Uma sutil movimentação pouco perceptível pela sociedade e pelos analistas, mas clara para o "mercado" ocorreu durante a semana.
Às vésperas da reunião do Banco Central, para definir a taxa básica de juros, a tal SELIC, os grandes banqueiros brasileiros se ausentaram de um jantar, em São Paulo, com o Presidente da República e o Ministro da Fazenda.
Ontem, o Banco Central manteve a redução da taxa de juros, mas mantendo a velocidade do processo. Não a acelerou, como o mercado tinha com perspectiva antes de 17 de maio. E anunciou uma desaceleração no ritmo de redução.
Supostamente os banqueiros nacionais estavam incomodados com a velocidade da redução e deram um recado. Foram atendidos, ainda que não inteiramente no que gostariam.
Querem ou não uma solução para a crise politica? São contra ou a favor da permanência de Temer? Quais são os seus objetivos reais?
"No creo en brujas, pero que las hay, las hay".
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quinta-feira, 1 de junho de 2017
quarta-feira, 31 de maio de 2017
O Brasil com Temer
Michel Temer poderá ainda ter uma sobrevida como Presidente da República. Está na dependência de decisões pessoais, movidos por dois objetivos: não ser transferido do Palácio do Jaburu para o "Palácio" da Papuda, ambos em Brasília. E passar para a história como o Presidente que recuperou a economia brasileira, após a sua mais prolongada crise.
Não há incertezas. As decisões judiciais condenarão o registro da chapa e punirão Dilma. A dúvida é sobre quando isso ocorrerá.
Enquanto Temer ficar, permanecerá a crise política,
com uma sucessão de pedidos de impeachment que não terão andamento ou andamento lento.
O "Governo para". Só manterá as atividades rotineiras. Como não dispõe de muitos recursos orçamentários, com mais de 90% em despesas obrigatórias, já não tinha condições de fazer coisas novas. Com a permanência ou não de Temer. "Tanto faz, como tanto fez".
Com Temer ou sem Temer o Governo continuará na mesma. Com mudanças de nomes, afetando apenas os que perderão os cargos.

Com Temer ou sem Temer, a reforma trabalhista deverá ser aprovada no Congresso e a reforma previdenciária, será fatiada. Uma parte ficará para 2019 ou mais. A mini-reforma política pouco ou nada depende do Executivo. É uma briga doméstica, dentro do Congresso.
No campo político, a saída ou não de Temer, é uma disputa de grupos internos pelo poder. Não há qualquer possibilidade de eleger um novo presidente, fora do grupo que assumiu o poder, depois de derrubar o PT.
Qualquer um que possa vir a ser eleito indiretamente pelo Congresso será "pró-mercado", pró-reformas e anti PT.
A evolução da economia dependerá da microeconomia. Não dos modelos macroeconômicos.
O Brasil com Temer, ou sem Temer será o mesmo até o final de 2018: "a mesma sujeira".
Não há incertezas. As decisões judiciais condenarão o registro da chapa e punirão Dilma. A dúvida é sobre quando isso ocorrerá.
Enquanto Temer ficar, permanecerá a crise política,
com uma sucessão de pedidos de impeachment que não terão andamento ou andamento lento.
O "Governo para". Só manterá as atividades rotineiras. Como não dispõe de muitos recursos orçamentários, com mais de 90% em despesas obrigatórias, já não tinha condições de fazer coisas novas. Com a permanência ou não de Temer. "Tanto faz, como tanto fez".
Com Temer ou sem Temer o Governo continuará na mesma. Com mudanças de nomes, afetando apenas os que perderão os cargos.

Com Temer ou sem Temer, a reforma trabalhista deverá ser aprovada no Congresso e a reforma previdenciária, será fatiada. Uma parte ficará para 2019 ou mais. A mini-reforma política pouco ou nada depende do Executivo. É uma briga doméstica, dentro do Congresso.
No campo político, a saída ou não de Temer, é uma disputa de grupos internos pelo poder. Não há qualquer possibilidade de eleger um novo presidente, fora do grupo que assumiu o poder, depois de derrubar o PT.
Qualquer um que possa vir a ser eleito indiretamente pelo Congresso será "pró-mercado", pró-reformas e anti PT.
A evolução da economia dependerá da microeconomia. Não dos modelos macroeconômicos.
O Brasil com Temer, ou sem Temer será o mesmo até o final de 2018: "a mesma sujeira".
terça-feira, 30 de maio de 2017
Renovação frustrada
Dentro da perspectiva de renovação política, uma esperança estava na geração hoje em torno dos 50 anos ou menos.
Entre eles estava um promissor político.
Filho de um industrial paranaense, veio estudar em São Paulo, na Escola de Administração de Empresas da FGV, onde estudaram muitos dos empresários e executivos que hoje comandam grandes empresas. Foi colega de vários deles e se destacou pelas suas atividades políticas, tendo sido eleito Presidente do Grêmio Acadêmico.
Retornando à empresa da família, mostrou-se inovador, lançando no Brasil a primeira barrinha de cereais, que ainda hoje é a principal marca do mercado: Nutry.
Ingressou na carreira política, pelo estágio de participar de cargos de confiança dentro de gabinetes governamentais. Também uma carreira de "puxa-saquismo do chefe"
E abraçou os movimentos ambientalistas. Seus discursos e posições eram modernas.
Lançou-se na disputa eleitoral, tendo conseguido se eleger deputado federal. Foi candidato derrotado ao Governo do Paraná e em 2014 não conseguiu ser eleito diretamente deputado federal, assumindo recentemente na vaga de Osmar Serraglio. Continuou trabalhando em gabinetes políticos. O mais importante, sempre junto a Michel Temer, como Presidente da Câmara dos Deputados ou Vice-Presidente.
Com tal currículo poderia vir a ser um "Macron brasileiro".
Mas foi contaminado pelo vírus da corrupção e o seu destino mais provável é a "Prison".
Mais uma esperança de renovação política frustrada.
E a manutenção do risco. Os jovens políticos que chegam cheio de ideais podem também acabar doentes, contaminados pelo esse terrível vírus.
Como erradicar esse vírus é o grande desafio do país. O começo é reconhecer a sua existência e o processo de sua atuação.
Entre eles estava um promissor político.
Filho de um industrial paranaense, veio estudar em São Paulo, na Escola de Administração de Empresas da FGV, onde estudaram muitos dos empresários e executivos que hoje comandam grandes empresas. Foi colega de vários deles e se destacou pelas suas atividades políticas, tendo sido eleito Presidente do Grêmio Acadêmico.
Retornando à empresa da família, mostrou-se inovador, lançando no Brasil a primeira barrinha de cereais, que ainda hoje é a principal marca do mercado: Nutry.
Ingressou na carreira política, pelo estágio de participar de cargos de confiança dentro de gabinetes governamentais. Também uma carreira de "puxa-saquismo do chefe"
E abraçou os movimentos ambientalistas. Seus discursos e posições eram modernas.
Lançou-se na disputa eleitoral, tendo conseguido se eleger deputado federal. Foi candidato derrotado ao Governo do Paraná e em 2014 não conseguiu ser eleito diretamente deputado federal, assumindo recentemente na vaga de Osmar Serraglio. Continuou trabalhando em gabinetes políticos. O mais importante, sempre junto a Michel Temer, como Presidente da Câmara dos Deputados ou Vice-Presidente.
Com tal currículo poderia vir a ser um "Macron brasileiro".
Mas foi contaminado pelo vírus da corrupção e o seu destino mais provável é a "Prison".
Mais uma esperança de renovação política frustrada.
E a manutenção do risco. Os jovens políticos que chegam cheio de ideais podem também acabar doentes, contaminados pelo esse terrível vírus.
Como erradicar esse vírus é o grande desafio do país. O começo é reconhecer a sua existência e o processo de sua atuação.
segunda-feira, 29 de maio de 2017
Colapso eleitoral - Sistema eleitoral
O que estamos vivendo hoje no Brasil não é apenas mais uma crise conjuntural, envolvendo a permanência ou saída de um Presidente da República.
São reflexos do colapso de um velho Brasil. São as velhas estruturas que estão ruindo, com os seus protagonistas lutando para mantê-las e sobreviver. Tanto no campo sócio-cultural, como no econômico e no político.
O modelo patrimonialista da vida brasileira está em colapso. O modelo econômico voltado para dentro está em colapso. O modelo politico, estruturado em torno de um financiamento empresarial tornou-se inviável, gerando um grande abalo econômico.
Sem o financiamento empresarial - formal ou informal - não há mais como sustentar o modelo de eleição proporcional baseado em coeficiente partidário.
A eleição dos mais votados, independentemente dos partidos, será o modelo futuro. Se não para 2018 - por conta dos prazos e das resistências - o será para 2022.
Os partidos enfraquecerão. Não por falta de representatividade, mas por falta de base financeira.
Terão que se reinventar, se repaginar ou se refundar.
Quem sair na frente levará vantagem.
São reflexos do colapso de um velho Brasil. São as velhas estruturas que estão ruindo, com os seus protagonistas lutando para mantê-las e sobreviver. Tanto no campo sócio-cultural, como no econômico e no político.
O modelo patrimonialista da vida brasileira está em colapso. O modelo econômico voltado para dentro está em colapso. O modelo politico, estruturado em torno de um financiamento empresarial tornou-se inviável, gerando um grande abalo econômico.
Sem o financiamento empresarial - formal ou informal - não há mais como sustentar o modelo de eleição proporcional baseado em coeficiente partidário.
A eleição dos mais votados, independentemente dos partidos, será o modelo futuro. Se não para 2018 - por conta dos prazos e das resistências - o será para 2022.
Os partidos enfraquecerão. Não por falta de representatividade, mas por falta de base financeira.
Terão que se reinventar, se repaginar ou se refundar.
Quem sair na frente levará vantagem.
sexta-feira, 26 de maio de 2017
Colapso estrutural - modelo econômico
A crise atual reflete o colapso de duas estruturas seculares, dominantes na cultura, politica e econômia brasileira: o nacionalismo econômico e o patrimonialismo.
O nacionalismo econômico é caracterizado pela estruturação da economia voltada para dentro, autossustentada pela produção e consumo interno. Essa estruturação decorre de vontade política, com apoio de segmentos da sociedade, com o sentido de não aceitar o que seria uma vocação natural do Brasil: um grande supridor mundial de matérias primas, tanto vegetais e animais, como minerais.
Ainda que iniciada antes, foi reforçada pela doutrina e conceitos desenvolvidos dentro da CEPAL, e conta ainda com inúmero adeptos.
Embora caracterizada como "nacional-desenvolvimentista" prefiro denominar de nacionalista-estatizantes. Nacionalista porque adota o conceito de uma economia voltada para dentro, para a nação e não amplamente integrada no mercado mundial, na globalização. Estatizante porque o modelo é baseado em forte atuação direta e indireta do Estado.
Para viabilizar e implantar essa estrutura o Brasil, através dos seus governantes - eleitos ou não - optou pela utilização do Estado como o principal protagonista, seja através da assunção de atividades estratégicas, atribuídas a empresas estatais, como através de mecanismos de apoio às empresas privadas, como regras de proteção à produção nacional, renúncias fiscais e financiamentos por bancos públicos. Envolveu sempre, intervenções artificiais do Estado na economia e tornou as empresas privadas reféns das políticas públicas. Estabeleceu uma cultura empresarial de só fazer o que o Governo sinalizava.
A persistência nesse modelo apenas retarda a recuperação da economia brasileira. O modelo já perdeu a sua essência vital. Não tem mais base suficiente para sua revitalização. O colapso é definitivo.
(cont)
O nacionalismo econômico é caracterizado pela estruturação da economia voltada para dentro, autossustentada pela produção e consumo interno. Essa estruturação decorre de vontade política, com apoio de segmentos da sociedade, com o sentido de não aceitar o que seria uma vocação natural do Brasil: um grande supridor mundial de matérias primas, tanto vegetais e animais, como minerais.
Ainda que iniciada antes, foi reforçada pela doutrina e conceitos desenvolvidos dentro da CEPAL, e conta ainda com inúmero adeptos.
Embora caracterizada como "nacional-desenvolvimentista" prefiro denominar de nacionalista-estatizantes. Nacionalista porque adota o conceito de uma economia voltada para dentro, para a nação e não amplamente integrada no mercado mundial, na globalização. Estatizante porque o modelo é baseado em forte atuação direta e indireta do Estado.
Para viabilizar e implantar essa estrutura o Brasil, através dos seus governantes - eleitos ou não - optou pela utilização do Estado como o principal protagonista, seja através da assunção de atividades estratégicas, atribuídas a empresas estatais, como através de mecanismos de apoio às empresas privadas, como regras de proteção à produção nacional, renúncias fiscais e financiamentos por bancos públicos. Envolveu sempre, intervenções artificiais do Estado na economia e tornou as empresas privadas reféns das políticas públicas. Estabeleceu uma cultura empresarial de só fazer o que o Governo sinalizava.
A persistência nesse modelo apenas retarda a recuperação da economia brasileira. O modelo já perdeu a sua essência vital. Não tem mais base suficiente para sua revitalização. O colapso é definitivo.
(cont)
quinta-feira, 25 de maio de 2017
Vencer o patrimonialismo
Para vencer o patrimonialismo e seus filhos nepotismo e corrupção, não basta a indignação, muito menos o estarrecimento diante das revelações. Tampouco mudar os presidentes. Necessário, mas não suficientes.
É preciso desenvolver estratégias eficazes, a partir de diagnósticos corretos. Sem o que as ações serão erráticas e ineficazes.
O nosso entendimento, que submetemos aos leitores, é que o patrimonialismo é um traço cultural, de natureza individual que pelo alto alcance se torna coletivo e nacional. Tem a ver com o caráter pessoal.
A pessoa tem princípios e está disposta a sustentá-los, resistindo a qualquer oferta de vantagem contra os mesmos? Ou está disposta a oferece vantagens a terceiros para obter um benefício indevido?
Para combater as doenças do patrimonialismo, nepotismo e corrupção que são membros da mesma família, é preciso atuar sobre as pessoas para reforçar a sua imunidade, ou seja, reforçar a integridade. É preciso que isso se amplie para o seu ambiente, assim como para a coletividade.
Para a erradicação definitiva da família patrimonialista, é preciso alcançar a cultura individual. E transformá-la numa cultura coletiva. Onde o improbo seja exceção e não a regra.
É preciso desenvolver estratégias eficazes, a partir de diagnósticos corretos. Sem o que as ações serão erráticas e ineficazes.
O nosso entendimento, que submetemos aos leitores, é que o patrimonialismo é um traço cultural, de natureza individual que pelo alto alcance se torna coletivo e nacional. Tem a ver com o caráter pessoal.
A pessoa tem princípios e está disposta a sustentá-los, resistindo a qualquer oferta de vantagem contra os mesmos? Ou está disposta a oferece vantagens a terceiros para obter um benefício indevido?
Para combater as doenças do patrimonialismo, nepotismo e corrupção que são membros da mesma família, é preciso atuar sobre as pessoas para reforçar a sua imunidade, ou seja, reforçar a integridade. É preciso que isso se amplie para o seu ambiente, assim como para a coletividade.
Para a erradicação definitiva da família patrimonialista, é preciso alcançar a cultura individual. E transformá-la numa cultura coletiva. Onde o improbo seja exceção e não a regra.
quarta-feira, 24 de maio de 2017
Mudar para ficar na mesma
A política brasileira segue mais os ensinamentos de do príncipe de Tomasi de Lampedusa, do que de Maquiavel: "tudo deve mudar para que tudo fique como está."
O regime político brasileiro é um "parlamentarismo disfarçado" e não um presidencialismo de coalisão, como os acadêmicos acham, seguidos pela mídia.
O poder real da política brasileira está com o Congresso. Nenhum Presidente da República governa, se não tiver a anuência do Congresso. E se contrapor a ele, o (a) Presidente acaba derrubado (a).
Não existe a possibilidade de eleição direta. A maioria dentro do Congresso não quer. E é esse Congresso que tem o poder de mudar a Constituição para estabelecer a eleição direta.
As facções que estão no poder hoje são a do PMDB, associada a do PSDB, com a cooptação de diversos partidos menores. Não pela composição dentro do Poder Executivo, mas por dominarem o Congresso Nacional.
Esse grupo dominante, tem Michel Temer como o seu representante na Presidência de República. Se ele cai, seja por renuncia, impugnação da sua diplomação, ou por impeachment, o Congresso irá eleger um sucessor do mesmo grupo.
Podem mudar nomes, mas todo jogo político continuará na mesma. Pode haver incerteza com relação ao nome, mas as coisas caminharão como dantes.
A politica econômica seguirá em frente. Com maior ou menor velocidade. A Reforma Trabalhista será aprovada, logo ou mais adiante.
Já a reforma previdenciária poderá ser postergada por mais tempo. Mas não afetará o interesse estrangeiro em investir no Brasil. Que é oportunista e está aproveitando a crise para comprar ativos baratos.
Quem ficar esperando o desfecho da crise política só vai perder tempo. Não há incertezas.
Tudo vai mudar, para ficar tudo na mesma.
O regime político brasileiro é um "parlamentarismo disfarçado" e não um presidencialismo de coalisão, como os acadêmicos acham, seguidos pela mídia.
O poder real da política brasileira está com o Congresso. Nenhum Presidente da República governa, se não tiver a anuência do Congresso. E se contrapor a ele, o (a) Presidente acaba derrubado (a).
Não existe a possibilidade de eleição direta. A maioria dentro do Congresso não quer. E é esse Congresso que tem o poder de mudar a Constituição para estabelecer a eleição direta.
As facções que estão no poder hoje são a do PMDB, associada a do PSDB, com a cooptação de diversos partidos menores. Não pela composição dentro do Poder Executivo, mas por dominarem o Congresso Nacional.
Esse grupo dominante, tem Michel Temer como o seu representante na Presidência de República. Se ele cai, seja por renuncia, impugnação da sua diplomação, ou por impeachment, o Congresso irá eleger um sucessor do mesmo grupo.
Podem mudar nomes, mas todo jogo político continuará na mesma. Pode haver incerteza com relação ao nome, mas as coisas caminharão como dantes.
A politica econômica seguirá em frente. Com maior ou menor velocidade. A Reforma Trabalhista será aprovada, logo ou mais adiante.
Já a reforma previdenciária poderá ser postergada por mais tempo. Mas não afetará o interesse estrangeiro em investir no Brasil. Que é oportunista e está aproveitando a crise para comprar ativos baratos.
Quem ficar esperando o desfecho da crise política só vai perder tempo. Não há incertezas.
Tudo vai mudar, para ficar tudo na mesma.
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