Pular para o conteúdo principal

Transformando derrota numa grande vitória

JH rm 120 segundos

No último momento do jogo, o Brasil ganhou um gol histórico, gerando um elevado saldo positivo do Governo Bolsonaro, na economia. 
O acordo comercial União Européia - Mercosul, sempre foi visto pelo Brasil, como uma grande ameaça à produção industrial e à soberania nacional, diante das imposições dos líderes europeus. 
Isso atrasou em 20 anos o fechamento inicial do acordo, que ainda dependerá de muitas aprovações legislativas. 
O Presidente Bolsonaro, junto com o General Heleno foram à Osaka, no Japão, dispostos a confrontar Merkel e Macron, ficar junto com Trump e não firmar do Acordo do Clima de Paris. O que adiaria, mais uma vez a assinatura no acordo, cujos termos já estavam prontos em Bruxelas.
Trump estava mais preocupado com a China e a Coreia da Norte e não com o apoio do Brasil, para não ficar sozinho contra o Acordo de Paris. 
Mas Macri estava precisando desesperadamente o acordo de Bruxelas, para enfrentar Cristina Kirschner. Bolsonaro não a que como vizinha e resignou-se a aceitar a derrota: comprometeu-se a firmar o Acordo do Clima. 
Diante da quebra da última resistência, o acordo comercial foi fechado em Bruxelas, e anunciado como o maior acordo mundial.
Perdedor, obrigado a aceitar as imposições de Merkel e Macron, com o seu Ministro de Relações Exteriores, contra o acordo, percebeu o imenso presente que recebeu, contra a sua vontade. 
Aproveitou, capturou e faturou. Transformou e mostrou, para a sociedade brasileira a ameaça em grande oportunidade. Com o amplo apoio da mídia que replicou as mensagens otimistas dos maiores vencedores: os europeus. 
Bolsonaro alardeou como vitória do seu Governo, o que o anterior construiu, na reta final. O que é fundamental nas circunstâncias atuais.

A economia brasileira ainda está presa ao moribundo modelo do nacional-desenvolvimento, voltado para o mercado interno e fortemente dependente do Estado. O Governo tenta reanimar os agentes econômicos, com medicamentos, como as reformas da previdência, tributária e outras, de efeitos restritos.
A economia brasileira só voltará a crescer ampliando o seu mercado de demanda, produzindo e vendendo para todo o mundo. O mercado interno, ainda que grande, não tem capacidade por si só, sustentar a economia brasileira, como pretenderam os governos de esquerda. 
Apesar da percepção desse problema faltava um "empurrão" objetivo para a mudança. E vencer as resistências à abertura da economia, vista sempre mais como uma ameaça do que uma oportunidade, por se enxergar o aumento das importações, mas não o aumento das exportações.
Com a divulgação dos grandes números do mercado europeu de 750 milhões de pessoas e um mercado total de ...euros (equivalente a .... dólares americanos) a abertura da economia passa ser vista como oportunidade, mais que como ameaça. Embora essas persistam.

A ampla  e estridente divulgação do acordo, reduz a importância relativa da reforma da previdência e da dependência da economia brasileira à política. 
As perspectivas de reanimação da economia estão agora nos ajustes no sistema produtivo brasileiro, para as novas circunstâncias.

Embora o acordo vá levar ainda cerca de 2 anos para entrar em pleno vigor, as empresas industriais instaladas no Brasil terão que promover, desde já, investimentos para a sua modernização e melhoria da sua produtividade, para chegar ao momento da efetiva redução das barreiras, tanto para enfrentar as importações, como para ampliar as exportações para o continente europeu. 

Isso implicará, de parte do Brasil, antecipar reduções tarifárias para as importações de equipamentos e tecnologias, o que já esta na pauta do Ministro Paulo Guedes. 
Também terá que mudar a visão de Bolsonaro e sua turma em relação ao BNDES. Terá que deixar de lado a sua obsessão em abrir a suposta "caixa preta", para financiar a modernização do sistema produtivo. Restabelecer o papel desenvolvimentista do banco.

Irá requerer estudos para avaliação das prioridades de financiamento em função da capacidade do setor ou das empresas em alcançar competitividade para vender mais no mercado externo.

Há vários outros aspectos que comentaremos ao longo da semana. 

JH, em 120 segundos ... 


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Cisma no clube da luluzinha

Em todas as grandes (e mesmo médias) empresas dominadas pelos executivos homens, as mulheres que alcançam os postos gerenciais tendem a se relacionar entre si, formar grupos entre elas seja para trocar conversas sobre as famílias, como sobre os demais gerentes e sobre o que ocorre ou acham que ocorre na empresa. Formam uma espécie de clube da luluzinha, em contraposição aos diversos clubes dos bolinhas, que se formam em muito maior número. 

Dentro da Petrobras, uma grande empresa com as características acima citadas, com o corpo gerencial e diretivo com predominância de homens, é natural que as poucas gerentes mulheres formassem o "clube da luluzinha". Duas se destacaram e subiram aos altos postos gerenciais: Maria das Graças Foster e Venina Velosa da Fonseca. Esta última preocupada com o rumos de operações "heterodoxas" buscou apoio na colega, contando-lhe das suas preocupações e suspeitas. Ela era a confidente a quem tratou das questões de forma cifradas. Colocou …

Políticas econômicas horizontais e verticais

As políticas públicas verticais focam partes ou setores específicos da economia, tendo como objetivo desenvolvê-los, mediantes estímulos e benefícios fiscais. São caracterizados como políticas industriais. Na realidade são políticas setoriais. A denominação industrial vem da tradução de "industry" que equivale a setor e não à indústria. É a política preferida dos estruturalistas ou agora heterodoxos, porque se tornaram minoria, contra  o domínio dos monetaristas. 

Esses defendem as chamadas políticas horizontais, com mecanismo de aplicação genérica, deixando ao mercado utilizar melhor tais condições.

Um caso típico é a política tributária. Os ortodoxos pregam formas de tributação genérica, aplicável igualmente a todos os setores da economia, com as mesmas alíquotas e regras. Pode haver diferenciação por faixas de valor, mas não por setores.

Já os estruturalistas querem a aplicação de condições diferenciadas para os setores que o Estado deseja promover e desenvolver. Essa difere…

Transformar a produção agrícola em alimentos para o mundo

A agropecuária brasileira é - sem dúvida - uma pujança, ainda pouco reconhecida pela "cultura urbana". Com um grande potencial de desenvolvimento, diante do crescimento da demanda por alimentos pelo mundo, tem feito um grande esforço de marketing para ser reconhecido. Conta com o apoio da Rede Globo que tem feito uma persistente campanha na televisão sobre "Agro é tech, agro é pop, agro é tudo". Contestada nas redes sociais onde os "ambientalistas" dominam.

A idéia ou lema do "Brasil celeiro do mundo", sintetiza a posição da agropecuária, que acaba tendo uma resistência inconsciente por parte da sociedade urbana que não quer ser dominada pelo campo. 

Do ponto de vista macro econômico a contribuição da agropecuária para o PIB é pequena, por que está no início da cadeia produtiva. Somando o restante dessa cadeia a participação é estimada em cerca de 20%. Mas ai, a agropecuária representa apenas 25% do PIB do agronegócio, com a indústria representand…