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Mudar para salvar o Maracanã


O "elefantão" branco

Por conta das reações das ruas mas, pricipalmente, pelas mudanças nas estratégias dos principais clubes cariocas diante de novas realidades trazidas pela Copa, o Governador Sérgio Cabral resolveu mudar o contrato de concessão do Maracanã: para evitar que se transforme num enorme e magnífico "elefante branco", para concorrer com o Ninho de Pássaro. 
A questão fundamental está na opção entre "elitização" e "popularização", que embora possam ser conciliadas envolvem estratégias distintas.
Para ter o retorno de investimentos e suprir os custos com a operação e manutenção do estádio, a concessionária precisa ter  muitos jogos, grandes públicos e ingresso médio mais alto. Para isso, o menor preço do ingresso tem sido fixado em R$ 80,00, porém com a meia-entrada para crianças, estudantes e idosos, pela metade do valor.
4 jogos mensais representam R$ 320,00, praticamente a metade de um salário mínimo. Não há condições para a frequência desse trabalhador nos jogos, de forma assídua. Tem que reservar para os clássicos, poucas vezes ao ano.
Por outro lado, sem a concorrência da "turba" as famílias estão voltando aos estádios. Sem as torcidas organizadas o risco de conflito é menor.
Para a popularização dos ingressos poderá ser necessário retornar a operação e manutenção do estádio para o Estado.

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