Os negócios gerenciados pelo então Diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto da Costa, envolve - de um lado - o acordo com as empresas que, como contrapartida à contratação pela Petrobras dentro daquela Diretoria contribuiam com uma propina.
Esses acordos seriam promovidos diretamente pelo Diretor de tal forma que na delação premiada a lista das contribuintes será a principal contribuição do delator para as investigações. Por esta razão a delação deverá ser homologada pelo Ministro Teori Zavaski.
Os indícios até aqui revelados indicam que os depósitos dos contribuintes eram feitos no exterior, o que faz sentido. Grande parte dos contratos envolve o fornecimento de equipamentos e materiais importados, de tal forma que a contribuinte nacional poderia mandar as divisas em compras superfaturadas, até mesmo para subsidiárias especialmente criadas para tal.
Uma parte, provavelmente a menor, era feita diretamente em notas de reais, recolhidas nas empresas contribuintes, levadas a um local para a separação e posterior distribuição aos beneficiários finais.
Supostamente tanto a operação externa como a interna era realizada pelo doleiro Alberto Youssef, a manda de PRC. Mas este não tinha contato direto com os beneficiários.
Na delação premiada ele pode dar o nome dos beneficiários, mas nem eles como aquele tem provas: nesse negócio ninguém dá recibo. Os beneficiários podem negar os recebimentos e qualquer ligação com PRC. Como alías já vem fazendo.
A lista, ainda oficiosa, pode vir a tona. Mas não muda o cenário. As provas dependem dos testemunhos de pessoas que participaram diretamente das operações. Uma das mensageiras já se pronunciou. O principal operador ainda não.
As negativas podem evitar condenações judiciais, mas o impacto político é imediato e profundo.
Mas há uma questão crítica, que precisa ser desvendada. Se PRC não acertava diretamente com os beneficiários, com quem ele acertava a lista desses? Quem era esse poderoso "chefão"? Ele irá delatá-lo? Como ele irá explicar a formação da lista?
Há dois caminhos plausíveis, dentro dessas circunstâncias. Ele fazia o contato direto com esse "distribuidor" ou o fazia através de um figura interna mais importante que se encontraria com aquele.
Quem são eles? Existem ou são criações imaginárias da Teoria da Conspiração?
Ver o que não é mostrado - Enxergar o que está mostrado Ler o que não está escrito Ouvir o que não é dito - Entender o que está escrito ou dito
segunda-feira, 8 de setembro de 2014
domingo, 7 de setembro de 2014
Pedestres x cicloativistas
A Prefeitura de São Paulo, na gestão atual, assumiu claramente uma posição a favor dos cicloativstas, contra todos os oponentes, quaisquer que sejam, acreditando que irá melhorar a cidade. Para quem?
Uma revolução se faz pela transformação de uma minoria em maioria. Os ciclistas são ainda uma minoria (ainda que qualificada) e os oponentes a maioria (embora anônima). Alguns começam agora a ter cobertura da mídia, tornando=se visíveis, como os comerciantes da Santa Cecília que, não sabendo o que fazer e a quem se queixar, foram à Delegacia de Polícia. Apenas para registrar uma queixa, chamando a mídia.
Com a implantação indiscriminada e preocupada apenas com metas quantitativas de quilômetros de ciclovias, pretende mudar a cultura dos moradores de São Paulo que passarão a usar mais a bicicleta em seus deslocamentos, do que o automóvel. Se isso realmente ocorrer haverá uma melhora substancial na mobilidade urbana, pois as pessoas irão se locomover usando um veículo que ocupa muito menos espaços nas vias públicas existentes do que o carro, quando circulando. Ademais os carros estacionados nas vias retiram um grande espaço para circulação.
A maioria dos motoristas descontente não chega a formar movimentos de autoativistas. Muitos concordam e se dispõe a mudar o meio de transporte.
Os comerciantes de rua, que tiveram a via em frente da sua loja pintadas como ciclovias, estão reclamando a perda de freguesia, porque eles não podem mais estacionar em frente ou nas proximidades.
O Prefeito responde que eles vão vender mais. Pode ser a suposição de quem é do ramo. É de família de comerciantes da rua 25 de março e, ele mesmo já foi balconista.
O que pode acontecer realmente?
Sem dúvida haverá, inicialmente, uma perda de clientela, pois há a quebra de um paradigma. As pessoas se acostumaram a pegar o carro para qualquer deslocamento, e vão deixar de fazê-lo para compras a curta distância. Vão deixar de "usar o carro para ir à padaria".
Trafegar de bicicleta tem vantagem para o comerciante. Pela menor velocidade o sua loja ficará mais visível, com a percepção pelo transeunte de que ela existe. De carro "ele passa batido".
Mas essas pessoas irão se acostumar a fazer pequenas compras de bicicleta? Irão se acostumar a carregar os pacotes com a sua bicicleta? Ou desenvolverá o sistema de entregas a domicílio:
O comércio de rua é predominantemente local, atendendo à população do próprio bairro, portanto as lojas, bares, restaurantes e outros estabelecimentos estão próximos da moradia.
Com a continuidade da política a favor dos ciclistas, a médio prazo cada vez mais pessoas trocarão o carro pela bicicleta. Mas essa política corre risco, pois atendendo a uma minoria quantitativa, vale dizer, de eleitores poderá ser derrotada nas próximas eleições e ser alterada ou até cancelada.
Os cicloativistas são predominantemente da "elite branca". Tem maior visibilidade, são mais barulhentos, tem a adesão de muitos jovens (e outros não tão jovens) jornalistas, que são adeptos do ciclismo. A maior parte do noticiário é francamente a favor.
Mas são minoria eleitoral e só influem na opinião dela mesma.
A bicicleta não é a principal opção da classe média emergente que quer sair da má qualidade dos serviços de ônibus. A sua opção é a motocicleta, tão amaldiçoada quanto os carros.
O que acontecerá com a reivindicação dos motociclistas em trafegar pelas ciclovias?
Com as ciclofaixas no centro da cidade, a Prefeitura criou um problema adicional. Essa é reservada exclusivamente para os ciclistas, ficando proibida até para os pedestres. A Prefeitura está treinando guardas civis metropolitanos para multarem os infratores.
A partir de um fundamentalismo cicloviário, o prefeito petista está privilegiando uma minoria em detrimento da maioria. Está favorecendo uma classe média supostamente moderna, tirando o direito a partes importantes da cidade da população que anda a pé.
Quem afinal tem direito à cidade?
Uma revolução se faz pela transformação de uma minoria em maioria. Os ciclistas são ainda uma minoria (ainda que qualificada) e os oponentes a maioria (embora anônima). Alguns começam agora a ter cobertura da mídia, tornando=se visíveis, como os comerciantes da Santa Cecília que, não sabendo o que fazer e a quem se queixar, foram à Delegacia de Polícia. Apenas para registrar uma queixa, chamando a mídia.
Com a implantação indiscriminada e preocupada apenas com metas quantitativas de quilômetros de ciclovias, pretende mudar a cultura dos moradores de São Paulo que passarão a usar mais a bicicleta em seus deslocamentos, do que o automóvel. Se isso realmente ocorrer haverá uma melhora substancial na mobilidade urbana, pois as pessoas irão se locomover usando um veículo que ocupa muito menos espaços nas vias públicas existentes do que o carro, quando circulando. Ademais os carros estacionados nas vias retiram um grande espaço para circulação.
A maioria dos motoristas descontente não chega a formar movimentos de autoativistas. Muitos concordam e se dispõe a mudar o meio de transporte.
Os comerciantes de rua, que tiveram a via em frente da sua loja pintadas como ciclovias, estão reclamando a perda de freguesia, porque eles não podem mais estacionar em frente ou nas proximidades.
O Prefeito responde que eles vão vender mais. Pode ser a suposição de quem é do ramo. É de família de comerciantes da rua 25 de março e, ele mesmo já foi balconista.
O que pode acontecer realmente?
Sem dúvida haverá, inicialmente, uma perda de clientela, pois há a quebra de um paradigma. As pessoas se acostumaram a pegar o carro para qualquer deslocamento, e vão deixar de fazê-lo para compras a curta distância. Vão deixar de "usar o carro para ir à padaria".
Trafegar de bicicleta tem vantagem para o comerciante. Pela menor velocidade o sua loja ficará mais visível, com a percepção pelo transeunte de que ela existe. De carro "ele passa batido".
Mas essas pessoas irão se acostumar a fazer pequenas compras de bicicleta? Irão se acostumar a carregar os pacotes com a sua bicicleta? Ou desenvolverá o sistema de entregas a domicílio:
O comércio de rua é predominantemente local, atendendo à população do próprio bairro, portanto as lojas, bares, restaurantes e outros estabelecimentos estão próximos da moradia.
Com a continuidade da política a favor dos ciclistas, a médio prazo cada vez mais pessoas trocarão o carro pela bicicleta. Mas essa política corre risco, pois atendendo a uma minoria quantitativa, vale dizer, de eleitores poderá ser derrotada nas próximas eleições e ser alterada ou até cancelada.
Os cicloativistas são predominantemente da "elite branca". Tem maior visibilidade, são mais barulhentos, tem a adesão de muitos jovens (e outros não tão jovens) jornalistas, que são adeptos do ciclismo. A maior parte do noticiário é francamente a favor.
Mas são minoria eleitoral e só influem na opinião dela mesma.
A bicicleta não é a principal opção da classe média emergente que quer sair da má qualidade dos serviços de ônibus. A sua opção é a motocicleta, tão amaldiçoada quanto os carros.
O que acontecerá com a reivindicação dos motociclistas em trafegar pelas ciclovias?
Com as ciclofaixas no centro da cidade, a Prefeitura criou um problema adicional. Essa é reservada exclusivamente para os ciclistas, ficando proibida até para os pedestres. A Prefeitura está treinando guardas civis metropolitanos para multarem os infratores.
A partir de um fundamentalismo cicloviário, o prefeito petista está privilegiando uma minoria em detrimento da maioria. Está favorecendo uma classe média supostamente moderna, tirando o direito a partes importantes da cidade da população que anda a pé.
Quem afinal tem direito à cidade?
sábado, 6 de setembro de 2014
Dificuldades acidentais ou propositais
O estacionamento rotativo pago em vias públicas é uma prática usual nas grandes cidades, contemplando sucessivas melhorias tecnológicas.
Tradicionalmente o equipamento de controle é o parquímetro, inicialmente com o uso de fichas específicas, avançando para o uso de moedas comuns.
A cidade de São Paulo criou um sistema manual simples com uma cartela preenchida manualmente que pela facilidade de implantação foi replicada em diversas outras cidades: a Zona Azul.
Essa conjugação de simplicidade com a facilidade de implantação sem grandes investimentos fez com que a Prefeitura Municipal rejeitasse sucessivamente a tecnificação do sistema. Uma das alegações era a velocidade de avanços tecnológicos que faria com que um determinado sistema implantado ficasse obsoleto em curto prazo.
A atual administração municipal é declaradamente contra o uso dos carros e acredita que restringindo os estacionamentos conseguirá reduzir a circulação dos mesmos.
Dentro dessa estratégia, elevou substancialmente o valor do período de permanência e criou dificuldades para a distribuição das cartelas com valor atualizado, como foi registrado em reportagem da Veja São Paulo.
O teor da reportagem deixa dúvida se as dificuldades são acidentais, culpa do "suspeito de sempre", ou seja, a burocracia, ou se faz parte de uma inteira despriorização das Zonas Azuis pela Prefeitura Municipal.
A visão seria de que grande parte das Zonas Azuis seriam sacrificadas para a implantação das ciclofaixas e, em função disso, a tecnologia, assim como a logística deverão ser reavaliados. A dúvida seria se vale a pena mudar a tecnologia, com uma substancial alteração na escola dos serviços.
A tendência real seria a redução gradativa das Zonas Azuis, o que deve significar que não haverá mudaças tecnológicas, dentro da atual administração, ainda que se alegue que estão em estudos. Não passarão dessa fase.
Tradicionalmente o equipamento de controle é o parquímetro, inicialmente com o uso de fichas específicas, avançando para o uso de moedas comuns.
A cidade de São Paulo criou um sistema manual simples com uma cartela preenchida manualmente que pela facilidade de implantação foi replicada em diversas outras cidades: a Zona Azul.
Essa conjugação de simplicidade com a facilidade de implantação sem grandes investimentos fez com que a Prefeitura Municipal rejeitasse sucessivamente a tecnificação do sistema. Uma das alegações era a velocidade de avanços tecnológicos que faria com que um determinado sistema implantado ficasse obsoleto em curto prazo.
A atual administração municipal é declaradamente contra o uso dos carros e acredita que restringindo os estacionamentos conseguirá reduzir a circulação dos mesmos.
Dentro dessa estratégia, elevou substancialmente o valor do período de permanência e criou dificuldades para a distribuição das cartelas com valor atualizado, como foi registrado em reportagem da Veja São Paulo.
O teor da reportagem deixa dúvida se as dificuldades são acidentais, culpa do "suspeito de sempre", ou seja, a burocracia, ou se faz parte de uma inteira despriorização das Zonas Azuis pela Prefeitura Municipal.
A visão seria de que grande parte das Zonas Azuis seriam sacrificadas para a implantação das ciclofaixas e, em função disso, a tecnologia, assim como a logística deverão ser reavaliados. A dúvida seria se vale a pena mudar a tecnologia, com uma substancial alteração na escola dos serviços.
A tendência real seria a redução gradativa das Zonas Azuis, o que deve significar que não haverá mudaças tecnológicas, dentro da atual administração, ainda que se alegue que estão em estudos. Não passarão dessa fase.
sexta-feira, 5 de setembro de 2014
O imaginário popular
Os marqueteiros políticos gostam de trabalhar com o tal "imaginário popular", que são criações mentais que as pessoas formam a partir de alguma informação. Eles repetem, martelam a imagem de forma a se tornarem "populares".
Os contos de fada ou as histórias folclóricas são casos tipos de formação do "imaginário popular": Papai Noel talvez seja a figura imaginária mais conhecida e desejada.
Em política é usual tentar associar as pessoas presentes com pessoas ou fatos passadas. Com o crescimento de Marina Silva nas pesquisas eleitorais, Dilma - por conta própria, orientada pelos marqueteiros ou assessores - busca associar Marina a dois presidentes com características messiânicas que não concluíram o seu mandato. A ideia é passar aos eleitores a imagem de que Marina Silva, se e uma vez eleita não concluirá o seu mandato. Seria uma nova aventura que o Brasil não precisaria ter de novo.
A criação e difusão dessa imagem ter vantagens e defeitos. Referem-se a fatos reais relativamente recentes. Ainda conta com testemunhas oculares, que podem apresentar versões diferentes da crença geral. A renúncia de Jânio ainda é cercada de mistérios e o principal protagonista já faleceu. O impeachment de Collor não tem grandes mistérios, apenas divergências de interpretações. E ele ainda está vivo e já se associou a Lula e ao PT, o que compromete a sua associação com Marina.
A sua imagem está mais associada a Dilma, o que tem sido o contra-ataque da candidata do PSB.
Jânio foi eleito Presidente da República em 1960, tendo renunciado em agosto de 1961. Na época era preciso ter 18 anos para ser eleitor. Portanto os mais jovens eram nascidos em 1943 e hoje com 71 anos. Uma grande parte dos que elegeram Jânio já teriam falecido.
Antes havia sido eleito Prefeito de São Paulo e Governador do Estado.
Faço parte dos sobreviventes que viveu o momento histórico e não vejo qualquer problema no fantasma Jânio. Tampouco compartilho da idéia de que a renúncia dele desembocou na ditadura militar.
Marina Silva carrega um messianismo, mas não emerge como uma "salvadora da Pátria". E como a redenção dos pobres, como propunha Jânio.
O principal lema de Jânio era "o tostão contra o milhão". Ele buscava o voto dos mais pobres para se contrapor aos mais ricos. Se alguma associação pode ser feito é de Jânio com Lula. Da mesma forma que Collor buscava os "descamisados" os "pés descalços" contra os bem nutridos.
Marina, apesar da sua história é a "redentora" da classe média. Aquela que Dilma diz ter criada e fortalecida. É exatamente essa que "marinou" e não vê associação dela nem com Jânio, e muito menos com Collor.
Os contos de fada ou as histórias folclóricas são casos tipos de formação do "imaginário popular": Papai Noel talvez seja a figura imaginária mais conhecida e desejada.
Em política é usual tentar associar as pessoas presentes com pessoas ou fatos passadas. Com o crescimento de Marina Silva nas pesquisas eleitorais, Dilma - por conta própria, orientada pelos marqueteiros ou assessores - busca associar Marina a dois presidentes com características messiânicas que não concluíram o seu mandato. A ideia é passar aos eleitores a imagem de que Marina Silva, se e uma vez eleita não concluirá o seu mandato. Seria uma nova aventura que o Brasil não precisaria ter de novo.
A criação e difusão dessa imagem ter vantagens e defeitos. Referem-se a fatos reais relativamente recentes. Ainda conta com testemunhas oculares, que podem apresentar versões diferentes da crença geral. A renúncia de Jânio ainda é cercada de mistérios e o principal protagonista já faleceu. O impeachment de Collor não tem grandes mistérios, apenas divergências de interpretações. E ele ainda está vivo e já se associou a Lula e ao PT, o que compromete a sua associação com Marina.
A sua imagem está mais associada a Dilma, o que tem sido o contra-ataque da candidata do PSB.
Jânio foi eleito Presidente da República em 1960, tendo renunciado em agosto de 1961. Na época era preciso ter 18 anos para ser eleitor. Portanto os mais jovens eram nascidos em 1943 e hoje com 71 anos. Uma grande parte dos que elegeram Jânio já teriam falecido.
Antes havia sido eleito Prefeito de São Paulo e Governador do Estado.
Faço parte dos sobreviventes que viveu o momento histórico e não vejo qualquer problema no fantasma Jânio. Tampouco compartilho da idéia de que a renúncia dele desembocou na ditadura militar.
Marina Silva carrega um messianismo, mas não emerge como uma "salvadora da Pátria". E como a redenção dos pobres, como propunha Jânio.
O principal lema de Jânio era "o tostão contra o milhão". Ele buscava o voto dos mais pobres para se contrapor aos mais ricos. Se alguma associação pode ser feito é de Jânio com Lula. Da mesma forma que Collor buscava os "descamisados" os "pés descalços" contra os bem nutridos.
Marina, apesar da sua história é a "redentora" da classe média. Aquela que Dilma diz ter criada e fortalecida. É exatamente essa que "marinou" e não vê associação dela nem com Jânio, e muito menos com Collor.
quinta-feira, 4 de setembro de 2014
Cara ou coroa?
As eleições gerais dos últimos anos tem se caracterizado como uma forte contraposição entre as duas principais forças políticas: o PT e o PSDB.
Com o PT no poder há 12 anos, a principal oposição era do PSDB, que ficou nesse mesmo poder 8 anos antes. O PT não perde o vezo de ser oposição e concentrou a sua campanha inicial em combater o eventual retorno do PSDB ao poder.
Nessa disputa havia a possibilidade real, desta vez, de uma terceira via. O trágico acidente com Eduardo Campos transformou Marina Silva na alternativa principal para tirar o PT do poder.
O PSDB e Aécio Neves percebem essa mudança, mas não querem adotar a medida pragmática para encerrar a "guerra" mais rapidamente.
O segundo turno já está bem delineado, nas condições atuais. Poderia ser antecipado para o primeiro turno.
Mas todos acreditam na eventualidade de ocorrência de um fato novo capaz de mudar inteiramente o cenário atual. Se Eduardo Campos morreu repentinamente num acidente aéreo improvável, porque não poderia ocorrer um novo desastre ainda neste mês de setembro?
A esta altura do "campeonato" ninguém tem guardado um fato novo, o chamado "fator surpresa", para ganhar mais votos, tirando de algum adversário. O fato novo teria que ser uma "escorregadela" do adversário, provocada ou por erro próprio.
Dilma tem uma posição consolidada, tanto a favor como contra. As suas estratégias e discursos também estão consolidados. A tentativa de conquistar novos eleitores estão na oportunidade das falhas dos adversários.
É o que ocorreu com Marina Silva e ainda pode ocorrer, porque ela tem o apoio de diversas tributos, algumas com visões de mundo opostas. É o que ocorreu em relação às questões gays. Essa tribo, que tem muitos dos seus integrantes, dentro da mídia, ou seja, da opinião publicada, reivindica o reconhecimento do "casamento gay" e a criminalização da homofobia. A tribo dos "evengélicos" é muito maior, mas tem menos visibilidade por fazerem parte da opinião não publicada. Dilma e o PT buscaram explorar as mudanças de posições de Marina, com algum sucesso.
As mais recentes pesquisas indicam que ela não conseguiu se distanciar, ainda que mantenha a dianteira.
Aécio, a esta altura, está "a espera de um milagre", que espera poderia ocorrer até o último minuto já do tempo adicional. Ou o indulto do Governador à aplicação da pena de morte, nos filmes norte-americanos.
Mas, provavelmente, perdeu o trem de 2014 e vai ter que esperar chegar o trem de 2018.
Com o PT no poder há 12 anos, a principal oposição era do PSDB, que ficou nesse mesmo poder 8 anos antes. O PT não perde o vezo de ser oposição e concentrou a sua campanha inicial em combater o eventual retorno do PSDB ao poder.
Nessa disputa havia a possibilidade real, desta vez, de uma terceira via. O trágico acidente com Eduardo Campos transformou Marina Silva na alternativa principal para tirar o PT do poder.
O PSDB e Aécio Neves percebem essa mudança, mas não querem adotar a medida pragmática para encerrar a "guerra" mais rapidamente.
O segundo turno já está bem delineado, nas condições atuais. Poderia ser antecipado para o primeiro turno.
Mas todos acreditam na eventualidade de ocorrência de um fato novo capaz de mudar inteiramente o cenário atual. Se Eduardo Campos morreu repentinamente num acidente aéreo improvável, porque não poderia ocorrer um novo desastre ainda neste mês de setembro?
A esta altura do "campeonato" ninguém tem guardado um fato novo, o chamado "fator surpresa", para ganhar mais votos, tirando de algum adversário. O fato novo teria que ser uma "escorregadela" do adversário, provocada ou por erro próprio.
Dilma tem uma posição consolidada, tanto a favor como contra. As suas estratégias e discursos também estão consolidados. A tentativa de conquistar novos eleitores estão na oportunidade das falhas dos adversários.
É o que ocorreu com Marina Silva e ainda pode ocorrer, porque ela tem o apoio de diversas tributos, algumas com visões de mundo opostas. É o que ocorreu em relação às questões gays. Essa tribo, que tem muitos dos seus integrantes, dentro da mídia, ou seja, da opinião publicada, reivindica o reconhecimento do "casamento gay" e a criminalização da homofobia. A tribo dos "evengélicos" é muito maior, mas tem menos visibilidade por fazerem parte da opinião não publicada. Dilma e o PT buscaram explorar as mudanças de posições de Marina, com algum sucesso.
As mais recentes pesquisas indicam que ela não conseguiu se distanciar, ainda que mantenha a dianteira.
Aécio, a esta altura, está "a espera de um milagre", que espera poderia ocorrer até o último minuto já do tempo adicional. Ou o indulto do Governador à aplicação da pena de morte, nos filmes norte-americanos.
Mas, provavelmente, perdeu o trem de 2014 e vai ter que esperar chegar o trem de 2018.
quarta-feira, 3 de setembro de 2014
Mais bicicletas ou menos vagas?
Fui à cidade. Na quinta feira passada fui ao centro velho da cidade de São Paulo. Sou do tempo em que se ia à cidade. Era como os moradores paulistanos se referiam a sua ida ao centro da cidade. Era onde estavam as maiores atrações culturais da cidade. As melhores lojas ou as mais "chiques". Era onde a elite se encontrava e a classe média transitava.
Era também o símbolo da modernidade e do desenvolvimento. Isso mudou a partir dos anos sessenta. Hoje a cidade está decadente e vai piorar.
Passando pela rua Boa Vista, encontrei o lado esquerdo sendo pintado como uma ciclofaixa e vislumbrei que o principal objetivo não é facilitar a vida de poucos ciclistas que vão utilizá-la. A prioridade das vias escolhidas para a implantação da rede de ciclofaixas indica um objetivo claro escamoteado: é um pretexto para eliminar vagas de estacionamento gratuito nas vias públicas de grande movimento.
Faz parte da estratégia do Prefeito em reduzir ou eliminar vagas na suposição de que com menos vagas haverá menor atração de carros, para as áreas de restrição.
Percebeu que, na inviabilidade de implantar o pedágio, a alternativa é eliminar as vagas gratuitas na via pública e levantar os recursos equivalentes através das multas. Conseguirá, de forma mais simples, alcançar os mesmo objetivos que conseguiria com o pedágio. Sem os mesmos custos e sem o desgaste político.
A suposição do desincentivo ao uso do carro é correta, mas a perda de atratividade não será apenas dos carros, fazendo com os seus usuários se transferiam para o transporte coletivo. Uma parte que não deixará de usar o carro e mudará o seu local de trabalho, buscando outros locais onde possam ter maior facilidade de estacionamento.
Sem vagas para estacionamento gratuito, os que não podem mudar de local de trabalho para manter os seus empregos, irão efetivamente se transferir para o transporte coletivo e alguns aderirão ao uso da bicicleta.
Os remanescentes que insistem em usar o carro, irão se valer dos estacionamentos privados, na sua maior parte improvisados, pagando os elevados valores cobrados. Com as restrições os preços aumentarão mais ainda.
Parte dos estacionamentos privados são improvisados e sem as devidas licenças. Alguns não recolhem o ISS, mas a Prefeitura Municipal até agora tem feito "vista grossa".
Para ser coerente com a sua estratégia de reprimir o uso dos carros, a Prefeitura deverá exercer a fiscalização dos estacionamentos no centro com mais rigor.
A consequência desse processo será a escassez de vagas para estacionamento no centro da cidade, provocando uma redução do volume de carros no centro, melhorando as condições de tráfego na suas vias e menor poluição do seu ambiente. Juntamente com essa redução de carros e tráfego ocorrerá uma redução das atividades econômicas de maior renda, substituída pelas de menor renda. Ou seja, um "down grade" que pode ser traduzido como degradação econômica.
Era também o símbolo da modernidade e do desenvolvimento. Isso mudou a partir dos anos sessenta. Hoje a cidade está decadente e vai piorar.
Passando pela rua Boa Vista, encontrei o lado esquerdo sendo pintado como uma ciclofaixa e vislumbrei que o principal objetivo não é facilitar a vida de poucos ciclistas que vão utilizá-la. A prioridade das vias escolhidas para a implantação da rede de ciclofaixas indica um objetivo claro escamoteado: é um pretexto para eliminar vagas de estacionamento gratuito nas vias públicas de grande movimento.
Faz parte da estratégia do Prefeito em reduzir ou eliminar vagas na suposição de que com menos vagas haverá menor atração de carros, para as áreas de restrição.
Percebeu que, na inviabilidade de implantar o pedágio, a alternativa é eliminar as vagas gratuitas na via pública e levantar os recursos equivalentes através das multas. Conseguirá, de forma mais simples, alcançar os mesmo objetivos que conseguiria com o pedágio. Sem os mesmos custos e sem o desgaste político.
A suposição do desincentivo ao uso do carro é correta, mas a perda de atratividade não será apenas dos carros, fazendo com os seus usuários se transferiam para o transporte coletivo. Uma parte que não deixará de usar o carro e mudará o seu local de trabalho, buscando outros locais onde possam ter maior facilidade de estacionamento.
Sem vagas para estacionamento gratuito, os que não podem mudar de local de trabalho para manter os seus empregos, irão efetivamente se transferir para o transporte coletivo e alguns aderirão ao uso da bicicleta.
Os remanescentes que insistem em usar o carro, irão se valer dos estacionamentos privados, na sua maior parte improvisados, pagando os elevados valores cobrados. Com as restrições os preços aumentarão mais ainda.
Parte dos estacionamentos privados são improvisados e sem as devidas licenças. Alguns não recolhem o ISS, mas a Prefeitura Municipal até agora tem feito "vista grossa".
Para ser coerente com a sua estratégia de reprimir o uso dos carros, a Prefeitura deverá exercer a fiscalização dos estacionamentos no centro com mais rigor.
A consequência desse processo será a escassez de vagas para estacionamento no centro da cidade, provocando uma redução do volume de carros no centro, melhorando as condições de tráfego na suas vias e menor poluição do seu ambiente. Juntamente com essa redução de carros e tráfego ocorrerá uma redução das atividades econômicas de maior renda, substituída pelas de menor renda. Ou seja, um "down grade" que pode ser traduzido como degradação econômica.
terça-feira, 2 de setembro de 2014
Comentários das minhas amigas médicas
Camila Souto Discordo, Jorge!
Na verdade no Brasil não faltam médicos!
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o número ideal é de 1 médico para cada 1000 habitantes, o Brasil tem mais que isso. O que há é uma má distribuição deles.
Na verdade, Jorge , os "grotões" onde o senhor fala, os lugares onde não há estrutura mínima para se consultar um paciente, onde se pode realizar "um atendimento elementar" que "qualquer um pode fazer", é de onde saem os pacientes descompensados, onde o médico de fato e de direito não consegue realizar uma boa clínica, pois não há maca, medicamentos e exames de retaguarda. Não existe atendimento elementar, paciente elementar e muito menos doença elementar, e por isso não é qualquer um que pode fazer. Tem que ser alguém capacitado realmente. Ao contrário do que o senhor pensa, doentes são iguais em todos os lugares, e quem lota os hospitais das clínicas e hospitais universitários de todas as capitais são os doentes do interior, dos "grotões", como fala o senhor. Esses pacientes geralmente chegam descompensados a essas instituições por não terem sido atendidos por verdadeiros médicos. Talvez esse paciente não teve esse atendimento médico, pois o médico deve ter ido atender na unidade de saúde e viu paciente morrer por não ter uma medicação pra curar a sua doença, pode ter sido porque o médico solicitou um exame e pela demora para conseguir o paciente teve uma piora da sua doença, como um câncer, por exemplo, e morreu, pode ter sido por que o médico foi atender e no final do mês não recebeu o seu salário.
Isso ninguém divulga, isso ninguém entende!!!
No momento só estou trabalhando no SUS, posso falar com propriedade disso.
Trabalhei nesses "grotões" mas acredita precisei de um hemograma para saber se a paciente estava com risco de ter dengue hemorrágica e lá não fazia? E pior que eu só ia conseguir esse resultado na próxima semana? Será que essa paciente escapou? Acredita que esse município pagava o quase o dobro do município em que estou trabalhando e cobrava que eu fosse um único dia?? Pois é, ofereceram isso a mim e também a todos os outros médicos que lá chegaram para trabalhar, mesmo lá sendo um "grotão", mas lá não ficaram no máximo uns três meses.
Os doentes desse "grotão" são igualzinhos aos doentes de Garanhuns, onde trabalho atualmente, igualzinhos aos doentes de São Paulo, igualzinho a esse doente que saiu daqui de Garanhuns há alguns anos e está sendo atendido no Sírio Libanês.
Pra mim, eles devem ser tratado com a mesma importância, com médicos, com equipamentos, com exames, com dignidade!
Na verdade no Brasil não faltam médicos!
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o número ideal é de 1 médico para cada 1000 habitantes, o Brasil tem mais que isso. O que há é uma má distribuição deles.
Na verdade, Jorge , os "grotões" onde o senhor fala, os lugares onde não há estrutura mínima para se consultar um paciente, onde se pode realizar "um atendimento elementar" que "qualquer um pode fazer", é de onde saem os pacientes descompensados, onde o médico de fato e de direito não consegue realizar uma boa clínica, pois não há maca, medicamentos e exames de retaguarda. Não existe atendimento elementar, paciente elementar e muito menos doença elementar, e por isso não é qualquer um que pode fazer. Tem que ser alguém capacitado realmente. Ao contrário do que o senhor pensa, doentes são iguais em todos os lugares, e quem lota os hospitais das clínicas e hospitais universitários de todas as capitais são os doentes do interior, dos "grotões", como fala o senhor. Esses pacientes geralmente chegam descompensados a essas instituições por não terem sido atendidos por verdadeiros médicos. Talvez esse paciente não teve esse atendimento médico, pois o médico deve ter ido atender na unidade de saúde e viu paciente morrer por não ter uma medicação pra curar a sua doença, pode ter sido porque o médico solicitou um exame e pela demora para conseguir o paciente teve uma piora da sua doença, como um câncer, por exemplo, e morreu, pode ter sido por que o médico foi atender e no final do mês não recebeu o seu salário.
Isso ninguém divulga, isso ninguém entende!!!
No momento só estou trabalhando no SUS, posso falar com propriedade disso.
Trabalhei nesses "grotões" mas acredita precisei de um hemograma para saber se a paciente estava com risco de ter dengue hemorrágica e lá não fazia? E pior que eu só ia conseguir esse resultado na próxima semana? Será que essa paciente escapou? Acredita que esse município pagava o quase o dobro do município em que estou trabalhando e cobrava que eu fosse um único dia?? Pois é, ofereceram isso a mim e também a todos os outros médicos que lá chegaram para trabalhar, mesmo lá sendo um "grotão", mas lá não ficaram no máximo uns três meses.
Os doentes desse "grotão" são igualzinhos aos doentes de Garanhuns, onde trabalho atualmente, igualzinhos aos doentes de São Paulo, igualzinho a esse doente que saiu daqui de Garanhuns há alguns anos e está sendo atendido no Sírio Libanês.
Pra mim, eles devem ser tratado com a mesma importância, com médicos, com equipamentos, com exames, com dignidade!
Ana Tabet Exatamente. Acho que esta situação só vai melhorar, quando políticos e parentes dependentes forem OBRIGADOS a usar serviços de Saúde e de Educação públicos.
Assuntos de Medicina, principalmente a preventiva, e o atendimento primário, não são coisas para amadores.
Assuntos de Medicina, principalmente a preventiva, e o atendimento primário, não são coisas para amadores.
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