Chegam os ETs à Terra:
Terráqueo: leve-nos ao seu líder!
Infelizmente o nosso líder morreu ontem.
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sexta-feira, 6 de dezembro de 2013
quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
O futuro de São Paulo 3 - Saude
A saude, ou melhor, os serviços de saúde, constituem um dos principais setores da economia da cidade de São Paulo, recebendo pacientes de todo o Brasil e também do exterior.
Além dos serviços de saúde, propriamente ditos, esses agregam o turismo de saúde, que é formado pelos acompanhantes, os quais movimentam o setor de hospitalidade.
Com o envelhecimento da população, seja no mundo, como também no Brasil e em São Paulo, os gastos globais com saúde devem ter os maiores crescimentos nos próximos anos, superando as taxas do consumo de eletrônicos, que tendem à saturação.
Esse crescimento ocorrerá, não só para melhorar o atendimento de toda população, como para o desenvolvimento dos setores de ponta, suportados pela formação educacional, pela pesquisa e pelas inovações em medicamentos, softwares e equipamentos médicos.
Esse setor poderá ser uma das principais bases da economia paulista, precisando - para isso - superar os preconceitos e a imagem negativa que se formou mais recentemente.
O preconceito decorre de uma visão socializante de que o atendimento público deve ser igualitário, não aceitando diferenciações em função do custeio dos atendimentos. Isso tem levado o setor público a uma equalização por baixo, comprometendo a sua liderança nas inovações e competência.
O espaço vem sendo ocupado pelo setor privado, com grande desenvolvimento tecnológico e humano, mas com uma imagem negativa, perante a sociedade, pelo atendimento preferencial aos políticos.
Além dos serviços de saúde, propriamente ditos, esses agregam o turismo de saúde, que é formado pelos acompanhantes, os quais movimentam o setor de hospitalidade.
Com o envelhecimento da população, seja no mundo, como também no Brasil e em São Paulo, os gastos globais com saúde devem ter os maiores crescimentos nos próximos anos, superando as taxas do consumo de eletrônicos, que tendem à saturação.
Esse crescimento ocorrerá, não só para melhorar o atendimento de toda população, como para o desenvolvimento dos setores de ponta, suportados pela formação educacional, pela pesquisa e pelas inovações em medicamentos, softwares e equipamentos médicos.
Esse setor poderá ser uma das principais bases da economia paulista, precisando - para isso - superar os preconceitos e a imagem negativa que se formou mais recentemente.
O preconceito decorre de uma visão socializante de que o atendimento público deve ser igualitário, não aceitando diferenciações em função do custeio dos atendimentos. Isso tem levado o setor público a uma equalização por baixo, comprometendo a sua liderança nas inovações e competência.
O espaço vem sendo ocupado pelo setor privado, com grande desenvolvimento tecnológico e humano, mas com uma imagem negativa, perante a sociedade, pelo atendimento preferencial aos políticos.
quarta-feira, 4 de dezembro de 2013
Passado e Presente de São Paulo - Cidade Polinucleada
São Paulo já foi uma cidade polinucleada, de caráter colonial.
Além do centro principal formaram-se bairros, com um núcleo central, em geral, em torno da feira-livre de rua, que depois foi levada para um mercado municipal.
Em torno de uma praça ou largo se instalaram o comércio, bares e prestadores de serviços pessoais, notadamente barbeiros e cabeleireiras.
A cronologia histórica, assim como o que veio antes e o que veio depois, perdi na memória, requerendo pesquisas.
Alguns se formaram junto às estações do trem. Outros eram pontos de parada dos tropeiros. Ou esses vieram depois.
Os centros da Lapa, do Brás eram nítidos. Santo Amaro. com o Largo Treze, era uma jurisdição própria e se desenvolveu como município a parte, depois incorporada definitivamente como um bairro paulistano. Osasco, ao contrário, se emancipou deixando a Capital maneta: não possui um braço leste.
Mas o caso que mais me lembro e conheço é Pinheiros, tendo o Largo da Batata, como o seu centro, com uma área de influência, além rio. Não houve um núcleo central no Butantã, apesar da ocupação comercial no corredor da Av. Vital Brasil. A Vila Madalena era (ou ainda é) parte de Pinheiros, assim como parte dos Jardins.
Dessa forma, quando os planejadores urbanos propõe estruturar São Paulo como uma cidade polinucleada, já estariam "chovendo no molhado": a cidade sempre foi polinucleada, embora o tamanho e a importância de cada núcleo fossem diferentes.
Uma questão inicial é se, para o futuro, a proposta ou tendência é de reforçar esses polos tradicionais ou desenvolver novos?
A metropolização, a modernidade e o mercado imobiliário transformaram essa estrutura polinuclear colonial. Os núcleos centrais dos bairros tradicionais foram transformados em polos dos negócios populares, suportados por terminais de ônibus, tornando-se "hub" de redistribuição descentralizada da população de menor renda, os "cativos" do transporte coletivo.
Isso representou um desafogo do papel do centro tradicional de hub, mas esse continua sendo o principal hub municipal e metropolitano.
O mercado imobiliário voltado para a população de média e alta renda, repeliu os centros tradicionais e foi se desenvolver, mediante verticalização residencial, no seu entorno, a uma distância de 3 a 4 quadras. Passou ainda a criar novos polos de negócios, primeiramente ao longo da Av. Paulista, que era uma grande via tomada por mansões, sem ter sido ocupada pelo comércio popular, que se instalou, de forma tímida, nas duas vertentes da Rua Augusta.
Passou-se para a Rua Iguatemi, tendo o primeiro shopping center como âncora, numa área ainda periférica, pouco densa, ladeada por um extenso clube, por casas e mansões unifamiliares. A via foi ampliada, tornando se a Av. Faria Lima e hoje está saturada, com o Shopping Iguatemi tendo se tornado um grande polo gerador de tráfego e um exemplo de localização inadequada de um grande centro comercial. Só que os críticos esquecem que ele chegou antes e os planejadores e autoridades não souberam planejar o sistema viário e de transportes levando em conta o futuro - então distante.
Pode-se dizer hoje que a cidade perdeu oportunidade de estruturar melhor a ocupação da área, com uma via "tacanha", com apenas 6 pistas (ou até 8 com boa vontade) e sem um sistema de transporte coletivo.
Posteriormente o mercado imobiliário deu um salto e foi promover o desenvolvimento de uma área de negócios ou corporativo em torno do dreno do Brooklin, hoje Av. Luis Carlos Berrini.
Mas já nessa época, cerca de 50 anos atrás, Jorge Wilheim e Jaime Lerner já haviam trazido ao Brasil o conceito da cidade compacta linear, com uma ocupação adensada, verticalizada e ordenada em torno de um corredor de transporte coletivo de média ou alta capacidade.
Essa concepção foi implantada com sucesso em Curitiba, embora não tenha eliminado os congestionamentos na área central, e sem sucesso em Goiania.
Em São Paulo, nem foi tentado, ou não saíram das intenções. A verticalização e adensamento ocorrido linearmente nessas novas avenidas não foi resultado do planejamento público, mas das preferências do mercado imobiliário privado.
Tornaram-se vias especializadas de conexões mais amplas do que as locais ou mesmo metropolitanas. Tornaram-se centros mundiais, com uma enorme atração de carros, resultando em grandes congestionamentos.
Mas retornando à questão inicial, o mercado imobiliário não focou o centro tradicional, no caso, o Largo da Batata que, agora está sendo objeto de uma reurbanização, sendo um dos objetivos a atração do mercado imobiliário para o desenvolvimento de um núcleo da cidade compacta, tendo agora uma estação metroviária e, na proximidade, uma estação do trem metropolitano.
Será o processo da centralidade de Pinheiros, o paradigma para o futuro da cidade?
Dado o tamanho populacional da cidade de São Paulo, não se pode raciocinar, comparativamente, com as demais como única. O próprio Municipio de São Paulo já é uma região metropolitana e deve ser vista, percebida e considerada como uma conurbação urbana de pelo menos 5 cidades, ou até mais.
Elas seriam consideradas, não pelo seu território, mas pela polarização de um núcleo central ou corredor.
Na zona sudoeste o novo centro é um corredor, e o próprio Largo da Batata, se tornará apenas um ponto - ainda que relevante - do corredor e não o núcleo central.
Na zona leste, o mercado já escolheu Tatuapé, como o seu novo centro e Itaquera poderá ser um novo subcentro, mas vinculado ao Tatuapé.
O "extremo leste" tenderá a ser polarizado pelos centros dos municípios vizinhos e não pelos polos de São Paulo.
Na zona oeste, o Município não tem um braço longo, perdido para Osasco, ficando a Lapa, como o polo comercial, concorrendo com a Vila Leopoldina o desenvolvimento imobiliário. Essa seria a extensão oeste do corredor Faria Lima/ Berrini, que precisa ser batizando com um nome significativo. Tem, do outro lado, a concorrência da Água Branca.
Na zona norte, o centro tradicional é Santana, mas sob risco, em função da extensão do metrô até Tucuruvi.
A zona sul pode ser dividida em duas: o sul próximo polarizado por Conceição / Jabaquara e o "extremo sul" polarizado pelo Largo Treze.
E o centro tradicional? Sobreviverá como polo, dentro dessa nova cidade polinucleada?
Além do centro principal formaram-se bairros, com um núcleo central, em geral, em torno da feira-livre de rua, que depois foi levada para um mercado municipal.
Em torno de uma praça ou largo se instalaram o comércio, bares e prestadores de serviços pessoais, notadamente barbeiros e cabeleireiras.
A cronologia histórica, assim como o que veio antes e o que veio depois, perdi na memória, requerendo pesquisas.
Alguns se formaram junto às estações do trem. Outros eram pontos de parada dos tropeiros. Ou esses vieram depois.
Os centros da Lapa, do Brás eram nítidos. Santo Amaro. com o Largo Treze, era uma jurisdição própria e se desenvolveu como município a parte, depois incorporada definitivamente como um bairro paulistano. Osasco, ao contrário, se emancipou deixando a Capital maneta: não possui um braço leste.
Mas o caso que mais me lembro e conheço é Pinheiros, tendo o Largo da Batata, como o seu centro, com uma área de influência, além rio. Não houve um núcleo central no Butantã, apesar da ocupação comercial no corredor da Av. Vital Brasil. A Vila Madalena era (ou ainda é) parte de Pinheiros, assim como parte dos Jardins.
Dessa forma, quando os planejadores urbanos propõe estruturar São Paulo como uma cidade polinucleada, já estariam "chovendo no molhado": a cidade sempre foi polinucleada, embora o tamanho e a importância de cada núcleo fossem diferentes.
Uma questão inicial é se, para o futuro, a proposta ou tendência é de reforçar esses polos tradicionais ou desenvolver novos?
A metropolização, a modernidade e o mercado imobiliário transformaram essa estrutura polinuclear colonial. Os núcleos centrais dos bairros tradicionais foram transformados em polos dos negócios populares, suportados por terminais de ônibus, tornando-se "hub" de redistribuição descentralizada da população de menor renda, os "cativos" do transporte coletivo.
Isso representou um desafogo do papel do centro tradicional de hub, mas esse continua sendo o principal hub municipal e metropolitano.
O mercado imobiliário voltado para a população de média e alta renda, repeliu os centros tradicionais e foi se desenvolver, mediante verticalização residencial, no seu entorno, a uma distância de 3 a 4 quadras. Passou ainda a criar novos polos de negócios, primeiramente ao longo da Av. Paulista, que era uma grande via tomada por mansões, sem ter sido ocupada pelo comércio popular, que se instalou, de forma tímida, nas duas vertentes da Rua Augusta.
Passou-se para a Rua Iguatemi, tendo o primeiro shopping center como âncora, numa área ainda periférica, pouco densa, ladeada por um extenso clube, por casas e mansões unifamiliares. A via foi ampliada, tornando se a Av. Faria Lima e hoje está saturada, com o Shopping Iguatemi tendo se tornado um grande polo gerador de tráfego e um exemplo de localização inadequada de um grande centro comercial. Só que os críticos esquecem que ele chegou antes e os planejadores e autoridades não souberam planejar o sistema viário e de transportes levando em conta o futuro - então distante.
Pode-se dizer hoje que a cidade perdeu oportunidade de estruturar melhor a ocupação da área, com uma via "tacanha", com apenas 6 pistas (ou até 8 com boa vontade) e sem um sistema de transporte coletivo.
Posteriormente o mercado imobiliário deu um salto e foi promover o desenvolvimento de uma área de negócios ou corporativo em torno do dreno do Brooklin, hoje Av. Luis Carlos Berrini.
Mas já nessa época, cerca de 50 anos atrás, Jorge Wilheim e Jaime Lerner já haviam trazido ao Brasil o conceito da cidade compacta linear, com uma ocupação adensada, verticalizada e ordenada em torno de um corredor de transporte coletivo de média ou alta capacidade.
Essa concepção foi implantada com sucesso em Curitiba, embora não tenha eliminado os congestionamentos na área central, e sem sucesso em Goiania.
Em São Paulo, nem foi tentado, ou não saíram das intenções. A verticalização e adensamento ocorrido linearmente nessas novas avenidas não foi resultado do planejamento público, mas das preferências do mercado imobiliário privado.
Tornaram-se vias especializadas de conexões mais amplas do que as locais ou mesmo metropolitanas. Tornaram-se centros mundiais, com uma enorme atração de carros, resultando em grandes congestionamentos.
Mas retornando à questão inicial, o mercado imobiliário não focou o centro tradicional, no caso, o Largo da Batata que, agora está sendo objeto de uma reurbanização, sendo um dos objetivos a atração do mercado imobiliário para o desenvolvimento de um núcleo da cidade compacta, tendo agora uma estação metroviária e, na proximidade, uma estação do trem metropolitano.
Será o processo da centralidade de Pinheiros, o paradigma para o futuro da cidade?
Dado o tamanho populacional da cidade de São Paulo, não se pode raciocinar, comparativamente, com as demais como única. O próprio Municipio de São Paulo já é uma região metropolitana e deve ser vista, percebida e considerada como uma conurbação urbana de pelo menos 5 cidades, ou até mais.
Elas seriam consideradas, não pelo seu território, mas pela polarização de um núcleo central ou corredor.
Na zona sudoeste o novo centro é um corredor, e o próprio Largo da Batata, se tornará apenas um ponto - ainda que relevante - do corredor e não o núcleo central.
Na zona leste, o mercado já escolheu Tatuapé, como o seu novo centro e Itaquera poderá ser um novo subcentro, mas vinculado ao Tatuapé.
O "extremo leste" tenderá a ser polarizado pelos centros dos municípios vizinhos e não pelos polos de São Paulo.
Na zona oeste, o Município não tem um braço longo, perdido para Osasco, ficando a Lapa, como o polo comercial, concorrendo com a Vila Leopoldina o desenvolvimento imobiliário. Essa seria a extensão oeste do corredor Faria Lima/ Berrini, que precisa ser batizando com um nome significativo. Tem, do outro lado, a concorrência da Água Branca.
Na zona norte, o centro tradicional é Santana, mas sob risco, em função da extensão do metrô até Tucuruvi.
A zona sul pode ser dividida em duas: o sul próximo polarizado por Conceição / Jabaquara e o "extremo sul" polarizado pelo Largo Treze.
E o centro tradicional? Sobreviverá como polo, dentro dessa nova cidade polinucleada?
terça-feira, 3 de dezembro de 2013
O futuro de São Paulo - 2
São Paulo é uma cidade partida e continuará partida, por conta da dinâmica sócio-econômica real. Mas essa realidade, por ser indesejável, leva à políticas públicas que tendem a equalizar a cidade "por baixo". Essas podem comprometer o seu desenvolvimento futuro, com a deterioração dos seus motores de crescimento econômico.
Esses motores dinamizam a economia, mas se apropriam de forma desigual dos benefícios o que leva governos populistas a medidas socializantes que levam à contenção do próprio crescimento.
São Paulo não é apenas uma cidade terciária, mas uma cidade que abriga o comércio e os serviços de mais alto padrão, o que faz dela a uma cidade para uma elite, em todos os sentidos.
O preconceito político contra essa elite, pode levar à sua fuga da cidade, levando também a sua renda e provocando o declínio econômico.
Não é preciso ir longe para ver o que está ocorrendo com Buenos Aires, como resultado de políticas "anti-elites".
Dois elementos influenciam fortemente as decisões dos empresários e dos dirigentes que escolhem São Paulo como local para os seus escritórios, lojas, clínicas, hospitais e outros estabelecimentos: a tributação local e a mobilidade urbana.
A Prefeitura Municipal está praticando uma política pública anti-elitista, nessas duas questões, supostamente a favor do povo, mas pode levar à perda de vitalidade econômica da cidade. E o povo terá uma cidade mais vazia, para deixar de perder tempo com as viagens, muitos deles porque não terão viagens a fazer para um trabalho que será perdido.
Sem a criação de empregos pelos empregadores que são, na sua maioria, parte da elite, o povo paulistano terá menos empregos.
O alvo é a elite, mas as as munições dos ataques acabam alcançando também uma classe média, com pretensões de elite.
A cidade de São Paulo é o centro da maior região metropolitana brasileira, mas tem concorrentes na própria região, fora os em outros estados e no exterior, para as atividades gerenciais dos negócios.
Diversamente da localização industrial as opções da localização das atividades gerenciais são mais flexíveis e dependem das conexões comerciais e financeiras as quais podem se transferir de uma cidade a outra em bloco. Ou, uma mudança importante, puxa as outras, como ocorreu com a transferências de empesas do Rio de Janeiro para São Paulo, trazendo para a cidade paulistana o centro financeiro de conexões internacionais. Até os anos setenta as multinacionais preferiam sediar as suas filiais ou subsidiárias no Rio de Janeiro. Depois passaram para São Paulo, mesmo muitas delas permanecer na cidade maravilhosa.
Ademais, com o desenvolvimento das tecnologias de informação, as integrações físicas podem ser substituídas por virtuais.
Os primeiros concorrentes da cidade de São Paulo, para a instalação de escritórios e centros comerciais, que puxam a hotelaria e a ocupação residencial de médio e alto padrão, estão no seu entorno, tanto do lado sudeste, na região do ABC, principalmente Santo André, como do lado oeste, com o polo de Alphaville que está provocando o preenchimento da área intermediária, localizada em Osasco.
A Zona Leste do Município de São Paulo é uma área periférica e pobre, mas está cercada por outros polos de empregos, que vem se desenvolvendo, ao sul com o ABC e ao norte por Guarulhos.
Diferenças da tributação do ISS e do IPTU, vão acelerar o processo de desconcentração.
O conceito de bairros planejados, associados a operações urbanas consorciadas permite a geração de conjuntos integrados e com elevada auto-suficiência facultando a ocupação de grandes áreas livres, ainda que com carência de infraestrutura, em áreas distantes dos centros históricos. Dai a maior facilidade atual e futura de ocupação de áreas periféricas por conjuntos de alta renda.
Já há vários projetos em andamento e outros planejados, ainda que os principais investimentos ainda estejam sendo feitos dentro da cidade de São Paulo, nas áreas das Operações Urbanas Consorciadas.
Além disso os projetos propostos para o Rio de Janeiro, principalmente o Porto Maravilha, concorrerão com São Paulo na instalação de escritórios centrais de multinacionais e de instituições financeira tendo as atividades do petróleo & gás das bacias de Campos e de Santos como âncoras. Cabe reiterar aqui que as atividades de gerenciamento da produção da Bacia de Santos, no campo de Libra continuam concentrados no Rio de Janeiro e a transferência para Santos deve ser postergada, frustrando as perspectivas imobiliárias da Baixada Santista, a curto prazo.
Para sustentar a atratividade e competitividade de São Paulo, para continuar recebendo as grandes sedes das multinacionais e multiestaduais - as quais sempre tem opções maiores de escolha de localização - a questão crítica é a mobilidade urbana e nessa questão a Prefeitura Municipal está desenvolvendo uma ação de "assusta empresário".
Os familiares da "Dna Zelite" só andam de carro e não vão deixa-lo para passar para o transporte coletivo, como esperam os planejadores e autoridades municipais.
Com a crescente dificuldade de se movimentar dentro da cidade vão acabar se mudando de cidade, levando com eles os empregos.
Uma coisa é criar melhores condições para a movimentação da população pobre que não tem outra opção a não ser se movimentar a grandes distâncias com o transporte coletivo. Em distâncias menores resta a bicicleta ou caminhar a pé.
Outra é promover - deliberadamente - um "castigo" aos motoristas de carros, obrigando-os a enfrentar congestionamentos maiores e maior demora na sua viagem. Não há preocupação alguma em melhorar a mobilidade para os carros. Ao contrário, busca-se deliberadamente piorar as suas condições para forçá-los a se transferirem para o transporte coletivo.
Os chamados BRS, um nome em inglês para dar maior sofisticação à solução, para faixas exclusivas de ônibus, do lado esquerdo, em ruas com poucos espaços, deixando para os carros apenas uma faixa ou até 2, mas estreitas, não permitindo nem a circulação de taxis e reservados - em geral - para poucos ônibus, tem o claro objetivo de penalização dos usuários de carros e não apenas de melhorar a movimentação dos usuários dos ônibus e da população, em geral.
O resultado final para a cidade será a perda de vitalidade econômica e degradação física dos corredores, com o afastamento de lojas e escritórios voltados para uma população de maior renda para outras regiões, inclusive para outros municípios.
Em vez de buscar melhorar a atratividade da cidade para receber e sediar as atividades de gerenciamento o Governo Municipal está promovendo a sua expulsão, por conta de uma visão populista.
A questão da mobilidade urbana não é apenas de transporte, mas acima de tudo cultural, no sentido antropológico, e de logística. Sem a devida consideração dessas dimensões, os resultados serão os perversos, no sentido sociológico. Ou seja, contrários ao desejado.
Esses motores dinamizam a economia, mas se apropriam de forma desigual dos benefícios o que leva governos populistas a medidas socializantes que levam à contenção do próprio crescimento.
São Paulo não é apenas uma cidade terciária, mas uma cidade que abriga o comércio e os serviços de mais alto padrão, o que faz dela a uma cidade para uma elite, em todos os sentidos.
O preconceito político contra essa elite, pode levar à sua fuga da cidade, levando também a sua renda e provocando o declínio econômico.
Não é preciso ir longe para ver o que está ocorrendo com Buenos Aires, como resultado de políticas "anti-elites".
Dois elementos influenciam fortemente as decisões dos empresários e dos dirigentes que escolhem São Paulo como local para os seus escritórios, lojas, clínicas, hospitais e outros estabelecimentos: a tributação local e a mobilidade urbana.
A Prefeitura Municipal está praticando uma política pública anti-elitista, nessas duas questões, supostamente a favor do povo, mas pode levar à perda de vitalidade econômica da cidade. E o povo terá uma cidade mais vazia, para deixar de perder tempo com as viagens, muitos deles porque não terão viagens a fazer para um trabalho que será perdido.
Sem a criação de empregos pelos empregadores que são, na sua maioria, parte da elite, o povo paulistano terá menos empregos.
O alvo é a elite, mas as as munições dos ataques acabam alcançando também uma classe média, com pretensões de elite.
A cidade de São Paulo é o centro da maior região metropolitana brasileira, mas tem concorrentes na própria região, fora os em outros estados e no exterior, para as atividades gerenciais dos negócios.
Diversamente da localização industrial as opções da localização das atividades gerenciais são mais flexíveis e dependem das conexões comerciais e financeiras as quais podem se transferir de uma cidade a outra em bloco. Ou, uma mudança importante, puxa as outras, como ocorreu com a transferências de empesas do Rio de Janeiro para São Paulo, trazendo para a cidade paulistana o centro financeiro de conexões internacionais. Até os anos setenta as multinacionais preferiam sediar as suas filiais ou subsidiárias no Rio de Janeiro. Depois passaram para São Paulo, mesmo muitas delas permanecer na cidade maravilhosa.
Ademais, com o desenvolvimento das tecnologias de informação, as integrações físicas podem ser substituídas por virtuais.
Os primeiros concorrentes da cidade de São Paulo, para a instalação de escritórios e centros comerciais, que puxam a hotelaria e a ocupação residencial de médio e alto padrão, estão no seu entorno, tanto do lado sudeste, na região do ABC, principalmente Santo André, como do lado oeste, com o polo de Alphaville que está provocando o preenchimento da área intermediária, localizada em Osasco.
A Zona Leste do Município de São Paulo é uma área periférica e pobre, mas está cercada por outros polos de empregos, que vem se desenvolvendo, ao sul com o ABC e ao norte por Guarulhos.
Diferenças da tributação do ISS e do IPTU, vão acelerar o processo de desconcentração.
O conceito de bairros planejados, associados a operações urbanas consorciadas permite a geração de conjuntos integrados e com elevada auto-suficiência facultando a ocupação de grandes áreas livres, ainda que com carência de infraestrutura, em áreas distantes dos centros históricos. Dai a maior facilidade atual e futura de ocupação de áreas periféricas por conjuntos de alta renda.
Já há vários projetos em andamento e outros planejados, ainda que os principais investimentos ainda estejam sendo feitos dentro da cidade de São Paulo, nas áreas das Operações Urbanas Consorciadas.
Além disso os projetos propostos para o Rio de Janeiro, principalmente o Porto Maravilha, concorrerão com São Paulo na instalação de escritórios centrais de multinacionais e de instituições financeira tendo as atividades do petróleo & gás das bacias de Campos e de Santos como âncoras. Cabe reiterar aqui que as atividades de gerenciamento da produção da Bacia de Santos, no campo de Libra continuam concentrados no Rio de Janeiro e a transferência para Santos deve ser postergada, frustrando as perspectivas imobiliárias da Baixada Santista, a curto prazo.
Para sustentar a atratividade e competitividade de São Paulo, para continuar recebendo as grandes sedes das multinacionais e multiestaduais - as quais sempre tem opções maiores de escolha de localização - a questão crítica é a mobilidade urbana e nessa questão a Prefeitura Municipal está desenvolvendo uma ação de "assusta empresário".
Os familiares da "Dna Zelite" só andam de carro e não vão deixa-lo para passar para o transporte coletivo, como esperam os planejadores e autoridades municipais.
Com a crescente dificuldade de se movimentar dentro da cidade vão acabar se mudando de cidade, levando com eles os empregos.
Uma coisa é criar melhores condições para a movimentação da população pobre que não tem outra opção a não ser se movimentar a grandes distâncias com o transporte coletivo. Em distâncias menores resta a bicicleta ou caminhar a pé.
Outra é promover - deliberadamente - um "castigo" aos motoristas de carros, obrigando-os a enfrentar congestionamentos maiores e maior demora na sua viagem. Não há preocupação alguma em melhorar a mobilidade para os carros. Ao contrário, busca-se deliberadamente piorar as suas condições para forçá-los a se transferirem para o transporte coletivo.
Os chamados BRS, um nome em inglês para dar maior sofisticação à solução, para faixas exclusivas de ônibus, do lado esquerdo, em ruas com poucos espaços, deixando para os carros apenas uma faixa ou até 2, mas estreitas, não permitindo nem a circulação de taxis e reservados - em geral - para poucos ônibus, tem o claro objetivo de penalização dos usuários de carros e não apenas de melhorar a movimentação dos usuários dos ônibus e da população, em geral.
O resultado final para a cidade será a perda de vitalidade econômica e degradação física dos corredores, com o afastamento de lojas e escritórios voltados para uma população de maior renda para outras regiões, inclusive para outros municípios.
Em vez de buscar melhorar a atratividade da cidade para receber e sediar as atividades de gerenciamento o Governo Municipal está promovendo a sua expulsão, por conta de uma visão populista.
A questão da mobilidade urbana não é apenas de transporte, mas acima de tudo cultural, no sentido antropológico, e de logística. Sem a devida consideração dessas dimensões, os resultados serão os perversos, no sentido sociológico. Ou seja, contrários ao desejado.
segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
O futuro de São Paulo - 1
A cidade de São Paulo é a capital econômica do Brasil. O Estado de São Paulo é o que detém a maior fatia do PIB nacional, mas vem perdendo gradativamente essa participação, dentro de um preocupante quadro de baixo crescimento global da economia brasileira.
São Paulo foi favorecido pelo modelo de crescimento baseado numa industrialização concentrada territorialmente, voltado para o mercado interno, substituindo importações. Atualmente, não tem mais capacidade de sustentar o crescimento global, com profundas mudanças na estrutura e geografia da economia brasileira.
A primeira das grandes mudanças é o deslocamento do principal setor dinâmico da economia da indústria passando do secundário (indústria) para o primário (agronegócio e mineração), todas desenvolvidas predominantemente fora de São Paulo.
A segunda é a descentralização industrial, com o desenvolvimento de novos polos industriais, sejam dentro do modelo porto-indústria, como Pernambuco e Ceará, como a indústria da cadeia produtiva do petróleo & gás, incluindo a construção naval, predominantemente também fora de São Paulo, com o novo polo do Rio de Janeiro e ainda do Rio Grande do Sul.
Apesar de uma desconcentração interna dentro do Estado, com a implantação de novas unidades no interior, a produção industrial de São Paulo seguirá uma curva descendente de participação no PIB industrial.
Mais importante que a participação relativa menor é se essa perda decorrerá do maior crescimento dos concorrentes ou de um menor crescimento, ou até um decréscimo de São Paulo.
A produção agrícola do agronegócio ocorre, predominantemente, fora de São Paulo, remanescendo este com a produção da cana de açúcar e da sua transformação em açúcar - um grande item da pauta de exportações - e do etanol. Mas São Paulo se beneficia dos suprimentos feitos à cadeia produtiva.
As perspectivas futuras da indústria brasileira tradicional são pouco favoráveis, diante da perda de competitividade internacional e da tendência de apreciação da moeda nacional, em função das exportações das suas commodities, com o petróleo - em futuro próximo - passando a ser o principal item da pauta.
São Paulo, por já ser o maior centro de consumo brasileiro será o principal importador de produtos manufaturados, beneficiando-se da sua comercialização.
O comércio e os serviços serão os principais setores da economia brasileira, em termos de produção e geração de empregos, ainda que não sejam os fatores primários de dinamização da economia. São segmentos derivados.
A escala de comercialização faz de São Paulo o maior centro do consumo de maior renda, incluindo a ponta do mercado de luxo, atraindo consumidores abastados de todo o Brasil, inclusive de outros países da América do Sul.
A concorrência da cidade de São Paulo, como centro de consumo, é de outras cidades do Exterior, principalmente Miami, um dos principais polos de compras de brasileiros no exterior, além de outras tradicionais cidades, como Nova York e Paris.
O segmento de comércio de média e alta renda, simbolizado pelos shopping centers, deverá ter um crescimento continuado, sendo um dos suportes da economia paulista e paulistana.
O setor de serviços às famílias é outro segmento do setor terciário da maior importância na economia paulistana, sendo o principal polo de serviços mais complexos, como o da saúde. Nesse é até exportador, ao atender pacientes de outros países. Tem concorrentes nacionais, para algumas especialidades, mas a sua principal concorrência é internacional.
Os gastos com saúde tenderão a crescer com o envelhecimento da população e maiores cuidados pessoais com a saúde.
A economia da saúde tenderá ser um dos principais motores do crescimento econômico das cidades, superando os ainda predominantemente industriais.
A cadeia produtiva da saúde é ampla, envolvendo ainda produtos industriais de alta tecnologia. É um cluster que poderia ser melhor desenvolvido em São Paulo.
Mas o principal setor dinâmico da economia paulistana é o dos serviços de gestão, com a hospedagem das sedes das maiores empresas atuantes no país, sejam brasileiras ou multinacionais.
Esse segmento estabelece uma forte interação com o setor de gestão financeira, o que gera uma espiral de desenvolvimento que sustentará o crescimento da economia paulistana.
O principal concorrente nacional de São Paulo, é o Rio de Janeiro, mas há que considerar os concorrentes estrangeiros que estão nas lentes das multinacionais: Miami, Cidade do México e agora Bogotá.
Buenos Aires já foi uma forte concorrente, até com vantagens por ser percebida como a "capital do Brasil", mas entrou em decadência, na preferência das multinacionais. Já Bogotá tem um excelente marketing da cidade para atração de empresas. São Paulo acabou de demonstrar a sua ineficiência, ao não passar da primeira fase para a escolha da cidade para sediar a Expo 2020.
Se Buenos Aires perdeu as posições, porque isso não poderia ocorrer com São Paulo.
Uma das causas da decadência argentina foi a continuidade de uma política populista, voltado para atender à pobreza, mas em detrimento da riqueza. A riqueza foi abandonando a cidade o próprio país e só aumentou a pobreza.
A Prefeitura de São Paulo, dentro de uma ideologia contra "Dona Zelite" pode levar ao mesmo processo de empobrecimento da cidade e perda do seu principal potencial econômico.
São Paulo foi favorecido pelo modelo de crescimento baseado numa industrialização concentrada territorialmente, voltado para o mercado interno, substituindo importações. Atualmente, não tem mais capacidade de sustentar o crescimento global, com profundas mudanças na estrutura e geografia da economia brasileira.
A primeira das grandes mudanças é o deslocamento do principal setor dinâmico da economia da indústria passando do secundário (indústria) para o primário (agronegócio e mineração), todas desenvolvidas predominantemente fora de São Paulo.
A segunda é a descentralização industrial, com o desenvolvimento de novos polos industriais, sejam dentro do modelo porto-indústria, como Pernambuco e Ceará, como a indústria da cadeia produtiva do petróleo & gás, incluindo a construção naval, predominantemente também fora de São Paulo, com o novo polo do Rio de Janeiro e ainda do Rio Grande do Sul.
Apesar de uma desconcentração interna dentro do Estado, com a implantação de novas unidades no interior, a produção industrial de São Paulo seguirá uma curva descendente de participação no PIB industrial.
Mais importante que a participação relativa menor é se essa perda decorrerá do maior crescimento dos concorrentes ou de um menor crescimento, ou até um decréscimo de São Paulo.
A produção agrícola do agronegócio ocorre, predominantemente, fora de São Paulo, remanescendo este com a produção da cana de açúcar e da sua transformação em açúcar - um grande item da pauta de exportações - e do etanol. Mas São Paulo se beneficia dos suprimentos feitos à cadeia produtiva.
As perspectivas futuras da indústria brasileira tradicional são pouco favoráveis, diante da perda de competitividade internacional e da tendência de apreciação da moeda nacional, em função das exportações das suas commodities, com o petróleo - em futuro próximo - passando a ser o principal item da pauta.
São Paulo, por já ser o maior centro de consumo brasileiro será o principal importador de produtos manufaturados, beneficiando-se da sua comercialização.
O comércio e os serviços serão os principais setores da economia brasileira, em termos de produção e geração de empregos, ainda que não sejam os fatores primários de dinamização da economia. São segmentos derivados.
A escala de comercialização faz de São Paulo o maior centro do consumo de maior renda, incluindo a ponta do mercado de luxo, atraindo consumidores abastados de todo o Brasil, inclusive de outros países da América do Sul.
A concorrência da cidade de São Paulo, como centro de consumo, é de outras cidades do Exterior, principalmente Miami, um dos principais polos de compras de brasileiros no exterior, além de outras tradicionais cidades, como Nova York e Paris.
O segmento de comércio de média e alta renda, simbolizado pelos shopping centers, deverá ter um crescimento continuado, sendo um dos suportes da economia paulista e paulistana.
O setor de serviços às famílias é outro segmento do setor terciário da maior importância na economia paulistana, sendo o principal polo de serviços mais complexos, como o da saúde. Nesse é até exportador, ao atender pacientes de outros países. Tem concorrentes nacionais, para algumas especialidades, mas a sua principal concorrência é internacional.
Os gastos com saúde tenderão a crescer com o envelhecimento da população e maiores cuidados pessoais com a saúde.
A economia da saúde tenderá ser um dos principais motores do crescimento econômico das cidades, superando os ainda predominantemente industriais.
A cadeia produtiva da saúde é ampla, envolvendo ainda produtos industriais de alta tecnologia. É um cluster que poderia ser melhor desenvolvido em São Paulo.
Mas o principal setor dinâmico da economia paulistana é o dos serviços de gestão, com a hospedagem das sedes das maiores empresas atuantes no país, sejam brasileiras ou multinacionais.
Esse segmento estabelece uma forte interação com o setor de gestão financeira, o que gera uma espiral de desenvolvimento que sustentará o crescimento da economia paulistana.
O principal concorrente nacional de São Paulo, é o Rio de Janeiro, mas há que considerar os concorrentes estrangeiros que estão nas lentes das multinacionais: Miami, Cidade do México e agora Bogotá.
Buenos Aires já foi uma forte concorrente, até com vantagens por ser percebida como a "capital do Brasil", mas entrou em decadência, na preferência das multinacionais. Já Bogotá tem um excelente marketing da cidade para atração de empresas. São Paulo acabou de demonstrar a sua ineficiência, ao não passar da primeira fase para a escolha da cidade para sediar a Expo 2020.
Se Buenos Aires perdeu as posições, porque isso não poderia ocorrer com São Paulo.
Uma das causas da decadência argentina foi a continuidade de uma política populista, voltado para atender à pobreza, mas em detrimento da riqueza. A riqueza foi abandonando a cidade o próprio país e só aumentou a pobreza.
A Prefeitura de São Paulo, dentro de uma ideologia contra "Dona Zelite" pode levar ao mesmo processo de empobrecimento da cidade e perda do seu principal potencial econômico.
domingo, 1 de dezembro de 2013
Asian strategies
"The Galeão airport will be the main airport hub in South America,
beating São Paulo airports." Whether or not, or when it will be, is
anyone's guess, but this is the goal of Changi, the operator of Singapore
airport, considered the best in the world by specialized magazines (which is
always debatable, but it is an important indicator).
In concessions for 25-35 years (for Asians medium term, not long) we can
notforecast the future based on the past, but assume inflections or new directions
in the market.
Good strategies require a large factor of "futurism" and
"bet" - with fundamentals - in certain scenarios.
The strategies are not Odebrecht’s – despite being the economic leader
of the consortium – but of Changi.
To understand why the consortium bid so high you cannot reason as a
Brazilian, focused on a Brazilian airport with terrible services for the
locals, but as an Asian, who is accustomed to think globally and act globally.
Changi took into account the future prospects for global aviation within
the trend of stagnation or low growth in the U.S. and Europe as centers of
international outbound tourism and the high growth of emerging countries, especially
Asians, as senders and receivers centers of international tourism.
The National distribution share in 2020 will already be different from
the current and will continue in subsequent years.
The largest growth of air movement will be of Asian companies, some
already operating in Brazil, such as Singapore, Thai and other, competing with
“petroarabian” fou routes to the east (Emirates and other).
Changi's strategy is to conquer the takeoffs and landings of these
companies in Brazil, for its airport.
Sure will know to develop, better than its smaller competitors,
operators of Guarulhos and Viracopos, the differentials of competitiveness to
win the preference of its countrymen.
If S. Paulo do not realize the threat, or underestimate it, it will lose battles, and even the war.
Viracopos is the largest Brazilian cargo airport and must have substantially increased the volume of cargo with the Asian importation of parts and components for assembly of telephone and electronic equipment in Brazil.
Ie, its largest increase is bound to the Asian movement.
Viracopos will suffer a strong attack from Changi aiming to transfer
supercargo plane operations to Galeão.
The advantage of Viracopos is time. Is already prepared to receive the
increase in volume and has most load users in its surroundings.
Galeão will need investments to receive and handle the loads and
efficient land logistics.
Viracopos will have to consolidate its positions, with proper services
to clients, so that when Changi "attacks" it shall be well protected.
The greatest threat to Viracopos was Changi itself take over Confins and
lead the implementation of the Aerotropolis, scheduled to be built around that
airport. But the Asian preferred the Galleon.
Neither Viracopos, nor Confins will be direct competitors in the
passenger market, with the major dispute being between Guarulhos and Galeão.
Guarulhos has a short-term disadvantage and a medium-term advantage.
In the short term, being overloaded, will give room for the growth of
the Galeão that is idle.
But in the medium term will count with the investments to expand its capacity
performed prior to Galeão.
(versão - Flávio Musa de Freitas Guimarães)
(versão - Flávio Musa de Freitas Guimarães)
As mudanças propugnadas
As pesquisas de satisfação (ou não) com o Governo e de intenções de voto, indicariam uma preferência maior pela reeleição da Presidente mas, ao mesmo tempo, uma parcela superior que reclama por mudanças.
Que mudanças seriam essas?
Economistas e autoridades apressadamente como mudanças na política econômica. Mas isso para o povo é muito exotérico. Ele trabalha mais com resultados e com a percepção que caracteriza o "imaginário popular".
Dentro desse, uma principais mudanças desejadas é o fim da corrupção.
O povo está cansado de ver todos os dias surgimento de casos de corrupção, que ao ver dele seriam evitáveis. Acha que uma das causas maiores é a impunidade. Acha que, quem tem dinheiro para pagar bons advogados escapa da cadeia e continua praticando as mesmas falcatruas.
A prisão dos "mensaleiros" alivia um pouco a pressão. Tem a aprovação da maioria, ficando a exceção com militantes petistas que insistem em vender um peixe da injustiça, de regime de exceção e ilegalidade.
Independentemente de quem foi atingido, e da sua história pregressa, a prisão tem um caráter simbólico: é percebido como um golpe na impunidade: poderosos e ricos também vão para a cadeia.
Essa mudança já estaria ocorrendo e não seria necessário trocar o Governo, porque essa já teria feito. Dilma, sabidamente, não contesta as prisões, porque isso seria interpretado como defesa da impunidade. Deixa isso para os militantes do PT. Lula também presta solidariedade mas não vai contra.
Melhor para o projeto de poder do PT eles se passarem por mártires: aqueles que se sacrificaram para satisfazerem a "sanha" do povo que quer ver corpos imolados. É o que pretenderia José Genoino.
As duas principais reivindicações seguintes são com relação aos serviços públicos de saúde e de educação.
As percepções são diferentes em função da renda, diversamente do caso da impunidade, que é generalizada.
Os mais pobres que dependem dos serviços públicos querem o atendimento por médicos, independentemente da tecnologia.
O Governo está tentando atendé-los mediante do programa Mais Médicos e com os médicos cubanos, nos grotões e nas periferias. Nos grotões dará certo, mas isso não deverá resultar em muitos mais votos.
O problema maior estará nas periferias urbanas, onde a presença do médico é necessária, mas não suficiente.
Mas, para vencer o Governo, neste quesito, que já estaria fazendo as mudanças, é preciso muita criatividade e demonstração de resultados. Eduardo Campos, aparentemente, teria mais o que mostrar, mas não tem propostas ousadas e inovadoras, como é o Mais Médicos.
Já os mais ricos pouco usam o sistema público e tem dele impressões a partir de casos pontuais, principalmente de empregados que lhes atendem, e do que vê ou lê pela mídia.
A classe média se vale - predominantemente - dos planos de saúde privados e suas reivindicações são em relação aos reajustes que sempre considera abusivos e as restrições de atendimento.
A tal de "educação de qualidade" é mais simbólica do que real. Em 2014 o mais simbólico poderá ser o "padrão FIFA".
Todo mundo quer, mas enquanto os resultados forem ruins, continuará sendo exigido.
E a Copa poderá derrotar todos os governantes. Só a taça os salvarão.
Que mudanças seriam essas?
Economistas e autoridades apressadamente como mudanças na política econômica. Mas isso para o povo é muito exotérico. Ele trabalha mais com resultados e com a percepção que caracteriza o "imaginário popular".
Dentro desse, uma principais mudanças desejadas é o fim da corrupção.
O povo está cansado de ver todos os dias surgimento de casos de corrupção, que ao ver dele seriam evitáveis. Acha que uma das causas maiores é a impunidade. Acha que, quem tem dinheiro para pagar bons advogados escapa da cadeia e continua praticando as mesmas falcatruas.
A prisão dos "mensaleiros" alivia um pouco a pressão. Tem a aprovação da maioria, ficando a exceção com militantes petistas que insistem em vender um peixe da injustiça, de regime de exceção e ilegalidade.
Independentemente de quem foi atingido, e da sua história pregressa, a prisão tem um caráter simbólico: é percebido como um golpe na impunidade: poderosos e ricos também vão para a cadeia.
Essa mudança já estaria ocorrendo e não seria necessário trocar o Governo, porque essa já teria feito. Dilma, sabidamente, não contesta as prisões, porque isso seria interpretado como defesa da impunidade. Deixa isso para os militantes do PT. Lula também presta solidariedade mas não vai contra.
Melhor para o projeto de poder do PT eles se passarem por mártires: aqueles que se sacrificaram para satisfazerem a "sanha" do povo que quer ver corpos imolados. É o que pretenderia José Genoino.
As duas principais reivindicações seguintes são com relação aos serviços públicos de saúde e de educação.
As percepções são diferentes em função da renda, diversamente do caso da impunidade, que é generalizada.
Os mais pobres que dependem dos serviços públicos querem o atendimento por médicos, independentemente da tecnologia.
O Governo está tentando atendé-los mediante do programa Mais Médicos e com os médicos cubanos, nos grotões e nas periferias. Nos grotões dará certo, mas isso não deverá resultar em muitos mais votos.
O problema maior estará nas periferias urbanas, onde a presença do médico é necessária, mas não suficiente.
Mas, para vencer o Governo, neste quesito, que já estaria fazendo as mudanças, é preciso muita criatividade e demonstração de resultados. Eduardo Campos, aparentemente, teria mais o que mostrar, mas não tem propostas ousadas e inovadoras, como é o Mais Médicos.
Já os mais ricos pouco usam o sistema público e tem dele impressões a partir de casos pontuais, principalmente de empregados que lhes atendem, e do que vê ou lê pela mídia.
A classe média se vale - predominantemente - dos planos de saúde privados e suas reivindicações são em relação aos reajustes que sempre considera abusivos e as restrições de atendimento.
A tal de "educação de qualidade" é mais simbólica do que real. Em 2014 o mais simbólico poderá ser o "padrão FIFA".
Todo mundo quer, mas enquanto os resultados forem ruins, continuará sendo exigido.
E a Copa poderá derrotar todos os governantes. Só a taça os salvarão.
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