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Mostrando postagens de Julho, 2014

Profecias auto-realizadas

A Presidenta vem repelindo, com a sua habitual irritação, as previsões pessimistas do mercado e de analista políticos, contrapondo a essas o que ocorreu com a Copa.
As previsões pessimistas foram de que "ia dar tudo errado", maculando a imagem externa do Brasil e causando a maior vergonha:

os estádios não iriam ficar prontos, levando ao cancelamento de alguns obrigando a remanejamentos;as obras de mobilidade urbana não ficariam prontas, gerando problemas de mobilidade e de acesso aos estádios;nos dias de jogos as cidades iriam parar, com os congestionamentos;o comércio teria perdas com os feriados e restrições nesses dias;as obras dos aeroportos não ficariam prontas, gerando caos com o maior afluxo de turistas;haveria brigas dentro dos estádios, entre as torcidas, com quebra-quebras;haveria tumultos fora dos estádios, com os anti-copa e os black blocs promovendo manifestações que acabariam em vandalismo;a falta de segurança generalizada afastaria os turistas, com grande volume…

Os objetivos não explicitados de Skaff

Os últimos movimentos de Paulo Skaff indicam que o objetivo real dele não é o Governo do Estado, pelo menos de imediato, mas provavelmente a Prefeitura de São Paulo, em 2016, voltando a concorrer ao Governo em 2018. Se as circunstâncias forem favoráveis poderá concorrer à Presidência, com o PMDB, depois de muitos anos a ter um candidato próprio.

Por que o seu objetivo imediato não é o Governo do Estado? Porque se assim o fosse não estaria se opondo ao PT que seria fundamental para a disputa do segundo turno. A esta altura do processo eleitoral , mesmo sem o início do horário obrigatório, Skaff tem maior possibilidade de ser o concorrente de Alckmin, do que Padilha, num eventual segundo turno. Ele não estaria contando com essa possibilidade, preferindo que Alckmin ganhe no primeiro, com ele em segundo.

Por que isso? Porque disputar um segundo turno com grande desvantagem é o prior negócio econômico do mundo. Não conta com o dinheiro dos financiadores. Tem que usar os seus recursos para u…

Carta aos Brasileiro 2

O Banco Central adotou uma medida aparentemente estranha e contraditória: mantém os juros e libera recursos dos depósitos compulsórios, elevando a disponibilidade de crédito caro para o mercado.

Se o objetivo do BC é controlar a inflação, a medida irá acelerá-la. enganando os consumidores. Haverá mais crédito para se vender mais a preços mais caros, disfarçados na manutenção dos valores das prestações. O número de parcelas é que irá aumentar. Para efeito do cálculo da inflação, o que vale é o preço total. 

Com o aumento das compras a produção deverá crescer, mas reprimidas pelo aumento de preços. 

Porém atrás dos discursos e das explicações técnicas dos economistas, a razão principal não seria técnica, mas política.

Seria um agrado do Governo, inspirado por Lula, aos banqueiros e aos investidores. Os investidores continuariam tendo ganhos reais com os juros elevados, mesmo que a inflação aumente.

Mas o lucro principal será dos banqueiros. Eles poderão usar recursos esterelizados para empre…

Opinião publicada, não publicada, inernauta e nem-nem

A opinião política do conjunto da sociedade pode ser desdobrada em algumas categorias básicas: opinião publicada, a não publicada, a internauta e a nem-nem.

A opinião publicada é a que decorre do que é publicado nos jornais, revistas, pelo rádio e televisão, ou sejam, as mídias tradicionais. Esse segmento formado, predominantemente, por pessoas adultas e de maior educação, é influenciada e influencia o noticiário e as opiniões desses meios. Não forma opinião, mas explicita a opinião que seus seguidores não conseguem expor. E gera a importância das opiniões.

A opinião não publicada é a que não acompanha a mídia tradicional, ou quando a acompanha é apenas para ver o noticiário do futebol, da violência e das tragédias. Não é influenciada diretamente pelo noticiário político, tampouco pelos colunistas que se pretendem "formadores de opinião". O são, mas apenas para a primeira categoria. Não para esta.

As novas mídias, não convencionais geraram uma nova categoria: a que poderíamos c…

Quem organizou a Copa das Copas (para os alemães)

A Copa do Mundo da FIFA de 2014 foi um grande sucesso. Só não foi para a seleção de futebol da CBF, que representou o Brasil na competição.
O Governo se gaba de ter organizado a Copa das Copas. Mas de quem foi efetivamente a organização da Copa?
Como já comentamos anteriormente, a Copa tem diversas dimensões, cada qual com a sua organização. Como administrador, por formação e consultor em organização, por profissão, tenho o viés de ver a organização como um processo programado, e não como resultado de processos aleatórios e circunstanciais, que acabam dando certo.

Dentro dessa ótica quem organizou com sucesso da Copa da FIFA de 2014 foi o povo brasileiro com o seu jeitinho brasileiro. 

O Governo não organizou a Copa e a sua parte não foi cumprida, mas não empanou o sucesso, em parte, porque não era necessária.

A organização da FIFA deixou muito a desejar, mas o sucesso nos gramados e nas arquibancadas encobriu todas as falhas. Ela mesmo reconheceu algumas, mas ao final uma nota em torno de…

Brigas por vagas em condomínos

As brigas por vaga seriam o terceiro fator de conflitos nos condomínios.
Reportagem mostrada repetidamente pelo noticiário dá conta de um abalroamento proposital de um condômino no carro do seu vizinho que o havia deixado mal posicionado, em cima da faixa, dificultando as manobras do abalroador.

O que acontecerá nos condomínios com a redução de vagas prevista na nova lei do Plano Diretor? As pessoas deixarão de ter o carro, buscarão apartamentos em condomínios onde há maior disponibilidade de vagas ou aumentarão os conflitos pela escolha das vagas ou pelo seu uso?

As restrições se baseiam em um equívoco: o de que o aumento da frota elevam os congestionamentos. Aumento da frota não significa, necessariamente, maior circulação de veículo nas ruas.

Não adianta alimentar a ilusão de que, a curto e médio prazo, haverá redução da frota ou, uma redução da velocidade do aumento.

A indústria automobilística é ainda um dos mais importantes pilares da economia mundial e qualquer reestruturação do com…

A minoria estridente pauta a agenda do Prefeito

O Prefeito Fernando Haddad faz parte das minorias estridentes, apesar de pessoalmente, ser uma pessoa contida e discreta. Na linguagem atual não é um ativista, mas um adepto. 
Essas minorias ativas, com o apoio dos silenciosos adeptos o elegeram e agora pautam a sua administração. 
As minorias continuam insatisfeitas, apesar dos grandes avanços obtidos com a Administração Haddad porque saindo de patamares muito baixos, sempre querem mais. 
As maiorias começam a perceber que os sonhadores desejos das minoriais causam mais problemas do que trazem solução, a curto prazo. O resultado é a desaprovação da sua Administração.

Não considerando aqui os movimentos dos sem teto, do qual trataremos em outra ocasião, essas minorias são formadas, principalmente,  por uma classe média dos "não quero carro" a qual acredita que:

se forem estabelecidas restrições para a circulação e estacionamento dos carros haverá menos carros na cidade, melhorando a mobilidade urbana;se houver melhoria na velocid…

O jeitinho como forma de vida

O jeitinho brasileiro salvou a Copa. Só não salvou a seleção da CBF. Agora ela quer dar o seu jeitinho trazendo Dunga de volta. Não vai recuperar o desempenho da sua seleção. 
Ressalte-se aqui que na Copa do Mundo da FIFA quem representa o país é a seleção da CBF, uma entidade, supostamente, privada e sem fins lucrativos.

A Copa no Brasil mostrou que a principal atração do Brasil para os turistas estrangeiros é a forma de viver do brasileiro. Para eles o "brazilian way of life": muita alegria e muita festa.

Para os turistas estrangeiros o Brasil é o "pais do futebol e do Carnaval". Imagem que muitas autoridades queriam esconder e superar por outras. Mas o que atrai os turistas estrangeiros é aquela.

O Brasil precisa assumir a condição de um país com povo alegre, hospitaleiro e festeiro. 

Poderá, com isso, se transformar num dos principais pontos turísticos mundiais, porque essa condição é rara no mundo. 

O Brasil tem praia e sol. Mas isso muitos outros países também tem,…

Economia compartilhada e anarquica

A tecnologia da informação vem propiciando o desenvolvimento de uma nova economia, que vem sendo chamada de compartilhada.
Envolve o compartilhamento no uso de recursos como o carro, um imóvel para sua melhor utilização e redução da ociosidade. Em teoria parece bom, pois racionaliza o uso de recursos e reduz os desperdícios.

É um  compartilhamento feito por pessoas físicas e não por empresas.

Em tese seria o compartilhamento de ativos ou recursos, com compartilhamento dos gastos. O caso da carone é típico. Dois ou até cinco amigos que fazem o mesmo trajeto ou tenham em comum a origem e o destino podem utilizar um só carro, em vez de dois ou cinco, cada qual no seu e ratear ou compartilhar as despesas com combustível, podendo agregar as provisões para manutenção e até estacionamento. Na situação ideal não haveria remuneração ao motorista que não estaria exercendo uma atividade profissional, mas apenas compartilhando o seu veículo.

A tecnologia da informação permitiria expandir esse compart…

Os projetos de impacto que transformam a cidade

Na evolução das cidades há sempre alguns projetos que causam maiores impactos sobre a cidade. Ou tem os impactos mais visíveis.
Qualquer projeção sobre o futuro da cidade deve avaliar o impacto desses projetos, alguns já implantado ou em implantação com impactos durante os próximos anos e outros em projeto a serem implantados. Deverão ainda ser considerados os planejados ou apenas desejados, ainda não iniciados nem na fase de projeto.

Alguns são empreendimentos de infraestrutura. Em São Paulo o mais importante foi a implantação da linha metroviária 4, cuja operação é privada. Ligando 4 estações com conexões (Luz, República, Paulista e Pinheiros) alterou substancialmente as rotas dos usuários do sistema metroviário, com substancial aumento de movimento nessas estações, porém sem repercussões imobiliárias notáveis que só começam a se manifestar agora, em 2014, anos após o início de operação.

Há vários lançamentos imobiliários residenciais no centro, que usam a proximidade do metrõ, como va…

O carro não é o responsável inicial pela expansão periférica das grandes cidades

Em grandes metrópoles brasileiras como o Rio de Janeiro e São Paulo, a expansão periférica horizontalizada, altamente criticada pelos urbanistas e pelos anticarros, não foi promovida, inicialmente, pelos carros, mas por um transporte público de alta capacidade. 

Ao contrário do que se imagina, para determinadas áreas o problema da mobilidade urbana não foi gerada pelo carro que precisaria ser substituída por um sistema de transporte coletivo de alta capacidade. Os problemas da mobilidade urbana foram criadas pelo trem suburbano que facilitou a pobreza a se instalar no entorno das estações ferroviárias.  A Zona Leste do Município de São Paulo, a área mais populosa da cidade, é consequência do trem e não do carro.

É uma visão dos problemas presentes, para os quais os mais novos propõe uma volta ao passado, simplesmente por desconhecimento e preconceito.

O legado da Copa para os estacionamentos

O "padrão FIFA" envolve uma contradição, em relação aos estacionamentos. Exige que os estádios tenham ampla área de estacionamentos, compatível com a sua capacidade nominal, mas que foi proibida de ser utilizada pelo público geral nos jogos da Copa. Por razões de segurança e também para a utilização parcial pelas tendas.
Construidos ou reformados os estádios com essas áreas há um legado a ser avaliado.
As áreas de estacionamento só serão utilizados pelo público presente aos jogos no estádio ou servirão ao público em geral?
As situações são diversas. Todos pretendem que os seus estádios sejam uma arena multiuso, mas nem todos tem viabilidade para tal. 
Uma arena multiuso poderá receber outros eventos além de jogos de futebol, como shows musicais, mega eventos comemorativos e outros. Poderá abrigar um shopping center, com academias de ginástica, lojas, cinema e praças de alimentação que teriam um público mais constante.
Poderiam ser de uso comum para atender a uma demanda do entorn…

Não vai ter Copa

"Não vai ter Copa"... Em 2022 no Catar.
A FIFA tem um grande problema que precisará resolver, no mais tardar, até o final do próximo ano: a sede dos jogos da Copa do Mundo  em 2022.
De momento a sede está definida, mas sob graves suspeitas de corrupção. 
Agravada pelos problemas ocorridos com a comercialização dos ingressos que chega próximo ao coração da direção da FIFA, ela precisará de muito esforço e muita negociação para confirmar a sede de 2022. A maior dificuldade poderá ser com os seus patrocinadores que ficaram muito temerosos com a sua participação na Copa do Brasil, mas acabaram se dando bem. O risco delas é perda de mercado na Europa se a sua marca ficar marcada pela ligação ou até patrocínio da corrupção: "Tome Coca-Cola que já vem com um ingrediente adicional: uma pitada de corrupção".

Enfrentará também a oposição (embora não seja tão forte) das Confederações européias, submetidas a intenso calor em alguns jogos da Copa no Brasil. A promessa do Catar é co…

O maior dos baianos indolentes

A mística do baiano indolente foi gerado por um dos baianos mais bem sucedidos na história brasileira. Não foi Ruy Barbosa, aclamado pela opinião publicada, mas Dorival Caymmi aclamado também pelo povo. 
Caymmi fez da sua preguiça pessoal e das suas canções a sua fonte de renda, só não ficando mais milionário porque na sua época a economia do lazer não estava tão desenvolvida.
Os seus filhos seguiram a carreira musical, mas com sucesso relativo. Não são indolentes e talvez por isso mesmo. 
O paradigma vendido pela cultura industrial é que o trabalhador precisa trabalhar muito, dar o duro durante muitos anos, ganhar um bom dinheiro, poupâ-lo para poder se aposentar e ficara sem fazer nada. Preferencialmente ir para a praia, gozar do calor e do sol (com os seus refúgios com ar condicionado), só com camiseta (ou sem ela mesmo), bermuda e chinelo de pé. A indolência seria um prêmio, uma compensação pelos anos de trabalho.
Muitos jovens, filhos de pais trabalhadores, acham que devem desfrutar …

O brasileiro gosta de festa

A cultura brasileira de gosto pelas festas, com prejuízo do trabalho organizado sempre foi objeto de críticas e de preconceito: "O Brasil não vai pra frente porque o seu povo é indolente; porque não gosta de trabalhar".

A segunda parte pode ser verdade, mas a primeira não. O Brasil pode transformar a primeira numa grande oportunidade econômica. Foi o que demonstrou a Copa do Mundo da FIFA no Brasil. Os turistas estrangeiros que vieram ao Brasil na época da Copa consideraram o principal fator positivo, a amabilidade do brasileiro e a disposição para fazer e compartilhar a festa com os estrangeiros.

A maior festa foi dos alemães com os baianos. 

O tal "complexo do vira-lata" faz com que o Brasil (principalmente São Paulo) considere a Bahia um estado que não progride porque o seu povo é indolente e só quer saber de festa. E mais, o que se descobriu com os alemães em Cabrália: confirma que o Brasil é um país de índios. 

Mas o que a imprensa alemã e talvez toda internaciona…

O equivoco do Nordeste com a Copa

O calendário da Copa do Mundo da FIFA de 2014 conhecido desde 2013 mostrava que não haveria mais a Copa nas  cidades do Nordeste no mês de julho, o mês de férias de inverno, quando os que não gostam do frio e tem possibilidades financeiras viajam para desfrutar do sol, calor e mar junto às praias do Nordeste. Como fizeram sabiamente os alemães, instalados em Santa Cruz de Cabrália, no litoral baiano.

Com medo da concorrência da Copa o "trade" turístico do Nordeste não se mobilizou, ou pior, se desmobilizou para promover o turismo das férias de julho e só acordou muito tarde, quando percebeu uma demanda fraca para esse mês e fez promoções para reanimar a demanda. Essa proveniente principalmente do sudeste. 

O resultado  concreto está visível ou pelo menos informado pela mídia: hotéis com baixa ocupação e um movimento de turistas bem abaixo dos anos anteriores, sem a devida compensação durante o mês de junho quando as cidades receberam jogos da Copa. Os restaurantes também estar…

Uma cidade nova sem garagens

O plano diretor não regula a cidade que já existe. Dessa só alcança reformas que são parte menor das construções imobiliárias. Ela regula as novas construções que devem seguir regras diferentes das anteriores.
Entre as alterações de regras duas são as mais importantes para o futuro da cidade: a que permite maior adensamento das áreas próximas das estações metro-ferroviárias e o dos corredores de ônibus e as restrições às garagens.
A cidade nova desejada pelo prefeito Haddad, com apoio da sua base aliada na Câmara Municipal é uma cidade sem garagens.
Três  cenários podem ser desenhados diante da nova regulamentação:

A nova cidade será construida com poucas garagens, com as pessoas deixando de ter carros ou as famílias deixando de ter muitos carros, utilizando-se da locomoção a pé, de bicicleta ou o transporte coletivo, com todos ficando mais felizes pela redução dos congestionamentos e de perdas para os deslocamentos dentro da cidade;as pessoas não deixarão de ter carro, tampouco dispensan…

Os negócios da mídia derrubaram o Brasil

O futebol se tornou um dos maiores negócios para a mídia. 
Rende milhões (seja de reais, dolares ou euros) e isso precisa ser sustentado, com a continuidade da publicidade.
Ganham os veículos (TV, jornais, revistas e outros meios), ganham as agências, com todas as suas equipes, ganham os garotos ou garotas propaganda.
Os anunciantes pagam as contas da campanha, mas tem a contrapartida da venda dos seus produtos, sejam bens ou serviços. 
Quem paga tudo, na ponta final da cadeia de valores é o consumidor.

O futebol tem um grande poder de atração do consumidor, mas para isso é preciso personarizá-lo, mediante algum bom jogador de destaque. Ou de um técnico vitorioso. 

Não basta que ele seja um craque, em campo. Ele precisa ter carisma pessoal e estar disposto a uma grande exposição pública, a situações inusitadas, às vezes ridiculas, para induzir o consumidor a comprar o produto anunciado.

Uma vez encontrado esse jogador ele é transformado numa personagem, se possível, num mito, num heroi que a…

Plinio de Arruda Sampaio

No início de 1960 cheguei ao Grupo de Planejamento do Governo Carvalho Pinto que coordenava a execução do Plano de Ação, o primeiro Plano Plurianual de Investimentos, hoje consagrado pela Constituição de 88.
O Grupo de Planejamento era coordenado pelo Plínio de Arruda Sampaio, então um dos jovens sub-chefes da Casa Civil do Governador. Era o elemento político de um grupo que reunia os também jovens Antonio Delfim Neto, Fernando Henrique Cardoso e outros emergentes professores da USP, mesclado com experientes servidores públicos. 
O Grupo de Planejamento contava com uma Secretaria 
Executiva, coordenada por dois brilhantes economistas egressos dos quadros do BNDES: Diogo Gaspar e Sebastião Advíncula. 
Foi lá que comecei a minha carreira profissional, cuidando do orçamento. 
Conheci e convivi com o Plínio, na época. Depois seguimos rumos distintos, com encontros acidentais, mas mantive sempre a imagem de integridade, com muito respeito. Embora não abraçasse as mesmas convicções.

Anteontem ele…