A agropecuária voltada às exportações é de grande porte, com alta tecnologia e pouca geração de empregos. Mas são empregos bem remunerados e com grande capacidade de consumo.
O desenvolvimento regional requer a retenção dessa renda na própria região. E para isso deve prover uma oferta suficiente e adequada.
A pequena produção agrícola precisa se voltar para atender a essa demanda, promovendo a multiplicação da renda.
A inserção da agricultura familiar nessas cadeias produtivas alimentares lhe propiciará condições de expansão, levando-a a superar os limites regulatórios como agricultura familiar.
Essas não devem ser limitações para o crescimento.
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sexta-feira, 30 de março de 2018
quinta-feira, 29 de março de 2018
Agricultura familiar - Um grande equívoco politico
A política pública voltada para a agricultura familiar é populista e tende a perpetuar a pobreza no meio rural.
O crescimento do microempreendimento rural é uma das condições essenciais para geração de emprego e renda, na área rural.
A sua contenção, por razões ideológicas (ou político-eleitoral) vai contra a melhoria de vida da população rural. E os torna permanentemente dependente dos programas sociais governamentais.
A agricultura familiar precisa ser tratada como questão econômica e não apenas social.
O objetivo da política pública não deve ser o de manter o agricultor familiar na pobreza, mas elevá-lo à classe média.
A principal estratégia seria a maior integração da produção do pequeno empreendimento rural nas cadeias de valor dos alimentos.
Uma importante tendência que afeta a agricultura familiar é o beneficiamento industrial com a comercialização fracionada, como já ocorreu com o arroz e feijão, dois dos principais produtos da agricultura familiar.
Agora essa tendência está alcançando a mandioca, com efeitos positivos e negativos para a agricultura familiar.
De um lado há a expansão de demanda, de outro a maior parte da apropriação de valor está fora da agricultura familiar.
É uma perda de oportunidade da agricultura familiar deixar que empresas assumam a industrialização da farinha de tapioca, aproveitando a nova moda urbana.
O crescimento do microempreendimento rural é uma das condições essenciais para geração de emprego e renda, na área rural.
A sua contenção, por razões ideológicas (ou político-eleitoral) vai contra a melhoria de vida da população rural. E os torna permanentemente dependente dos programas sociais governamentais.
A agricultura familiar precisa ser tratada como questão econômica e não apenas social.
O objetivo da política pública não deve ser o de manter o agricultor familiar na pobreza, mas elevá-lo à classe média.
A principal estratégia seria a maior integração da produção do pequeno empreendimento rural nas cadeias de valor dos alimentos.
Uma importante tendência que afeta a agricultura familiar é o beneficiamento industrial com a comercialização fracionada, como já ocorreu com o arroz e feijão, dois dos principais produtos da agricultura familiar.
Agora essa tendência está alcançando a mandioca, com efeitos positivos e negativos para a agricultura familiar.
De um lado há a expansão de demanda, de outro a maior parte da apropriação de valor está fora da agricultura familiar.
É uma perda de oportunidade da agricultura familiar deixar que empresas assumam a industrialização da farinha de tapioca, aproveitando a nova moda urbana.
quarta-feira, 28 de março de 2018
Agricultura familiar x patronal (2)
Estará a agricultura familiar pobre fadada à extinção, com as pessoas sobrevivendo dos programas sociais e da migração para as cidades?
A produção da agricultura familiar destinada às indústrias representou em 2006, 51% dos produtos selecionados. Somando aos destinados à exportação, somaram cerca de 3/4 da produção. Restaram apenas 1/4 da produção da agricultura familiar para a venda "in natura" ou beneficiado para o mercado interno.
O que desmente a visão geral de que a agricultura familiar está inteiramente voltada ao mercado interno, contrapondo-se à agricultura patronal, que estaria voltada para as exportações e para a industria.
A produção da agricultura familiar destinada às indústrias representou em 2006, 51% dos produtos selecionados. Somando aos destinados à exportação, somaram cerca de 3/4 da produção. Restaram apenas 1/4 da produção da agricultura familiar para a venda "in natura" ou beneficiado para o mercado interno.
O que desmente a visão geral de que a agricultura familiar está inteiramente voltada ao mercado interno, contrapondo-se à agricultura patronal, que estaria voltada para as exportações e para a industria.
terça-feira, 27 de março de 2018
Lácteos - sorvetes
O sorvete é uma das melhores formas de agregação de valor ao leite de vaca.
A estrutura do mercado de produção segue modelo semelhante de outros segmentos de alimentos, com três grandes niveis:
O mercado mundial, incluindo o brasileiro é dominado por dois grandes grupos multinacionais: a Nestlé e a Unilever.
O primeira é tradicional no setor de lácteos, estando presente em toda cadeia produtiva de lácteos, começando pela captação ou recepção do leite in natura, produzido pelas fazendas. Atua no mercado brasileiro com a sua marca Nestlé.
A Unilever ingressou no setor mediante aquisições, sendo a mais importante a Heartbrands, rede mundial de sorvetes, com marca específica em cada país. No Brasil atua com a marca Kibon. Seria fabricante de 8 das 15 marcas mais populares no mundo, como o Magnum, Corneto e outras.
A General Mills, aparece em terceiro lugar, com a sua marca Häagen-Dazs.
O segundo é - em geral - de pequenas empresas que com a sua marca ou sabor, bem aceita pelo mercado, prosperaram, estabelecendo redes de atendimento mediante franquias.
Tanto nos EUA, o principal mercado, como em outros, inclusive o Brasil, quando a empresa media se torna grande ou próxima à essa condição é comprada por um dos mega grupos.
Como a Ben & Jerrys, comprada pela Unilever, em 2000, a Dreyer's comprada pela Nestlé, em 2002.
A estrutura do mercado de produção segue modelo semelhante de outros segmentos de alimentos, com três grandes niveis:
- grande produtores mundiais;
- produtores médios;
- pequenos e micro produtores.
O primeira é tradicional no setor de lácteos, estando presente em toda cadeia produtiva de lácteos, começando pela captação ou recepção do leite in natura, produzido pelas fazendas. Atua no mercado brasileiro com a sua marca Nestlé.
A Unilever ingressou no setor mediante aquisições, sendo a mais importante a Heartbrands, rede mundial de sorvetes, com marca específica em cada país. No Brasil atua com a marca Kibon. Seria fabricante de 8 das 15 marcas mais populares no mundo, como o Magnum, Corneto e outras.
A General Mills, aparece em terceiro lugar, com a sua marca Häagen-Dazs.
O segundo é - em geral - de pequenas empresas que com a sua marca ou sabor, bem aceita pelo mercado, prosperaram, estabelecendo redes de atendimento mediante franquias.
Tanto nos EUA, o principal mercado, como em outros, inclusive o Brasil, quando a empresa media se torna grande ou próxima à essa condição é comprada por um dos mega grupos.
Como a Ben & Jerrys, comprada pela Unilever, em 2000, a Dreyer's comprada pela Nestlé, em 2002.
segunda-feira, 26 de março de 2018
Batata
A batata, um dos alimentos mais consumidos no mundo, é mais um caso em que a tecnologia tornou viável a sua comercialização mundial.
A batata frita que os brasileiros estão acostumados a comer numa unidade do McDonalds, por vontade própria ou levado pelos filhos, não é brasileira: é argentina.
O mercado mundial de "batata frita" cortada, pré-cozida e congelada, foi dominado pela McCain, uma multinacional de origem canadense.
Com a compra de participação acionária relevante da Forno de Minas, irá levar o pão de queijo mineiro ao mundo. A mandioca brasileira irá ganhar o mundo.
E ajudará populações pobres a vencer a fome, com o que mais facilmente conseguem produzir.
A batata frita que os brasileiros estão acostumados a comer numa unidade do McDonalds, por vontade própria ou levado pelos filhos, não é brasileira: é argentina.
O mercado mundial de "batata frita" cortada, pré-cozida e congelada, foi dominado pela McCain, uma multinacional de origem canadense.
Com a compra de participação acionária relevante da Forno de Minas, irá levar o pão de queijo mineiro ao mundo. A mandioca brasileira irá ganhar o mundo.
E ajudará populações pobres a vencer a fome, com o que mais facilmente conseguem produzir.
sexta-feira, 23 de março de 2018
Ainda a Lei Kandir
A ampliação da produção e exportação de óleo de soja, em vez da exportação desse incorporado ao grão, depende das estratégias das empresas que dominam a comercialização internacional do complexo soja nos três maiores países produtores e exportadores. As grandes tradings.
É um projeto de mercado, mas depende de projeto público para gerar melhores condições competitivas às exportações do óleo produzido no Brasil, em relação aos produzidos nos países concorrentes, ainda que pelas mesmas empresas.
O principal fator de decisão deverá ser o custo do produto nos portos de saída, acrescido dos custos dos fretes internacionais, dependendo do destino.
Para reduzir as condições mais desfavoráveis serão necessários reduzir o custo logístico do escoamento dos produtos pelos portos do norte e eliminar as distorções tributárias.
A lei Kandir afeta as decisões, mas não é o principal fator.
É um projeto de mercado, mas depende de projeto público para gerar melhores condições competitivas às exportações do óleo produzido no Brasil, em relação aos produzidos nos países concorrentes, ainda que pelas mesmas empresas.
O principal fator de decisão deverá ser o custo do produto nos portos de saída, acrescido dos custos dos fretes internacionais, dependendo do destino.
Para reduzir as condições mais desfavoráveis serão necessários reduzir o custo logístico do escoamento dos produtos pelos portos do norte e eliminar as distorções tributárias.
A lei Kandir afeta as decisões, mas não é o principal fator.
quinta-feira, 22 de março de 2018
Cervejas artesanais
A melhoria de renda nos paises desenvolvidos e emergentes, vem gerando a oportunidade para a produção de cervejas artesanais.
Essas cervejas por serem vendidas a preços mais elevados, em função dos ingredientes e diferenciação de paladar, podem arcar com custos logísticos maiores, sendo assim passíveis de exportações a paises mais distantes.
As "cervejas artesanais" já representariam cerca de 1% do mercado nacional de cerveja, segundo a Euromonitor.
As microcervejarias seguem a trajetória das "start-ups" de tecnologia.
Quando um pequeno empreendedor passa a produzir uma cerveja artesanal que "cai no gosto do mercado", se expandindo, saindo do seu nicho local e chegando às gôndolas dos supermercados nos grandes centros urbanos, são comprados por uma das grandes cervejarias.
Isso já ocorreu com a Colorado, de Ribeirão Preto, São Paulo, adquirida pela Ambev. A Schincariol - posteriormente venida para a Kirin e subsequentemente à Heineken - assumiu o controle da Baden-Baden de Campos do Jordão, São Paulo e da Eisenbahn, de Blumenau, Santa Catarina.
Essas cervejas por serem vendidas a preços mais elevados, em função dos ingredientes e diferenciação de paladar, podem arcar com custos logísticos maiores, sendo assim passíveis de exportações a paises mais distantes.
As "cervejas artesanais" já representariam cerca de 1% do mercado nacional de cerveja, segundo a Euromonitor.
As microcervejarias seguem a trajetória das "start-ups" de tecnologia.
Quando um pequeno empreendedor passa a produzir uma cerveja artesanal que "cai no gosto do mercado", se expandindo, saindo do seu nicho local e chegando às gôndolas dos supermercados nos grandes centros urbanos, são comprados por uma das grandes cervejarias.
Isso já ocorreu com a Colorado, de Ribeirão Preto, São Paulo, adquirida pela Ambev. A Schincariol - posteriormente venida para a Kirin e subsequentemente à Heineken - assumiu o controle da Baden-Baden de Campos do Jordão, São Paulo e da Eisenbahn, de Blumenau, Santa Catarina.
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