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Mostrando postagens de Setembro, 2019

Tempestade em copo meio cheio

Os votos de sete dos 11 Ministros do STF a favor de um habeas corpus de gerentes da Petrobras, cuja defesa, alegou cerceamento do direito de defesa, por não terem oportunidade de apresentar suas alegações finais, posteriormente aos réus delatores desencadeou uma ruidosa movimentação na mídia dos “lava-jatistas” caracterizando os votos como o “fim da Operação Lava Jato”, contra os interesses predominantes da sociedade. Ainda que dependente de uma decisão final que definirá o seu alcance, não terá a repercussão trombeteada pelos lava-jatistas. A chamada Operação Lava-Jato é um conjunto de procedimento policial-judicial, em que mediante inovações processuais, determinou a prisão e condenação de grandes empresários, assim como de políticos decadentes. As inovações, processadas pelo Juiz Sérgio Moro, usando amplamente a prisão preventiva, para forçar delações e a concessão dessas promoveu uma Justiça mais rápida e condenatória de poderosos antes sempre escapantes de condenações, por sucessiv…

Refforma política

Uma reforma política é necessária, segundo a visão majoritária da sociedade organizada do sudeste brasileiro, é porque o sistema atual não promove a representação do povo brasileiro.
Essa premissa é falsa, porque os políticos eleitos em todo o Brasil representam efetivamente o conjunto da sua população. 
A visão de não representação, além de equivocada, é preconceituosa, porque a essa sociedade organizada não se vê representada pelos deputados que são eleitos em outras regiões, principalmente no nordeste e norte. Só que esses deputados federais eleitos, por exemplo no Maranhão, representam os interesses da sua população. 
O preconceito decorre de uma visão de que os políticos eleitos deveriam atender ao interesse nacional, que é formulado por esta sociedade organizada do sudeste brasileiro onde está a maioria da população com maior formação do país e tem os melhores índices de desenvolvimento econômico e social. 
O maior problema do sistema político brasileiro não é a representação do pov…

Chefia contestada

A transferência da ex-juiza Selma Arruda do PSL para o PODEMOS marca a estruturação do PSL como partido. O partido escolhido e arrendado por Jair Bolsonaro para dar suporte legal à sua campanha presidencial, foi devolvido ao seu dono, Luciano Bivar, engordado com mais de 50 deputados federais, 4 senadores e uma polpuda participação no Fundo Partidário tornando o PSL o partido mais rico entre todos. Bivar voltou à Presidencia do partido, junto com um mandato de deputado federal, mas manda muito pouco ou nada no partido, que na prática estava acéfalo. Alexandre Frota foi o primeiro a sair, por dissidência programática, ainda sem a disputa de poder que emergiu agora, mais claramente. Flávio Bolsonaro, quer assumir o comando do partido, para comandá-lo para as eleições de 2020, mas a sua pretensão é combatida por correligionários, pelas suas escolhas de pré-candidatos e pelos bolsonaristas como um todo por não ter a ficha “limpíssima”. A ex-juiza Selma, junto com o Major Olimpio tentaram con…