Mostrando postagens com marcador Inovação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Inovação. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 22 de outubro de 2020

Uma inovação fracassada?

  O  Partido Novo surpreendeu em 2018 com uma votação expressiva do seu candidato à Presidência João Amoedo, a eleição de Romeu Zema para o Governo de Minas Gerais e a formação de uma bancada federal, inusitada para um partido em primeira eleição.

Diante do sucesso, movido pelo desejo de sociedade pela renovação na política, buscou inovações adicionais, como a seleção dos seus candidatos a Prefeito, de forma profissional, através de "head-hunters". Em São Paulo, esse processo descartou a candidatura de Emerson Kapaz, por ser um veterano, envolvido em disputas políticas, para escolher um novato, ainda que ocupante anterior de cargos não eletivos, na Administração Pública: Felipe Sabará.

Ele teria rompido um dos compromissos assumidos ao ser formalizado, como candidato do partido: seguir rigorosamente os princípio e as posições nacionais do Partido.

Sabará assumiu uma posição pessoal de apoio a Bolsonaro, esperando ter um aceno desse a seu favor.

O Partido Novo, embora tenha apoiado, em bloco, a maior parte das propostas governamentais, principalmente na área econômica, definiu-se como independente. 

O processo de recrutamento e seleção profissional tem sido positivo para escolher bons gestores, mas não se mostrou eficaz para a escolha de bons políticos. 

Em primeiro lugar é preciso definir o perfil de um bom político, para definir os parâmetros de seleção.

Duas condições são preliminares: capacidade de conquistar votos a seu favor ou do partido; vocação ou competência de articulação.

Dependendo dos princípios partidários, honestidade é condição eliminatória. Não tem sido para a maioria dos partidos. 

Consistência ideológica: não é apenas pelo discurso atual, mas respostas qualitativas a uma dezena de questões específicas. O mais comum é de concordância ou não com frases, mas a justificativa da escolha indicará consistência ou não.

Há outros elementos, mas a expulsão de Felipe Sabará definida pela Direção Nacional do Partido Novo, indica que a seleção profissional falhou nesse item. 

sexta-feira, 28 de agosto de 2020

Condições para a reindustrialização

A indústria brasileira que foi implantada através do modelo "Industrialização por Substituição de Importações - agora caracterizada como ISI", apesar de inovações e modernizações parciais, atrasou-se em relação às mudanças ocorridas no mundo, perdeu competitividade, dentro do mercado interno, e precisa se renovar para reassumir um relevante  papel dentro da economia brasileira. 
A indústria brasileira para promover a reindustrialização precisará mudar, em primeiro lugar, o foco do mercado, ampliando a produção e o volume de vendas para o exterior, em torno de 40%, mas com mínimo de 30%.  O esforço para ampliar a participação no mercado externo indicará as suas efetivas condições de competitividade. Serão as exigências de qualidade, inovação, de prazos de entrega, de preços e outras condições comerciais que dirão se o produto e a empresa são efetivamente competitivas, dentro das regras do comércio mundial.
Em segundo lugar precisará superar a visão verticalizada de exportar apenas os produtos finais a partir de insumos nacionais.
A globalização promoveu uma fragmentação das cadeias produtivas entre os países, distribuindo a produção e o suprimento de componentes entre diversos países, cada um deles selecionando os componentes em que seriam mais competitivos, em função de condições naturais, históricas ou criadas agregando tecnologia-inovação, escala de produção, qualificação dos trabalhadores e capacidade  gestora dos empreendedores.

segunda-feira, 24 de agosto de 2020

Tecnologia pura ou embarcada?

Nesta etapa da humanidade dominada pela inovação e pelo desenvolvimento tecnológico, apesar da pandemia do coronavirus, uma questão ou opção básica para a economia brasileira é: ter como motor do seu crescimento um setor de tecnologia pura competitiva mundialmente e se colocar dentro do mercado mundial, como um importante protagonista no suprimento mundial de tecnologias, ou se basear em setores tradicionais, com incorporação ou embarque de tecnologias?
Do ponto de vista econômico, na primeira opção, mais sedutora e que anima a alma de muitos, principalmente dos engenheiros, o Brasil será um grande produtor e vendedor de serviços, tecnológicos, caracterizados como aplicativos, seja para uso pessoal, como para uso doméstico, do tipo IoT, controlando automaticamente os equipamentos e instalações da casa e ainda para uso do comércio, da indústria e do proprio setor de serviços. Nessa perspectiva o se vende e compra é quase imaterial, diferentemente da comercialização de bens. A expectativa é que alguma startup vire uma microsoft, facebook, amazon e outras empresas ocidentais bem sucedidas ou uma alibaba, tik-tok e outras chinesas menos conhecidas.
É um sonho que embala a vida de muitos engenheiros, matemáticos, físico e outros, mesmo não formados e não tem faltado lives e webinars sobre essa utopia.
A outra alternativa é basear o desenvolvimento brasileiro a partir de setores tradicionais, com a "embarcação" das modernas tecnologias, seja uma reindustrialização como o agronegócio.
A indústria brasileira, embora tenha alguns segmentos de ponta, ainda é - no geral - atrasada tecnologicamente, com baixo investimento empresaria em pesquisa e desenvolvimento tecnológico. Tais atividades ainda estão concentradas em institutos estatais, dependo de recursos orçamentários, sempre insuficientes. Poucas empresas brasileiras são mundialmente competitivas, com destinação de parcelas relativamente significativas em P&D e incorporação das modernas tecnologias, tanto nos processos como nos produtos. A WEG é um dos raros exemplos. 
A agropecuária é o setor mais avançado tecnologicamente, apesar de uma enorme desigualdade entre o chamado agronegócio, altamente moderna e a dita agricultura familiar, na realidade a micro e pequena produção rural, em grande parte, mantida no atraso, por conta de políticas assistenciais populistas.
O setor moderno incorpora as tecnologias desde as sementes, passando pelos sistemas produtivos, controlados por sistemas automatizados, próximos ou longínquos, drones, celulares, além do amplo uso de informações geradas por satélites. Todo esse arsenal tecnológico associado ao empreendedorismo de famílias produtoras transformou a agropecuária brasileira numa atividade altamente competitiva mundialmente, ampliando sucessivamente a sua produção, a sua produtividade e vendendo ao mundo tudo o que produz. 
Adentra ao processamento industrial, com a produção dos semimanufaturados, mantendo a elevada competitividade, como no açucar, suco de laranja e carnes. A indústria brasileira básica de alimentos é altamente produtiva e competitiva, com elevada incorporação de tecnologias e de inovação. 
Já nas fases subsequentes de industrialização de alimentos, por estar inteira ou predominantemente para o mercado interno, as empresas do setor estão na sua maioria tecnologicamente defasadas, não havendo destaque para nenhuma exceção.
Uma questão a ser avaliada é se com maior incorporação de tecnologia essas empresas poderão se tornar mundialmente competitivas?
Essa pergunta vale também para as demais empresas industriais, e abre a discussão, colocada inicialmente, do pais buscar a base do crescimento em serviços tecnológicos puros, ou focar o desenvolvimento tecnologico para gerar maior competitividade aos setores e produtos tradicionais?

terça-feira, 17 de dezembro de 2019

Globalização das start-ups

O mundo está em rápida transformação. As tecnologias digitais surgiram há pouco tempo, mas já dominam a vida das pessoas em todo mundo. Quem e quantos ainda não tem um aparelho de telefone celular?
Os novos produtos não são naturais, mas criados por homens que se organizam em empresas, dominando o mercado mundial. São bens e serviços que se fundem. 
Como o Brasil se insere dentro desse contexto? Apenas como consumidor ou também como produtor? 
A dominância no trato dessa questão ocorre no contexto de demanda: como o Brasil e os brasileiros devem se comportar diante das rápidas inovações tecnológicas. Como absorver, cultural e economicamente, os avanços da inteligência artificial.
Não há discussão, por exemplo, sobre como o Brasil poderá ter empresas de software com presença significativa no mercado mundial?
As empresas nacionais de software vem sendo desenvolvidas, segundo três frentes:

  • voltadas para uso pessoal: consumo interno (b&c);
  • voltadas para determinados setores específicos, tendo empresas como compradoras ou contratantes (b&b);
  • desenvolvidas para uso interno e transformadas em produtos para o mercado.

Não temos conhecimento de empresas brasileiras, com aplicativos para os consumidores, com ampla participação no mercado internacional. Em contrapartida há algumas empresas latinoamericanas com importante participação nos seus mercados, como a colombiana Rappi, para entrega a domicilio de comida pronta.

segunda-feira, 1 de julho de 2019

Gol no ´último minuto

JH rm 120 segundos

No último momento do jogo, o Brasil ganhou um gol histórico, gerando um saldo positivo do Governo Bolsonaro no seu primeiro semestre.
O acordo comercial União Européia - Mercosul, sempre foi visto pelo Brasil, como uma grande ameaça à sua industria e à soberania nacional, diante das imposições dos líderes europeus. 
Bolsonaro foi ao Japão, disposto a confrontar Merkel e Macron. Ficar junto com Trump e não confirmar do Acordo do Clima de Paris. Por insistência de Macri, cedeu.

Perdedor, obrigado a aceitar as imposições, percebeu o imenso presente que recebeu, contra a sua vontade.

Aproveitou, capturou e faturou: vendeu para a sociedade brasileira a derrota como uma grande vitória.

A economia brasileira só voltará a crescer ampliando o seu mercado
, produzindo e vendendo para todo o mundo. 

Faltava um "empurrão" objetivo para a mudança. E vencer as resistências à abertura da economia.

Com a divulgação dos grandes números do mercado europeu de 513 milhões de pessoas e um PIB total de equivalente a 19,2 trilhões de dólares a abertura da economia passa ser vista como oportunidade, mais que como ameaça. Embora essas persistam.

A ampla  e estridente divulgação do acordo, reduz a importância relativa da reforma da previdência na economia.

As perspectivas de reanimação da economia estão agora nos ajustes no sistema produtivo brasileiro.

As empresas industriais instaladas no Brasil terão que promover, desde já, investimentos para a sua modernização e melhoria da sua produtividade.

Se antes titubeavam, por falta da confiança na reanimação da demanda interna, agora terão que investir para atender a demanda externa e se defender dos avanços das importações européias, nos próximos anos.

Quem não se preparar vai sucumbir e não pode mais contar com a proteção do Estado. 

O aumento de investimentos industriais irá gerar mais empregos e reanimar a economia. 

Há vários outros aspectos que comentaremos ao longo da semana. 

JH, em 120 segundos ... 

quinta-feira, 1 de março de 2018

A Quarta Revolução Industrial e o Trabalho Humano (3)

Substituição do trabalho humano nos serviços bancários

Os caixas de banco são apontados como uma das profissões mais sujeitas à extinção com as novas tecnologias.

Na realidade as tecnologias já disponíveis poderiam eliminar grande parte dos caixas, mas a atividade persiste, em função da resistências dos clientes em deixar de ir às agências. 

As tecnologias já estão plenamente disponíveis. Mas ainda não são inteiramente seguras. O que gera insegurança aos usuários. 

Os procedimentos bancários não tiveram alterações substanciais. A tecnologia da informação, desenvolve uma capacidade elevada de processamento de operações e documentos com grande velocidade. Mas não são muito diferentes dos tradicionais. 

Como são os mesmos procedimentos tradicionais os "informatizados", os trabalhadores dispensados, como os caixas, não teriam outras atividades de nível equivalente para realizar. A menos daqueles promovidos a cargos de gerentes. Com o risco de que esses venham a ser substituidos por análises matemáticas e inteligência artificial. Eventualmente por robôs humanoides.

O mesmo ocorre com o analista de crédito, cuja atividade pode ser substituida por algorítimos e o big data. O risco de crédito de cada cliente seria determinado matematicamente.

A princípio as tecnologias atuais já dispensariam os caixas humanos. As tecnologias mais avançadas - integrantes da 4ª Revolução Industrial - não ampliam, tampouco aceleram a substituição. Essas dependem mais dos clientes do que da tecnologia. 





terça-feira, 13 de junho de 2017

Ajuste no mesmo modelo de negócio

As decantadas reformas trabalhista e previdenciária, como propostas e ora em discussão, são ajustes no atual "modelo de negócios" do Brasil, que está em crise hà muitos anos. A recessão dos dois últimos anos apenas evidenciou a decadência do modelo. 

Cabe  tentar salvar o modelo atual, ou substituir esse modelo por outro mais dinâmico e sustentado? 

A dita reforma trabalhista é apenas um ajuste na regulamentação das relações de trabalho estabelecida para acompanhar a industrialização brasileira, baseada no modelo fordista, ou seja,  2ª Revolução Industrial.

A economia é outra, o mercado de trabalho é outro e a reforma trabalhista é vista uma medicação para a revitalização do modelo. Mas poderá ser apenas um prolongamento da sobrevida desse.  Ainda não é uma reforma para ajustar o mundo do trabalho à 4ª Revolução Industrial.

De toda forma, a reforma trabalhista, ora em discussão, só afeta menos da metade da força de trabalho brasileira. Afeta diretamente algumas organizações, como os Sindicatos (tanto dos empregados, como dos empregadores) e a Justiça do Trabalho. Mas tem impacto reduzido em relação à macroeconomia e o mundo do trabalho, como um todo.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

A desglobalização norte-americana x globalização chinesa

Ao contrario do que diz Trump e acredita uma boa parte dos norte-americanos, a globalização não foi uma conspiração do mundo para sugar emprego e renda dos americanos. Foi uma estratégia praticada pelas multinacionais cumprindo uma estratégia militar formulada pelo governo norte-americano, no pós II Guerra Mundial.

Foi a dimensão econômica da guerra fria, pouco percebida até a queda do muro de Berlim quando, livre da dimensão politico militar, se desenvolveu amplamente,  propiciando grandes lucros para as multinacionais norte-americanas.

O que emergiu com a queda de um grande e simbólico muro, Trump quer acabar com um novo muro. O que irá enfraquecer e desenriquecer as multinacionais norte-americanas.

Com a retração dos EUA, a China, através do seu líder Xi Jinping passou a defender a globalização. 

Com a posição de Trump contra a globalização e exigindo que as multinacionais norte-americanas e as que vendem no mercado norte-americano invistam na produção em território norte-americano, essas multinacionais poderão vender suas operações fora dos EUA. E os mais prováveis compradores serão as empresas chinesas. 

O espaço que for aberto pelas empresas norte-americanas em todo o mundo será ocupado, preferencialmente, pelas empresas chinesas. Essas empresas dariam sequência à globalização das cadeias produtivas, que foram iniciadas e desenvolvidas pelas multinacionais norte-americanas, estimuladas pelo seu governo.

Para o objetivo de gerar emprego não basta exigir que as empresas norte-americanas invistam em instalações em território norte-americano. É preciso que toda a cadeia produtiva se instale em território norte-americano. 

Com o objetivo de tornar a economia norte-americana autossuficiente, com o mínimo de dependência de importação de terceiros, o Governo norte-americano terá de estabelecer mecanismos protecionistas. 

As multinacionais norte-americanas, restritas ao seu mercado interno não terão a valorização de seu ativo, assim como os níveis de lucro que tem obtido com a globalização. 


Não se pode ter dúvidas quando as tentativas de Trump em efetivar as suas promessas de campanha. A dúvida é se as multinacionais norte-americanas, percebendo que as políticas irão reduzir o seu valor e seus lucros, irão aceitar, em nome de uma  "América First". 



segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Um grande equívoco de Trump

Do discurso de Trump retiro uma frase que sintetiza as suas pretensões. "Nós, cidadãos da América, estamos agora unidos em um grande esforço nacional para reconstruir o nosso país e restaurar a promessa para todos o nosso povo. Juntos vamos determinar o curso da América e de todo o mundo por muitos muitos anos... O establishment protegeu a si próprio, mas não os cidadãos de nosso país. As vitórias deles não foram vitórias do país. Esse dia marca a data em que o povo se tornou soberano desta nação novamente".

Os EUA cresceram como imperialistas e tornaram-se a maior potencia mundial, econômica e militarmente, com as suas estratégias. A globalização é fruto de uma estratégia norte-americana. 

 
O imperialismo europeu se baseou na exploração de recursos naturais externos, conquistando militarmente novos territórios tornando os colônias.

A partir do final da Segunda Guerra Mundial desenvolveu um novo modelo imperialista. Não mais a exploração de recursos naturais das colônias para serem industrializados na metrópole, mas a exploração da mão-de-obra barata dos países subdesenvolvidos para a produção industrial de baixo custo, e serem consumidas pela demanda norte-americana. 

Esse novo modelo - caracterizado como globalização - sacrificou milhões de empregos industriais bem remunerados nos EUA, sendo substituídos por empregos pior remunerados nos países subdesenvolvidos. 

A visão de Trump é que retomar os EUA potencia é preciso deixar de ser imperialista, explorando mão-de-obra barata das suas "colonias", para produzir mais, ainda que mais caro. 

Dará certo? E o resto do mundo?

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Economia criativa: grandes esperanças e ilusões

Economia criativa vem sendo incensada como uma das grandes esperanças para a revitalização da economia brasileira.

Envolve um elemento de grande atração que é a criatividade. Mas do ponto de vista macroeconômico é uma atividade relativamente pequena, apesar de dados inflados sobre o setor, e fortemente dependente das demais atividades.
A principal empresa geradora ou promotora da economia criativa é a Rede Globo que dá formato final aos produtos de maior venda pública ou consumo pelo mercado. E quem financia são as grandes empresas sob forma de publicidade.
Esse modelo de negócio da economia criativa é contestada pelos produtores de vanguarda ou  contestadores do sistema capitalista e do consumismo desenfreado.
Tem o seu público, mas pouca representatividade macroeconômica.
.O grande volume econômico do segmento é dos desenvolvedores de softwares corporativos. Ainda dominados pelas grandes multinacionais.

A economia criativa tem um grande potencial e deve ser estimulada e promovida. Mas não pode ficar nos nichos das tribos.

Para ganhar efetiva importância econômica se inserir na economia capitalista. Ou desenvolver megaestratégias de captação de recursos dessa economia, para renová-la mediante a destruição criativa.  

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Exportar para empregar (12) - CPD Toyota

A "latinização" ou a "continentalização" das multinacionais faz parte de uma resposta às contestações à globalização, movimento crescente no mundo. Na dimensão industrial é uma estratégia defensiva de manter os mercados contra uma futura "invasão chinesa."

Mais importante que as instalações físicas é o projeto "Five Continents Drive" que já assume a dimensão continental.

Para completar a data festiva, a Toyota também apresentou o projeto "5 Continents Drive", que levará engenheiros da marca para rodar de Corolla, Prius, Etios, Hilux e SW4 por mais de 20 mil quilômetros em toda a América Latina (5 mil só no Brasil) e conhecer na prática as mais diversas e adversas condições de rodovias e pavimentações -- a ideia é nova por aqui, mas já passou por Austrália e América do Norte, entre 2014 e 2015.

"O anúncio reforça o compromisso da Toyota com Brasil e América Latina. O centro de pesquisa também nos permitirá realizar mudanças mais rápidas em direção à nossa missão de desenvolver carros cada vez melhores", completa Steve St. Angelo, CEO da Toyota para América Latina e Caribe e Chairman da Toyota Brasil.


Ou seja, os ajustes nos carros não decorrerão apenas dos das pesquisas e testes em laboratório, mas do conhecimento real do desempenho dos carros em terras latino-americanas.


domingo, 14 de agosto de 2016

Esgotamento centralizado, descentralizado e distribuido

Os sistemas elétricos estão caminhando do predomínio absoluto do modelo centralizado para os modelos descentralizados e distribuídos.

O mesmo deverá ocorrer com os sistemas de água e de esgotamento sanitário, não obstante as resistências das companhias estaduais de saneamento. Que querem manter o monopólio da prestação desses serviços nos municípios onde detém a concessão.

Será uma luta contra as tendências mundiais e do mercado, diante do enfraquecimento da capacidade de investimento do setor púlico.

Dentro do modelo centralizado  e público a universalização do saneamento básico se  prolongará indefinidamente gerando questionamentos da sociedade com relação à sua persistência.

Quanto mais cedo a sociedade fizer esse questionamento, mais rapidamente os esforços em pesquisa & desenvolvimento serão desenvolvidos para viabilizar técnica, econômica e ambientalmente as soluções. Como ocorreu com o setor de energia. 

Mas quebrar paradigmas, vencer interesses consolidados não será fácil.  

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Melhor ou pior? A lei de licitações para as estatais

O regime proposto para as licitações das estatais - incluída na lei das estatais -  incorpora conceitos e instrumentos previstos pelo RDC, trazendo duas alterações aparentemente significativas.

Além da contratação integrada, criou a modalidade contratação semi-integrada. Na qual, a contratação da obra, inclui a elaboração do projeto executivo pela contratada - predominantemente construtora, com o projeto básico elaborado anteriormente à licitação. Na prática é trocar seis por meia dúzia. Essa é a modalidade tradicional de contratação de obras pela 8.666. Requer-se o projeto básico para a contratação da construção. 

As regras para as estatais mantém a contratação integrada, mas com uma restrição estranha: é restrito à execução de obras ou serviços de natureza predominantemente intelectual ou de inovação tecnológica.

A elaboração do projeto é um serviço de engenharia de natureza predominantemente intelectual, mas a execução da obra não. A execução da obra envolve sempre um grande volume de materiais e equipamentos, que o transforma em serviço predominantemente material. Os serviços de natureza predominantemente intelectual são imateriais. As matérias são apenas representações do conteúdo material, seja um livro, uma pintura ou desenhos e especificações de um projeto. 

Rara e excepcionalmente essas regras permitirão o uso da modalidade contratação integrada para a construção de edificações. A menos que seja "chinesa".


terça-feira, 14 de junho de 2016

Projeto básico ou executivo?

Nas contratações de obras públicas o elemento prévio deve ser o projeto executivo. Nas concessões deve ser o projeto básico. Mas com uma diferença importante: não é um projeto básico da construção, mas o projeto básico do empreendimento, compreendendo todo o período da concessão.      

O Estado contrata a obra pública,  mas fica responsável pela operação. As especificações do projeto tem também como objetivo, dar melhores condições técnicas e econômicas para a operação do empreendimento. Essas definições são do contratante e dai a relevância da contratação da obra com o projeto executivo.

Não é a mesma situação quando a obra faz parte de um contrato de concessão.

A concessão não é, como se tem entendido usualmente, apenas uma nova modalidade de contratação de obras públicas. A mudança de modalidade é mais ampla.

Na concessão o objeto principal não é a obra. O objeto é a operação dos serviços públicos. A obra é acessória e deve anteceder a operação.

Juridicamente a concessão não é de obra, mas de serviços públicos, antecedida de obra.

Isso significa que o projeto para efeito da licitação e contratação da concessão não é da obra, mas do empreendimento, compreendendo a operação e a construção. 

Diversamente do projeto da construção que envolve começo e meio e fim da obra, o projeto da concessão deve considerar todo o período do contrato, prevendo as condições operacionais, o seu custo, e ainda as necessárias manutenções e reposições ou retaurações. 

Nesse caso o projeto executivo da construção deve ser de responsabilidade e risco da concessionária. 

O grau de especificação do Estado, no projeto da concessão, está - principalmente - nos indicadores de desempenho da operação, da prestação dos serviços públicos ao usuário. 

    

Lula, meio livre

Lula está jurídica e politicamente livre, mas não como ele e o PT desejam. Ele não está condenado, mas tampouco inocentado. Ele não está jul...