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O penúltimo reduto: a classe média urbana de esquerda

Dentro do derretimento do PT nas urnas de 2016 um segmento social de esquerda ainda se manteve fiel ao partido: parte da classe média urbana formada por intelectuais, estudantes, algumas lideranças sindicais e outros adeptos e militantes.

Na cidade de São Paulo ocorreu um fenômeno interessante. O candidato a Prefeito do PT, o atual, perdeu na periferia, onde está a população mais pobre: um reduto tradicional do PT. Supostamente o eleitor petista abandonou o partido e migrou para os tucanos.

Por outro lado as estatísticas de eleição de vereadores mostram que um candidato do PT foi o mais votado em quase todas as zonas eleitorais. Isso decorre do fenômeno Eduardo Suplicy que representaria na visão dos eleitores, o PT da origem. O PT ético e contínuo defensor dos "que mais precisam".

Parte da esquerda urbana de classe média ainda mantém vínculos com o PT, outros se mantém na esquerda, mas fora do PT.

São grupos aguerridos que promovem ações de visibilidades, como as ocupações de escolas públicas ou fechamento de rodovias, mas representam um número reduzido de eleitores. Não são suficientes para vencer uma eleição municipal. Quando muito conseguem eleger alguns vereadores. No caso de São Paulo, ainda fará uma importante bancada, "bancada" pelos votos de Eduardo Suplicy.

O futuro do PT, como partido, dependerá da sua capacidade de ser a principal opção partidária dessa classe média urbana de esquerda. E conseguir novas adesões. O que não será fácil.

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