Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens de Fevereiro, 2014

Barcelonização das cidades da Copa

Barcelona de uma esquecida cidade ao sul da Espanha emergiu em 1992 como uma cidade mundial, ao sediar os Jogos Olímpicos de Verão, consolidando-se ao longo dos anos seguintes como um dos mais importantes polos de atração turística internacional.

Foi uma monumental transformação urbana, que todas as cidades invejam e gostariam de repetir ao sediar um grande evento internacional.

A realização da Copa do Mundo da FIFA em doze cidades brasileiras, em 2014 seria a grande oportunidade para repetir o processo promovendo uma enorme graduação delas, proporcionando uma substancial melhoria da condição de vida dos seus cidadãos. 

A construção ou reforma do seu estádio para atender às exigências da FIFA seria um investimento que retornaria com o maior afluxo de turistas e de investimentos na cidade. 


A modernização de Barcelona, mediante um devido planejamento prévio e uma execução continuada de melhorias, tornou-se um ícone mundial, almejada por todas as cidades, com a realização de um grande ev…

Não vai ter Copa para o povo

Copa vai ter, mas incompleta. Os jogos vão ocorrer, dentro dos estádios. Quem tem dinheiro para comprar os caros ingressos estará lá. 
Já o povão terá que se contentar em ficar em casa ou ir aos bares, para acompanhar os jogos do Brasil e outros que passarem nas tvs abertas, tomando a sua cerveja. Poucos bares estarão dispostos a pagar os elevados royalties cobrados pela FIFA para passar todos os jogos. Quem quer ver os jogos pelo "pay per view" terá que fazê-lo em casa.

Em função dos preços a FIFA inventou, na Copa da Alemanha, as Fan-fests em locais abertos, com telões e shows presenciais. 

Podem acolher mais de um milhão de pessoas. Apesar de serem realizados em locais públicos e sem pagamento de ingressos não são inteiramente abertos. A comercialização de produtos só pode ser feita pelos licenciados pela FIFA. Até do pipoqueiro a FIFA cobra royalties.

Por ser aberto, nada impede que black-blocs se infiltrem na multidão e comecem a atacar as tendas ou os totens dos patrocinad…

Em quem o eleitor vai votar?

Numa eleição os atores mais importantes são os eleitores, não os candidatos. 
Cada um dos eleitores vai fazer a sua escolha e do somatório das decisões individuais vai decorrer o resultado, com a eleição de um dos candidatos.

O que faz com que o eleitor escolha um candidato e não outro?
Os corações e mentes dos eleitores não são iguais e é dentro dessas diferenças que os candidatos buscam conquistar a preferência do eleitor.

Apesar das diferenças há pontos comuns o que permite reunir grupos em segmentos do eleitorado. 

Dois seriam os grandes segmentos em que pode ser dividido o eleitorado: os pertencentes à opinião publicada e os que integram a opinião não publicada.

Os integrantes da opinião publicada são pessoas de maior educação, que lêem os jornais ou acompanham o noticiário pela televisão, ou pelo rádio (quando estão presos nos congestionamentos) e são influenciados pelas notícias e pelas análises ou comentários dos colunistas ou editoriais. 

Os seus integrantes tendem a achar que const…

O que vemos e o que não vemos

Na sociedade do espetáculo, ou melhor na sociedade midiática, a população reage ao que vê na televisão ou lê nos jornais ou revistas. Para a maioria da população se não foi noticiado, não aconteceu.

Santiago Andrade não foi a primeira vítima fatal das manifestações dos black blocs? Pode não ter sido, mas foi o primeiro a ser atingido e mortalmente ferido diante das câmeras dos colegas, que documentaram o ocorrido e o difundiram amplamente. Tornou-se um fato notório e verdadeiro.

Se alguém foi morto, acidentalmente ou não, sem ser documentado, para a sociedade não existiu, ou é fofoca.

Linchamentos ocorrem todos os dias, mas quando ocorre no Rio de Janeiro e a vítima é fotografada, acorrentada e nú, gera um trauma social. Estaríamos diante da barbárie? Ou já estamos há muito tempo, mas não documentado e difundido. Agora apareceu um caso documentado e a opinião pública passa a acreditar que é uma realidade.

Vandalismo também é comum, mas quando documentado nas recentes manifestações popular…

Guerra é guerra!

Nas passeatas há pelo menos duas categorias básicas de pessoas: os ativistas que tem objetivos e estão dispostos a lutar por esses e os simpatizantes ou seguidores que se juntam aos primeiros para manifestar a sua adesão às causas daqueles ou para demonstrar a sua inconformidade.

Diante das ações mais violentas dos ativistas e da reação policial os simpatizantes tendem a refluir, deixando de engrossar a massa de pessoas nas passeatas.

A estratégia bem sucedida das autoridades nas duas últimas passeatas anti-Copa, promovendo o cerco dos ativistas e detendo todos os cercados, sejam ativistas ou simpatizantes, obrigam os ativistas a mudar as suas táticas.

As ações dos ativistas terão que mudar de locais, transferindo as ações para vias mais amplas, onde sejam mais difíceis de serem cercados, assim como tenham maiores válvulas de escape.

O novo cenário determinado é a Av. Faria Lima, para a mobilização já anunciada para 13 de março, um dia da semana. 

Essa mudança traz riscos: a mais important…

Estratégias anti black-blocs

Estratégia não se conta para os outros. Ou se conta é para tentar enganar o inimigo ou adversário. Diz que vai seguir uma e na hora aplica outra.
Estratégia é a arte do general. A sua origem e sua razão está na guerra, no confronto. Essa invenção criada de planejamento estratégico que seja "bom para os dois" é pura bobagem.
Quando se tem um inimigo o objetivo é aniquilá-lo. Quando se tem um adversário o objetivo é superá-lo, vencê-lo numa disputa.
Estratégia é o oposto do espírito olímpico: "o importante é competir, não é vencer". A estratégia deve sempre ter um objetivo claro: vencer. 

A FIFA ainda não entendeu, ou melhor, não está querendo entender o que está ocorrendo no Brasil, com a programação de realização da Copa do Mundo, em junho e julho próximo.
Ela está preocupada com a conclusão dos estádios, mas não quer aceitar que os Governos possam não cumprir as obrigações assumidas com relação às estrututas complementares, festas do entorno e às fanfest.
Não entendeu q…

Quem está organizando a Copa?

Quem está organizando a Copa do Mundo da FIFA - 2014?
É o Brasil? O Governo Brasileiro? ou a FIFA?

A percepção é difusa, mas predomina a idéia de que é o Brasil, o país quem está organizando o evento. Há uma confusão entre a organização do evento em si, uma competição esportiva, e a construção ou disponibilização da infraestrutura para a realização dos jogos e de todos os eventos complementares, como o sorteio dos jogos, seminário técnico, congresso da entidade, etc.

O Governo Federal assumiu a responsabilidade maior pela organização da Copa, quando a Presidente veio a público dizer que faremos a "Copa das Copas".

Uma visão corrente é de que a organização não será da FIFA, embora o evento seja dela e quem vai pagar a conta seremos nós os contribuintes ou o povo brasileiro.
Valerá a pena?
Com que objetivo? Mostrar que somos capazes de organizar um grande evento mundial, melhor do que todos os outros? Que vamos fazer a "Copa das Copas", melhor do que a Alemanha, o Japão, o…

Estratégias de segurança para a Copa

A estratégia de segurança pública para a Copa deverá considerar a diversidade dos grupos "adversários" ou "inimigos" que poderão criar situações de insegurança.
A estratégia básica é de persuasão. Desenvolve-se tamanho aparato preventivo o ostensivo para que os inimigos fiquem intimidados a agir.

As notícias vazadas pelo Governo, incluindo a utilização das Forças Armadas, faz parte dessa estratégia. A FIFA ainda não entendeu o atual ambiente brasileiro e continua acreditando que estará tudo tranquilo durante a Copa. Não é bem assim: há grandes focos de insatisfação, impaciência e intolerância: que explodem em revoltas.

Os primeiros oponentes são os movimentos sociais que querem se manifestar pacificamente contra os gastos com a Copa e defender maiores recursos para educação e saúde, assim como os direitos dos desalojados pelas obras. Esses movimentos são predominantemente da classe média tradicional, mas podem receber o apoio dos movimentos sociais mais populares. 

Não…

2014 - um ano de muitas frustrações

O Governo Brasileiro criou grandes expectativas para 2014, tendo a Copa do Mundo da FIFA, como o principal gerador da felicidade geral da nação.
O único resultado que poderá se efetivar, dentre tantas esperanças alimentadas pelo povo brasileiro, embalado pela propaganda oficial, seria a conquista do hexa-campeonato, com o capitão da equipe brasileira levantando a Copa em pleno Maracanã, no mês de julho, 64 anos após a grande frustração anterior.

Tudo o mais não ocorrerá como o desejado ou apregoado. Os estádios ficarão prontos, com investimentos elevadíssimos, e a maioria se tornará uma manada de elefantes brancos. Os legados da mobilidade urbana, mesmo das obras prontas serão parcos. E a maioria não estará acabada no período da Copa, com alguns nem começados.

Não chegarão durante a Copa os apregoados 600 mil turistas estrangeiros. Há mesmo o risco de que o total de turistas estrangeiros durante junho e julho de 2014 seja menores do que dos anos anteriores, porque os turistas que vem nor…

Um jogo de cartas marcadas

A mídia mais uma vez foi manobrada pelos "espertalhões da FIFA" para não ter que colocar o seu rico dinheirinho para realizar a Copa no Brasil, transferindo para os Governos todos os encargos com a infraestrutura.
Velcke e sua troupe se aproveita da ignorância  e até ingenuidade dos jornalistas para dar suporte às suas jogadas, com os seus blefes.
Os jornalistas se fiam demais nas declarações das autoridades e se interessam mais com as fofocas do que em informar adequadamente os seus leitores, pesquisando mais a fundo as informações e as situações.
Um mínimo de conhecimento de engenharia, ou a entrevista com competentes engenheiros mostraria que não havia qualquer problema técnico para concluir a arena da baixada a tempo. Nem se culpem os engenheiros pelos supostos atrasos numa construção aparentemente simples. 

O problema sempre foi de natureza financeira, com o Atlético Paranaense, da mesma forma que o Internacional e o Corinthians se recusando a assumir compromissos com a con…

Mobilidade humana

A mobilidade urbana é ainda um tema dominado pelos "transporteiros". Apesar de uma denominação mais ampla do que transporte urbano, a mobilidade continuou discutindo as alternativa de modos de transporte e dominado pelos defensores do transporte coletivo em detrimento do transporte individual. Sempre para os outros. Porque a maioria deles ainda usa predominantemente o carro em vez do transporte coletivo, seguindo um lema secular: "faça o que eu digo, não faça o que eu faço".
A questão precisa ser vista por outro ângulo: o do cidadão urbano e, como tal, a perspectiva deve ser outra: a da mobilidade humana.
Não se trata apenas de um jogo de palavras, mas um ângulo diferente: o ponto de partida é o deslocamento das pessoas nas cidades. 
Esse deslocamento pode ser caracterizado como viagem, que deve ser caracterizado completo, desde uma origem inicial a um destino final. Com as devidas redundâncias para reforçar o sentido completo das viagens. O início é o final são sempr…

A tática black-bloc gera contradições do Governo

Dentro das manifestações populares de junho de 2013 emergiram manifestantes radicais praticando atos de vandalismo, confrontando a Polícia Militar e outras ações que foi caracterizada pela mídia como tática black-bloc. As pessoas foram transformadas em tática, porque não se tratavam de grupos organizados, porém indivíduos com propósitos semelhantes. 
Seriam apenas praticantes de uma determinada tática, como adeptos de um golpe de artes marciais.
Se começou assim, é apenas história. Agora as pessoas se conheceram nas manifestações e se organizaram em grupos, com lideranças e mecanismos de financiamento.
Deixaram de ser inteiramente clandestinos para serem identificados pela mídia, dentro de grandes contradições.

Os seus participantes são predominantemente de esquerda e se posicionam como anticapitalistas, alinhando-se em grande parte com o PT e o atual Governo Federal. O seu objetivo maior é a mudança do sistema econômico, dominando pelo capitalismo e, dentro dele, pelo  capitalismo financ…

Mudança de estratégias em relação à Copa

Dilma, se voltasse no tempo, seria uma jovem revolucionária, adepta das táticas block-blocs. Mas agora é velha e governante. 

Informa a Folha de São Paulo que, diante das pesquisas qualitativas da sociedade em relação à Copa, o Governo mudou a sua estratégia de comunicação.
Teria deixada a mensagem do legado, que dominou o discurso até há pouco tempo, para dar lugar à "Copa das Copas". A idéia é trabalhar com o interesse do brasileiro com a Copa e a sua torcida pela seleção e contrapor às manifestações.
Em que pese a competência dos seus assessores e consultores em comunicação, a Presidente está correndo um alto risco de fracasso, com resultados diversos do pretendido.
Não obstante as manifestações do "Não vai ter Copa" essa será realizada, com grande sucessso "indoor", seja nas arquibancadas, como no campo. A ocorrência de um atentado terrorista ou de briga entre torcidas é remota. Mas com grandes massas é sempre possível ocorrer algum acidente. 
Persiste o r…

Não é preciso fugir da Copa

Tem muita gente com medo da Copa, programando fugir das cidades-sede nos dias de jogo. Não é preciso.
Foi criada uma excessiva expectativa em relação à Copa, como viesse ocorrer uma revolução durante a sua realização.
A Copa é o maior evento midiático mundial. Por isso mesmo, haverá essa "revolução" na mídia. Mas na realidade cotidiana o impacto será muito limitado e pontual, centrado em alguns locais.

O  principal impacto será nos aeroportos, com uma concentração momentânea de viajantes, mas com o risco de não ocorrerem os problemas anunciados, porque os outros poderão evitar de viajar nessa época. Só ocorrerá se os "fujões" quiserem viajar na mesma época.

Quem está com medo da Copa precisa viajar bem antes e voltar depois. 

Não haverá o volume de 600 mil turistas estrangeiros no país durante a Copa, a menos das estatísticas que contarão - de forma múltipla - os mesmos turistas.

O número será inflado pelos argentinos, que se movimentarão em grandes quantidades, principa…

Foi acidente?

Acidente foi trazer a tona um esquema financeiro de promoção de tumultos. 
As ações de manifestantes aliciados para promover tumultos durante as manifestações puxaram o fio de uma meada que parecia enorme, mas acabaram dando apenas para um novelinho, com a reunião de pequenos valores por grupo de ativistas de classe média, para ajudar participantes com menor renda. Esses não chegam a se tornar profissionais da baderna, promovendo-a mesmo sem o recebimento das ajudas de custo para condução e dos lanches. Talvez não tivessem condições de chegar aos locais. 
A menos da descoberta de esquemas maiores, a eventual suspensão dos mecanismos já descobertos não irá reduzir a movimentação dos autênticos black blocs. O vandalismo poderá ser menor sem o aliciamento de seguidores, mas as manifestações seguirão, levando a uma revisão das estratégias de ambas as partes: da policia, de um lado e dos manifestantes de outro.
A continuidade das manifestações no Rio de Janeiro, contra o aumento das passagens…

Alguma coisa não fecha

A teoria da conspiração nunca acredita no que é mostrado e busca explicações fantasiosas para as supostas evidências, quando nem tudo se encaixa.
No caso da morte do cinegrafista Sebastião Andrade, causado por um artefato pirotécnico, os dois suspeitos de terem manuseado e acendido aquele estão presos.
Com relação ao primeiro há uma certa consistência de pessoa e personalidade. Jovem, magro, da familia pobre remediada, que se autointitula tatuador, mas pertenceria efetivamente do grupo dos nem-nem (nem estuda, nem trabalha). Seria um revoltado e admirador dos black-blocs, mas não um deles. Amedrontado, não parece estar disposto a qualquer ação violenta, mesmo em grupo. Mas seria capaz de suprir munição para um block-bloc disposto a uma ação violenta. 
Teria entregue o artefato ao outro e ficado parado para ver o que iria acontecer. Ele aparece nas fotos, com uma camisa ou lenço no rosto, parado, enquanto o outro foge, aparentemente com um lenço preto na cabeça. Há, no entanto, um pequeno…

O primeiro cadáver relevante

Aconteceu o anunciado, mas de forma inesperada.
Era esperado que das manifestações de rua, com crescente violência, com a transformação de áreas da cidade em praças de guerra, alguém viesse a morrer.
Uma morte, nessas manifestações, iria gerar uma comoção social e, provavelmente, uma mudança nos rumos do processo. 
Os manifestantes mais radicais ficaram provocando a polícia, contando com um "mártir". Uma vítima da truculência policial seria o combustível para atrair a simpatia e a adesão da sociedade. Poderia ser qualquer cidadão, vítima de uma bala perdida, ou de um atropelamento. Esse até teria ocorrido, mas não teria sido divulgado.


Mas o que ocorreu foi diferente, fartamente registrado.
Por acidente, um rojão, um artefato pirotécnico deixado a esmo, na superfície da praça, atingiu um cinegrafista da televisão, em serviço, provocando a sua morte, 4 dias depois de uma agonia numa UTI, prolongando e amplificando o drama.
Não foi a primeira vez que um artefato pirotécnico causou u…