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Mostrando postagens de Agosto, 2013

Suicídio coletivo dos Deputados?

Por que manter um morto-vivo? Donadon é um deputado morto-vivo ou vivo-morto. Ainda é deputado e o será até o início de 2015, quando encerra o seu mandato. Mas não poderá exercer as suas atividades de deputado, se presenciais, e não poderá votar, pois já perdeu os seus direitos políticos. Votou, seguramente contra a sua cassação e como não podia, o processo pode ser anulado: por vício processual.
Preso em regime fechado, está morto como deputado em exercício. O Presidente da Câmara já decretou a vacância e convocou o suplente para assumir o cargo.
Não receberá os proventos. A sua família terá que deixar o aparamento funcional.
Então porque o teatro de votar a sua cassação, se qualquer fosse o resultado ele estaria "morto" como deputado?
A principal razão alegada era que o Congresso teria que confirmar o seu poder, supostamente constitucional, de dar a última palavra no processo de cassação dos seus pares, não aceitando esse papel do Judiciário. Tinha que dizer "sim senh…

Os atores desprezados nos planejamentos urbanos

Os planejamentos urbanos focam dois grandes produtores das cidades, o Estado investidor e regulador e os grandes empreendedores imobiliários. Mas tendem a desconsiderar outros  importante atores, alguns incluidos nessa segunda categoria, porém com comportamentos bem distintos: os loteadores populares, em geral, irregulares e a população de baixa renda que, em parte ocupam os loteamentos irregulares, mas na maior parte invadem e se instalam nas áreas "fora do mercado".  Toda regulação urbana é voltada para os produtores da cidade, de média e alta renda, que devem seguir as disciplinas estabelecidas. Se as licenças e fiscalizações municipais são mais rigorosas, eles seguem as regras e diretrizes estabelecidas, apesar de duas grandes distorções. A mais grave é a burla através da corrupção. A segunda é o lobby para aprovação nas leis do que interessa especificamente aos produtores do mercado imobiliário, apropriando-se dos benefícios e deixando para o Poder Público os ônus. O pri…

Uma realidade indesejada recorrente

O desabamento de uma obra de construção de uma loja de varejo, de uma rede local, com 8 mortos e vários feridos, alguns em estado grave, trouxe a tona um fenômeno em queda porém ainda recorrente e teimosamente persistente: a imigração de trabalhadores de outros estados para trabalhar na construção civil.
Esse fenômento foi o principal responsável pelo rápido e intenso crescimento da cidade de São Paulo e deixou como sequela o aumento da favelização. Estava em declínio porque as grandes construtoras foram abandonando a prática, pelos riscos legais e os impactos sociais.
Raras são as grandes construtoras que importam trabalhadores de outros estado e mantém alojamentos para eles. Qualquer pequeno deslize pode acabar sendo caracterizado como trabalho em condições similares à escravidão e gerar autuações, cujo prejuizo maior é à imagem.
A cobertura pela televisão mostrou a persistência do fenômeno, com todas as características usuais, só faltando identificar um elo fundamental: o "gat…

Presidenta não gerencia

A Presidente Dilma Rousseff tinha a fama de ser uma gerentona. Podia até ter sido, como muitos sargentos mandões e violentos, que conseguem a subserviência dos soldados, mas não conseguem ser bons oficiais e muito mais comandantes.
Tenta conduzir o país, mais com o fígado do que com a cabeça. Está mais preocupada em dar "esporros" em quem não a trata de Presidenta e agora desceu da Presidência para bater boca com um subalterno, com perdão, do ilustre embaixador, de terceiro nível.
Não há como ter ocorrido a operação de fuga do Senador, sem o conhecimento das autoridades do Itamaraty e da Defesa, ambos controlados por diplomatas de carreira.
O Itamaraty, assim como as Forças Armadas estão a favor. A única contra é Dilma. Perdão, e seu escudeiro que quer tomar conta da política externa brasileira, aquele conhecido como "top-top".
Internamente a questão é mais grave do que divulgado e não se resolveu com a saida de Patriota, que já queria ir embora há mais tempo e não…

Tem público de futebol para ingresso popular?

Com a proximidade da Copa 2014, já antecedida pela Copa das Confederações, com a abertura de novos estádios houve uma forte elevação dos preços dos ingressos dos jogos, saindo de uma média em torno de R$ 10,00 no Brasileirão 2012 para quase R$ 40,00. O Corinthians, o time com maior público, vem com um ingresso médio na faixa de R$ 30,00, com o menor preço do ingresso avulso de R$ 50,00. O valor do ingresso médio é puxado para baixo pelas meias entradas e sócios torcedores.
Estava ocorrendo uma "elitização do público" atraindo mais famílias, com mulheres e crianças, dispostas a pagar mais por um entretenimento esportivo.
Percebendo a carência de jogos de futebol de melhor qualidade, de um lado, e do poder aquisitivo, de outro, os principais times cariocas acharam em Brasília uma "mina de ouro", passando a programar parte dos seus jogos no Estádio "Mané Garrincha".
O primeiro jogo da série, levado pelo Santos, contra o Flamengo, em maio, bateu todos os reco…

Por que não vai dar certo?

A necessidade existe e não tem sido atendida pelos médicos brasileiros. O diagnóstico está correto, embora embaçada pelo viés corporativo  O remédio já não deu certo uma vez e não vai dar de novo. Não é eficaz e deixa sequelas. O problema não é a falta de médicos brasileiros. Parece até haver um excesso de profissionais, mas a distribuição geográfica é inadequada e a visão fortemente enviesada pela opinião publicada. O Brasil tem mais de 6.000 municípios e um número ainda maior de localidades urbanas, muitas no interior deste imenso país, desconhecidas pela população urbana das grandes cidades. São vilarejos, alguns com menos de mil habitantes, desprovidos de tudo, menos de doentes.  Essa realidade não pode ser vista pelas lentes dos urbanos. A situação dessas pequenas comunidades pobres não pode ser comparada com a periferia das grandes cidades. Para atender a essa população miserável, há alguns anos atrás Governos Estaduais importaram médicos cubanos. Roraima e Tocantins foram alguns de…

Linha Verde: Problema atual, solução futura?

A cidade de Curitiba é cortada longitudinalmente pela BR 116 que a liga ao norte a São Paulo, sob a denominação conhecida de Régis Bittencourt e ao Rio Grande do Sul. Os seus entroncamentos com demais rodovias, em direção ao interior ou a Paranaguá, ocorriam dentro da cidade.
Com um grande movimento de caminhões, segregou a cidade, com o seu extremo leste, à direita da "federal" praticamente sem acesso ao centro. Era um grande problema, prejudicando a mobilidade dos curitibanos excluídos. Dai a reivindicação recorrente para a construção do contorno, o que ocorreu por lotes, o primeiro entregue em 1994, mas ainda incompleto. Mas já liberou o trecho urbano, permitindo transformá-la numa grande e larga avenida, conjugando as vias para os corredores de ônibus e as vias laterais para os automóveis. No entanto, o que deveria ser uma via expressa, continua lenta e congestionada em função das travessias em nível, com sinaleiras. A cada esquina formam se congestionamento…

O papel da Linha Verde de Curitiba

Estive em Curitiba para mais uma rodada do programa Olho no Futuro.
Mobilidade urbana é a principal preocupação da população com relação ao futuro da cidade. Na expressão deles, transporte e trânsito.
A frota vai continuar crescendo mais que a população.
Há várias propostas para enfrentar a questão: a mais em voga hoje é aproximar trabalho da moradia. A segunda é deixar o carro em casa e se deslocar de transporte coletivo. Isso implica em ter sistemas de transportes de qualidade.
Curitiba é pioneira na implantação do sistema de ônibus hoje rotulada de BRT. Mas nasceu em Curitiba e ainda hoje não tem um nome definido. Alguns o caracterizam pelo nome "ligeirinho", mas que é apenas uma das modalidades. Outro como o sistema de tubos.
Curitiba não se limitou a corredores de ônibus.
Planejou, inicialmente, uma estrurua concentrica-radial, com radiais de grandes larguras, diversamente do que ocorreu em São Paulo e outras cidades, onde as primeiras, como a Avenida 9 de julho é …

Mudar para salvar o Maracanã

O "elefantão" brancoPor conta das reações das ruas mas, pricipalmente, pelas mudanças nas estratégias dos principais clubes cariocas diante de novas realidades trazidas pela Copa, o Governador Sérgio Cabral resolveu mudar o contrato de concessão do Maracanã: para evitar que se transforme num enorme e magnífico "elefante branco", para concorrer com o Ninho de Pássaro.  A questão fundamental está na opção entre "elitização" e "popularização", que embora possam ser conciliadas envolvem estratégias distintas. Para ter o retorno de investimentos e suprir os custos com a operação e manutenção do estádio, a concessionária precisa ter  muitos jogos, grandes públicos e ingresso médio mais alto. Para isso, o menor preço do ingresso tem sido fixado em R$ 80,00, porém com a meia-entrada para crianças, estudantes e idosos, pela metade do valor. 4 jogos mensais representam R$ 320,00, praticamente a metade de um salário mínimo. Não há condições para a frequência…

Diferenças fundamentais

Há carências de médicos nas periferias urbanas, assim como em pequenas comunidades no interior do Brasil. O remédio a ser aplicado não pode ser o mesmo. As razões para a carência são bem diversas.Na periferia das grandes cidades o médico tem que atender a pobreza, mas não precisa morar lá. Um problema grave, porém mais cultural e psicológico é de insegurança pessoal. O que é muito relativo. O "homem de branco" é respeitado e até protegido pelas lideranças das comunidades. O seu risco, no entanto, é não atender ou atender mal os indicados pelas mesmas lideranças. Erro médico, nessas circunstâncias tem um custo muito alto. Mas não é uma questão generalizada.O problema real é o tempo de deslocamento. Com os crescentes aumentos de distância, pela expansão horizontalizada das cidades e os congestionamentos nas vias troncais, o tempo de deslocamento dificulta ou até impede do médico ter dois ou até três empregos. Ele gasta mais tempo em deslocamentos do que em consultas ou atendim…

Imagine na Copa?

Ontem retornando de Porto das Galinhas ao Aeroporto de Guararapes, levamos 2 horas e meia para fazer o mesmo percurso que levamos 40 minutos na ida. Na ida chegando ao Recife por volta do meio-dia, numa quinta-feira, seguindo de van pela BR 101, inteiramente duplicada e depois pela PE- , sem congestionamentos, antes da uma hora já estavamos almoçando, enfrentando congestionamentos e filas apenas no check-in do resort.Já no retorno na sexta-feira, saindo às 16:30 de Porto das Galinhas, por uma PE , evitando a BR 101 que, segundo o experiente motorista, estaria mais congestionada, pegamos a saida de turno de Suape e a rodovia repleta de ônibus fretados e caminhões. Levamos mais de duas horas até o Aeroporto, com o risco de alguns dos passageiros perderem o avião.Porto das Galinhas é um local lindo, com uma bela praia, mas com a apropriação privada do espaço público. A sua orla está inteiramente tomada por resorts, condominios de alto padrão e mansões isoladas, todas cerceando o acesso p…

Qual será o impacto sobre a cidade?

A Prefeitura Municipal de São Paulo, seguindo o princípio de favorecer o transporte público em detrimento do individual, está reservando faixas, dentro de várias das principais avenidas da cidade, para o trânsito exclusivo de ònibus. Embora chamados de corredores não tem as mesmas características das que foram implantadas anteriormente, nas faixas á esquerda e com a construção de pontos de embarque e desembarque maiores. São apenas segregação da pista existentes, o que deverá melhorar a velocidade média dos ônibus e piorar para os carros individuais que terão menos áreas de criculação e maiores dificuldades de conversão. Dois podem ser os impactos: um desejável, outro indesejável: o desejável é que haja menor circulação de carros, com a transferência do motorista do automóvel para o transporte coletivo. Isso deverá ocorrer na prática, porém ainda sem elementos para a avaliação do tamanho do impacto. Em alguns casos, como o da Avenida Paulista, um dos indicadores poderá ser a demanda d…