segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

A economia do Carnaval

Nestes dias em que o Brasil pára e o povo se diverte, qual é o impacto do carnaval para a sua economia em crise?
Apenas uma pausa, para esquecer as agruras da realidade?
Uma queda na atividade econômica, pela  paralisação  da  produção industrial e de serviços?
Um aumento da atividade comercial pelas compras de produtos carnavalescos e consumo das bebidas?
Um aumento do PIB do setor hoteleiro?
Uma injeção adicional de recursos pelos gastos dos turistas estrangeiros para participação no carnaval?

O carnaval puxa a produção, gera milhões empregos - ainda que temporários - movimenta a economia, em volumes não desprezíveis. Mas o impacto conjunto sobre o PIB ainda não foi medido.  

A paralisação de 2,5 dias úteis, tem uma repercussão negativa macroeconômica ampla. O exemplo da Copa do Mundo em 2014 foi bem ilustrativa, nesse sentido. Depois de realizada e levantadas as contas, a Copa foi responsabilizada pela queda do PIB nesse ano.

Com a ampliação de participação da população nos folguedos carnavalescos, ampliando a perseguição aos trios eletricos em Salvador ou ao Galo da Madrugada no Recife e, agora, com os milhões de cariocas nos blocos e também em São Paulo, os otimistas calculam a movimentação de milhões de reais com o Carnaval de Rua. O que compensaria as perdas com os feriados. Será?



sábado, 6 de fevereiro de 2016

Fugir, pular ou apenas ficar

A cidade de São Paulo, durante o Carnaval, ficava vazia. Sem trânsito nas grandes vias: um túmulo, não só do samba.
O pouco movimento se concentrava em alguns cinemas de artes e outros poucos pontos de concentração da classe média. 
A partir de altas horas da noite e pela madrugada os aficionados e torcedores das escolas de samba, iam ao sambódromo. 
Os pobres continuavam confinados nos seus bairros, a menos daqueles integrantes das escolas de samba. 
As que ocorriam eram invisíveis para a mídia.
Umas poucas iniciativas e movimentação de carnaval de rua, da classe média, ocorria na Vila Madalena. As tentativas de colocar "os blocos na rua" fracassavam por falta de participantes.
Os carnavalescos com recursos "se mandavam" para Salvador, Recife ou ao Rio de Janeiro. Outros aproveitavam os feriados para ir às praia,  a refúgios no interior ou ao exterior. 
Agora o carnaval de rua da classe média voltou com vários blocos carnavalescos.
Seria o renascimento do espírito carnavalesco ou consequência da crise? Uma grande parte não teve recursos para as suas viagens ao exterior, ou mesmo para os carnavais de Salvador, Recife, Olinda ou Rio de Janeiro. Ficando em São Paulo, porque não pular e dançar por aqui mesmo?

Os blocos de rua mobilizaram multidões. O que o MPL, MTST ou "vem pra rua" não conseguiram mobilizar, o carnaval levou às ruas.

O povo não quer protestar, quer é se divertir. Será? 

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Aedes. Zika e Matopiba

Matopiba será mais um nome exótico a povoar o imaginário brasileiro. 
Depois de aedes e zika, que nova coisa é essa?
Muito perguntarão de onde é essa tribo africana, ou que nova doença é essa?

O povo brasileiro tomará conhecimento quando ela for o pano de fundo, de uma inevitável novela, com todos os seus ingredientes - amor , sexo, heroismo, bandidagem, violência, belas paisagens,etc, caracterizando-a como o novo Eldorado, onde produção cresce a cada ano, apesar dos percalços climáticos, e os empregos também.  

Matopiba é a nova fronteira agrícola, uma região de 73 milhões de hectares, envolvendo partes de 4 estados brasileiros: Maranhão, Tocantins, Piaui  e Bahia. Com um "crescimento chinês" da produção de grãos é um "arquipélago" brasileiro de desenvolvimento em meio a uma crise e desânimo generalizado.
Será a "bola da vez" por volta de 2018, mas poderá ser antecipado pelo desespero do Governo em mostrar fatos positivos. Pode dar zica.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Fazer do limão uma limonada

O Brasil vive uma ampla e diversidade crise que envolve a economia, a política, os costumes e outras dimensões, decorrentes dos erros de condução do país, pelo Governo. Que resulta numa alta impopularidade da Presidente da República. 
corruptus virus

Foi infestado, de forma silenciosa e oculta pelo "corruputus virus" que a Operação Lava-Jato trouxe à tona.

Para agravar a situação o país enfrenta uma gravíssima crise sanitária, que ameaça o seu presente e seu futuro, com uma epidemia de zika virus, causada por um mosquito e com geração de um surto de casos de microcefalias em bebês nascidos ou nascituros.


A Presidente Dilma e seus assessores estratégicos perceberam uma oportunidade dela "sair das cordas". Ou o que é comum nessas situações de tentar transformar a ameaça em oportunidade. Ou na forma popular "transformar o limão numa limonada".

Diante das circunstâncias, acuada como estava, está aproveitando a oportunidade. Não tinha alternativa. Poderia ser acusada de omissa, piorando a sua popularidade e autoridade.

Preferiu tentar assumir o controle da situação, embora a oposição continue defendendo que ela deva sair. Até para que esse comando seja entregue a alguém mais competente.

Ela quer demonstrar que tem obrigação, autoridade e competência para enfrentar essa situação. Que não ficará omissa.

Será que quem não teve capacidade (ou condições) de conter o corruputus virus, poderá enfrentar a zika?

Temos que acreditar ou torcer para que dê certo. Mesmo sabendo do oportunismo e da incompetência da Presidente.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

O principal mecanismo para reativar a economia

O principal mecanismo para reativar a economia está no barateamento sustentável dos produtos para o consumidor final. 

O agente maior para esse processo é o comércio, embora ele seja um intermediário e não o principal gerador dos custos que formam os preços das mercadorias vendidas.

Entre esses custos, dois fatores podem ser objeto de redução significativa: os tributos e os juros embutidos no preço.

A desonereção fiscal tem sido um instrumento usual para reduções pontuais. Mas com a crise fiscal, tornou-se inviável.

Pode-se atuar sobre os juros estratosféricos que são embutidos nos preços, principalmente no caso das supostas vendas parceladas sem juros. 

Para pressionar pela redução dos juros implicitos podem ser consideradas as seguintes medidas:
  1. campanhas de esclarecimento aos consumidores sobre o quanto de juros eles estão pagando nas suas compras a prazo supostamente "sem juros";
  2. campanhas de incentivo às compras à vista, com formação prévia de poupança;
  3. ampliação do mecanismo de consórcio, com poupança remunerada.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

O desânimo substitui a falta de confiança

A crise econômica de 2015 foi fortemente afetada pela falta de confiança por parte dos agentes econômicos, tanto os produtores, os investidores, como os consumidores. Foi a tônica do Governo, propondo o ajuste fiscal como o medicamento principal para restabelecer um ambiente de confiança e, com isso, retomar o crescimento da economia.

Por diversas razões, mas como a principal a crise política, o ajuste fiscal só foi feito parcialmente. E a confiança não foi restabelecida.

O risco do impeachment da Presidente ficou reduzido e a sociedade passou a aceitar como a probabilidade maior a permanência da Presidente até 2018.

A desconfiança foi substituída pelo desânimo. Não se acredita que haja forças do Governo para a reação. Não há alternativas a não ser paciência.

Com um governo presidencialista, sem Presidente, o Governo não terá condições de investir, de tomar iniciativas. Eventual reação da economia dependerá inteiramente do setor privado. Que reagirá pela necessidade de sobrevivência. 

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

O papel da educação na carreira profissional

A educação é importante para a carreira profissional do trabalhador. Com uma boa formação desde o primeiro grau, passando pelo segundo, poderá responder melhor aos requisitos do mercado de emprego, alcançando melhor remuneração e seguir uma carreira ascendente. Poderá melhorar ainda mais as suas perspectivas seguindo no processo educacional, completando o terceiro grau e até mesmo os diversos níveis de pós-graduação.
Mas esse potencial poderá não ocorrer se esse mesmo processo educacional não formar, não preparar empreendedores ou executivos capazes de gerar os empregos para absorver aqueles que se prepararam para trabalhar apenas como empregados.

O trabalhador não gera empregos. Quem gera empregos é o empregador. O empresário, o empreendedor.

Não basta uma boa educação para formar e capacitar bons empregados. É preciso uma boa educação para formar empreendedores inovadores e competentes. 

Lula, meio livre

Lula está jurídica e politicamente livre, mas não como ele e o PT desejam. Ele não está condenado, mas tampouco inocentado. Ele não está jul...