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Mostrando postagens de 2013

Os legados da Copa - superação da violência?

O futebol tornou-se um negócio mundial trilionário. Porém o futebol brasileiro, apesar de sua força no campo, segue como um negócio modesto, sem ter conseguido superar os problemas estruturais e operacionais.
A esperança era que com a Copa 2014, no Brasil, o seu futebol, assumisse a sua face de negócios, compatibilizando a sua economia com as suas condições em campo. E inserisse melhor o setor dentro da macroeconomia, com sigifnicativa participação dentro do PIB. 
A principal expectativa era de que com os novos estádios, construídos ou reformados para a Copa, poder-se-ia aumentar o volume de espectadores nos estádios, com valores de ingressos mais elevados, trazendo de volta as famílias.
Isso foi alcançado durante a Copa das Confederações e, nos primeiros jogos do Campeonato Brasileiro nos novos estádios, mas a saturação foi rápida.
Três são as suspeitas: a primeira é que o público frequentador dos estádios não tem renda suficiente para uma frequência repetida e constante. A outra de que …

Os legados da Copa - marcas brasileiras

A visibilidade mundial da Copa do Mundo, com os seus jogos acompanhados por bilhões de pessoas nas suas televisões é a grande oportunidade para "vender" marcas em ampliar a comercialização dos seus produtos. 
Não é por outro motivo que Coca-Cola, McDonalds, Sony e outras são patrocinadores permanentes da FIFA. 

Quem melhor soube aproveitar a oportunidade foram os coreanos do sul que  conseguiram dividir a realização dos jogos em 2002 com o Japão e lançaram ao mundo algumas das suas grandes marcas: LG, Hyundai e Kia. A sua quarta grande marca, a Samsung, só chegou ao futebol mais recentemente hoje é uma das patrocinadora da Copa. 
Os japoneses consolidaram a marca Sony e patrocinam o Campeonato Mundial de Clubes, mediante a Toyota. A NEC vende a sua participação em toda a infraestrutura de comunicações. 

A África do Sul não aproveitou a oportunidade para promover suas marcas. Nenhuma delas emergiu como uma marca mundial. A sua principal marca não era comercial e foi uma das mais …

Os legados da Copa - cruzeiros e portos marítimos

A grande ilusão vendida com a perspectiva da Copa foi a dos cruzeiros marítimos. Alguns acreditaram por uma lógica parcial de que com até 4.000 lugares, permitiram resolver o problema da hospitalidade, sem necessidade de construção de novos hotéis. Até porque esses corriam o risco de ficarem ociosos após a Copa.
Outros, mesmo sabendo que isso não ocorreria fizeram coro às prestidigitações para viabilizar a construção ou modernização de terminais portuários de passageiros, nos principais portos brasileiros.

O Governo Federal foi "na onda" e até incluiu na matriz de responsabilidade, obras portuárias. Que, na realidade, nada tem a ver com a Copa, mas decorrente da mistificação perpetrada por espertos o que demonstra como os demais que querem se passar por espertos caem nas esparrelas.

A lógica real do setor e da Copa do Mundo, demonstrava à saciedade a irrealidade da proposição, porém a miopia voluntariosa desviava a visão real para preferir a crença na ilusão, movida pelo desej…

Os legados da Copa - "padrão FIFA"

Os Presidentes do Brasil e da FIFA acreditavam, em 2007, que a escolha do Brasil para a sede da Copa do  Mundo, em 2014 reforçaria a unidade nacional, melhoria a auto-estima do brasileiro, superaria o complexo de "vira-lata", geraria um clima de euforia e entusiasmo favorecendo o crescimento econômico e a redução das desigualdades sociais.
Afinal o Brasil é o país do futebol e só, uma minoria insignificante, de pessimistas e mal humorados, ficaria contra a Copa e os seus gastos. 
A Presidente Dilma, para justificar os gastos e a subserviência às exigências da FIFA, chegou a distorcer a frase célebre de Nelson Rodrigues "o escrete é a pátria em chuteiras", para afirmar que o Brasil é a "pátria em chuteiras".

Não foi o que ocorreu nas manifestações de rua, em junho de 2013.
Os gastos com a Copa foram um dos principais alvos de contestação dos manifestantes que usaram o mote "padrão FIFA" para exigir o mesmo tratamento dado pelo Governo às ações e obra…

Os legados da Copa - arenas multiuso

O Brasil tem poucos locais para a realização de mega-shows internacionais, que reunem mais de 40 mil espectadores por apresentação.
Essa limitação de locais estaria restringindo a maior inserção do Brasil nos circuitos internacionais das grandes celebridades mundiais. Segundo alguns críticos, o Brasil só estaria recebendo artistas já em decadência, longe do seu auge, mas ainda com capacidade de reunir público saudoso com os seus antigos sucessos. Nenhum deles estaria escolhendo o Brasil para o lançamento de seus novos discos. 
Com os novos estádios, como o novo Fonte Nova (foto) as cidades-sede teriam condições de receber os grandes shows, tornando os estádio em arenas multiuso, com a captação de receitas adicionais para a amortização dos grandes recursos investidos na sua construção ou reforma.
Isso seria verdade para algumas das cidades que completaram seus estádios para a Copa das Confederações e receberam mega-shows, lotando-os.
O Castelão, em Fortaleza recebeu a  última das três apre…

Os legados da Copa - as vidraças

As vidraças são os problemas ou situações mostradas pela mídia internacional e que podem afetar o fluxo de turistas estrangeiros ao Brasil.

Desde que o Brasil foi homologado como sede da Copa 2014 algumas vidraças regionais ou locais, ficaram evidentes, com a cobertura pela midia internacional:
a violência urbana no Rio de Janeiro, o caótico trânsito de São Paulo e a prostituição infantil, mais visíveis em Fortaleza e Manaus, mas relatada também em São Paulo, segundo as notícias abaixo:
Jornal inglês destaca exploração sexual em Fortaleza e cita "explosão" do problema na CopaMatéria do jornal britânico The Guardianpublicada na última segunda-feira (9), aborda a exploração sexual de menores em Fortaleza e as preocupações com o crescimento da desse mal durante a Copa do Mundo. O texto inicia descrevendo uma adolescente, na avenida Juscelino Kubitschek, no bairro Castelão. "Um carro para. Ela entra. Essa é uma cena comum nas proximidades do estádio (Castelão) em Fortaleza…

Estádios da Copa: por que tão caros?

Estudo elaborado por uma consultoria internacional, divulgado pelo jornal "O Estado de São Paulo" diz que os estádios construídos para a Copa 2014 estão entre os mais caros do mundo.
Por que tão caros?
A resposta oficial é a de sempre e esperada: decorre das exigências da FIFA, sejam as constantes do seu manual, como as específicas para a Copa 2014. 
A cada Copa a FIFA aumenta as exigências, para correções de erros ocorridos, assim como para atender às novas circunstâncias. Ou seja, o decantado  "padrão FIFA".
O objetivo da Copa Verde, prevista - inicialmente - para a África do Sul, foi adiada para o Brasil, requerendo de todos os novos estádios a construção verde (green building) devidamente certificada.
Todos os estádios prevem a captação das águas das chuvas, com o seu armazenamento e utilização para manter a grama, ventilação natural, com aberturas estratégicas e, em alguns deles, instalações para a geração de energia solar. Isso teria provocado um encarecimento da …

Os legados da Copa - Estádios

Com a realização das etapas finais da Copa do Mundo de Futebol, concentradas num país, esse prepara um conjunto de ações e investimentos, com a promessa de grandes benefícios futuros, caracterizados como legados.
Os primeiros são de natureza esportiva: para países com pouca tradição futebolística esse objetivo seria de promover essa modalidade esportiva; para os com tradição, melhorar as condições de infraestrutura para os jogos.
Tomando as mais recentes edições, temos o Japão e Coreia do Sul (2002) e África do Sul (2010), como países sem tradição,  França e Alemanha com grande tradição.

A França conquistou a Copa, em casa, em cima do Brasil.


Na Alemanha, o resultado como melhoria da infraestrutura pode ser considerado altamente positivo. Já no resultado futebolístico não repetiu a França de 1998, ficando em terceiro lugar: os italianos faturaram a Copa, Mas a Alemanha consolidou-se como uma potência futebolística européia, sendo uma forte candidata ao título de 2014.

Com a Copa de 2002 o …

Legado da Mobilidade Urbana

O principal legado alardeado pelas autoridades com a realização da Copa 2014 seria das obras para melhoria da mobilidade urbana nas cidades sede.
Para efeito da Copa as cidades-sede deveriam melhorar a sua infra-estrutura urbana para facilitar o acesso e o deslocamento entre os principais pontos dos turistas que acorreriam aos jogos: aeroporto (ou rodoviária) - hotel - estádio. Adicionalmente às principais atrações turísticas da cidade.
Para isso o Governo Federal acenou com o suprimento de recursos adicionais para os pauperizados Governos Estaduais e Municipais, por conta a excessiva concentração de recursos tributários nas mãos da União.
Esses aproveitaram a oportunidade para elaborar um pacote de obras represado durante anos, por falta de recursos próprios. A Copa seria apenas um pretexto para viabilizar tais pacotes. Algumas das obras eram importantes para a Copa, outras nem tanto.
O Governo Federal aceitou o jogo, com o objetivo de atender mais às populações locais do que os turistas…

Os legados da Copa 2014

A realização da Copa do Mundo de Futebol, em 2014, no Brasil, deixará legados ao país, tanto positivos como negativos.
Ao longo desta semana de recesso, dedicar-nos-emos a algumas reflexões sobre esses possíveis legados, nas diversas áreas afetadas pela realização desse mega evento internacional.
Um primeiro conjunto será sobre o legado dos estádios construídos ou reformados para a Copa, com algumas derivações: o perfil do espectadores dos jogos de futebol, pós Copa; a contenção da violência nos estádios; a utilização dos estádios para shows musicais e outros eventos, tornando-os arenas multiuso e ainda as dividas 
contraídas para a construção e as perspectivas de retorno do investimento.
Ainda dentro do âmbito esportivo, discutiremos as eventuais mudanças sobre a formação e desenvolvimento da competência futebolística no país, os negócios do futebol e a gestão, tanto do setor como dos clubes.
Um terceiro conjunto será sobre a infraestrutura  logística, objeto de grandes investimentos para…

Um distrito de serviços de TI

Os "calls centers" que incomodam a vida de  quem tem telefone, ou  seja, todo mundo, são os principais empregadores de mão-de-obra de média qualificação e a porta de entrada de grande parte dos jovens no mercado de trabalho.
Por essa razão é o alvo principal das políticas públicas de promoção de empregos localizados. 
Na cidade de São Paulo, benefícios fiscais não foram suficientes para atrair a instalação de call centers na Zona Leste. Com um programa implantado desde 2004 (??) só conseguiu atrair duas pequenas empresas e ganhou notoriedade com os benefícios concedidos para a construção do Itaquerão. Esse, no entanto, não foi suficiente para obter novas adesões, ao programa. Nenhuma outra empresa de TI se candidatou.

Agora com a participação de grupo imobiliário de peso, a Prefeitura pretende desenvolver um projeto que poderia ser caracterizado como um Distrito de Serviços de TI, ou mais especificamente de Call Centers.

Envolveria a edificação de conjunto de prédios comerciais …