quarta-feira, 30 de julho de 2014

Os objetivos não explicitados de Skaff

Os últimos movimentos de Paulo Skaff indicam que o objetivo real dele não é o Governo do Estado, pelo menos de imediato, mas provavelmente a Prefeitura de São Paulo, em 2016, voltando a concorrer ao Governo em 2018. Se as circunstâncias forem favoráveis poderá concorrer à Presidência, com o PMDB, depois de muitos anos a ter um candidato próprio.

Por que o seu objetivo imediato não é o Governo do Estado? Porque se assim o fosse não estaria se opondo ao PT que seria fundamental para a disputa do segundo turno. A esta altura do processo eleitoral , mesmo sem o início do horário obrigatório, Skaff tem maior possibilidade de ser o concorrente de Alckmin, do que Padilha, num eventual segundo turno. Ele não estaria contando com essa possibilidade, preferindo que Alckmin ganhe no primeiro, com ele em segundo.

Por que isso? Porque disputar um segundo turno com grande desvantagem é o prior negócio econômico do mundo. Não conta com o dinheiro dos financiadores. Tem que usar os seus recursos para uma campanha cara e pouco útil.

O que ele quer é avaliar o tamanho do seu cacife eleitoral, ainda no primeiro turno.

Com esse cacife ele irá querer disputar a Prefeitura de São Paulo, contando que Haddad com o desgaste não será reeleito, mas será o candidato do PT. A menos que Marta consiga convencer Lula de que ela é a solução mais competitiva.

Não será fácil porque terá que enfrentar Russomano. E o PSDB, se não tiver alternativa competitiva, poderá concorrer com Serra, embora o projeto dele seja a eleição de 2018.

Mas, aparentemente, o seu projeto maior é assumir o comando do PMDB de São Paulo e através desse, o partido nacionalmente.

Ele quer destronar Michel Temer que já não tem cacife eleitoral e depende - para sobreviver politicamente - da eleição para a VicePresidência.

Se Dilma perder e Temer, junto com ela, Skaff terá um caminho com menos obstáculos para tomar conta do PMDB. Ele já ajudou a desconstruir o seu principal adversário dentro do PMDB de São Paulo: Chalita.

É uma grande pretensão? É. Mas qual é o político que não tem grandes pretensões? Ainda mais quando as circunstância são favoráveis. 

Quem me contou isso tudo? Não foi o famoso passarinho. São meras e fantasiosas ilações da Teoria da Conspiração. 



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