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Dissidência na esquerda

A principal surpresa na votação do 1º turno da Reforma da Previdência, foi a votação de 19 deputados do PSB e PDT que, contrariando a decisão das respectivas direções que fecharam a questão contra a reforma, votaram a favor.
Em ambos os casos representam cerca de 30% do total.
Tanto o PSB como o PDT tiveram elevado índice de renovação. Da bancada de 32 deputados do PSB, apenas 14 foram reeleitos: 44%, ficando abaixo da média geral de 48%. A renovação real foi menor, porque apenas 4 são novatos e 2 seminovos. 12 eram retornantes ou veteranos. Com a licença de um reeleito (Foleto) e substituido por um novato (Ted Conti), a renovação numérica ficou menor e a real aumentou. Dos 19 novos 8 votaram a favor da Reforma da Previdência.
No PDT, com uma bancada de 22 deputados federais, 8 votaram a favor da Reforma de Previdência, desobedecendo a decisão partidária de fechamento da questão. Dos 8, 7 são novos e apenas 1 reeleito, com destaque midiático do voto de Tábata Amaral.
Embora a uma "velha guarda" mais radical de esquerda domine a direção partidária, a rebeldia dos novos gera um dilema a essa. Se mantém a posição radical de resistência, filiando-se ao comando petista, irá minguando, com a saída dos dissidentes. Não tem faltado partidos para recebê-los. Até assediando-os. 
Na votação da Reforma de Previdência as direções desses partidos perderam a oportunidade de formar um bloco de esquerda independente da hegemonia do PT. Reclamam dessa, mas acabaram acompanhando-o, inteiramente, fechando questão. A dissidência e o resultado geral da votação, evidenciou o erro da estratégia. Mesmo sem os votos dos dissidentes a reforma, no primeiro turno, teria passado facilmente, com 360 votos. 
As manobras de Rodrigo Maia acabaram isolando a esquerda que recusou os acordos. 
Esses dois partidos terão oportunidade de se reposicionar no segundo turno, no Senado ou ainda no eventual retorno da PEC na Câmara dos Deputados, em função de alterações no Senado.
A opção estará entre "morrer lutando, com dignidade" ou "sobreviver com pragmatismo". 
Os Ferreira Gomes têm um dilema adicional: manter a bandeira da educação, para a qual a permanência de Tábata Amaral no partido é fundamental ou preferir as decisões hepáticas. 

JH

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