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Um risco superdimensionado

A grande e tradicional mídia vem difundido uma ameça superdimensionada.
Com base na repercussão da greve dos caminhoneiros à um ano atrás, noticiam mobilizações de lideranças dos caminhoneiros para uma nova greve e repercutem análises e avaliações catastróficas.
As circunstâncias indicam que haverá iniciativas pontuais e localizadas de greves, mas ficarão limitada a essas, se esvaindo em pouco tempo. Não há condições de sustentação de uma greve ampla, como a de 2018. As circunstâncias hoje são muito diferentes.
Em 2018, carreteiros, isto é, caminhoneiros autônomos, iniciaram uma greve, contra o aumento dos seus custos, principalmente dos combustíveis, e logo tiveram o apoio de empregados das transportadoras, estimuladas por essas.
A greve de trabalhadores foi encampada pelos empregadores, transformando-a num "lockout". O que é proibido pela legislação brasileira. 
Em 2019 as transportadoras não estão fomentando a greve. Percebem que a greve é contra o Governo e eles que apoiaram a eleição de Bolsonaro não querem impulsionar movimentos de oposição.
A sociedade que também apoiou em peso a disseminação da greve, em 2018 e depois se arrependeu quando percebeu o desabastecimento alimentar, também percebeu que a greve é contra ela. Ao final, quem tem que pagar o aterndimento às reivindicações - ainda que justas - dos caminhoneiros é a sociedade. E os 13 milhões de desempregados que estão esperando uma colocação também percebem que agravar a crise econômica, para atender a uma categoria, piora as suas expectativas. 
Sem apoio dos transportadores, sem apoio da sociedade, as greves pontuais não se sustentarão.

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