quinta-feira, 29 de março de 2018

Agricultura familiar - Um grande equívoco politico

A política pública voltada para a agricultura familiar é populista e tende a perpetuar a pobreza no meio rural.

O crescimento do microempreendimento rural é uma das condições essenciais para geração de emprego e renda, na área rural. 

A sua contenção, por razões ideológicas (ou político-eleitoral) vai contra a melhoria de vida da população rural. E os torna permanentemente dependente dos programas sociais governamentais.

A agricultura familiar precisa ser tratada como questão econômica e não apenas social.

O objetivo da política pública não deve ser o de manter o agricultor familiar na pobreza, mas elevá-lo à classe média.

A principal estratégia seria a maior integração da produção do pequeno empreendimento rural nas cadeias de valor dos alimentos.

Uma importante tendência que afeta a agricultura familiar é o beneficiamento industrial com a comercialização fracionada, como já ocorreu com o arroz e feijão, dois dos principais produtos da agricultura familiar.

Agora essa tendência está alcançando a mandioca, com efeitos positivos e negativos para a agricultura familiar.

De um lado há a expansão de demanda, de outro a maior parte da apropriação de valor está fora da agricultura familiar.

É uma perda de oportunidade da agricultura familiar deixar que empresas assumam a industrialização da farinha de tapioca, aproveitando a nova moda urbana. 

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