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Renovação no Alto Clero, mas não do todo, no Senado Federal

O alto clero do Senado Federal que congrega os "cardeais" da política brasileira, ou os "caciques políticos" terá uma grande transformação em 2019. Tradicionais líderes, como Romero Jucá, Eunício de Oliveira, Edison Lobão, Valdir Raupp, Armando Monteiro, Cássio Cunha Lima, Jorge Viana e outros foram barrados pelos eleitores.
Aécio Neves, Gleise Hoffmann e José Agripino, preferiram concorrer a outros cargos. Poucos sobreviveram, entre eles Renan Calheiros, Edson Braga, Jader Barbalho e Humberto Costa. 
Serão substituidos por retornantes, como Jarbas Vasconcelos, Esperidião Amin, Jayme Campos e ex-governadores como Cid Gomes, Jaques Wagner e Confúcio Moura.
A maior parte dos novos é de promoção na carreira política, oriundos da Câmara dos Deputados ou Assembléias Legislativas. Alguns poderão ter grande protagonismo, como os ex-deputados federais Major Olimpio, Luiz Carlos Heinze, Rodrigo Pacheco e outros. Dos oriundos das Assembléias Legislativas despontam Flávio Bolsonaro e Rodrigo Cunha, esse de Alagoas, ainda pouco conhecido nacionalmente.
Juiza Selma Arruda

Os veteranos são 34 dos 46 novos , representando 74% dos novos e 42% do total do Senado. 
Os novatos, entre os seminovatos, com alguma experiência eleitoral e os inteiramente novos, sem qualquer antecedente eleitoral, são 12, significando  26% dos novos  e apenas 15% do Senado. Uma renovação política numérica ainda muito baixa. 
Os grandes números geram uma impressão diversa da realidade.

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