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Mostrando postagens de 2019

Aquecimento antes da partida

A largada da corrida presidencial ainda não foi iniciada, mas o aquecimento preparatório de muitos candidatos já começou. 
O mais avançado, que já vem quente, é Jair Bolsonaro para garantir o espaço da extrema direita, com o bolsonarismo. 
O outro extremo tem uma profusão de candidatos, em luta intestina. No PT, uma facção ainda mantém a esperança da candidatura Lula, outra trabalha com a candidatura de um Governador do Nordeste. 
O PSOL deverá insistir com Guilherme Boulos e o PCdoB mantém a expectativa de Flávio Dino, do Maranhão. 
A centro-esquerda tradicional já tem um candidato definido, Ciro Gomes e a sua candidatura deverá inibir qualquer iniciativa do PSB tradicional. 
Há um centro-esquerda renovador, que buscou maior independência em relação às direções partidárias, com a emergência de figuras novas.
O centro programático (ou ideológico) se diliuiu com a migração do PSDB para a centro-direita e foi tomado pelo "centrão". Esse sempre teve forças nas eleições parlamentares,…

Pessimismo

Se for acreditar nas projeções de Paulo Guedes e sua equipe, daqui a pouco faltarão trabalhadores para os milhões de empregos que serão gerados pela Reforma da Previdência, com a mini-reforma trabalhista e depois com as demais reformas estruturais. Os 3 milhões de empregos que estão sendo prometidos com a flexibilização do trabalho, nos domingos, serão permanentes ou temporários? Ou intermitentes? O carnaval do Rio de Janeiro, gera a cada ano, mais de 1 milhão de postos de trabalho, no Brasil, fora o que gera na China. Para tudo terminar na quarta-feira. Se somar o Carnaval da Bahia, do Recife e agora o de São Paulo, devem criar mais de 3 milhões de “empregos”. Atualmente com duração um pouco maior, mas não muito além da quarta-feira de cinzas. A ilusão da criação de empregos por grandes eventos é “um sonho de carnaval”. Estaria eu sendo pessimista e não vejo saída para o Brasil? Tenho recebido reclamações a respeito. Reitero que não. O Brasil tem saída e esta está na saída. Precisa faz…

Estratégia intuitiva e equivocada

A indicação do filho Eduardo para a Embaixada Brasileira em Washington faz parte de uma estratégia para fortalecer a direita no mundo e ter Eduardo como o líder sulamericano dessa direita. Não é uma estratégia estudada, mas intuitiva e baseada numa percepção equivocada de Bolsonaro de uma oportunidade histórica. Para ele a oportunidade está na vacância da Embaixada do Brasil nos EUA, no seu alinhamento irrestrito com Trump, na aparente simpatia deste com o pai e com o filho e do fato de que Eduardo completou a idade mínima. Para Jair, o momento é agora ou não se sabe quando. Talvez nunca. Só que a sua visão de oportunidade não coincide com a da sociedade e do Congresso. Não articula os apoios dentro do Congresso, por acreditar que a pressão popular será suficiente para convencer os parlamentares a votar a favor das suas propostas, uma vez que foi eleito pelo povo. É o vencedor. Mas esse mesmo povo elegeu 513 deputados federais e 54 Senadores, em 2018. Bolsonaro, com mais uma declaração i…

A vontade do Soberano submetida ao Senado Federal

O anúncio pelo Presidente Bolsonaro da indicação do filho Eduardo para a embaixada do Brasil nos EUA, decorre do voluntarismo do soberano, ou seria mais um ato de estratégia com o objetivo de alcançar a reeleição em 2022?
De qualquer forma é uma ação de alto risco, com grande probabilidade de ser impedida pelo Senado Federal. 
É percebida nos meios políticos como mais um ato despropositado do Presidente que, por ter sido eleito com 58 milhões de votos quer impor a sua vontade soberana, determinando ao Senado que homologue a sua decisão.
Mas Jair Bolsonaro não tem no Senado Federal uma base de apoio fiel, suficiente para aprovar o nome de Eduardo Bolsonaro, para Embaixador.
O Senado não quer aceitar ser submisso  e ser apenas um "carimbador" de decisões seja do Executivo, como da Câmara dos Deputados.

Somando os eleitos pelo PSL e os adeptos e aderentes de outros partidos, que estão nas bancadas de apoio, quando muito chegaria a 1/3, o que é insuficiente.
O partido de maior represe…

Uma vitória parlamentar

A Câmara dos Deputados, sob comando de Rodrigo Maia, assumiu plenamente a condução da Reforma da Previdência e aprovou o texto costurado pelo relator Samuel Moreira, sob sua coordenação,  com uma expressiva votação, 379 votos a favor, contra 131 votos e três ausências. Muito superior ao esperado, pelas contas mais otimistas dos favoráveis. 
Por outro lado, com votos contrários menor que o esperado pela oposição, 
Apenas um dos destaques foi votado e derrotado. A votação dos demais destaques foi transferida para amanhã, dia 11 de julho. 
Deverão seguir o costurado por Rodrigo Maia e resultar numa Reforma da Previdência desidratada, sem resolver, ao longo dos próximos dez anos, o problema do déficit fiscal.
Garantirá a sobrevivência orçamentária e financeira do Governo, mas não dará condições para o seu desenvolvimento. As despesas obrigatórias continuarão consumindo a quase totalidade da receita, não deixando margem para os investimentos públicos.
A reforma da previdência foi colocada pela …

Uma cultura de fofocas

A sociedade brasileira está propensa a dar maior atenção às fofocas, às "briguinhas" da política e fatos eventuais inusitados do que a questões estruturais de impacto nacional mais amplo. 
A viagem de Bolsonaro ao Japão, acabando por aceitar as imposições dos líderes europeus, para manter o respeito às questões ambientais, aos indígenas e ao trabalho decente, completando as negociações para o Acordo Comercial UE-Mercosul, tem amplas implicações futuras no seu Governo e para o Brasil.
Mas foi e ainda é ofuscado pelo episódio da prisão de um militar com 39kg de cocaina dentro do avião presidencial reserva. É uma questão policial, sem maior relevância nacional. Mas é destaque na mídia brasileira.
Mais que o noticiário sobre o acordo.  Este não é tema para "conversa de botequim".

O amanhã do Brasil está no seu agronegócio voltado para o mundo. Não mais numa indústria voltada para o mercado interno, protegido pelo Estado.

O grande sonho de Roberto Simonsen, ainda nos anos qu…

Gol no ´último minuto

JH rm 120 segundos

No último momento do jogo, o Brasil ganhou um gol histórico, gerando um saldo positivo do Governo Bolsonaro no seu primeiro semestre.
O acordo comercial União Européia - Mercosul, sempre foi visto pelo Brasil, como uma grande ameaça à sua industria e à soberania nacional, diante das imposições dos líderes europeus. 
Bolsonaro foi ao Japão, disposto a confrontar Merkel e Macron. Ficar junto com Trump e não confirmar do Acordo do Clima de Paris. Por insistência de Macri, cedeu.

Perdedor, obrigado a aceitar as imposições, percebeu o imenso presente que recebeu, contra a sua vontade.

Aproveitou, capturou e faturou: vendeu para a sociedade brasileira a derrota como uma grande vitória.

A economia brasileira só voltará a crescer ampliando o seu mercado
, produzindo e vendendo para todo o mundo. 

Faltava um "empurrão" objetivo para a mudança. E vencer as resistências à abertura da economia.

Com a divulgação dos grandes números do mercado europeu de 513 milhões de pessoas e…

Segurou a virada

Logo após os 100 dias, depois de uma queda na aprovação do Governo e na confiança do Presidente, mas ainda em vantagem, Bolsonaro tentou segurar ou evitar uma virada dos adversários.  

Afastou os que pretenderam tutelá-lo e adotou por decreto, uma série de medidas para cumprir as suas promessas de campanha, e se mostrar um efetivo Presidente.

"Fui eleito por 58 milhões de votos ". "aqui quem manda sou eu".  "Quem não gostar, peça para sair".

Os parlamentares foram também eleitos, no conjunto, com cerca de 100 milhões de votos e não podem ser demitidos por uma "canetada" do Presidente. Não são subordinados do Presidente e o tem contestado.

O Presidente tem perdido sucessivas derrotas no embate com o Congresso e voltou a buscar no apoio popular a força para o confronto.


A recente pesquisa do IBOPE, mostra que o Governo mantém o apoio da sua torcida.

Mas o Presidente, pessoalmente, está em baixa e seu prestígio passou de 46 pontos positivos no início do …

A legalidade no processo da suspeição de Moro na Lava-Jato (2)

Na questão da suspeição de Sérgio Moro no julgamento das ações da Operação Lava-Jato, a segunda turma do STF votou pela manutenção da prisão de Lula, não tomando conhecimento das supostas conversas entre o então Juiz Sérgio Moro e Daltan Dallagnol, mineradas por um suposto hacker, nos telefones daqueles e divulgadas pelo Jornalista Greenwald. 
O jornalista foi à Câmara dos Deputados, prometendo divulgar tudo. Não acrescentou nada, além das suas avaliações pessoais. 
Enfatizou a liberdade de imprensa e o direito de manter anônima a fonte. O que gera um efeito político e popular, mas não jurídico. Não há como comprovar a veracidade das conversas sem a entrega das respectivas fitas para as perícias oficiais. Sem isso não podem ser aceitas como provas válidas, nos julgamentos oficiais.

Gilmar Mendes pediu mais prazo para tentar demonstrar a validade legal das transcrições das conversas atribuidas a Sérgio Moro e Daltan Dallagnol. Sem essa comprovação o mais provável é que Celso de Melo, cons…

Os evangélicos vão manter o decreto das armas?

Jair Bolsonaro crê intima e fortemente que os quase 58 milhões de votos que recebeu em outubro de 2018 lhe dão autoridade pessoal para cumprir as promessas que - supostamente - todos esses eleitores apoiaram. 
E faz uso da sua caneta para tal. Como fez com o decreto de flexibilização das armas.
Diante da resistência ou oposição do Congresso em aceitar esse poder, busca a mobilização dos grupos de apoiadores para pressionar os parlamentares.

A maioria dos Senadores optou por resguardar as suas atribuições constitucionais e aprovou a revogação do referido decreto.


Para evitar que seja revogado também na Câmara dos Deputados, Jair Bolsonaro vem reforçando o seu relacionamento direto com o "seu povo" e foi à tradicional Marcha por Jesus:  realizada anualmente em São Paulo, levando às ruas milhares de evangélicos. 

A politização de um amplo movimento de rua, que é baseado na mensagem de "paz e amor", com a proposta de "guerra", ainda que contra os bandidos, leva ao…

O governo Bolsonaro afinal começou

Muitos dos 57 milhões de brasileiros esperançosos por grandes mudanças, que votaram em Bolsonaro, acreditando no seu carisma, autoridade e determinação, desanimaram com o início do seu governo.

Ao permitir o ativismo de seus filhos e do guru deles  deu margem à imagem de que ele não mandava. Era mandado. Fraqueza fatal.

Resolveu "virar o jogo"

Não esperou por Sérgio Moro, para implantar a sua agenda armamentista  e editou um decreto, de constitucionalidade duvidosa. "É o que o meu povo quer. Eu quero assim e sou eu quem manda aqui. Vai ser assim".
Foi com Sérgio Moro testar a receptividade pública, indo ao estádio de futebol. Não foram vaiados, até aplaudidos..
Sentindo-se mais forte, demitiu o  General Santos Cruz e em seguida  os Presidentes do BNDES e dos Correios. 

Em Santa Maria voltou às ruas, para caminhada junto com o povo. A receptividade calorosa fortaleceu a sua sensação pessoal de recuperação do prestígio junto ao "povo".
Com a acolhida na Marcha par…

Quem vai mandar no Estado Brasileiro?

Os favoráveis ao decreto que flexibilizou o porte e posse de armas, o defendem em função do seu conteúdo, prometido ao longo da campanha eleitoral de Bolsonaro.
Como o tema foi um dos principais itens da campanha, os defensores alegam que o mesmo foi aprovado pelos quase 58 milhões de votos que elegeram. Ele, usando a autoridade presidencial, cumpriu a promessa de campanha.

Os opositores não se dispõe a discutir o conteúdo, mas a questão preliminar: tem o Presidente, poderes para, em nome da regulamentação, extrapolar o que está definido em lei, aprovado pelo Congresso? 
O Senado entendeu que ele não tem autoridade irrestrita. Os indícios são de que a Câmara, seguirá caminho semelhante. 
O decreto passará ainda por dois crivos. Do Supremo na próxima semana e da Câmara, que poderá ou não esperar pela decisão do STF. 
O que está em jogo, não é a liberação das armas, mas a disputa de poderes entre o Executivo e o Legislativo. 
Apesar de Bolsonaro ter revigorado o apoio popular, como demonstram…

Uma equipe pífia

As manifestações do estilo autoritário e discriminatório do Presidente na composição da equipe de governo são os fatos da semana que poderão ter maiores repercussões futuras. 
Bolsonaro adota um modelo tradicional do "manda quem pode, obedece quem tem juízo". Quem não o tem e não segue as ordens é demitido. Não aceita a permanência de dissidentes.
A visão de Jair Bolsonaro não é apenas o "nós contra eles", mas entre os vencedores e os perdedores. 
Como foi vencedor com cerca de 57 milhões de votos, assume que pode montar o seu governo, com quem quiser, não sendo obrigado a dividir com ninguém. Mas dá preferência aos que apoiaram a sua eleição. E defenestra quem se opõe àqueles.

Levou vários generais ao Governo, mas lembrando-os que ele, como Presidente da República,  é o Comandante Supremo das Forças Armadas e, não titubeia, em demitir quem não segue as suas diretrizes ou ordens. 
Joaquim Levi foi levado a se demitir porque não entendeu a sua missão na Presidência do BN…

Troca de seis por uma dúzia

A substituição promovida por Jair Bolsonaro na Secretaria de Governo, tem um sentido muito além do que parece, focado num confronto entre o ex-General Santos Cruz e Olavo de Carvalho junto com os filhos de Jair. 
O Presidente Bolsonaro trocou um colega da sua formação militar por outro, mas com algumas diferenças significativas. Santos Cruz era um dos poucos ex-colegas de Jair Bolsonaro que não era "coturno marrom" ou "boina lilás" que caracterizam os paraquedistas. 
Santos Cruz, como os demais generais, ex-colegas de Bolsonaro, instalados na cúpula do Governo, é da reserva. O seu substituto General Ramos Batista Pereira ainda está na ativa. 
Poderá assumir fardado, reforçando a imagem da militarização do Governo. 

Ao contrário do que inicialmente parece não foi uma vitória do grupo olavista contra a ala militar do Governo. O Presidente substituiu um supostamente "mais fraco" pelo irmão mais forte. Xingar um militar da reserva, pode ser pessoal. Xingar um mil…

O futuro da Lava Jato e de Moro

Sempre se soube, nos meios políticos, empresariais,  jurídicos e das comunicações,  que Sérgio Moro, extrapolava as funções de Juiz de 1ª Instância. 

Assumiu a efetiva coordenação da Operação Lava-Jato que abrangeu ação conjunta da  Policia e Ministério Público Federal e dele Moro. Atuando como estrategista e julgador: funções incompatíveis nos processos.

Foi com essa organização que ele comandou a prisão e condenação de políticos, de vários dos maiores e mais ricos empresários do país. Alcançou a figura maior, considerada o "chefe da quadrilha", o ex-Presidente Lula.

Essa atuação "nos limites da lei", segundo ele, "acima daquela" segundo os seus contestadores o levou a ser considerado, por parte da população, um "herói nacional".

Por questões éticas o Dr Sérgio Moro deveria se afastar do cargo. Sim, mas ele já se afastou. Ele já não é mais o juiz, com poderes de julgamento.

Os vazamentos, por enquanto, nada tem contra a atuação dele como Ministro.

A …

O dia da artilharia

Jair Bolsonaro não é só um ex-militar. Ele foi da artilharia. 
A missão dessa arma é destruir. E de longe. 
Quem vai enfrentar o inimigo, diretamente, é a infantaria, com apoio da cavalaria. A missão de construir é da engenharia e de suprir da intendência.
Mesmo como arma de defesa e não de ataque é de destruir o inimigo que o ameaça, como o papel da artilharia anti-aérea.
Bolsonaro está exercendo o que começou a aprender nos cursos militares interrompidos: destruir, e à distância. Atualmente pode se destruir na realidade, apenas apertando botões, como nos jogos eletrônicos. O botão dele é o decreto e a bala a sua caneta, ou o seu palavreado: escrito em poucos caracteres ou falado.

O seu principal alvo de destruição é a esquerda e, mais especificamente, o PT, mantendo o apoio dos seus milhões de adeptos ou seguidores. Com a versão de que aquele foi o responsável pela imensa corrupção que assolou o país e pela profunda crise econômica.

Mas tem vários outros alvos, como o "politicamente …

O velho está morrendo e o novo nem foi gestado

A velha polítrica está morrendo, por inanição. A terminante recusa do Presidente Bolsonaro em aceitar e praticar o presidencialismo de coalizão a enfraquece, mas ela resiste e não quer morrer. 
O "velho está morrendo", mas o "novo ainda não nasceu". Nesse meio tempo o vácuo gera resistências, cria os seus monstros e sucessivas crises.
A nova política só pode nascer a partir de uma ampla eleição popular e essa só está prevista para 2022. 
O grande embate será entre os que tentarão reavivar o presidencialismo de coalizão, isto é, a velha política e os que buscarão completar a inflexão da trajetória histórica da política brasileira, elegendo uma nova política. 

O vácuo gera sucessivas crises, tentativas pontuais e artificiais para contê-las, mas sem sustentação.

A economia continuará "patinando" dentro da transição política entre o velho e o novo. Mas poderá se recuperar antes.
A "velha economia", que tem como principais pilares a ação econômica empresar…

Um novo procedimento do Congresso?

As circunstâncias da aprovação pelo Senado da MP de combate à fraude no INSS,  podem ser consideradas atípicas ou marco de um novo posicionamento do Congresso.
Toda a articulação para a chegada dos Senadores a Brasília, ainda na segunda-feira e as subsequentes negociações com os Senadores e lideranças partidárias para a aprovação da MP, antes do vencimento do prazo de validade, foram internas e em bases programáticas. 

Como os analistas políticos, a sociedade organizada quer e espera dos parlamentares. 

O Presidente está obcecado pela idéia de que qualquer articulação com os congressistas é um "troca-troca" e não estaria disposto a isso, mesmo correndo o risco que uma Medida Provisória, proposta pela sua ala econômica, considere essencial e corria do risco de caducar.
A Presidência da República se omitiu em todo o processo final no Senado, deixando a sua equipe econômica a mercê das "feras" do Senado.

Se a maioria dos Senadores aceitou antecipar a chegada a Brasília, at…

Só "pra nóis"

Jair Bolsonaro se dedicou na semana a presidir o país dos seus. Foi almoçar num restaurante a beira da estrada com os caminhoneiros, com a boa noticia de redução do preço do diesel. Foi à Convenção Nacional da Assembléia de Deus, onde lançou mais um factoide: a escolha de um Ministro evangélico para o STF.  
São duas corporações que lhe deram grande apoio eleitoral e foi fazer um agrado a elas. 
Foi a uma posse na Marinha, outro na Embratur. Atravessou a Praça dos 3 Poderes para ir ao Congresso. Não para articular a aprovação de Medidas Provisórias travadas e que perdem a validade hoje. Mas para apoiar a homenagem a Carlos Alberto Nóbrega e se mostrar aos telespectadores da Praça, na maior parte, seus adeptos.
Ignorou inteiramente as novas manifestações dos estudantes. Para ele não aconteceu. Se não lhe interessa, desconhece.
Desconsiderou a queda do PIB, no primeiro trimestre, simplesmente alegando desconhecimento de questões econômicas. 
Governando só para os seus, atendendo aos pleitos …

Um pacto que não vai acontecer

É difícil prever o futuro politico do Brasil com um Presidente que tem uma visão estreita, de curto prazo e cultura de almanaque.
O que significa para ele um pacto? 
Fora os naturais trocadilhos como "pagar o pato", a ideia original é o "pacto de não agressão".

Diante do clima de beligerância, no seio do próprio Governo Bolsonaro, entre as suas diversas facções e entre o Executivo e o Legislativo, Dias Toffoli, o mais alto dignatário do Poder Judiciário, tentou intervir como "pacificador" propondo um pacto de não agressão. 
Alvo das acusações dos bolsonaristas, em função de  tentativas de censura e de defesa de envolvidos em corrupção, contrapondo-se aos justiciamentos públicos, por evidencias e indícios, perdeu a condição de exercer o papel moderador. É visto como uma das partes do eventual pacto de não agressão, no que não tem a unanimidade dos seus pares e do corpo jurídico do país.


Depois de incentivar as manifestações, recolher o apoio, difundir as manife…