sexta-feira, 30 de junho de 2017

O futuro das relações empregatícias

O cenário mais provável, com a provável aprovação da dita reforma trabalhista é que haja uma substancial redução de demandas trabalhistas. 

A questão maior é sobre o nível de empregos, afetando ademais os níveis de remuneração e as condições de trabalho. 

A "reforma trabalhista" foi "vendida" pelo Governo como uma solução ou medida essencial para mitigar o nível de desocupação no mercado de trabalho.

Mesmo que aumentasse a segurança jurídica e econômica, os empresários - em ação individual - não aumentariam as contratações, sem a perspectiva de vender mais e aumentar a sua produção. 

Agora o mercado de consumo final voltou a se animar, embora não de forma generalizada. 

Com tal reanimação, os empregadores voltarão a contratar mais empegados, ao não ter os mesmos riscos que anteriormente?

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Evitar a Reforma Previdenciária

Duas das mais recentes ações da PGR, sob comando de Rodrigo Janot dão indícios das reais razões que a tem movimentado. Novas ilações da Teoria da Conspiração.

Facção da PGR, aproveitando a receptividade social da sua forte e proveitosa ação contra a corrupção - supostamente - vem atuando para que políticos corruptos não aprovem uma Reforma Ampla da Previdência.

Essa facção mostrou a sua força e foi vitoriosa na indicação da Lista Tríplice. Logo após a votação, a PGR entrou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade contra a Lei da Terceirização. Com o claro objetivo de influenciar na votação na CCJ do Senado. Pode ter sido o preço cobrado pelos Procuradores do Ministério Público do Trabalho que votaram a favor de Nicolao Dino. 

A isso se soma o fatiamento das denúncias contra o Presidente.  A estratégia é clara. Retardar a apreciação da Reforma Previdenciária. 

Quanto mais o Presidente resistir aos ataques da PGR, mais a pauta do Congresso poderá ficar parada. A apreciação da Reforma Previdenciária seria sucessivamente adiada, levada para 2018.

Ai se espera que, em função das eleições, e da reação contrária de grande parte da população à Reforma, ela seja postergada para 2019 ou para mais adiante. 


terça-feira, 27 de junho de 2017

Os motores (drivers) do crescimento

A economia brasileira conta com 3 motores primários para acionar o seu crescimento.

O primeiro é um motor possante, mas envelhecido e mal mantido, com baixo nível de utilização. É o motor industrial.
O segundo é um motor ainda pequeno, mas em plena movimentação, contemplando as mais modernas tecnologias, mas descendente de um velho motor dos tempos coloniais, com o que carrega todo um conjunto de preconceitos e descrença quando ao seu funcionamento permanente. 
O terceiro, na realidade, é um conjunto de motores, alguns primários outros derivados da força daqueles. Uns tem dinâmica própria, outros dependem das condições geradas pelos demais.

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Agricultura 4.0 x Industria 2.0

A produção agrícola empresarial evoluiu tecnologicamente acompanhando as inovações introduzidas pela tecnologia digital, a biotecnologia, as geotecnologias e outras. 

Mercê desses avanços o Brasil é o principal produtor mundial de laranja, de açúcar, o segundo maior produtor de soja e principal exportador. Tem posições relevantes em diversos outros produtos agrícolas.

A agricultura brasileira (a do campo) já alcançou o estágio 4.0, com todas as características dessa nova onda ou revolução: alto uso da tecnologia, redução do uso da mão-de-obra, alta produtividade e mega escalas.

Em contrapartida, a indústria brasileira ficou estagnada no estágio 2.0. 
A sua produção ainda é predominantemente baseada no modelo fordista da linha de produção. Com baixo nível de automação - fora algumas exceções - e baixa produtividade dos fatores. Ainda é empregadora, em função dessa baixa produtividade. As escalas de produção que podiam ser grandes quando da implantação, hoje viraram pequenas, em função dos novos padrões estabelecidos pela indústria chinesa. 

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Demanda 4.0


O que a 4ª Revolução Industrial irá gerar de mudança significativa na vida das pessoas? Será o robô? O que a Internet das Coisas irá afetar o modo de viver? Ou será o barateamento de coisas que hoje já existem, mas são pouco acessíveis à maioria das pessoas, em função do seu custo?

A proposta japonesa para a sociedade 5.0 traz algumas dicas, em função do envelhecimento da população. A questão levantada não é apenas a inversão da pirâmide etária ou a previdência social. Mas também, o que esses "velhos" ou "jovens idosos ou idosos jovens" irão fazer com o seu tempo, já que não tem que ou não precisam utilizá-lo para trabalhar?


Ou seja, um dos maiores problemas futuro da humanidade é adequar a forma de viver com o chamado tempo ocioso? E como a tecnologia, as inovações ajudarão a ajustar a vida dessas pessoas? Para que eles não pensem em abreviar uma vida fisicamente possível, mas monótona, repetitiva, sem desafios e com poucas alegrias.

Atender às demandas futuras, algumas delas ainda nem percebidas, deverá ser o foco das inovações.

O avanço da 4ª Revolução Industrial não irá ocorrer sem uma Demanda 4.0.

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Ganhar perdendo

O desenrolar da apreciação da Reforma Trabalhista confirma a suspeita de que não foi descuido, mas intencional a derrota na Comissão de Assuntos Sociais.
Se o objetivo do Governo é não retardar demais a aprovação da Reforma Trabalhista que dá como certo em plenário, não lhe interessa deixar a oposição agir para travar o máximo possível a tramitação.
Como tentou e conseguiu parcialmente ontem na Comissão de Constituição e Justiça.

A oposição no Senado, liderado pelo Senador Lindbergh já anunciou publicamente que o objetivo é retardar o processo, uma vez que considera improvável derrotar em plenário, com a manutenção de Temer como Presidente.  O atraso seria dentro da perspectiva de queda do Presidente.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Vitória de Renan

O resultado desfavorável no processo de apreciação do projeto da Reforma Trabalhista, mais um vez, não é o que parece à primeira vista.
Indubitavelmente foi uma vitória a ser comemorada pelo PT e pelos opositores da reforma. Mas não devida a eles. Foi manobrada por Renan Calheiros que ainda procura mostrar poder e sua aproximação com o PT de Lula. Com vistas à sua reeleição e a de
seu filho em 2018.
Aproveitou a ausência do Senador Sergio Petecão e com o voto de dissidentes que seguiram a sua orientação, derrotou Romero Jucá, Marta Suplicy e, indiretamente, Michel Temer. 
Foi um claro descuido do Governo. Ou teria sido mais um lance estratégico? 

Lula, meio livre

Lula está jurídica e politicamente livre, mas não como ele e o PT desejam. Ele não está condenado, mas tampouco inocentado. Ele não está jul...