quinta-feira, 10 de julho de 2014

Plinio de Arruda Sampaio

No início de 1960 cheguei ao Grupo de Planejamento do Governo Carvalho Pinto que coordenava a execução do Plano de Ação, o primeiro Plano Plurianual de Investimentos, hoje consagrado pela Constituição de 88.
O Grupo de Planejamento era coordenado pelo Plínio de Arruda Sampaio, então um dos jovens sub-chefes da Casa Civil do Governador. Era o elemento político de um grupo que reunia os também jovens Antonio Delfim Neto, Fernando Henrique Cardoso e outros emergentes professores da USP, mesclado com experientes servidores públicos. 
O Grupo de Planejamento contava com uma Secretaria 
Executiva, coordenada por dois brilhantes economistas egressos dos quadros do BNDES: Diogo Gaspar e Sebastião Advíncula. 
Foi lá que comecei a minha carreira profissional, cuidando do orçamento. 
Conheci e convivi com o Plínio, na época. Depois seguimos rumos distintos, com encontros acidentais, mas mantive sempre a imagem de integridade, com muito respeito. Embora não abraçasse as mesmas convicções.

Anteontem ele se foi deixando um grande legado. Que foi realçada na missa de corpo presente na Igreja dos Dominicanos em São Paulo: a luta incessante pela verdade.

Não tenho muito a dizer a não ser concordar que, para o Brasil, foi uma perda maior do que os 7 x 1 impostos pela Alemanha.

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