significaria uma votação minima acima de 50 mil votos. 

As razões mais comuns para explicar o votos dos eleitores são a compra do voto. Embora proibida, sempre os políticos conseguem subterfúgios para uma distribuição direta de benefícios aos eleitores. Em alguns casos "são pegos", resultando em cassação de registros e até m…

A não reeleição dos atuais deputados

A degradação moral da atual Câmara dos Deputados tem provocado iniciativas para evitar a reeleição dos atuais.

As campanhas tem focado prioritariamente os próprios deputados atuais, o que é o alvo errado. O foco tem que ser o eleitor que vota e elege os deputados indesejáveis: para os outros. Não para os próprios eleitores.

Para isso será necessário atuar diretamente sobre o eleitorado, segundo segmentos diferenciados, particularmente grandes nucleos eleitorais locais.

Por que os eleitores votam nesses candidatos? Qual é a atração que oferecem? Que benefícios propõe?

O que o candidato oferece depende do seu perfil ou da categoria de perfil com que se apresenta perante o seu eleitorado.

Aparentemente a Câmara dos Deputados é dominada quantitativamente pelos deputados com perfil de "despachantes".

São os que atuam na intermediação do atendimento dos seus eleitores e demais de uma determinada comunidade para acesso aos serviços públicos. 

Duas visões diferentes sobre a evolução do PIB

Uma análise de maior prazo, sobre a evolução do PIB mostra as alterações estruturais na economia brasileira. 

Tomando a composição do PIB em 1995,  no primeiro trimestre de 2014, último período que em o PIB apresentou um crescimento, o setor agropecuário mostrou um crescimento 35,4% a mais que o do PIB, enquanto a indústria de transformação, caiu 24,4%. O comércio estava com uma variação 3% a menos que o crescimento do PIB, mas o conjunto de serviços teve aumento de 1,9% acima do PIB.

Do lado da demanda, o crescimento do consumo das famílias foi 4,6% menor que o PIB, enquanto as exportações, apresentaram um aumento de 54,2% acima da evolução do PIB. 

Instalada a recessão, desde 2014, seguindo pelos anos de 2015 e 2016, o setor industrial de transformação decresceu 32,8% abaixo da evolução do PIB, enquanto a agropecuária, cresceu 34,8%. Do outro lado, o consumo das famílias, teve um crescimento de apenas 4,6% acima da evolução do PIB, enquanto as exportações, aumentaram 85,7%.

Significa qu…

Os eleitores evangélicos e a bancada evangélica (2)

Os discursos religiosos são os mesmos, mas ao contrário da Igreja Católica, os evangélicos se agregam em múltiplas igrejas. Os adeptos não são fieis a uma igreja específica. Podem migrar facilmente de uma a outra, em função do interesse pelo pastor ou pelos serviços e apoio oferecidos.

Há várias outras conotações, mas o mais importante, para esta análise é que os evangélicos estão mais ligados à importância de ter representantes políticos no Governo, assim entendido legislativo e executivo.

Constituindo uma parcela  significativa do eleitorado, atrai o interesse dos candidatos, seja de forma oportunista, como permanente. 

As pesquisas da Fundação Perseu Abramo (a entidades de estudos do PT) mostram duas facetas importantes da visão dos evangélicos em relação ao Estado. Eles querem um Estado amplo que os atendam plenamente com quantidade e qualidade nos serviços de saúde e educação. 

O que mais querem do Estado não é "esmola", mas oportunidade para crescer e poder viver melhor às…

As condições básicas para o desenvolvimento

Três são as condições essenciais para um país se desenvolver, dentro das mudanças ocorridas e em curso no mundo:

ter capacidade física e financeira para investir no crescimento da produção;ter mercado mundial para essa produção;ter competitividade nessa produção, pela escala, inovação tecnológica e pessoas qualificadas.
Todas essas condições são preenchidas pela agropecuária brasileira.

Então por que o Brasil não a adota como o motor do seu desenvolvimento, preferindo persistir numa indústria que, cuja capacidade física é limitada, está descapitalizada, não tem escala e depende de inovações tecnológicas externas?

Tem mercado mundial para os seus produtos, mas carece de competitividade. 

Há duas razões principais que se conjugam: uma cultura de dependência do Estado e a resistência corporativa de não perder os benefícios conquistados anteriormente.

O futuro do Brasil é uma volta ao passado?

O futuro do Brasil está no desenvolvimento do agronegócio, mais especificamente da sua agricultura e pecuária. 
Essa perspectiva arrepia muita gente que vê nisso um retrocesso. Uma volta do Brasil antes dos anos cinquenta, quando o motor da economia era a agricultura do café e da cana de açúcar. 
Primeiramente ver o processo como retrocesso é uma visão retrógrada e extemporânea: é de ver a economia moderna, com todas as transformações havidas, pelas lentes dos anos cinquenta. 
A agricultura brasileira é hoje 4.0, com a incorporação sucessiva de inovações tecnológicas. O grão de soja brasileiro tem conteudo tecnológico relativo maior que a quase totalidade dos produtos industriais produzidos no país. A indústria brasileira, em grande parte, ainda está no estágio 2.0, não tendo competitividade mundial, diferentemente da soja, que é a altamente competitiva, pela conjugação de fatores favoráveis e pela intensa incorporação de tecnologia.

A indústria brasileira peca pela falta de eficiência. T…