domingo, 25 de novembro de 2018

O povo já vota em quem representa os seus interesses

O eleitor já vota em quem representa os seus interesses. São interesses comunitários ou corporativos. Não são eleitos como representantes de pensamentos, de idéias ou de programas amplos de espectro nacional. São eleitos como despachantes de interesses comunitários ou corporativos. 
Os partidos são meros cartórios para o registro das candidaturas, sem unidade ideológica ou programática. 
A aplicação da cláusula de barreira vai reduzir o número de partidos, racionalizar o processo legislativo, mas não vai sanear o sistema político. 
A praga do "despachantismo" vai seguir incólume.

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Os primeiros tempos

Com votação recorde o novo Governo terá um forte apoio popular para pressionar o novo Congresso, a favor das medidas que propuser.
O problema está no que vai propor, em função das disputas internas dentro do seu grupo de apoio.

Independentemente da disputas políticas o novo Governo deverá começar o ano com boas notícias econômicas, a menos que São Pedro, ou próprio Bolsonaro,  criem problemas. 
Nas perspectivas atuais do clima, o Brasil deverá colher - ainda nos primeiros meses do ano - a maior safra de grãos de todos os tempos e bater novos recordes de exportação. O que irá influir no ânimo do mercado e nas cotações do dólar. 

A perspectiva mais provável para o primeiro semestre de 2019 é de uma animação do mercado, em alguns setores até de euforia, gerando um "bolha". 
Quem quiser aproveitar a oportunidade, terá que se arriscar investindo para se preparar para atender às demandas adicionais. 

domingo, 21 de outubro de 2018

Percepção correta, personagens não

Em 24 de janeiro de 2018, colocamos esta chamada de atenção para a questão estratégica no processo eleitoral. Na ocasião Bolsonaro não havia despontado como candidato viável.
Ele como formação militar, adotou a estratégia do inimigo visível e transformou Lula, o PT como o inimigo, trazendo as condições visíveis da Venezuela, como a consequência da vitória do inimigo.

O discurso populista tem por base um principio básico da estratégia: para fortalecer a nossa posição e reunir os adeptos é preciso ter um inimigo visível. 
Se não existe de fato é preciso criar, fazer crer que existe. Dai a tônica do discurso populista é nós contra eles. 

No caso brasileiro, dois pré-candidatos à Presidência adotam, com sucesso o discurso populista. Lula, por um lado, tem como inimigo evidente o atual Governo Temer ao qual atribui todas as responsabilidades pelos problemas do povo brasileiro. 

Não lhe importa se verdadeiro ou falso. Escolhido como o inimigo, só é mostrado por elementos negativos. Não reconhece, nem pode reconhecer, qualquer elemento positivo.


Já o outro lado aproveita esse discurso para caracterizá-lo como o inimigo. Lula e o PT seriam os grandes inimigos que precisam ser combatidos. O discurso seria igualmente populista.


Por enquanto o "meio" também caracterizado como centro não adota o discurso populista e não elege - claramente - o inimigo. 



segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Um novo amor!

Em 10/06/2018 publicamos este "post"

Para que se efetive uma ampla renovação do Congresso Nacional duas condições são essenciais:
Mal comparando, seria uma situação de fim de namoro ou casamento em que uma parte decepcionada com o(a) parceiro(a) se separa, e tem esperança de encontrar um novo amor. 
Se esse novo não aparecer, o eleitor ou eleitora, poderá voltar ao relacionamento anterior. Poderá perdoar as mazelas e até traições. 

A pergunta que não quer se calar é: quais são os discursos autênticos que o novato pode apresentar para sensibilizar suficientemente os vulneráveis, para que o eleitor vote nele e não nos conhecidos veteranos? 

Ou na comparação, como o novato pode ser o novo amor do eleitor ou eleitora que se separou, decepcionado com o(a) parceiro(a)?

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

O risco da abertura unilateral

O Brasil está diante de repetir a história, com duas duplas improváveis: Guedes-Malan e Bolsonaro-Collor.
Guedes só cuida do setor financeiro e não dialoga com o setor industrial, assim como fazia Pedro Malan. Não é seu propósito uma abertura unilateral, mas não dará ouvidos às reclamações da indústria, caso Bolsonaro queira fazê-lo a moda Collor. 
A crise de emprego decorre, em grande parte, da desindustrialização. Que se agravará com uma abertura unilateral. 

terça-feira, 9 de outubro de 2018

Estranha renovação

No Espirito Santo, Bolsonaro sai na frente, com grande vantagem sobre Haddad, mas o seu candidato ao Governo do Estado, Carlos Manato não impede a vitória de Renato Casagrande ainda no turno.
Para o Senado há total renovação, com dois novos Senadores e Magno Malta, o principal político apoiador de Bolsonaro, não foi reeleito, ficando em terceiro lugar.

Já para a Câmara dos Deputados e renovação nominal foi de 50%, com 5 reeleitos, mas um dos atuais deputados federais, Carlos Manatto, aderiu logo cedo ao Bolsonaro, foi candidato ao Governo e derrotado por Renato Casagrande. Mas conseguiu que os eleitores votassem em sua mulher Dra. Soraya Manato, também pelo PSL.
Dos outros 4 novos, Lauriette, cantora gospel, atual mulher de Magno Malta, ex-deputada federal, eleita em 2010, retorna à Câmara, para dar maior audiência às sessões da Bancada Evangélica, na Câmara, com as suas concorridas apresentações musicais. Da Vitória é um tradicional político capixaba, várias vezes eleito deputado estadual.
Amaro Neto, o mais votado é um apresentador de TV "tipo Datena", eleito em 2014, deputado estadual, com a maior votação, derrotado em segundo turno no pleito muncipal de Vitória, em 2016, agora recebeu o maior número de votos do eleitorado capixaba. 

A efetiva renovação dos quadros políicos ocorre com a eleição de Felipe Rigoni, um engenheiro de 27 anos, cego, que chega à Câmara dos Deputados, como o segundo mais votado. Felipe é um dos membros do movimento RENOVABR. 

domingo, 30 de setembro de 2018

Até onde a vista alcança

Acaba de ficar pronto o meu livro "Até onde a vista alcança", no qual a partir de uma pesquisa exploratória, apresento vários achados, diferentes ou até contrários ao pensamento vigente nas análises políticas:
  1. ninguém se elege. São eleitos;
  2. o eleitor ("o povo") sabe votar;
  3. vota e elege o "despachante" de interesses coletivos restritos;
  4. o seu voto decorre de visão de mundo "curta", limitada ao ambiente imediato em que vive;
  5. visão "até onde a vista alcança".
A pesquisa e o livro são iniciativas do PNBE - Pensamento Nacional das Bases Empresariais, no âmbito do projeto RENOVA 80-20, do qual sou um dos coordenadores. 

A responsabilidade integral do conteúdo é do autor, não correspondendo ao pensamento unânime do PNBE, que tem no seu ideário, a diversidade de pensamento e posições dos seus associados.

Lula, meio livre

Lula está jurídica e politicamente livre, mas não como ele e o PT desejam. Ele não está condenado, mas tampouco inocentado. Ele não está jul...