O Brasil construiu ou reformou doze estádios para abrigar jogos da Copa do Mundo da FIFA - 2014. Estão sendo muito criticados pelo elevado investimento e perspectivas de se tornarem elefantes brancos.
Para os críticos, principalmente os da esquerda, os investimentos foram feitos para favorecer os grandes empreiteiros, que teriam ganhos contratos com valores superfaturados, supostamente para repassar parte para os políticos que os contrataram ou promoveram a sua contratação.
Uma lista das empresas que construiram ou reformaram os estádios reforça as suspeitas. Dos doze estádios, 4 tiveram a participação da Odebrecht (Recife, Salvador, Rio de Janeiro e São Paulo). Os estádios de Manaus, Brasília e Porto Alegre foram construidos pela Andrade Gutierrez. A OAS conduziu as obras de Salvador (com participação da Odebrecht), Natal e teve participação na obra do Maracanã. Em Belo Horizente, Fortaleza e Cuiabá, as obras ficaram a cargo de construtoras pesadas do segundo escalão. Apenas em Curitiba não houve a participação de uma das grandes, sempre colocadas sob suspeita pelos opositores.
Nesse processo ficaram obnubilados os projetistas dos estádios, todos eles projetados de forma e concepções as mais modernas dentro da arquitetura esportiva e da sustentabilidade.
Uma primeira questão é: qual é (ou foi) a responsabilidade dos arquitetos projetistas pelos elevados custos dos estádios? Adotaram os partidos mais caros, em vez de soluções mais econômicas?
Isso parece ter ocorrido em alguns dos estádios.
A alegação geral é que os valores ficaram elevados por conta das exigências da FIFA. Mas como essas são gerais, aplicáveis para todos os estádios, as diferenças de investimentos por assento não deveriam ser significativas, como tem sido apresentados.
(cont)
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domingo, 10 de agosto de 2014
sábado, 19 de julho de 2014
Não vai ter Copa
"Não vai ter Copa"... Em 2022 no Catar.
A FIFA tem um grande problema que precisará resolver, no mais tardar, até o final do próximo ano: a sede dos jogos da Copa do Mundo em 2022.
De momento a sede está definida, mas sob graves suspeitas de corrupção.
Agravada pelos problemas ocorridos com a comercialização dos ingressos que chega próximo ao coração da direção da FIFA, ela precisará de muito esforço e muita negociação para confirmar a sede de 2022. A maior dificuldade poderá ser com os seus patrocinadores que ficaram muito temerosos com a sua participação na Copa do Brasil, mas acabaram se dando bem. O risco delas é perda de mercado na Europa se a sua marca ficar marcada pela ligação ou até patrocínio da corrupção: "Tome Coca-Cola que já vem com um ingrediente adicional: uma pitada de corrupção".
Enfrentará também a oposição (embora não seja tão forte) das Confederações européias, submetidas a intenso calor em alguns jogos da Copa no Brasil. A promessa do Catar é construir estádios fechados e climatizados.
Terá ainda a resistência da mídia internacional porque os jornalistas terão que enfrentar percursos não climatizados, ao contrários dos jogadores e delegações que somente circularão em ônibus climatizados.
A mídia internacional, por enquanto, não é favorável à realização da Copa de 2022 no Catar e tenderá a pressionar a FIFA para mudar o local. A sua grande arma é a difusão das notícias desfavoráveis, como trazer novos casos de corrupção.
Se a FIFA tiver que mudar o local irá buscar um país que esteja preparado para sediar os jogos, sem maiores problemas.
A China será uma natural candidata, mas precisará se preparar inteiramente, apesar de ter sediada os Jogos Olímpicos de 2008. A sua parte futebolística é apenas um pouco melhor que a do Catar. Mas estão se organizado para se tornar uma potência mundial como fizeram com a economia. Levaram jogadores brasileiros experientes com Aloisio e Wagner Love. E agora o técnico Cuca, com a conquista da Libertadores com o Atlético Mineiro. E agora estão em São Paulo para um programa de intercâmbio.
Os europeus serão naturais candidatos, mas a preparação poderá envolver altos custos que os governantes das economias em crise poderão não desejar. A Inglaterra e a Alemanha seriam as principais candidatas, mas dificilmente a Alemanha seria escolhida, por questões políticas do mundo do futebol.
Os EUA poderiam ser uma forte candidata, dentro da tendência de ampliação do interesse da sua população pelo soccer. Tem enormes arenas multiuso que seriam adaptadas para jogos de futebol, como ocorreu em 1994.
A política da FIFA não é repetir a curto prazo a sede, mas há um antecedente que é o México que recebeu a Copa de 70 e teve outra em 86, com a desistência da Colômbia.
Mas diante dos riscos de crise, poderá vir a optar por essa solução e nesse caso o Brasil seria uma alternativa.
Apesar dos percalços e realizou a "Copa das Copas", e tem 12 estádios prontos. A FIFA só precisa de 8.
Se o Brasil receber a Copa em 2022 terá uma festa maior porque irá coincidir com o bicentenário da sua independência. Com exceção da Bahia. Mas o 2 de julho cairia exatamente durante o período da Copa.
Já que a Presidenta Dilma se vangloria de ter organizado a Copa das Copas deveria começar a batalhar para ser a alternativa para 2022. Com isso, pelo menos, diluiria os elevados gastos com os Estádio por duas Copas e as obras de mobilidade urbana que foram prometidas para a Copa poderiam ficar prontas.
A FIFA tem um grande problema que precisará resolver, no mais tardar, até o final do próximo ano: a sede dos jogos da Copa do Mundo em 2022.
De momento a sede está definida, mas sob graves suspeitas de corrupção.
Agravada pelos problemas ocorridos com a comercialização dos ingressos que chega próximo ao coração da direção da FIFA, ela precisará de muito esforço e muita negociação para confirmar a sede de 2022. A maior dificuldade poderá ser com os seus patrocinadores que ficaram muito temerosos com a sua participação na Copa do Brasil, mas acabaram se dando bem. O risco delas é perda de mercado na Europa se a sua marca ficar marcada pela ligação ou até patrocínio da corrupção: "Tome Coca-Cola que já vem com um ingrediente adicional: uma pitada de corrupção".
Enfrentará também a oposição (embora não seja tão forte) das Confederações européias, submetidas a intenso calor em alguns jogos da Copa no Brasil. A promessa do Catar é construir estádios fechados e climatizados.
Terá ainda a resistência da mídia internacional porque os jornalistas terão que enfrentar percursos não climatizados, ao contrários dos jogadores e delegações que somente circularão em ônibus climatizados.
A mídia internacional, por enquanto, não é favorável à realização da Copa de 2022 no Catar e tenderá a pressionar a FIFA para mudar o local. A sua grande arma é a difusão das notícias desfavoráveis, como trazer novos casos de corrupção.
Se a FIFA tiver que mudar o local irá buscar um país que esteja preparado para sediar os jogos, sem maiores problemas.
A China será uma natural candidata, mas precisará se preparar inteiramente, apesar de ter sediada os Jogos Olímpicos de 2008. A sua parte futebolística é apenas um pouco melhor que a do Catar. Mas estão se organizado para se tornar uma potência mundial como fizeram com a economia. Levaram jogadores brasileiros experientes com Aloisio e Wagner Love. E agora o técnico Cuca, com a conquista da Libertadores com o Atlético Mineiro. E agora estão em São Paulo para um programa de intercâmbio.
Os europeus serão naturais candidatos, mas a preparação poderá envolver altos custos que os governantes das economias em crise poderão não desejar. A Inglaterra e a Alemanha seriam as principais candidatas, mas dificilmente a Alemanha seria escolhida, por questões políticas do mundo do futebol.
Os EUA poderiam ser uma forte candidata, dentro da tendência de ampliação do interesse da sua população pelo soccer. Tem enormes arenas multiuso que seriam adaptadas para jogos de futebol, como ocorreu em 1994.
A política da FIFA não é repetir a curto prazo a sede, mas há um antecedente que é o México que recebeu a Copa de 70 e teve outra em 86, com a desistência da Colômbia.
Mas diante dos riscos de crise, poderá vir a optar por essa solução e nesse caso o Brasil seria uma alternativa.
Apesar dos percalços e realizou a "Copa das Copas", e tem 12 estádios prontos. A FIFA só precisa de 8.
Se o Brasil receber a Copa em 2022 terá uma festa maior porque irá coincidir com o bicentenário da sua independência. Com exceção da Bahia. Mas o 2 de julho cairia exatamente durante o período da Copa.
Já que a Presidenta Dilma se vangloria de ter organizado a Copa das Copas deveria começar a batalhar para ser a alternativa para 2022. Com isso, pelo menos, diluiria os elevados gastos com os Estádio por duas Copas e as obras de mobilidade urbana que foram prometidas para a Copa poderiam ficar prontas.
quarta-feira, 2 de julho de 2014
O homor do brasileiro no pós-Copa
Antes de começarem os jogos da Copa do Mundo da FIFA - 2014 a visão sobre essa era predominantemente sobre a sua preparação. Essa visão superava a preparação da seleção brasileira de futebol, sobre a qual não havia grande confiança com relação ao seu desempenho em campo.
Praticamente metade da população era a favor da realização da Copa no Brasil e esperava com ansiedade a sua realização. Alguns poucos entraram firmemente na disputa pelos caros ingressos.mas não eram notícia importante.
Os demais, embora a favor, não se animaram muito a se mostrar, em pintar as suas ruas, embandeirar as suas janelas, colocar bandeiras nos seus carros.
Uma grande parte, na realidade, era indiferente e se manifestava contra a sua realização no Brasil e ao interesse daqueles adeptos ou fanáticos pelo futebol.
Um segmento menor, residual da população era ativamente contra, disposto a ir às ruas contra a realização da Copa: "não vai ter Copa" era o seu grito de guerra. Pelo barulho que gerava, intimidava os demais, que procuraram, esconder, o seu apoio à realização da Copa.
A maior parte da população, no entanto, estava pessimista, contrariando o otimismo do Governo e de alguns poucos colunistas, achando que haveria sim a Copa, mas os torcedores e turistas iriam enfrentar dificuldades e problemas.
Quando a Copa, enfim começou, os problemas com a sua preparação, o atraso das obras foram sendo esquecidas e todas as atenções e noticiário foram voltadas para os jogos. Que ocorreram com muitas surpresas, animando mais o interesse da população. O interesse cresce quando não ocorre o óbvio. Como ensino o jornalismo, Golias vencer Davi é o normal e é uma informação que interessa a poucos. Davi derrotar Golias é notícia e o interesse é muito maior.
Problemas ocorreram nos aeroportos, mas nenhum de grande monta, porque os turistas tradicionais não voaram na mesma época, reduzindo o movimento total. O que aconteceu não foi notícia, ou foram informações dadas sem destaque nos jornais e TV.
Protestos também ocorreram, mas com pequena participação de manifestantes. Foram reprimidas, alguns com violência, mas com pouca cobertura. Não foram destaque.
A Copa do Mundo da FIFA 2014 é o maior sucesso de público, no Brasil e no mundo. É o fato que obtem a maior adesão do povo brasileiro. Os indiferentes e contrários são uma parcela marginal. Mesmo os que não gostam e que usualmente não tem interesse pelo futebol estão diante dos aparelhos de TV acompanhando os jogos e os resultados. Torcendo e sofrendo com a sua seleção.
O humor do brasileiro mudou completamente.
Uma pergunta que agora não quer se calar é se esse humor vai permanecer após a Copa, ou vai mudar de novo, com a predominância do pessimismo.
Vai depender apenas do resultado da seleção em campo?
Praticamente metade da população era a favor da realização da Copa no Brasil e esperava com ansiedade a sua realização. Alguns poucos entraram firmemente na disputa pelos caros ingressos.mas não eram notícia importante.
Os demais, embora a favor, não se animaram muito a se mostrar, em pintar as suas ruas, embandeirar as suas janelas, colocar bandeiras nos seus carros.
Uma grande parte, na realidade, era indiferente e se manifestava contra a sua realização no Brasil e ao interesse daqueles adeptos ou fanáticos pelo futebol.
Um segmento menor, residual da população era ativamente contra, disposto a ir às ruas contra a realização da Copa: "não vai ter Copa" era o seu grito de guerra. Pelo barulho que gerava, intimidava os demais, que procuraram, esconder, o seu apoio à realização da Copa.
A maior parte da população, no entanto, estava pessimista, contrariando o otimismo do Governo e de alguns poucos colunistas, achando que haveria sim a Copa, mas os torcedores e turistas iriam enfrentar dificuldades e problemas.
Quando a Copa, enfim começou, os problemas com a sua preparação, o atraso das obras foram sendo esquecidas e todas as atenções e noticiário foram voltadas para os jogos. Que ocorreram com muitas surpresas, animando mais o interesse da população. O interesse cresce quando não ocorre o óbvio. Como ensino o jornalismo, Golias vencer Davi é o normal e é uma informação que interessa a poucos. Davi derrotar Golias é notícia e o interesse é muito maior.
Problemas ocorreram nos aeroportos, mas nenhum de grande monta, porque os turistas tradicionais não voaram na mesma época, reduzindo o movimento total. O que aconteceu não foi notícia, ou foram informações dadas sem destaque nos jornais e TV.
Protestos também ocorreram, mas com pequena participação de manifestantes. Foram reprimidas, alguns com violência, mas com pouca cobertura. Não foram destaque.
A Copa do Mundo da FIFA 2014 é o maior sucesso de público, no Brasil e no mundo. É o fato que obtem a maior adesão do povo brasileiro. Os indiferentes e contrários são uma parcela marginal. Mesmo os que não gostam e que usualmente não tem interesse pelo futebol estão diante dos aparelhos de TV acompanhando os jogos e os resultados. Torcendo e sofrendo com a sua seleção.
O humor do brasileiro mudou completamente.
Uma pergunta que agora não quer se calar é se esse humor vai permanecer após a Copa, ou vai mudar de novo, com a predominância do pessimismo.
Vai depender apenas do resultado da seleção em campo?
segunda-feira, 30 de junho de 2014
Cops do Mundo e Brasileirão
A Copa do Mundo da FIFA 2014 provocou uma mobilização inédita do povo brasileiro em torno de um evento público. A quase totalidade da população está acompanhando os jogos, torcendo e sofrendo pela seleção brasileira. Uma pequena minoria consegue ir aos estádios, mas a TV se encarrega de mostrar todos os jogos e mais comentários, bastidores, fofocas, etc. mantendo a Copa como um tema permanente. E ainda tem o rádio.
Os indiferentes são poucos e os contra uns poucos. Entre esses ainda tem alguma dezena em cada cidade disposta a ir às ruas protestar. Sem impacto, mesmo quando reprimidos com violência pela polícia. Todo mundo quer mesmo é saber da seleção do Brasil.
O que acontecerá com o interesse do povo pelo futebol, pós-Copa?
A "elite branca" conheceu, na prática, os novos estádios e aprovou, apesar de pequenas falhas. Com cadeiras em lugares marcados, segurança e aquela fantástica sensação de massa em movimento. "Todos juntos", gerando a sensação de que unidos seremos invencíveis. "O povo unido, jamais será vencido". dizem os movimentos de rua.
Que comportamentos se seguirão pós-Copa. Aumentará o público nos estádios? Estarão dispostos a pagar mais caro pelos ingressos? Irão lotar os estádios nos próximos jogos do Brasileirão, que começa logo após encerrada a Copa?
Continuarão animados ou se logo se desanimarão com a qualidade dos jogos e jogadores. Ficarão apenas na saudade?
Ainda que a seleção canarinho se sagre campeão, conquistando o hexa, os seus heróis não serão mais vistos nos campos brasileiros. Neymar, Oscar, Davi Luiz e outros só serão vistos pela TV. Júlio César nem isso. A menos que decida voltar ao Brasil depois de reabilitado. Só restarão Fred e Jô para serem vistos ao vivo.
As "arenas multi-uso" se tornarão viáveis no pós-Copa ou se tornarão "elefantes brancos"?
Os indiferentes são poucos e os contra uns poucos. Entre esses ainda tem alguma dezena em cada cidade disposta a ir às ruas protestar. Sem impacto, mesmo quando reprimidos com violência pela polícia. Todo mundo quer mesmo é saber da seleção do Brasil.
O que acontecerá com o interesse do povo pelo futebol, pós-Copa?
A "elite branca" conheceu, na prática, os novos estádios e aprovou, apesar de pequenas falhas. Com cadeiras em lugares marcados, segurança e aquela fantástica sensação de massa em movimento. "Todos juntos", gerando a sensação de que unidos seremos invencíveis. "O povo unido, jamais será vencido". dizem os movimentos de rua.
Que comportamentos se seguirão pós-Copa. Aumentará o público nos estádios? Estarão dispostos a pagar mais caro pelos ingressos? Irão lotar os estádios nos próximos jogos do Brasileirão, que começa logo após encerrada a Copa?
Continuarão animados ou se logo se desanimarão com a qualidade dos jogos e jogadores. Ficarão apenas na saudade?
Ainda que a seleção canarinho se sagre campeão, conquistando o hexa, os seus heróis não serão mais vistos nos campos brasileiros. Neymar, Oscar, Davi Luiz e outros só serão vistos pela TV. Júlio César nem isso. A menos que decida voltar ao Brasil depois de reabilitado. Só restarão Fred e Jô para serem vistos ao vivo.
As "arenas multi-uso" se tornarão viáveis no pós-Copa ou se tornarão "elefantes brancos"?
sábado, 28 de junho de 2014
Estacionamentos durante a Copa
Estacionar o carro para ir aos estádios aos jogos era uma das grandes preocupações dos Governos e dos organizadores da Copa.
O torcedor brasileiro está acostumado a ir de carro até às proximidades das entradas dos estádios e disposto a pagar preços absurdos aos flanelinhas.
Nos jogos da Copa do Mundo a FIFA estabelece uma zona de exclusão, onde não se pode chegar de carro, tampouco estacionar. Os perímetros dessas zonas variam, mas chegam a ficar mais de 2 kms. dos acessos, obrigando os torcedores a completar o trajeto a pé: em situações de clima, nem sempre favoráveis: em algumas cidades fazia calor demais, em outras frio demais e em Natal choveu praticamente em todos os dias de jogos.
O atraso na entrega das obras não permitiu à FIFA realizar mais jogos testes para que o público se acostumasse a esses novos procedimentos. Aparentemente não houve problemas maiores, mesmo nos estádios entregues em cima da hora, como o Itaquerão e a Arena da Baixada.
Porém, terminada a Copa, nos jogos nacionais os estacionamentos ou as áreas destinadas a essas serão liberadas e os torcedores podrão ir de carro e estacionar muito próximos aos acessos.
A maior parte é de áreas ao ar livre, sem construções. Uma primeira dúvida é se essas áreas poderão ser caracterizadas como terrenos vagos, sujeitas às penalidades por não serem consideradas como função social da propriedade urbana.
Serão essas áreas cercadas para uma operação profissional de estacionamento? Ou ficarão abertas sujeitas à apropriação da sua operação pelos "flanelinhas"?
Dos 12 estádios, 9 são estatais, de propriedade de Governos Estaduais, mas apenas 3 são de administração direta (Manaus, Cuiabá e Brasília), exatamente as maiores candidatas a se tornarem "elefantes brancos". Para repassarem para a operação privada precisarão fazer uma licitação. As áreas lindeiras de Manaus e Brasília terão maior demanda, pela sua localização. Na Capital Federal, dado o déficit de estacionamentos, poderá ser útil, mas irá requerer complementação de transporte coletivo de alta capacidade e qualidade. O previsto para a Copa não foi efetivado. Em todo caso é um bolsão de grande importância.
Os outros seis estádios estaduais estão concedidos a grupos privados, em regime de parceria público-privada. Os concessionários ficarão tentados a uma operação própria, na suposição de que ela será altamente rentável. Nem sempre será.
Há duas situações: uma de estacionamentos que só terão uso quando houver jogos, com o caso da Arena Pernambuco, Castelão e Mineirão. Fora dos eventos a demanda é muito pequena. A outra é de estacionamentos que tem demanda permanente. A Fonte Nova está na área central de Salvador, ainda que não no seu miolo. O Maracanã e a Arena das Dunas já estão cercadas pela ocupação urbana.
Entre os privados, a situação se repete. O Itaquerão só terá demanda significativa em dias de jogos. O Beira-Rio está próximo ao centro, mas nem tanto. A Arena Baixada está incrustada dentro de uma área residencial, inteiramente tomada.
Em alguns casos essas áreas serão solução para o empreendedor e para a cidade. Em outros casos serão um problema a mais, sendo o mais grave o de Cuiabá.
O torcedor brasileiro está acostumado a ir de carro até às proximidades das entradas dos estádios e disposto a pagar preços absurdos aos flanelinhas.
Nos jogos da Copa do Mundo a FIFA estabelece uma zona de exclusão, onde não se pode chegar de carro, tampouco estacionar. Os perímetros dessas zonas variam, mas chegam a ficar mais de 2 kms. dos acessos, obrigando os torcedores a completar o trajeto a pé: em situações de clima, nem sempre favoráveis: em algumas cidades fazia calor demais, em outras frio demais e em Natal choveu praticamente em todos os dias de jogos.
O atraso na entrega das obras não permitiu à FIFA realizar mais jogos testes para que o público se acostumasse a esses novos procedimentos. Aparentemente não houve problemas maiores, mesmo nos estádios entregues em cima da hora, como o Itaquerão e a Arena da Baixada.
Porém, terminada a Copa, nos jogos nacionais os estacionamentos ou as áreas destinadas a essas serão liberadas e os torcedores podrão ir de carro e estacionar muito próximos aos acessos.
A maior parte é de áreas ao ar livre, sem construções. Uma primeira dúvida é se essas áreas poderão ser caracterizadas como terrenos vagos, sujeitas às penalidades por não serem consideradas como função social da propriedade urbana.
Serão essas áreas cercadas para uma operação profissional de estacionamento? Ou ficarão abertas sujeitas à apropriação da sua operação pelos "flanelinhas"?
Dos 12 estádios, 9 são estatais, de propriedade de Governos Estaduais, mas apenas 3 são de administração direta (Manaus, Cuiabá e Brasília), exatamente as maiores candidatas a se tornarem "elefantes brancos". Para repassarem para a operação privada precisarão fazer uma licitação. As áreas lindeiras de Manaus e Brasília terão maior demanda, pela sua localização. Na Capital Federal, dado o déficit de estacionamentos, poderá ser útil, mas irá requerer complementação de transporte coletivo de alta capacidade e qualidade. O previsto para a Copa não foi efetivado. Em todo caso é um bolsão de grande importância.
Os outros seis estádios estaduais estão concedidos a grupos privados, em regime de parceria público-privada. Os concessionários ficarão tentados a uma operação própria, na suposição de que ela será altamente rentável. Nem sempre será.
Há duas situações: uma de estacionamentos que só terão uso quando houver jogos, com o caso da Arena Pernambuco, Castelão e Mineirão. Fora dos eventos a demanda é muito pequena. A outra é de estacionamentos que tem demanda permanente. A Fonte Nova está na área central de Salvador, ainda que não no seu miolo. O Maracanã e a Arena das Dunas já estão cercadas pela ocupação urbana.
Entre os privados, a situação se repete. O Itaquerão só terá demanda significativa em dias de jogos. O Beira-Rio está próximo ao centro, mas nem tanto. A Arena Baixada está incrustada dentro de uma área residencial, inteiramente tomada.
Em alguns casos essas áreas serão solução para o empreendedor e para a cidade. Em outros casos serão um problema a mais, sendo o mais grave o de Cuiabá.
terça-feira, 17 de junho de 2014
As Copas 2014 - bom e ruim?
Praticamente completada a primeira rodada da Copa do Mundo da FIFA 2014, pode-se fazer um balanço desse grande evento que se desdobra em muitas, como já mostramos anteriormente.
O maior espetáculo da terra ocorre dentro dos campos e o resultado geral é bom, com duas exceções: a pelada do único 0 x 0, entre Nigéria e Irã, das 14 partidas e o fracasso do principal astro: CR7.
Mas outros deram "show" à altura do padrão FIFA, com magníficas goleadas. E também com algumas surpresas. No geral, as seleções e os jogadores estão cumprindo bem os seus papéis. A Copa das seleções, a Copa do espetáculo vai bem. E tende a ser a "Copa das Copas": a melhor realizada até hoje e o seu sucesso vai encobrir todos os fracassos das demais dimensões da Copa.
A Copa da organização da FIFA que deveria ser impecável, em função do volume de recursos arrecadados pela FIFA, está mostrando grandes falhas, comprometendo a sua imagem de capacidade de organização do seu maior evento. Pode até se explicar, em função das dificuldades de entendimento com o Governo Brasileiro, mas as falhas não fazem jus ao decantado "padrão FIFA".
O show de abertura deve ter sido contratado pela lei 8.666 (a lei de licitações brasileira) pelo regime de menor preço. Foi de uma pobreza, de uma falta de criatividade que dá vergonha ao "padrão Brasil" que tem festas populares imemoriáveis: a começar pelo Carnaval.
As enormes filas para entrar nos estádios, sendo as maiores a de Brasília, explicadas por equipamentos quebrados, não se justifica.
A falha no equipamento de som que não tocou os hinos nacionais da França e Honduras, em Porto Alegre, é de uma incompetência primária.
Até agora a organização da Copa pode ser considerada sofrível, sem "padrão FIFA". O publico tende, no entanto, a debitar a conta ao Governo Brasileiro (ou ao Brasil) a má organização. Porém " à César o que é de César": A responsabilidade pela organização e gestão do evento é da FIFA e do seu braço nacional: o Comitê Organizador Local.
A Copa do suporte, da sua infraestrutura, essa de responsabilidade do Governo Brasileiro está se saindo melhor do que o esperado, sem a ocorrência de graves problemas previstos pelos catastrofistas. O grande teste são estes três dias que antecedem, ocorrem e sucedem o jogo do Brasil em Fortaleza, o aeroporto com maior atraso nas obras.
Todos os estádios estão dando conta do recado. Os entornos, nem tanto: alagamentos que estavam nas previsões, infelizmente se concretizaram. Muita chuva em Natal, uma cidade que não precisava ter um novo estádio, alagaram o antigo lago, aterrado há muitos anos atrás para a instalação do Centro Administrativo e do Machadão. Onde foi reconstruido o novo estádio.
O acesso aos estádio foi difícil para muitos torcedores, mas nenhuma ocorrência grave. As obras de mobilidade não eram essenciais, não ficaram prontas, algumas atrapalham, mas nem um grande fracasso ou sucesso.
A euforia dos torcedores, nacionais e estrangeiros, tem superada os eventuais problemas: "tudo é festa".
A segurança externa está ocorrendo dentro do planejado pelo Governo. Conforme esperado, pequenos grupos de ativistas anti-Copa, incluindo os blackblocs sairam às ruas, mas foram reprimidos com rigor. A polícia não permitiu, com a sua usual violência, que eles tentassem chegar às vias principais para tumultuar o acesso dos torcedores. As ações foram pontuais e não fosse o alarde de parte da mídia, passariam desapercebidos. Às tentativas de vandalismo, algumas concretizadas, foram reprimidas com prisões.
Diversamente do que ocorreu anteriormente a Polícia não foi mobilizada para garantir o direito de manifestação, mas para contê-la.
Dessa forma o clima geral, nas cidades-sede da Copa, é de festa, não obstante alguns incidentes pontuais: muito diferente do anunciado e do receio de que os turistas iriam encontrar um clima de guerra civil.
A má preparação pelos Governos da infraestrutura para a Copa, será superado pelos sucessos.
O maior sucesso é a Copa do Povo. Não a Copa que os movimentos sem teto tentaram se apropriar. Mas o povo que estava apático e temeroso está entrando, cada vez mais, no clima de festa e de congraçamento, com a presença da milhares de turistas estrangeiros.
O brasileiro está mostrando a sua cordialidade, que é nata. Não está cuidando bem dos seus visitantes porque o Governo pediu para tratá-los bem. Estão tratando porque são brasileiros e, como tal, amáveis nas festas. A imagem que o Brasil está mostrando para o mundo não é a violência urbana, as manifestações contrárias, a repressão policial, a pobreza, mas a felicidade dos torcedores da cada país, e a sua recepção pelo povo brasileiro.
Algumas vidraças também serão mostradas, mas a maior vitrine da Copa será a hospitalidade do povo brasileiro.
O Governo vai tentar se apropriar desse resultado mostrando a satisfação dos turistas estrangeiros como o grande sucesso da Copa. Irá retomar o filmete da candidatura do Brasil ainda em 2007, produzido - salvo engano - por Meirelles e Guanais: dois dos melhores craques brasileiros.
O tema principal foi a hospitalidade brasileira. Tudo indica que dará certo. Mesmo que o Brasil não levante o trofeu.
No meio de tantos problemas, o maior legado da Copa 2014 será o povo brasileiro.
O maior espetáculo da terra ocorre dentro dos campos e o resultado geral é bom, com duas exceções: a pelada do único 0 x 0, entre Nigéria e Irã, das 14 partidas e o fracasso do principal astro: CR7.
Mas outros deram "show" à altura do padrão FIFA, com magníficas goleadas. E também com algumas surpresas. No geral, as seleções e os jogadores estão cumprindo bem os seus papéis. A Copa das seleções, a Copa do espetáculo vai bem. E tende a ser a "Copa das Copas": a melhor realizada até hoje e o seu sucesso vai encobrir todos os fracassos das demais dimensões da Copa.
A Copa da organização da FIFA que deveria ser impecável, em função do volume de recursos arrecadados pela FIFA, está mostrando grandes falhas, comprometendo a sua imagem de capacidade de organização do seu maior evento. Pode até se explicar, em função das dificuldades de entendimento com o Governo Brasileiro, mas as falhas não fazem jus ao decantado "padrão FIFA".
O show de abertura deve ter sido contratado pela lei 8.666 (a lei de licitações brasileira) pelo regime de menor preço. Foi de uma pobreza, de uma falta de criatividade que dá vergonha ao "padrão Brasil" que tem festas populares imemoriáveis: a começar pelo Carnaval.
As enormes filas para entrar nos estádios, sendo as maiores a de Brasília, explicadas por equipamentos quebrados, não se justifica.
A falha no equipamento de som que não tocou os hinos nacionais da França e Honduras, em Porto Alegre, é de uma incompetência primária.
Até agora a organização da Copa pode ser considerada sofrível, sem "padrão FIFA". O publico tende, no entanto, a debitar a conta ao Governo Brasileiro (ou ao Brasil) a má organização. Porém " à César o que é de César": A responsabilidade pela organização e gestão do evento é da FIFA e do seu braço nacional: o Comitê Organizador Local.
A Copa do suporte, da sua infraestrutura, essa de responsabilidade do Governo Brasileiro está se saindo melhor do que o esperado, sem a ocorrência de graves problemas previstos pelos catastrofistas. O grande teste são estes três dias que antecedem, ocorrem e sucedem o jogo do Brasil em Fortaleza, o aeroporto com maior atraso nas obras.
Todos os estádios estão dando conta do recado. Os entornos, nem tanto: alagamentos que estavam nas previsões, infelizmente se concretizaram. Muita chuva em Natal, uma cidade que não precisava ter um novo estádio, alagaram o antigo lago, aterrado há muitos anos atrás para a instalação do Centro Administrativo e do Machadão. Onde foi reconstruido o novo estádio.
O acesso aos estádio foi difícil para muitos torcedores, mas nenhuma ocorrência grave. As obras de mobilidade não eram essenciais, não ficaram prontas, algumas atrapalham, mas nem um grande fracasso ou sucesso.
A euforia dos torcedores, nacionais e estrangeiros, tem superada os eventuais problemas: "tudo é festa".
A segurança externa está ocorrendo dentro do planejado pelo Governo. Conforme esperado, pequenos grupos de ativistas anti-Copa, incluindo os blackblocs sairam às ruas, mas foram reprimidos com rigor. A polícia não permitiu, com a sua usual violência, que eles tentassem chegar às vias principais para tumultuar o acesso dos torcedores. As ações foram pontuais e não fosse o alarde de parte da mídia, passariam desapercebidos. Às tentativas de vandalismo, algumas concretizadas, foram reprimidas com prisões.
Diversamente do que ocorreu anteriormente a Polícia não foi mobilizada para garantir o direito de manifestação, mas para contê-la.
Dessa forma o clima geral, nas cidades-sede da Copa, é de festa, não obstante alguns incidentes pontuais: muito diferente do anunciado e do receio de que os turistas iriam encontrar um clima de guerra civil.
A má preparação pelos Governos da infraestrutura para a Copa, será superado pelos sucessos.
O maior sucesso é a Copa do Povo. Não a Copa que os movimentos sem teto tentaram se apropriar. Mas o povo que estava apático e temeroso está entrando, cada vez mais, no clima de festa e de congraçamento, com a presença da milhares de turistas estrangeiros.
O brasileiro está mostrando a sua cordialidade, que é nata. Não está cuidando bem dos seus visitantes porque o Governo pediu para tratá-los bem. Estão tratando porque são brasileiros e, como tal, amáveis nas festas. A imagem que o Brasil está mostrando para o mundo não é a violência urbana, as manifestações contrárias, a repressão policial, a pobreza, mas a felicidade dos torcedores da cada país, e a sua recepção pelo povo brasileiro.
Algumas vidraças também serão mostradas, mas a maior vitrine da Copa será a hospitalidade do povo brasileiro.
O Governo vai tentar se apropriar desse resultado mostrando a satisfação dos turistas estrangeiros como o grande sucesso da Copa. Irá retomar o filmete da candidatura do Brasil ainda em 2007, produzido - salvo engano - por Meirelles e Guanais: dois dos melhores craques brasileiros.
O tema principal foi a hospitalidade brasileira. Tudo indica que dará certo. Mesmo que o Brasil não levante o trofeu.
No meio de tantos problemas, o maior legado da Copa 2014 será o povo brasileiro.
quinta-feira, 12 de junho de 2014
Vai ter Copa!
Chegou afinal.
Hoje começa a Copa do Mundo da FIFA, com a Copa da seleção brasileira de futebol a melhor preparada para este início. Embora o pouco tempo de treinamento vá se utilizado para um eventual desempenho insatisfatório.
A Copa da FIFA, propriamente dita, com a organização do maior espetáculo do mundo, vai ter senões. A FIFA teve que assumir, ainda que a contragosto, os estádios incompletos e enfrentará problemas de insatisfações dos torcedores, insuficientemente alertados e informados sobre as condições para acesso aos estádios e sobre a ocupação dos seus lugares. O estádio do Corinthians receberá um público, nunca antes recebido e sem os devidos testes. Enfrentará também reclamações da mídia internacional, dos patrocinadores e dos convidados. Principalmente dos não convidados que se julgavam no direito de serem convidados.
Se os prejuizos não fossem tão grandes, a FIFA teria cancelada a realização da sua Copa, no Brasil, em 2014.
Mas, ao "final e ao cabo" "entre mortos e feridos salvarão-se todos". Como é mesmo?
Já a Copa do Mundo do Brasil não ficou pronta. As obras de infraestrutura não foram concluidas, apesar de algumas delas entregues como tal e devidamente inauguradas. Nos aeroportos inaugurados os administradores rezam para não chover. E, juntamente com as Cias aéreas, rezam para não ter nevoeiro nos aeroportos da Copa. A grande ameaça é o efeito dominó, com o encadeamento dos atrasos.
Para dar a impressão de que ficaram prontas, a Presidente Dilma se prestou para inaugurar trechos inoperantes ou centros de controle. Nas vésperas da Copa houve mais uma inauguração do Metrô de Salvador.
O Governo Federal conseguiu desmontar todas as bombas programadas para a Copa. Convenceu o MTST, apesar de propostas inconsistentes, a não marchar contra o Itaquerão, no dia de hoje. Convenceu as Centrais Sindicais a não engrossarem as ações dos metroviários que pretendiam levá-las a apoiar uma greve geral. Foi uma das razões pelas quais os metroviários não persistiram na greve. Mais à frente, a realidade sobre as reuniões promovidas pelo Ministério do Trabalho, para um suposto acordo entre o Governo de São Paulo e os metroviários virá a tona. O objetivo foi segurar as Centrais.
Eventuais outras greves que possam ocorrer não se sustentarão.
Permanece apenas o remoto risco de ações do PCC em São Paulo. Mas o aparato de segurança montado pelo Governo deverá limitar eventuais ações isoladas em áreas periféricas, que a sociedade só ficará sabendo se houver ampla cobertura da midia. Mas essa por razões econômicas está inteiramente focada na cobertura do futebol.
No Brasil tudo será superado se a sua seleção tiver um bom desempenho em campo, com muitos gols. Vamos em frente.
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A Copa da FIFA, propriamente dita, com a organização do maior espetáculo do mundo, vai ter senões. A FIFA teve que assumir, ainda que a contragosto, os estádios incompletos e enfrentará problemas de insatisfações dos torcedores, insuficientemente alertados e informados sobre as condições para acesso aos estádios e sobre a ocupação dos seus lugares. O estádio do Corinthians receberá um público, nunca antes recebido e sem os devidos testes. Enfrentará também reclamações da mídia internacional, dos patrocinadores e dos convidados. Principalmente dos não convidados que se julgavam no direito de serem convidados.
Se os prejuizos não fossem tão grandes, a FIFA teria cancelada a realização da sua Copa, no Brasil, em 2014.
Mas, ao "final e ao cabo" "entre mortos e feridos salvarão-se todos". Como é mesmo?
Já a Copa do Mundo do Brasil não ficou pronta. As obras de infraestrutura não foram concluidas, apesar de algumas delas entregues como tal e devidamente inauguradas. Nos aeroportos inaugurados os administradores rezam para não chover. E, juntamente com as Cias aéreas, rezam para não ter nevoeiro nos aeroportos da Copa. A grande ameaça é o efeito dominó, com o encadeamento dos atrasos.
Para dar a impressão de que ficaram prontas, a Presidente Dilma se prestou para inaugurar trechos inoperantes ou centros de controle. Nas vésperas da Copa houve mais uma inauguração do Metrô de Salvador.
O Governo Federal conseguiu desmontar todas as bombas programadas para a Copa. Convenceu o MTST, apesar de propostas inconsistentes, a não marchar contra o Itaquerão, no dia de hoje. Convenceu as Centrais Sindicais a não engrossarem as ações dos metroviários que pretendiam levá-las a apoiar uma greve geral. Foi uma das razões pelas quais os metroviários não persistiram na greve. Mais à frente, a realidade sobre as reuniões promovidas pelo Ministério do Trabalho, para um suposto acordo entre o Governo de São Paulo e os metroviários virá a tona. O objetivo foi segurar as Centrais.
Eventuais outras greves que possam ocorrer não se sustentarão.
Permanece apenas o remoto risco de ações do PCC em São Paulo. Mas o aparato de segurança montado pelo Governo deverá limitar eventuais ações isoladas em áreas periféricas, que a sociedade só ficará sabendo se houver ampla cobertura da midia. Mas essa por razões econômicas está inteiramente focada na cobertura do futebol.
No Brasil tudo será superado se a sua seleção tiver um bom desempenho em campo, com muitos gols. Vamos em frente.
quarta-feira, 11 de junho de 2014
Cadê meu ingresso?
Se todo mundo pode usar a Copa para conseguir o que quer, porque não eu?
Assim pensaram os vereadores de São Paulo, revoltaram-se com o poder que estão dando ao líder do MTST, assumindo compromissos com ele em seus nomes e adiaram a segunda votação da lei de revisão do Plano Diretor.
O Prefeito que corre pressurosamente para atender aos sem teto, por ordem da Presidente, que consiga com a FIFA os ingressos para eles. E não qualquer ingresso.
Estamos vivendo um momento de chantagem generalizada. Se "vai ter Copa" tudo é permitido.
O MTST pretende marchar para junto da Câmara para pressionar os vereadores e esses tem uma saída: aprovar uma lei específica. Por que o Plano Diretor tem outras questões polêmicas, com uma delas mobilizando moradores ativos que estão enchendo as galerias: a manutenção das Zonas Estritamente Residenciais. Com grupos pró e outros contra. Mesmo esses dizem que não são contra, mas querem discutir caso a caso, nos Plano Regionais ou de Bairros.
Em ambos os casos o que os vereadores decidirem não será definitivo. Além da possibilidade de veto do Prefeito, os derrotados recorrerão ao Judiciário.
A definição das áreas de proteção aos mananciais é por lei estadual e não municipal.
Os embates não acabaram. Daqui a pouco a Copa não servirá mais para acelerar qualquer coisa.
O MTST só tem hoje para pressionar a Câmara. Assumiu compromisso com o Governo Federal, na base do "me engana que eu gosto". Pouco do que foi prometido àquele líder para desmobilizar o seu pessoal no dia da abertura da Copa, para não marchar contra o Itaquerão, ocorrerá como anunciado. Há muitas contradições não explicadas.
Assim pensaram os vereadores de São Paulo, revoltaram-se com o poder que estão dando ao líder do MTST, assumindo compromissos com ele em seus nomes e adiaram a segunda votação da lei de revisão do Plano Diretor.
O Prefeito que corre pressurosamente para atender aos sem teto, por ordem da Presidente, que consiga com a FIFA os ingressos para eles. E não qualquer ingresso.
Estamos vivendo um momento de chantagem generalizada. Se "vai ter Copa" tudo é permitido.
O MTST pretende marchar para junto da Câmara para pressionar os vereadores e esses tem uma saída: aprovar uma lei específica. Por que o Plano Diretor tem outras questões polêmicas, com uma delas mobilizando moradores ativos que estão enchendo as galerias: a manutenção das Zonas Estritamente Residenciais. Com grupos pró e outros contra. Mesmo esses dizem que não são contra, mas querem discutir caso a caso, nos Plano Regionais ou de Bairros.
Em ambos os casos o que os vereadores decidirem não será definitivo. Além da possibilidade de veto do Prefeito, os derrotados recorrerão ao Judiciário.
A definição das áreas de proteção aos mananciais é por lei estadual e não municipal.
Os embates não acabaram. Daqui a pouco a Copa não servirá mais para acelerar qualquer coisa.
O MTST só tem hoje para pressionar a Câmara. Assumiu compromisso com o Governo Federal, na base do "me engana que eu gosto". Pouco do que foi prometido àquele líder para desmobilizar o seu pessoal no dia da abertura da Copa, para não marchar contra o Itaquerão, ocorrerá como anunciado. Há muitas contradições não explicadas.terça-feira, 10 de junho de 2014
Legados da Copa -Itaquera
Com a construção da Arena Corinthians, mais conhecida como Itaquerão, o bairro de Itaquera - pelo menos por 40 dias - será um local mundial.
A visibilidade internacional trará turistas, moradores ou investimentos estrangeiros para o bairro? Provavelmente não.
Terminada a Copa, depois de algum tempo, será esquecido pela mídia internacional. A menos de eventuais reportagens especiais para saber o que aconteceu com o local da abertura da Copa 2014.
A maior curiosidade internacional será averiguar se o estádio virou ou não um elefante branco.
O bairro não conta, a curto prazo, com atrativos adicionais capazes de trazer ou fixar em seu território pessoas ou capital estrangeiro. Dependerá do desenvolvimento prévio endógeno.
Já em termos municipais, a construção do estádio e a realização de 6 jogos da Copa do Mundo da FIFA de 2014, inclusive o da abertura, Itaquera poderá mudar a percepção popular sobre o bairro e promover uma grande transformação a médio prazo.
A imagem do bairro é de uma longínqua periferia pobre, o que é logo associada à violência.
A curto prazo irá viver a ressaca da Copa. A perspectiva da sua realização provocou uma enorme especulação imoibliária com elevação dos preços de venda e locação das casas da região. Alguns embalados pela imaginação da invasão estrangeira na região promoveram uma locação por curto prazo por verdadeiros absurdos. E consta que alguns conseguiram alguns incautos.
A bolha imobiliária que foi inflada com a perspectiva da Copa irá se esvaziar, podendo até mesmo estourar, com queda brusca do valores, pela frustração das expectativas de um grande surto de novos empreendimentos imobiliários, como ocorreu no Tatuapé.
Os jogos rotineiros do Corinthians no Itaquerão trarão os seus torcedores ricos que, presentes costumeiramente, podem perceber oportunidades de investimentos, vencendo os preconceitos.
A maior dificuldade continuará sendo a logística ou a acessibilidade. Para os torcedores, em geral, o metrô será a melhor solução. Porém os decisores continuarão usando o seu carro e terão dificuldades de chegar até o local pela Radial Leste. Nos jogos durante a semana terão que enfrentar a concorrência dos que estão retornando às suas casas e nos domingos, com menos trânsito a sensação será de que é muito longe.
A criação de um novo polo de escritórios só tem um paralelo que não se desenvolveu inteiramente: Conceição. Alphaville decorreu de um plano privado de urbanização, numa área vazia, pouco valorizada mas beneficiada por uma nova rodovia e retificação do rio. Teve percalços, mas hoje é um novo polo metropolitano. A Chácara Santo Antonio, desenvolveu-se lenta e gradualmente junto a um bairro de classe média alta: a Granja Julieta, também favorecida pelo acesso à Marginal Pinheiros. O seu início foi a instalação do Centro de Processamento de Dados do Banco do Brasil. A Berrini, foi a ocupação de uma várzea como alternativa de extensão da Faria Lima, com muitas áreas vagas.
Conceição foi um dos casos que mais se aproxima da situação de Itaquera. Era ocupada, antes da chegada do Metrô, densamente por casas de classe média baixa e também pela D e E, com poucos espaços vazios. Com a chegada do metrô, houve uma grande valorização imobiliária, resultando na expulsão dos moradores das classes mais baixas, das áreas mais próximas da estação e o lançamento de múltiplos empreendimentos imobiliários para a classe média, a maioria de empreendedores locais ou regionais. Junto á estação foram implantados três grandes empreendimentos, incentivados pela Prefeitura, mas não teve continuidade, com a saída do Prefeito Olavo Setúbal. O mercado imobiliário preferiu outras áreas.
Itaquera será mais conhecida por integrantes das classes mais altas, com capacidade de investimento. Será ela vista como oportunidade? Os indícios não são promissores, mas pode haver surpresas.
A visibilidade internacional trará turistas, moradores ou investimentos estrangeiros para o bairro? Provavelmente não.
Terminada a Copa, depois de algum tempo, será esquecido pela mídia internacional. A menos de eventuais reportagens especiais para saber o que aconteceu com o local da abertura da Copa 2014.
A maior curiosidade internacional será averiguar se o estádio virou ou não um elefante branco.
O bairro não conta, a curto prazo, com atrativos adicionais capazes de trazer ou fixar em seu território pessoas ou capital estrangeiro. Dependerá do desenvolvimento prévio endógeno.
Já em termos municipais, a construção do estádio e a realização de 6 jogos da Copa do Mundo da FIFA de 2014, inclusive o da abertura, Itaquera poderá mudar a percepção popular sobre o bairro e promover uma grande transformação a médio prazo.
A imagem do bairro é de uma longínqua periferia pobre, o que é logo associada à violência.
A curto prazo irá viver a ressaca da Copa. A perspectiva da sua realização provocou uma enorme especulação imoibliária com elevação dos preços de venda e locação das casas da região. Alguns embalados pela imaginação da invasão estrangeira na região promoveram uma locação por curto prazo por verdadeiros absurdos. E consta que alguns conseguiram alguns incautos.
A bolha imobiliária que foi inflada com a perspectiva da Copa irá se esvaziar, podendo até mesmo estourar, com queda brusca do valores, pela frustração das expectativas de um grande surto de novos empreendimentos imobiliários, como ocorreu no Tatuapé.
Os jogos rotineiros do Corinthians no Itaquerão trarão os seus torcedores ricos que, presentes costumeiramente, podem perceber oportunidades de investimentos, vencendo os preconceitos.
A maior dificuldade continuará sendo a logística ou a acessibilidade. Para os torcedores, em geral, o metrô será a melhor solução. Porém os decisores continuarão usando o seu carro e terão dificuldades de chegar até o local pela Radial Leste. Nos jogos durante a semana terão que enfrentar a concorrência dos que estão retornando às suas casas e nos domingos, com menos trânsito a sensação será de que é muito longe.
A criação de um novo polo de escritórios só tem um paralelo que não se desenvolveu inteiramente: Conceição. Alphaville decorreu de um plano privado de urbanização, numa área vazia, pouco valorizada mas beneficiada por uma nova rodovia e retificação do rio. Teve percalços, mas hoje é um novo polo metropolitano. A Chácara Santo Antonio, desenvolveu-se lenta e gradualmente junto a um bairro de classe média alta: a Granja Julieta, também favorecida pelo acesso à Marginal Pinheiros. O seu início foi a instalação do Centro de Processamento de Dados do Banco do Brasil. A Berrini, foi a ocupação de uma várzea como alternativa de extensão da Faria Lima, com muitas áreas vagas.
Conceição foi um dos casos que mais se aproxima da situação de Itaquera. Era ocupada, antes da chegada do Metrô, densamente por casas de classe média baixa e também pela D e E, com poucos espaços vazios. Com a chegada do metrô, houve uma grande valorização imobiliária, resultando na expulsão dos moradores das classes mais baixas, das áreas mais próximas da estação e o lançamento de múltiplos empreendimentos imobiliários para a classe média, a maioria de empreendedores locais ou regionais. Junto á estação foram implantados três grandes empreendimentos, incentivados pela Prefeitura, mas não teve continuidade, com a saída do Prefeito Olavo Setúbal. O mercado imobiliário preferiu outras áreas.Itaquera será mais conhecida por integrantes das classes mais altas, com capacidade de investimento. Será ela vista como oportunidade? Os indícios não são promissores, mas pode haver surpresas.
sábado, 7 de junho de 2014
Questões de estratégia
Os metroviários embarcaram numa aventura, levados por uma direção sindical que lhes acenou com a conquista de melhores índices de reajustes salariais, em função do receio do Governo em relação às perturbações durante a Copa.
O Governo Estadual "está pagando para ver". Não cedeu e não vai ceder. Vai aguardar e cumprir o dissídio que for decidido pela Justiça do Trabalho. Por uma razão simples: não pode aceitar a chantagem da Copa e abrir precedentes.
Ficou fortalecido por dois eventos que ocorreram entre ontem e hoje.
Primeiro: no último jogo oficial da seleção brasileira, com a presença de 67 mil torcedores, mais do que irão para a abertura, todos chegaram ao estádio: de alguma forma. Mesmo sendo uma sexta-feira, com greves, chuvas e os maiores índices de congestionamentos na cidade.

Os trabalhadores tiveram muitos problemas para chegar ao trabalho ou retornar desse para casa. Os torcedores chegaram ao estádio do Morumbi e também conseguiram voltar. Os problemas foram os usuais, com os flanelinhas e estacionamentos caros no entorno do estádio.
Os torcedores conseguiram chegar. Os manifestantes anti-copa não. O MTST que prometia bloquear os acessos ao estádio ficaram na periferia, sem conseguir se aproximar do estádio. A greve do metrô os afetou mais que aos torcedores.
No jogo da abertura da Copa os problemas não serão os usuais, com problemas aos quais os torcedores não estão acostumados e não ocorreram ontem no Morumbi.
Na Copa não é permitido chegar de carro próximo ao estádio, havendo uma zona de exclusão, da ordem de 2 km. Os que estão acostumados a ir de carro e que pretendem usar o seu veículo, terão problemas para estacionar.
As revistas serão mais rigorosas e demoradas. Quem não chegar pelo menos 3 horas antes do início do jogo corre o risco de só entrar no estádio depois do jogo começado.
O Itaquerão é servido por uma linha de metrô e outra de trem. Os metroviários poderão estar em greve. Se a CPTM estiver funcionando os torcedores irão de trem, que tem vantagem: é expresso. O metrô é uma facilidade, mas não essencial.
O Morumbi não é servido por metrô, nem trem. A única linha que atende é privada, não deixou de funcionar, mas a estação mais próxima está a cerca de 7 km. Que muitos fizeram a pé.
O transporte coletivo mais usual foi o ônibus e quase 70 mil torcedores chegaram. Na Copa o maior volume será dos ônibus fretados que irão levar os turistas dos hotéis ao estádio. As tentativas de bloquear a sua passagem serão reprimidas. Se necessário, com violência. É o que querem alguns dos manifestantes, mas não evitarão a chegada dos torcedores ao estádio.
Ademais, sendo feriado, com o interesse maior da população em acompanhar o jogo em casa, pela televisão, a cidade estará vazia. Haverá maiores alternativas de rotas.
O segundo fato é a pesquisa da Datafolha que mostra Alckmin mantendo folgada vantagem, com o candidato do PT ainda não conseguindo decolar. Mesmo que venha a haver um segundo turno, o concorrente do atual governador não seria Padilha.
Os metroviários querem parar o metrô, no dia do jogo. Podem parar. Só causarão maior irritação da população. Poderão ter o apoio dos anti-copa, mas esses são poucos e só conseguirão gerar alguma perturbação local.
O que lhes resta é a adesão dos demais trabalhadores e sindicatos. Uma solidariedade difícil de conseguir, porque o Sindicato dos metroviários é um dos poucos independentes das grandes centrais sindicais. É dominado por um grupo ligado ao PSTU e as Centrais e os demais partidos não tem nenhum interesse em fortalecê-los. Ao contrário, interessa desgastá-los para tirá-los da direção sindical.
Da mesma forma que o Governo Estadual não podem recuar. A saída honrosa é aceitar o dissídio. Tentar sustentar uma greve, sem o cumprimento das exigências judiciais só irá ampliar o desgaste da direção sindical. Mesmo que a Justiça aceite a greve como legal, caso sejam cumpridas as exigências de manutenção dos mínimos de serviços.
Se forem atender aos 100% no horário de pico e 70 % fora dele não será greve, mas o funcionamento acima do normal.
O Governo Estadual "está pagando para ver". Não cedeu e não vai ceder. Vai aguardar e cumprir o dissídio que for decidido pela Justiça do Trabalho. Por uma razão simples: não pode aceitar a chantagem da Copa e abrir precedentes.
Ficou fortalecido por dois eventos que ocorreram entre ontem e hoje.
Primeiro: no último jogo oficial da seleção brasileira, com a presença de 67 mil torcedores, mais do que irão para a abertura, todos chegaram ao estádio: de alguma forma. Mesmo sendo uma sexta-feira, com greves, chuvas e os maiores índices de congestionamentos na cidade.

Os trabalhadores tiveram muitos problemas para chegar ao trabalho ou retornar desse para casa. Os torcedores chegaram ao estádio do Morumbi e também conseguiram voltar. Os problemas foram os usuais, com os flanelinhas e estacionamentos caros no entorno do estádio.
Os torcedores conseguiram chegar. Os manifestantes anti-copa não. O MTST que prometia bloquear os acessos ao estádio ficaram na periferia, sem conseguir se aproximar do estádio. A greve do metrô os afetou mais que aos torcedores.
No jogo da abertura da Copa os problemas não serão os usuais, com problemas aos quais os torcedores não estão acostumados e não ocorreram ontem no Morumbi.
Na Copa não é permitido chegar de carro próximo ao estádio, havendo uma zona de exclusão, da ordem de 2 km. Os que estão acostumados a ir de carro e que pretendem usar o seu veículo, terão problemas para estacionar.
As revistas serão mais rigorosas e demoradas. Quem não chegar pelo menos 3 horas antes do início do jogo corre o risco de só entrar no estádio depois do jogo começado.
O Itaquerão é servido por uma linha de metrô e outra de trem. Os metroviários poderão estar em greve. Se a CPTM estiver funcionando os torcedores irão de trem, que tem vantagem: é expresso. O metrô é uma facilidade, mas não essencial.
O Morumbi não é servido por metrô, nem trem. A única linha que atende é privada, não deixou de funcionar, mas a estação mais próxima está a cerca de 7 km. Que muitos fizeram a pé.
O transporte coletivo mais usual foi o ônibus e quase 70 mil torcedores chegaram. Na Copa o maior volume será dos ônibus fretados que irão levar os turistas dos hotéis ao estádio. As tentativas de bloquear a sua passagem serão reprimidas. Se necessário, com violência. É o que querem alguns dos manifestantes, mas não evitarão a chegada dos torcedores ao estádio.
Ademais, sendo feriado, com o interesse maior da população em acompanhar o jogo em casa, pela televisão, a cidade estará vazia. Haverá maiores alternativas de rotas.
O segundo fato é a pesquisa da Datafolha que mostra Alckmin mantendo folgada vantagem, com o candidato do PT ainda não conseguindo decolar. Mesmo que venha a haver um segundo turno, o concorrente do atual governador não seria Padilha.
Os metroviários querem parar o metrô, no dia do jogo. Podem parar. Só causarão maior irritação da população. Poderão ter o apoio dos anti-copa, mas esses são poucos e só conseguirão gerar alguma perturbação local.
O que lhes resta é a adesão dos demais trabalhadores e sindicatos. Uma solidariedade difícil de conseguir, porque o Sindicato dos metroviários é um dos poucos independentes das grandes centrais sindicais. É dominado por um grupo ligado ao PSTU e as Centrais e os demais partidos não tem nenhum interesse em fortalecê-los. Ao contrário, interessa desgastá-los para tirá-los da direção sindical.
Da mesma forma que o Governo Estadual não podem recuar. A saída honrosa é aceitar o dissídio. Tentar sustentar uma greve, sem o cumprimento das exigências judiciais só irá ampliar o desgaste da direção sindical. Mesmo que a Justiça aceite a greve como legal, caso sejam cumpridas as exigências de manutenção dos mínimos de serviços.
Se forem atender aos 100% no horário de pico e 70 % fora dele não será greve, mas o funcionamento acima do normal.
domingo, 1 de junho de 2014
A Copa do Povo Brasileiro
Captamos, nos artigos anteriores a existência de 3 Copas do Mundo - e não apenas uma - com responsabilidades distintas: a do Governo Brasileiro que assumiu o compromisso - e não cumpriu adequadamente - a preparação da infraestrutura para a sua realização. A da FIFA que tem a responsabilidade de organizar o evento esportivo e a da seleção brasileira que vai a campo, uma responsabilidade institucional da CBF, mas de que para todo o povo brasileiro é de Felipão e de seus jogadores.
Dessa forma, quando o Governo e a mídia dizem que o Brasil vai organizar a Copa das Copas, está confundido as coisas ou se apropriando do que não é dele. Quem vai organizar a Copa das Copas é a FIFA e só ela e não o Brasil, tampouco a presidente Dilma. Ou melhor apesar do Governo Brasileiro que não cumpriu todas, inclusive algumas absurdas, obrigações que assumiu perante aquela. Para a FIFA será sem dúvida a melhor das suas edições da Copa do Mundo com o maior faturamento, maior rentabilidade e também com as maiores dores de cabeça.
O que pode afirmar é que no Brasil, a partir deste mês de junho ocorrerá a Copa das Copas. Não que seja organizada ou realizada por ele: mas como o maior espetáculo do mundo, trazido pela FIFA ao Brasil.
Isso nos leva à uma quarta Copa, que é a do povo brasileiro. Que irá aproveitar a realização do espetáculo para fazer uma grande festa. A maior das festas da Copa, apesar de estar dividida.
Ainda há muitas resistências, muita contestação popular, inicialmente não esperadas no país que é considerado com o "do futebol".
Porém com o início efetivo da competição em 12 de junho, com o Brasil em campo, com os jogadores e a torcida presente cantando em uníssono o hino nacional, emergirá a nação do futebol. Crescerá com o primeiro gol da seleção do Brasil e com a provável vitória sobre a Croácia.
A partir dai o clima da Copa irá crescendo a cada gol e a cada vitória. E todos, até mesmo os contra a sua realização e seus gastos, serão envolvidos pelo clima e ainda que escondidos estarão torcendo a favor da seleção. Sobrarão apenas alguns poucos renitentes.
A Copa do povo brasileiro é a Copa da torcida. Uma torcida ansiosa, crente e esperançosa. Que sofrerá durante os jogos e explodirá de alegria a cada gol do Brasil.
Mas, há sempre um mas. E se ...
Qual será a reação do povo brasileiro se a sua seleção não marcar nenhum gol? Se for eliminado logo na primeira fase? E se caminhar na direção do título mas perder para nossos hermanos argentinos? Pela estrutura da tabela o provável seria numa semifinal.
Nem pensar, para não gerar pensamentos negativos.
Dessa forma, quando o Governo e a mídia dizem que o Brasil vai organizar a Copa das Copas, está confundido as coisas ou se apropriando do que não é dele. Quem vai organizar a Copa das Copas é a FIFA e só ela e não o Brasil, tampouco a presidente Dilma. Ou melhor apesar do Governo Brasileiro que não cumpriu todas, inclusive algumas absurdas, obrigações que assumiu perante aquela. Para a FIFA será sem dúvida a melhor das suas edições da Copa do Mundo com o maior faturamento, maior rentabilidade e também com as maiores dores de cabeça.
O que pode afirmar é que no Brasil, a partir deste mês de junho ocorrerá a Copa das Copas. Não que seja organizada ou realizada por ele: mas como o maior espetáculo do mundo, trazido pela FIFA ao Brasil.Isso nos leva à uma quarta Copa, que é a do povo brasileiro. Que irá aproveitar a realização do espetáculo para fazer uma grande festa. A maior das festas da Copa, apesar de estar dividida.
Ainda há muitas resistências, muita contestação popular, inicialmente não esperadas no país que é considerado com o "do futebol".
Porém com o início efetivo da competição em 12 de junho, com o Brasil em campo, com os jogadores e a torcida presente cantando em uníssono o hino nacional, emergirá a nação do futebol. Crescerá com o primeiro gol da seleção do Brasil e com a provável vitória sobre a Croácia.
A partir dai o clima da Copa irá crescendo a cada gol e a cada vitória. E todos, até mesmo os contra a sua realização e seus gastos, serão envolvidos pelo clima e ainda que escondidos estarão torcendo a favor da seleção. Sobrarão apenas alguns poucos renitentes.
A Copa do povo brasileiro é a Copa da torcida. Uma torcida ansiosa, crente e esperançosa. Que sofrerá durante os jogos e explodirá de alegria a cada gol do Brasil.
Mas, há sempre um mas. E se ...
Qual será a reação do povo brasileiro se a sua seleção não marcar nenhum gol? Se for eliminado logo na primeira fase? E se caminhar na direção do título mas perder para nossos hermanos argentinos? Pela estrutura da tabela o provável seria numa semifinal.
Nem pensar, para não gerar pensamentos negativos.
sábado, 31 de maio de 2014
O legado da pré-Copa
A Copa no Brasil se desdobra em 3 Copas conjugadas, porém com responsabilidades distintas.
A pré-Copa ou a Copa do Governo Brasileiro, que para a mídia já se encerrou no domingo passado, dia 25 de maio de 2014; a Copa da FIFA, que agora emergiu ao assumir os estádios, os seus entornos e os Centros de Treinamento, gerando um território próprio, assemelhado às embaixadas que são áreas estrangeiras enclavados dentro do território brasileiro; e a Copa da Seleção, de inteira responsabilidade da CBF, com a equipe de futebol comandada por Felipão.
A FIFA teve que assumir os estádios "no estado", ou seja, como estavam, semi-prontos, e tem que cuidar da sua complementação, com seus recursos para deixá-los inteiramente prontos. Não para abrigar os jogos, os jogadores e o público geral. Mas para receber os seus convidados, os chefes de Estado dos países participantes do torneio, os convidados dos seus patrocinadores, enfim o que ela, a FIFA, caracteriza como VVIPs ("very very important persons").
Ao contrário do que sempre afirmou terá que desembolsar recursos seus, para tentar, depois da realização do evento, receber dos proprietários dos estádios ou das autoridades estaduais ou municipais. Em São Paulo terá que completar e pagar as estruturas complementares, incluindo a conclusão das arquibancadas temporárias. Corre o risco de não poder contar com uma parte dessas, por questões de segurança.
A Copa do Brasil, do Governo Brasileiro ou a Pré-Copa acabou tendo um baixo índice de efetivação. Muito em função do oportunismo dos Governos em colocar na Matriz de Responsabilidade - na realidade o rol dos investimentos - obras que não tem nenhuma relação direta com a Copa. São obras "oportunistas" que "pegaram carona" na Copa para antecipar a sua execução, tendo em vista os financiamentos - com condições favorecidas - ofertadas pelo Governo Federal. São necessárias, mas não para a Copa.
O Governo Federal aceitou a até promoveu essa "carona" dentro do conceito de legado, principalmente em relação às obras de mobilidade urbana. A ideia adotada foi que essas obras atendessem às necessidades da população das cidades sede e não apenas dos demandantes dos jogos da Copa, sejam de moradores das cidades-sede, como turistas nacionais e internacionais.
Na realidade a Copa serviu de pretexto para contratar com maior rapidez as obras. Para as que estavam mais atrasadas criou-se um sistema excepcional - o RDC. A contratação pode ter sido mais rápida. A execução não.
Dai o conjunto de obras inacabadas, mais atrapalhando os espectadores dos jogos do que ajudando. Estão sendo "envelopados" para reduzir o impacto visual de obras em andamento.
Embora se pretendesse e se defendesse que essas obras seriam o legado positivo da Copa, o que efetivamente será para a população local, a médio prazo, o legado de curto prazo é desastroso.
Gerou imagem de gastos excessivos, incompetência e de corrupção. A conta da organização da Copa foi onerada por verbas que não tem relação direta com ela, os valores previstos inicialmente se multiplicaram, o valor das obras deixaram a forte suspeita de superfaturamento e roubalheira. E as obras não ficaram prontas, antes da Copa.
O objetivo de mostrar a capacidade do país em organizar grandes eventos internacionais foi "para a cucuia".
Gerou uma animosidade interna contra a Copa, com sucessivas manifestações populares, afugentou turistas, causou prejuizos aos patrocinadores e ao comércio em geral.
Só restou o Felipão e a sua troupe, para salvar a imagem do país.
A pré-Copa ou a Copa do Governo Brasileiro, que para a mídia já se encerrou no domingo passado, dia 25 de maio de 2014; a Copa da FIFA, que agora emergiu ao assumir os estádios, os seus entornos e os Centros de Treinamento, gerando um território próprio, assemelhado às embaixadas que são áreas estrangeiras enclavados dentro do território brasileiro; e a Copa da Seleção, de inteira responsabilidade da CBF, com a equipe de futebol comandada por Felipão.
A FIFA teve que assumir os estádios "no estado", ou seja, como estavam, semi-prontos, e tem que cuidar da sua complementação, com seus recursos para deixá-los inteiramente prontos. Não para abrigar os jogos, os jogadores e o público geral. Mas para receber os seus convidados, os chefes de Estado dos países participantes do torneio, os convidados dos seus patrocinadores, enfim o que ela, a FIFA, caracteriza como VVIPs ("very very important persons").
Ao contrário do que sempre afirmou terá que desembolsar recursos seus, para tentar, depois da realização do evento, receber dos proprietários dos estádios ou das autoridades estaduais ou municipais. Em São Paulo terá que completar e pagar as estruturas complementares, incluindo a conclusão das arquibancadas temporárias. Corre o risco de não poder contar com uma parte dessas, por questões de segurança.
A Copa do Brasil, do Governo Brasileiro ou a Pré-Copa acabou tendo um baixo índice de efetivação. Muito em função do oportunismo dos Governos em colocar na Matriz de Responsabilidade - na realidade o rol dos investimentos - obras que não tem nenhuma relação direta com a Copa. São obras "oportunistas" que "pegaram carona" na Copa para antecipar a sua execução, tendo em vista os financiamentos - com condições favorecidas - ofertadas pelo Governo Federal. São necessárias, mas não para a Copa.
O Governo Federal aceitou a até promoveu essa "carona" dentro do conceito de legado, principalmente em relação às obras de mobilidade urbana. A ideia adotada foi que essas obras atendessem às necessidades da população das cidades sede e não apenas dos demandantes dos jogos da Copa, sejam de moradores das cidades-sede, como turistas nacionais e internacionais.
Na realidade a Copa serviu de pretexto para contratar com maior rapidez as obras. Para as que estavam mais atrasadas criou-se um sistema excepcional - o RDC. A contratação pode ter sido mais rápida. A execução não.
Dai o conjunto de obras inacabadas, mais atrapalhando os espectadores dos jogos do que ajudando. Estão sendo "envelopados" para reduzir o impacto visual de obras em andamento.
Embora se pretendesse e se defendesse que essas obras seriam o legado positivo da Copa, o que efetivamente será para a população local, a médio prazo, o legado de curto prazo é desastroso.
Gerou imagem de gastos excessivos, incompetência e de corrupção. A conta da organização da Copa foi onerada por verbas que não tem relação direta com ela, os valores previstos inicialmente se multiplicaram, o valor das obras deixaram a forte suspeita de superfaturamento e roubalheira. E as obras não ficaram prontas, antes da Copa.
O objetivo de mostrar a capacidade do país em organizar grandes eventos internacionais foi "para a cucuia".
| Adicionar legenda |
Só restou o Felipão e a sua troupe, para salvar a imagem do país.
quinta-feira, 29 de maio de 2014
A Copa da Vergonha
O Brasil já está vivendo a "Copa da Vergonha", demonstrando ao mundo a sua incompetência na preparação das condições de suporte para receber grandes eventos internacionais, apesar dos bilionários gastos.
A Copa será realizada com grande sucesso, como um grande evento esportivo e o "maior espetáculo do mundo", mas isso não irá encobrir as mazelas da sua preparação, assim como a ocorrência de problemas fora dos estadios.
A "Copa das Copas" será o evento esportivo organizado e realizado pela FIFA. A Copa de responsabilidade do Brasil será a "Copa da Vergonha".
A confusão entre as três dimensões da Copa, cometida desde o início faz com que persista um ambiente desfavorável à Copa, apesar da FIFA já ter assumido os estádios e a seleção brasileira de futebol estar dominando o noticiário sobre o grande evento.
Por que o Brasil não conseguiu fazer a sua lição de casa?
Em primeiro lugar por ter se proposto a fazer mais do que o necessário, seja nos estádios, como nas obras de mobilidade urbana, aeroportos e até portos.
Isso decorreu, como já comentamos, por oportunismo dos governos em usar o pretexto da Copa para implantar ou tentar implantar obras não essenciais para a realização do evento ou para os torcedores que pretendem assistir presencialmente aos jogos.
No caso dos estádios não eram necessários 12, mas apenas 8. Ademais muitos dos projetos apresentados inicialmente, conforme a foto acima, foram substituídos.
Como a Copa foi usada como pretexto e por ser um evento inadiável, as obras foram contratadas sem projeto ou com projetos incompletos e por mecanismos excepcionais.
Ganhou-se no tempo de contratação, mas comprometeu a sua execução, seja porque não tinham os devidos licenciamentos, como por enfrentar "imprevistos" que não ocorreriam se os projetos fossem elaborados devidamente, com prazos, qualidade e custos adequados.
Começam-se as obras sem as devidas condições e quando os problemas concretos ocorrem culpa-se a burocracia por exigir as condições regulamentares para os licenciamentos ambientais e outros, ou a falta de projetos. Na realidade projetos incompletos ou mal feitos por terem sido contratados com baixos preços e pouco tempo para sua elaboração. Mas, principalmente, por não contemplar todos os itens que deveriam ser considerados, entre esses as interferências, ou sejam as redes subterrâneas dos diversos serviços públicos, como as variações geológicas no trajeto de uma via urbana.
Tempo para elaboração de projetos completos e execução das obras contando com os eventuais imprevistos houve. Porém dentro da cultura do "jeitinho" atrasara-se o início dos processos de contratação para as "corridinhas" com intenções, nem sempre explicitadas.
A outra razão para a "Copa da Vergonha" foi a expectativa de que as obras contariam com recursos privados. Não ocorreu segundo o esperado. Mas isso comentaremos em outro momento.
A Copa será realizada com grande sucesso, como um grande evento esportivo e o "maior espetáculo do mundo", mas isso não irá encobrir as mazelas da sua preparação, assim como a ocorrência de problemas fora dos estadios.
A "Copa das Copas" será o evento esportivo organizado e realizado pela FIFA. A Copa de responsabilidade do Brasil será a "Copa da Vergonha".
A confusão entre as três dimensões da Copa, cometida desde o início faz com que persista um ambiente desfavorável à Copa, apesar da FIFA já ter assumido os estádios e a seleção brasileira de futebol estar dominando o noticiário sobre o grande evento.
Por que o Brasil não conseguiu fazer a sua lição de casa?
Em primeiro lugar por ter se proposto a fazer mais do que o necessário, seja nos estádios, como nas obras de mobilidade urbana, aeroportos e até portos.
Isso decorreu, como já comentamos, por oportunismo dos governos em usar o pretexto da Copa para implantar ou tentar implantar obras não essenciais para a realização do evento ou para os torcedores que pretendem assistir presencialmente aos jogos.
No caso dos estádios não eram necessários 12, mas apenas 8. Ademais muitos dos projetos apresentados inicialmente, conforme a foto acima, foram substituídos.
Como a Copa foi usada como pretexto e por ser um evento inadiável, as obras foram contratadas sem projeto ou com projetos incompletos e por mecanismos excepcionais.
Ganhou-se no tempo de contratação, mas comprometeu a sua execução, seja porque não tinham os devidos licenciamentos, como por enfrentar "imprevistos" que não ocorreriam se os projetos fossem elaborados devidamente, com prazos, qualidade e custos adequados.
Começam-se as obras sem as devidas condições e quando os problemas concretos ocorrem culpa-se a burocracia por exigir as condições regulamentares para os licenciamentos ambientais e outros, ou a falta de projetos. Na realidade projetos incompletos ou mal feitos por terem sido contratados com baixos preços e pouco tempo para sua elaboração. Mas, principalmente, por não contemplar todos os itens que deveriam ser considerados, entre esses as interferências, ou sejam as redes subterrâneas dos diversos serviços públicos, como as variações geológicas no trajeto de uma via urbana.
Tempo para elaboração de projetos completos e execução das obras contando com os eventuais imprevistos houve. Porém dentro da cultura do "jeitinho" atrasara-se o início dos processos de contratação para as "corridinhas" com intenções, nem sempre explicitadas.
A outra razão para a "Copa da Vergonha" foi a expectativa de que as obras contariam com recursos privados. Não ocorreu segundo o esperado. Mas isso comentaremos em outro momento.
quarta-feira, 28 de maio de 2014
A derrota do Brasil no primeiro tempo
A Copa do Mundo da FIFA, no Brasil compreende três dimensões básicas:
- a organização da competição esportiva e sua realização, atribuição específica da FIFA;
- a preparação da infraestrutura para receber a competição, uma responsabilidade do país hospedeiro, mediante os seus governos, nos três niveis federativos;
- a preparação e a participação do time de futebol, que representará o Brasil na competição, responsabilidade específica da CBF.
Quando a competição é realizada fora do Brasil, o país só tem que preocupar com a terceira dimensão. Só precisa acompanhar a sua organização para saber quando e onde irá jogar, responsabilidade essa da sua entidade gestora do futebol brasileiro, a CBF. O Governo não tem qualquer participação a menos também de torcer e de apoiar na solução da qualquer obstáculo anormal com os membros da seleção brasileira.
Sendo a Copa no Brasil o Governo tem responsabilidade específica com a preparação da infraestrutura.
Até a apresentação dos jogadores e início dos treinamentos, prevalece, na mídia, a preparação, dentro que podemos chamar de período pré-Copa. Ou ou Primeiro Tempo, usando o jargão futebolístico.
Esse período terminou domingo, dia 25 de maio. Primeiramente os estádios, assim como os centros de treinamento forma entregues à FIFA, que passou a ser responsável pela sua administração, inclusive completando, com seus recursos, o que recebeu incompleto. As obrigações do Governo com as obras dos estádio cessaram, não obstante ainda estarem sujeitos a ressarcimentos à FIFA.
Com a apresentação dos jogadores para iniciarem os treinamentos toda a atenção da mídia é com a seleção de futebol, não mais com a preparação da infraestrutura para a Copa, agora relegada a um interesse secundário.
Com a apresentação dos jogadores para iniciarem os treinamentos toda a atenção da mídia é com a seleção de futebol, não mais com a preparação da infraestrutura para a Copa, agora relegada a um interesse secundário.
Terminou o primeiro tempo, com um placar altamente desfavorável ao Brasil. Seria algo como um 0 x 4.
Só resta esperar que na Copa em si e em campo a seleção do Brasil, embora uma seleção européia, empolgue a população e venha a se sagrar campeã do mundo.
O brasileiro não fica só na esperança. Sofre, torce, mobiliza-se e deixa as mazelas para segundo plano.

Para a maioria, agora é que começa o jogo. Vão torcer pelas vitórias da nossa seleção. Vão entoar no hino nacional em uníssono, com os jogadores. Mas vão vaiar a Presidente se ela comparecer ao estádio.
Só resta esperar que na Copa em si e em campo a seleção do Brasil, embora uma seleção européia, empolgue a população e venha a se sagrar campeã do mundo.
O brasileiro não fica só na esperança. Sofre, torce, mobiliza-se e deixa as mazelas para segundo plano.

Para a maioria, agora é que começa o jogo. Vão torcer pelas vitórias da nossa seleção. Vão entoar no hino nacional em uníssono, com os jogadores. Mas vão vaiar a Presidente se ela comparecer ao estádio.
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