A ruptura da barragem de uma represa de rejeitos em Brumadinho é o crime mais monstruoso já praticado no país, mas cuja ocorrência e responsabilidades ainda precisam ser esclarecidas. O que está evidenciado são as trágicas consequências do crime. Que não é apenas de caráter ambiental. Mais de uma centena de vítimas humanas tragadas pela lama e pelos minérios, não é só uma questão ambiental.
A Vale não tem mais interesse em continuar com a mineração em Minas Gerais. A extração tem custo operacional elevado, agravadas pelos custos ambientais. Estava em processo de redução e desativação das suas minas na bacia do Paraupebas, que abrange uma área dentro do Município de Brumadinho.
Se ela não estava interessada, porque estava reativando as operações, com a obtenção acelerada do licenciamento ambiental?
A culpa é do Governo do Estado? É da sociedade mineira.
Essa quer que a Vale seja empregadora, mas não a quer como causadora de desastres. Para os trabalhadores vale a pena trabalhar para morrer por ela?
É possível compatibilizar os objetivos de emprego e impacto ambiental?
A origem do crime é outra: chama-se "falta de engenharia".
(cont)
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segunda-feira, 28 de janeiro de 2019
quinta-feira, 24 de janeiro de 2019
A "prensa" em Bolsonaro em Davos
Os mega trilionários "conscientes" que se reunem, anualmente, em Davos, estão menos interessados nas reformas estruturais que o Brasil se disponha a fazer, para a melhoria do ambiente econômico, para investir, do que na melhoria do ambiente natural da terra.
O Brasil tem uma importância emblemática no mundo por deter a maior reserva florestal, assumido no imaginário mundial como o "pulmão do mundo".
Os investidores não querem ser responsabilizados por ajudar um Governo que não se disponha a preservar esse pulmão e contribuir para o colapso da terra.
Armaram um palco mundial, para saber de Bolsonaro se o Brasil iria se manter ou se retirar do Acordo de Paris. Pouco importava o mais que ele fosse dizer e, talvez, percebendo isso, pouco disse.
Klaus Schwab logo fez a pergunta crucial e obteve a resposta que queria: o Brasil irá se manter no Acordo de Paris. Ainda que "por enquanto".
Obtida a resposta favorável "em nada mais havendo, encerrou a sessão".
O Brasil tem uma importância emblemática no mundo por deter a maior reserva florestal, assumido no imaginário mundial como o "pulmão do mundo".
Os investidores não querem ser responsabilizados por ajudar um Governo que não se disponha a preservar esse pulmão e contribuir para o colapso da terra.
Armaram um palco mundial, para saber de Bolsonaro se o Brasil iria se manter ou se retirar do Acordo de Paris. Pouco importava o mais que ele fosse dizer e, talvez, percebendo isso, pouco disse.
Klaus Schwab logo fez a pergunta crucial e obteve a resposta que queria: o Brasil irá se manter no Acordo de Paris. Ainda que "por enquanto".
Obtida a resposta favorável "em nada mais havendo, encerrou a sessão".
quarta-feira, 23 de janeiro de 2019
O candidato Bolsonaro em Davos
Jair Bolsonaro foi a Davos para "dar uma de Jair Bolsonaro" e fez o que pretendeu fazer: um discurso de palanque de um candidato para a obtenção dos votos (oops) do dinheiro dos investidores internacionais.
Fez promessas básicas que os investidores queriam ouvir e assumiu um único compromisso relevante : o Brasil não deixará o Acordo de Paris sobre o Clima.
Não fez o que mídia brasileira queria que ele fizesse.
Essa inflou o balão, desenvolveu toda uma expectativa, criando uma imagem de liderança mundial que não se coaduna com a personalidade, contando que ele se comportaria como sempre: um palanqueiro. E com isso noticiaria uma suposta decepção em Davos e difundiria para o público brasileiro uma contrariedade pela "perda de oportunidade histórica".
Fez promessas básicas que os investidores queriam ouvir e assumiu um único compromisso relevante : o Brasil não deixará o Acordo de Paris sobre o Clima.
Não fez o que mídia brasileira queria que ele fizesse.
Essa inflou o balão, desenvolveu toda uma expectativa, criando uma imagem de liderança mundial que não se coaduna com a personalidade, contando que ele se comportaria como sempre: um palanqueiro. E com isso noticiaria uma suposta decepção em Davos e difundiria para o público brasileiro uma contrariedade pela "perda de oportunidade histórica".
sábado, 19 de janeiro de 2019
O Governo do Clã Bolsonaro
Na esteira dos desenhos dos cenários Bolsonaro temos nos dedicado a analisar o bloco do governo do clã Bolsonaro dominado pelos filhos do patriarca, com as implicações que podem trazer ao Governo e ao país em geral.
Um fato específico, no entanto, já está desgastando a imagem de Jair Bolsonaro, enfraquecendo a sua única força real que o levou à Presidência da República: o apoio popular pela versão vendida de que ele era um político antigo, mas que nunca se envolveu com as "maracutaias" ou "mal feitos" tradicionais.
Ele não teria se envolvido, mas seu primogênito sim.
Manda a regra de honra dos clãs que o membro que cometer algum deslize deve assumir inteira responsabilidade, pedir desculpas publicamente e sair de cena. No Japão antigo cometia "harakiri".
A resistência de Flávio Bolsonaro em não reconhecer o erro só desgasta o Presidente.
Um fato específico, no entanto, já está desgastando a imagem de Jair Bolsonaro, enfraquecendo a sua única força real que o levou à Presidência da República: o apoio popular pela versão vendida de que ele era um político antigo, mas que nunca se envolveu com as "maracutaias" ou "mal feitos" tradicionais.
Ele não teria se envolvido, mas seu primogênito sim.
Manda a regra de honra dos clãs que o membro que cometer algum deslize deve assumir inteira responsabilidade, pedir desculpas publicamente e sair de cena. No Japão antigo cometia "harakiri".
A resistência de Flávio Bolsonaro em não reconhecer o erro só desgasta o Presidente.
sexta-feira, 28 de dezembro de 2018
Renovação no Alto Clero, mas não do todo, no Senado Federal
O alto clero do Senado Federal que congrega os "cardeais" da política brasileira, ou os "caciques políticos" terá uma grande transformação em 2019. Tradicionais líderes, como Romero Jucá, Eunício de Oliveira, Edison Lobão, Valdir Raupp, Armando Monteiro, Cássio Cunha Lima, Jorge Viana e outros foram barrados pelos eleitores.
Aécio Neves, Gleise Hoffmann e José Agripino, preferiram concorrer a outros cargos. Poucos sobreviveram, entre eles Renan Calheiros, Edson Braga, Jader Barbalho e Humberto Costa.
Serão substituidos por retornantes, como Jarbas Vasconcelos, Esperidião Amin, Jayme Campos e ex-governadores como Cid Gomes, Jaques Wagner e Confúcio Moura.
A maior parte dos novos é de promoção na carreira política, oriundos da Câmara dos Deputados ou Assembléias Legislativas. Alguns poderão ter grande protagonismo, como os ex-deputados federais Major Olimpio, Luiz Carlos Heinze, Rodrigo Pacheco e outros. Dos oriundos das Assembléias Legislativas despontam Flávio Bolsonaro e Rodrigo Cunha, esse de Alagoas, ainda pouco conhecido nacionalmente.
Os veteranos são 34 dos 46 novos , representando 74% dos novos e 42% do total do Senado.
Os novatos, entre os seminovatos, com alguma experiência eleitoral e os inteiramente novos, sem qualquer antecedente eleitoral, são 12, significando 26% dos novos e apenas 15% do Senado. Uma renovação política numérica ainda muito baixa.
Os grandes números geram uma impressão diversa da realidade.
Aécio Neves, Gleise Hoffmann e José Agripino, preferiram concorrer a outros cargos. Poucos sobreviveram, entre eles Renan Calheiros, Edson Braga, Jader Barbalho e Humberto Costa.
Serão substituidos por retornantes, como Jarbas Vasconcelos, Esperidião Amin, Jayme Campos e ex-governadores como Cid Gomes, Jaques Wagner e Confúcio Moura.
A maior parte dos novos é de promoção na carreira política, oriundos da Câmara dos Deputados ou Assembléias Legislativas. Alguns poderão ter grande protagonismo, como os ex-deputados federais Major Olimpio, Luiz Carlos Heinze, Rodrigo Pacheco e outros. Dos oriundos das Assembléias Legislativas despontam Flávio Bolsonaro e Rodrigo Cunha, esse de Alagoas, ainda pouco conhecido nacionalmente.
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| Juiza Selma Arruda |
Os veteranos são 34 dos 46 novos , representando 74% dos novos e 42% do total do Senado.
Os novatos, entre os seminovatos, com alguma experiência eleitoral e os inteiramente novos, sem qualquer antecedente eleitoral, são 12, significando 26% dos novos e apenas 15% do Senado. Uma renovação política numérica ainda muito baixa.
Os grandes números geram uma impressão diversa da realidade.
sexta-feira, 21 de dezembro de 2018
O fazer com o Brasil curado da sua doença?
O Brasil está doente. E o novo governo promete dar um jeito e curar o doente.
O Brasil é uma casa em desordem. O Governo promete por a casa em ordem.
Mas e ai? O que o Brasil irá fazer depois de curado? O que vai fazer com a casa em ordem? Apenas se manter saudável, parado? Manter a casa arrumada? Ou sair para outra? Para uma vida nova? Que vida nova seria essa?
O Brasil tem oscilado entre uma economia fechada e uma pequena abertura.
Com Bolsonaro há duas forças contraditórias.
De um lado a equipe econômica quer uma abertura ampla. A equipe ideológica familiar, inspirada em Trump quer o fechamento, em nome da soberania nacional e contra o "globalismo".
O que prevalecerá e quais serão os resultados efetivos?
O Brasil é uma casa em desordem. O Governo promete por a casa em ordem.
Mas e ai? O que o Brasil irá fazer depois de curado? O que vai fazer com a casa em ordem? Apenas se manter saudável, parado? Manter a casa arrumada? Ou sair para outra? Para uma vida nova? Que vida nova seria essa?
O Brasil tem oscilado entre uma economia fechada e uma pequena abertura.
Com Bolsonaro há duas forças contraditórias.
De um lado a equipe econômica quer uma abertura ampla. A equipe ideológica familiar, inspirada em Trump quer o fechamento, em nome da soberania nacional e contra o "globalismo".
O que prevalecerá e quais serão os resultados efetivos?
segunda-feira, 17 de dezembro de 2018
O "exército de Lorenzeone"
Como o apoio ideológico ou programático é insuficiente para a aprovação das suas propostas no Congresso, teve que apelar para as Frentes Parlamentares (bancadas temáticas), o que ainda é insuficiente.
Tem que buscar o apoio individual de deputados "avulsos", em articulações ou negociações no varejo.
Dado o grande contingente desses, que seriam em torno de 300 deputados, Onyx Lorenzoni está formando uma tropa de deputados não reeleitos, a maioria do baixo clero atual, para uma atuação "corpo a corpo" com os "avulsos".
As frentes de atuação serão estaduais, com a compreensão de que esses deputados são predominantemente despachantes de interesses comunitários.
Apesar do ceticismo dos conservadores que desconfiam da inovação, da quebra dos paradigmas, tem condições de sucesso. O maior problema do Exército de Lorenzeone será o "fogo amigo".
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