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quarta-feira, 11 de novembro de 2020

Mudança na politica ambiental

A floresta amazônica é percebida como o "pulmão do mundo”.

Se não cuidar dela o Brasil sofre o risco de sanções econômicas e financeiras.

O temor de empresas e investidores brasileiro, com as ameaça de ter os seus bens no exterior bloqueados, levarão Bolsonaro a uma ação mais pragmática, passando a cuidar da floresta amazônica e aceitar a colaboração internacional.  

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segunda-feira, 2 de novembro de 2020

Campanha pessoal pró-Trump

 Na reta final da campanha para a eleição presidencial dos EUA, Jair Bolsonaro está em plena campanha a favor do seu "amigo" Donald Trump, por razões pessoais, ideológicas e pragmáticas.

Caso Trump perca, Bolsonaro ficará sem qualquer apoio internacional significativo para manter a antipolítica ambiental. Ao contrário terá que enfrentar cerrada contestação dos países europeus, tendo que se defender sozinho. Enfrentando, adicionalmente, oposição interna e apoio apenas de facção do agronegócio, da ala ideológica e da sua seita.

Se Trump não for reeleito, Bolsonaro fica órfão politica e ideologicamente e obrigado a assumir a chefia da família, isto é, a família dos dirigentes de direita, raros no mundo e todos de países de menor expressão demográfica, econômica e política que o Brasil. Apenas um deles, Israel, tem poder militar maior.

Terá competência para tal ou deixará a família direitista mundial inteiramente desmembrada, cada qual para o seu lado, sem uma liderança forte?

Se Trump não for eleito, a alternativa de sobrevivência política de Bolsonaro é migrar da extrema direita para o centro "centrão", abandonando a ala ideológica e ajustando a (anti) política ambiental e a de relações exteriores. 

Sem o apoio imaginário de Trump, a ala ideológica terá dificuldade, perante o Congresso em sustentar a presença de Ricardo Salles e de Ernesto Araújo, no Governo. Se o centrão os abandonar, ainda que por objetivos de ocupar os cargos, Bolsonaro não conseguirá mantê-los. Por onde anda Hugo Napoleão?

Abrandará ou abandonará o conflito contra a China, assumindo uma posição mais pragmática para consolidar as relações comerciais com aquele país.

Embora o Brasil não seja relevante na pauta eleitoral, Bolsonaro não pode deixar um flanco adicional de Trump perante Biden que já se posicionou em relação ao Brasil. Bolsonaro não pode deixar evoluir uma imagem pessoal de não estar empenhado na reeleição de Trump. 

Dai o discurso contra a vacina de origem chinesa, que será mantida ou esquecida em função dos resultados da eleição norte-americana. 

Aproveita para provocar e contestar João Dória, mas a motivação principal não é interna, mas externa. Esta vence essa semana.

Enquanto o Presidente mantém um fervoroso discurso pró-Trump, o Governo Brasileiro já está se preparando para um cenário Biden, presidente dos EUA.


quarta-feira, 15 de julho de 2020

Impasses ambientais (1)

O amanhã de Jair Bolsonaro é permanecer na Presidência, o que nas circunstâncias atuais é amplamente provável, mas essas podem piorar por revelações "bombásticas". 
Ele não tem muito o que fazer a não ser esperar e reagir às ameaças, se surgirem.
Já o depois de amanhã está com data marcada: as eleições presidenciais, em 2022, às quais ele pretende concorrer.
Para ter condições de ser reeleito, precisará de uma melhoria substancial da macro economia brasileira, com uma vigorosa retomada do crescimento econômico. 
Para isso, duas condições são essenciais: manter e ampliar as vendas externas do agronegócio e atrair capitais externos para financiar os investimentos fundamentais para a retomada da economia.
Ambas estão sob risco em função dos problemas ambientais. Os consumidores europeus, com apoio dos respectivos governos já estão promovendo boicotes aos produtos brasileiros sob o pretexto de que são fruto do desmatamento da Amazônia. Pretendem ampliar as restrições a todos os produtos brasileiros, ainda que não integrantes ou associados ao agronegócio.
Donos e gestores dos capitais já vem se pronunciando contrários a investimentos no Brasil em função da sua política anti-ambiental. 
O Governo adotou uma postura negativista, contestando os dados que seriam promovidos por interesses contrariados dos concorrentes do agronegócio brasileiro no exterior.
Assumindo que o mundo está sendo manipulado por desinformação e notícias falsas sobre o desmatamento na Amazônia, promoveu e vem promovendo campanhas publicitárias, que tem eficácia reduzida diante das realidades incontestes.

quinta-feira, 11 de junho de 2020

Novo Normal - Meio Ambiente


O Brasil, como um todo, e o seu Governo Nacional, em particular, é obrigado a se posicionar internacionalmente, em relação às questões ambientais, principalmente, em relação à preservação florestal, por dispor de uma das maiores reservas florestais do mundo, consideradas pelos demais países como o "pulmão do mundo".

O Brasil vinha se posicionando na vanguarda do movimento ambientalista mundial, com as política de proteção ambiental entre as mais avançadas do mundo e protagonismo relevante nos Acordos Internacionais que culminaram, mais recentemente, no Acordo de Paris, para a contenção do aquecimento da terra, alinhando-se às posições dominantes dos cientistas e à maioria dos países desenvolvidos, contrapondo-se à dissidência norte-americana.
Essa posição hegemônica dos ambientalistas no Brasil era contestado por parte do agronegócio, contrária às restrições de uso das suas áreas para a produção e obrigação de preservar ou restaurar áreas florestais, assim como às restrições de avanços sobre as terras na Amazônia Legal, para a produção, seja pecuária ou de grãos. Era contestado também por produtores industriais, pelo excesso de obrigações burocráticas impostas pela legislação ambiental. O que afetava também o setor de construção e os proprietários de terrenos, tanto urbanos como rurais.
Esse segmento, apesar de relativamente pequeno, mas ativo politicamente, foi uma das bases iniciais de apoio à eleição de Jair Bolsonaro, tendo aderido quando o candidato não era considerado como possibilidade, pelo pensamento político dominante.
Por conta da filiação irrestrita de Jair Bolsonaro às políticas e posições de Donald Trump e do atendimento àquele fiel grupo de apoio, Bolsonaro mudou inteiramente o posicionamento do Governo, buscando desmontar todo o aparelho de controle ambiental, diligentemente montado desde a redemocratização, fora pequeno intervalo com o Governo Collor. 
Essa profunda mudança no posicionamento ambiental do Governo Federal, introduz obrigatoriamente o tema na pauta política e eleitoral. Terá alguma influência nas eleições municipais de 2020 e mais ainda nas eleições nacionais de 2022.
O fato real é que, ainda que não isoladamente, a tradicional política ambientalista brasileira foi derrotada em 2018, dando oportunidade à emergência de uma política anti-ambientalista. 
Um elemento importante, nessa disputa política, está nas eleições norte-americanas de 2020. Caso Donald Trump não seja reeleito, o Brasil pode ficar inteiramente isolado no cenário mundial, com a sua posição anti-ambientalista. Poderá reverter diante das novas circunstâncias, levando em conta, ademais, os impactos sobre o comércio externo brasileiro.

Há uma grande esperança no meio dos ambientalistas, expressa em manifestações pela mídia, de que o Novo Normal seja favorável a uma economia de baixo carbono. 

Os novos hábitos serão favoráveis ou não a essa perspectiva?

Como se posicionam e se posicionarão os eleitores diante da questão? O quanto a ocorrência da pandemia do coronvirus, as medidas para o seu combate e as mudanças de hábitos das pessoas, principalmente nos grandes centros urbanos poderão mudar os hábitos e posicionamento dos eleitores?

O "fique em casa" favorece a redução da emissão de gases de efeito estufa, pela menor movimentação urbana das pessoas. Em contrapartida, quando saem dão preferência ao uso do seu carro, evitando o transporte coletivo e mesmo o uso de carro de terceiros, dos aplicativos de chamada, em função do receio de contaminação. No conjunto, no entanto, contando com a diminuição da movimentação, principalmente dos que tem renda e carro, em contrapartida ao maior uso do carro, o resultado final deverá ser uma emissão menor do monóxido de carbono e outros gases
Em relação à geração de energia elétrica, a redução conjuntural do consumo, associado a um maior volume de chuvas onde estão os principais reservatórios, deverá evitar o uso de termoelétricas a carvão (são poucas), a diesel e mesmo a gás natural, concentrando a geração na hídrica e fontes alternativas (eólica e solar). 

quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

A grande feira de Davos

O Fórum Econômico Mundial, em Davos, tornou-se a maior feira de exposições de investimentos, onde Governos montam os seus estandes e apresentam os seus discursos e power points, com as oportunidades de investimentos em seus países ou estados para atrair banqueiros, gestores de fundos, empresários capitalizados.
O Brasil nem sempre se dedicou a esse mister, com alguns governos até contra o maior ingresso de capitais estrangeiros, com o lema "O Brasil não está à venda!"
Jair Bolsonaro faz parte dessa turma nacionalista, com grande penetração nas hostes militares. 
No entanto, diante da restrição de recursos públicos para investimentos, foi instado por Paulo Guedes a ir a Davos, logo no início de seu mandato, para vender as oportunidades de investimentos no Brasil. Foi um desastre.
Decidiu nem ir em 2020 para não passar por novo vexame, mas autorizou Guedes a "vender o Brasil".
Dória, um profissional da área de eventos, não quer perder a oportunidade de ser expositor e "vender São Paulo".
O outro lado, no entanto, não quer "comprar Brasil", porque não fica bem. Comentamos no ano passado que a principal oposição que o investidor enfrentaria seria em casa: com os filhos e netos. Muitos debocharam.
Greta Thunberg representa os filhos e netos adolescentes dos investidores, para pedir aos pais e avós a responsabilidade com o meio ambiente. Ganhou repercussão mundial e a piralha é o principal empecilho para os investimentos "ocidentais". Só os chineses não "dão bola".
Não por outro motivo e momento, Jair Bolsonaro, contrariando um dos seus principais grupos de apoio, resolveu por em prática uma Política Nacional de Segurança Ambiental, anunciando a criação de uma Força Nacional Ambiental e Conselho da Amazônia, entregando o comando ao seu Vice-Presidente General Hamilton Mourão. Para a mídia brasileira é assunto de menor importância. A indicação de Regina Duarte para a Cultura tem maior repercussão. Nem deve atravessar o oceano para chegar a Davos. Mas junto aos grileiros, desmatadores e outros responsáveis diretos pela depredação da floresta amazônica, será considerado um traidor, podendo perder o apoio deles.



quinta-feira, 21 de novembro de 2019

Confronto de interesses


Jair Bolsonaro, no início da sua campanha, sem o apoio dos grandes partidos, sem o apoio de grandes empresários e das lideranças do mercado, teve que se valer de corporações, grupos minoritários, marginalizados pelo “establishment”, mas que ele sempre defendeu – enquanto deputado federal.
Entre esses estão grupos de caminhoneiros e predadores da floresta amazônica, como garimpeiros irregulares, grileiros, desmatadores, madeireiras e produtores agrícolas e rurais, em condições irregulares.
Eles se sentiam perseguidos pela política ambiental, criada por Marina Silva e que o PT manteve, mesmo depois da dissidência dela e da retirada do partido. 
Os antiambientalistas reclamavam junto ao deputado e depois candidato de que o Governo não os deixava exercer livremente a sua atividade econômica, que a fiscalização impunha multas astronômicas, impagáveis e que destruíam os seus equipamentos quando flagrados.
Empoderados, muitos fiscais e mesmo autoridades ambientalistas, extrapolaram as suas atribuições, se excederam na aplicação das penalidades, gerando a reação contrária. Na prática foi estabelecida a indústria da multa, parte por ativismo de radicais, mas uma grande parte, para dar suporte à corrupção.
Jair Bolsonaro prometeu a esses grupos de apoio que, quando eleito, mudaria tudo e eles voltariam a ter condições de trabalhar livremente. Acabaria com a "indústria da multa". Eleito, cumpriu.
Desmontou a estrutura de fiscalização ambiental, determinou à estrutura remanescente que  não aplicasse as multas e proibiu a destruição das máquinas e equipamentos encontrados em atividades de desmatamento ou garimpo ilegais. Orientou aos seus apoiadores a não pagarem as multas.
Sem fiscalização e punição, esses apoiadores de Bolsonaro, voltaram a desmatar.
Com a repercussão internacional do aumento do desmatamento, agravada pelos incêndios, tentou desmentir, desqualificar os dados. Abriu confronto direto com autoridades europeias, acusando-os de conspirar contra a soberania do Brasil na Amazônia, mas diante dos fatos foi obrigado a mandar as tropas do Exército para controlar a situação e com isso conteve a continuidade do desmatamento e dos incêndios. Mas foi por tempo limitado. A operação militar terminou.
Bolsonaro está diante da pressão direta dos seus apoiadores que querem flexibilidade para desmatar e do agronegócio exportador que está sentindo as restrições dos compradores.
O amanhã vai depender dos vitoriosos. A sociedade, por enquanto, está mais na torcida do que em ações efetivas.

terça-feira, 15 de maio de 2018

Bolsonarismo, um fenômeno nacional?

Há uma divisão clássica da sociedade, entre maioria silenciosa e minorias barulhentas. 
A partir das manifestações de maio de 1968, em Paris, desenvolveu-se no mundo todo, minorias barulhentas, anti-conservadoras, defensoras do politicamente correto, do meio ambiente, do clima do mundo, das "nações indígenas", e de outras bandeiras auto-definidas como progressistas

Mas outra minoria resolveu se manifestar, contra os progressistas. São caracterizados como movimentos de direita, cada vez mais barulhentos.
Cada lado busca conquistar a maioria silenciosa.
No Brasil, essa direita barulhenta agora tem cara e nome: chama-se bolsonarismo, representada pelo seu líder absoluto e único: Jair Bolsonaro.
Vem avançando sobre a maioria silenciosa e tende mudar o confronto eleitoral de 2018. 
Não será uma disputa entre esquerda e direita, mas entre duas minorias barulhentas: o "progressismo" representado por Marina Silva e o "conservadorismo", com Jair Bolsonaro. E, um espaço vazio, da maioria silenciosa.

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Realidade e versão

A realidade não é mostrada como ela é. Os meios de comunicação sempre a mostram segundo uma versão  plausível. Versão mais aceita, versão que a maioria quer acreditar seja a verdadeira. 

A ruptura de uma barragem com bilhões de m3 de água, misturada com terra e rejeitos da mineração de ferro, destruiu inteiramente dois pequenos povoados, deixando mortos e desaparecidos. 
A torrente de água seguiu seu curso natural de destruição, assoreando os corpos d'água aos quais se juntou e derrubando terras às suas margens, desprotegidas, sem matas ciliar, formando uma camada lamaçenta que agora chegou ao mar. 
A versão que está nas manchetes é "lama de Mariana chega ao mar". 
Muito pouco da lama de Mariana conseguiu viajar tanto. A sua água sim. A lama de Mariana foi ficando pelo caminho, assoreando os rios.  
Essa água barrenta não "matou o Rio Doce", embora tenha causado grande destruição.
Em termos comparativos, o Rio Doce está na UTI (ou CTI), mas vai sobreviver. E ainda vai causar muitos estragos, por ação da natureza. 
As chuvas de verão vão remover parte da lama ora depositada e que chegará ao mar. Mais diluida, mas provavelmente em quantidades maiores do que agora. 
Sem a carga emotiva que cerca o desastre atual. 

A realidade é que não foi a lama de Mariana que chegou ao mar. Foi a lama de todo o Vale do Rio Doce, devastado pelo desmatamento, carregada pelas águas liberadas pela mina.

sábado, 26 de setembro de 2015

O Papa vai mudar o mundo?

O Papa Francisco é representante dos descontentes com o mundo é hoje.

Que mundo é esse que ele denuncia?  É um mundo desigual, ainda com uma imensidão de pobres, de um lado, e uma minoria capitalista que resiste em mudar as suas práticas para assegurar os seus ganhos.
Um mundo consumista predatório.
Um mundo que está acelerando a destruição do planeta.
Um mundo cada vez mais intolerante que destroi vidas e história.
Um mundo em movimento, com novas levas de imigração, tanto de pobres, como de não-pobres.
Ele tem o poder de mostrar, de denunciar, até de propor. Mas não tem poder de fazer.
O seu poder é pela palavra, pela pregação e pela persuasão. Ele é respeitado e ouvido pelas autoridades.

E tem um desafio  complexo. Ele quer acabar com a pobreza. Tirar os pobres da pobreza. Mas para onde levar os pobres após superar a pobreza?

Para a sociedade de consumo?

Essa é proposta brasileira, hoje frustrada.

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Economia verde: avanço ou atraso?

O Brasil tem potencial para ser a principal economia verde do planeta no futuro. Quer fazer isso destruindo a economia negra que ainda domina a sua economia e a do mundo. Uma economia movida a petróleo.
Dois fatos recentes são marcantes. Os blocos de petróleo do pós-sal, portanto fora do questionamento do regime de partilha, leiloados em 2013 até agora não foram concretizados por falta de licenciamento ambiental para a realização das pesquisas geosísmicas.
O leilão de blocos promovido pelo México, depois de quase oito décadas de monopolio estatal, foi um fracasso. Nenhuma dos grandes players mundiais do P&G apresentaram propostas.
Os ambientalistas com a sua persistente guerrilha estão conseguindo os seus objetivos: atrasar os empreendimentos, encarecê-los e torná-los menos atrativos do ponto de vista econômico. 

Mas, por outro lado, o acordo nuclear com o Irã e a suspensão do embargo econômico, coloca no mercado mundial um novo volume de petróleo, mais barato que dará uma sobrevida à era (ou idade) do petróleo.

O futuro indica um grande confronto entre uma economia verde, ambientalmente mais correta e a sustentação da economia negra, que afeta o clima a partir de qualquer local da terra em que se pratique.

(ver texto completo na coluna artigos) 

quinta-feira, 2 de julho de 2015

A agenda positiva de Obama

Para Obama o Brasil é um importante parceiro ambiental, seja pelas suas reservas florestais, como pelo tamanho da sua população e emissão de gases de efeito estufa. 
Não é visto como um relevante parceiro econômico, político e humanístico, mas Obama infla o ego brasileiro, incluindo essas dimensões para conseguir os seus objetivos estratégicos ambientais.

Afagou o ego de Dilma e conseguiu a adesão do Brasil para as metas climáticas. 

Ela deixou de lado o seu antiamericanismo e aceitou as metas ambientais. 

(ver o artigo completo na coluna artigos, ao final da lista)

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

O Rio vai ficar sem água e luz?

O Sistema Cantareira virou o principal termômetro para acompanhar a "febre da falta d'água". Impulsionado pela mídia, milhões de pessoas estão a toda hora buscando informações sobre o nível das águas do Cantareira. Alguns transformando em obsessão, em neurose. E cada vez mais preocupados com as baixas sucessivas.
Ficam aliviados quando não desce e felizes quando sobe um pouquinho. E torcendo pela chuva. Essa vem, mas não muda a situação. A impressão disseminada entre a população é que chove, mas não em cima da Cantareira. 

Chove lá também. Mas se chove porque não melhora a situação? Há várias explicações: o solo está muito seco e precisa absorver primeiro a água antes de chegar às represas. O calor está elevado e a água evapora mais rápido, sem a mata ciliar, e outras.

Não há transparência na informação, porque o Sistema Cantareira é formado por diversas represas interligadas por túneis e na última a água é bombeada para atender a população. 

Em que represa é feita a medição divulgada ao público. É uma média das represas: aritmética ou ponderada? Na primeira ou na última? 

A última pode estar baixa porque a água está sendo retida nas anteriores. Para repor o "volume morto". 

Não acompanho as novelas, mas sei que tem um tal de comendador que está se fazendo de morto. O volume morto do Cantareira está é muito vivo.

Focado sobre o Cantareira não se presta atenção às demais represas, algumas em situação pior.


Represa de Paraibuna - Agência Globo
As águas do Paraiba do Sul começam em São Paulo e são as principais fontes para abastecer de água a população do Rio de Janeiro e ainda gerar energia.

As primeiras represas do sistema, que ainda estão em São Paulo e já parte no Rio de Janeiro estão quase secas. A energia gerada a partir da Usina de Santa Branca já foi paralisada. A energia do Rio de Janeiro vai ser suprida por outros Estado, pelo sistema integrado.

A cidade do Rio de Janeiro é abastecido pelo Guandu, que retira água do Paraiba do Sul. O Rio que percorre todo o Estado, passando por um pedaço de Minas Gerais, até desaguar em São João da Barra, quase no Espirito Santo também está secando. Os agricultores do Norte Fluminense já estão sentindo os efeitos da seca. 


Agora que os dados sobre as represas que abastecem o Rio de Janeiro estão sendo divulgados, os cariocas também vão ser contaminados pela neurose da falta d'água. 

E vão se somar aos paranoicos do "sem banho". Os fedorentos sairão às ruas para protestar em conjunto? Se forem vai ser um "horror"

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Confrontos da água

Diante da escassez de água na macrometróple paulista, principalmente na região metropolitana de São Paulo, logo se acusa a suposta falta de planejamento para a ocorrência da grave situação.
No entanto, o que não falta são planos. Faltam as decisões. A indecisão não decorre da escolha entre alternativas técnicas, propostas pelos planos, porém envolve a decisão sobre conflitos políticos e culturais.

A escassez ou risco de escassez de água leva à posição das pessoas e  dos grupos, em se "apropriar" das água: "esta água é minha, e ninguém tira".

A urbanização ou a densificação urbana só leva em conta a disponibilidade de água atual, segundo perspectivas individuais. Isso tem levado a desequilíbrios entre oferta e demanda da água, com as tentativas sempre de resolver pela oferta. Somente em situações de crise é que emergem as propostas de solução pela contenção da demanda.

As soluções pela oferta são predominantemente pela engenharia. As pela demanda, culturais, com grandes restrições ideológicas.

(cont)

segunda-feira, 3 de março de 2014

Consumo de água

Em São Paulo, com a sucessiva baixa do nível das represas do Sistema Cantareira, que atende a maior parte da Região Metropolitana, os ambientalistas fazem coro às solicitações de maior economia no uso da água, mas não aproveitam para acusar os homens de serem os principais responsáveis pela carência da água, ainda que apontem as mudanças climáticas como a principal responsável.
O fato mais evidente, com o calor deste verão é que o principal consumidor da água é o sol, promovendo maior evaporação das águas represadas e não o banho mais prolongado das pessoas. 
O homem tem que contribuir para não agravar a situação, consumindo menos, mas não é o principal responsável pela rápida redução das reservas de água. 
Essa água se evapora das represas, vai se condensar na atmosfera formando nuvens carregadas de chuvas, fazendo a água retornar à terra. Mas não nos mesmos lugares. 
Ou seja, a água evapora da represa na Cantareira, mas as chuvas subsequentes não caem sobre a mesma represa. Podem cair, com forte intensidade em outros locais, provocando inundações.
O ciclo é natural, incontrolável pelo homem. Poderia o homem interferir na localização das chuvas? 
Que eventual interferência ele tem no direcionamento das precipitações?
Ou sendo os processos naturais incontroláveis, o que ele pode fazer para mitigar os seus efeitos danosos?
A questão principal não é culpar o homem pelos processos naturais que ocorrem independente de suas ações, mas entender melhor a sua dinâmica e como conviver melhor com aqueles.



Lula, meio livre

Lula está jurídica e politicamente livre, mas não como ele e o PT desejam. Ele não está condenado, mas tampouco inocentado. Ele não está jul...